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	<title>ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</title>
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	<description>Um ecossistema de cuidado idealizado pela Dra. Ana Claudia Quintana Arantes para disseminar e atuar na prática e ensino de Cuidados Paliativos para pacientes, famílias e profissionais de saúde.</description>
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	<title>ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</title>
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		<title>Estadão: Novas tecnologias já estão mudando a prática médica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 18:06:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Palestras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um aparelho de ultrassom que cabe na mão já pode usar inteligência artificial para analisar imagens do coração. Sistemas de escuta transformam a conversa entre médico e paciente em registros clínicos. Relógios e sensores acompanham sinais do organismo durante dias ou meses, e novas ferramentas ampliam as possibilidades de prevenção, diagnóstico e tratamento. Parte dessas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um aparelho de ultrassom que cabe na mão já pode usar inteligência artificial para analisar imagens do coração. Sistemas de escuta transformam a conversa entre médico e paciente em registros clínicos. Relógios e sensores acompanham sinais do organismo durante dias ou meses, e novas ferramentas ampliam as possibilidades de prevenção, diagnóstico e tratamento.</p>
<p>Parte dessas tecnologias já chegou à rotina médica, enquanto outras avançam em pesquisa, validação ou adoção. Com essas novas capacidades, muda também a discussão sobre o papel do médico: o que acontece quando máquinas conseguem analisar imagens, organizar informações e assumir tarefas que até pouco tempo dependiam exclusivamente de pessoas?</p>
<div data-fusion-lazy-id="f0fLFAd8hjL95F0"></div>
<p>Essa foi uma das questões discutidas no Afya Summit 2026, realizado em 29 de agosto, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. Promovido pela Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do país, o encontro reuniu médicos, estudantes, pesquisadores, gestores e especialistas. Em sua terceira edição, o evento teve como tema “Da revolução tecnológica à revolução humana”.</p>
<div>
<div class="line-top"></div>
<h3><b>Tecnologia a favor da saúde</b></h3>
</div>
<p>Na abertura da programação científica, Daniel Kraft, médico e futurista da NextMed Health, ligado à Stanford, mostrou recursos que já começam a mudar a assistência e outros que podem ganhar espaço nos próximos anos. Para ele, o avanço da inteligência artificial não diminui a importância do médico e pode, ao contrário, abrir espaço para aquilo que a tecnologia não entrega sozinha.</p>
<div>
<div class="quotation-mark">
<div class="line-mark-top"></div>
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<div><em>“IA não é a estratégia. É um amplificador que pode potencializar a parte humana do cuidado”.</em></div>
<p>Daniel Kraft</p>
<div class="line-bottom"></div>
</div>
<p>Ao assumir tarefas repetitivas e apoiar a análise de informações, esses sistemas podem liberar tempo para atividades que dependem de julgamento clínico, comunicação, empatia e conhecimento das particularidades de cada paciente.</p>
<p>Gustavo Meirelles, radiologista e vice-presidente médico e de relações institucionais da Afya, destacou que o acesso também precisa acompanhar os avanços tecnológicos. Para que essas ferramentas sejam incorporadas à assistência, precisam chegar aos serviços e profissionais que hoje têm menos acesso a elas. “Precisamos fazer com que novas tecnologias não apenas cheguem, mas para todos, portanto, sejam ferramentas inclusivas”, afirmou.</p>
<div>
<div class="line-top"></div>
<h3><b>Mais dados sobre cada paciente</b></h3>
</div>
<p>Uma consulta ou um exame oferece um retrato da saúde naquele momento. Dispositivos digitais podem acrescentar informações reunidas durante dias, semanas ou meses e revelar mudanças que uma medição isolada não mostraria.</p>
<p>A frequência cardíaca ajuda a entender a diferença: enquanto um registro mostra como o coração estava batendo naquele instante, uma sequência permite conhecer o padrão habitual de uma pessoa e perceber quando algo começa a mudar. A inteligência artificial pode analisar esses dados e identificar alterações que mereçam atenção.</p>
<p>Kraft chama essa abordagem de saúde antecipatória: usar informações acumuladas ao longo do tempo para reconhecer sinais precoces e, quando possível, agir antes do aparecimento dos sintomas ou do agravamento de uma doença.</p>
<p>Nos próximos anos, diferentes fontes de informação poderão ser analisadas de forma cada vez mais integrada. A genômica já permite investigar características relacionadas ao risco de doenças e à resposta a medicamentos. Já os gêmeos digitais, modelos virtuais construídos com dados de uma pessoa, são estudados para simular a evolução de determinadas condições e possíveis respostas a intervenções.</p>
<p>Para Kraft, a tendência é que exames, histórico clínico, características genéticas e informações produzidas continuamente por dispositivos sejam cada vez mais analisados em conjunto.</p>
<p>“Não queremos simplesmente entregar ao médico todos os dados genômicos e digitais de um paciente. Precisamos transformar dados multimodais em informação útil, e no momento certo”, afirmou.</p>
<div>
<div class="line-top"></div>
<h3><b>IA na rotina médica</b></h3>
</div>
<p>Algumas ferramentas já estão sendo usadas na prática médica. Eduardo Lapa, cardiologista e diretor médico da Afya, mostrou como sistemas podem auxiliar diferentes etapas do raciocínio clínico: diante de um caso complexo, a ferramenta pode sugerir hipóteses diagnósticas, indicar exames que ajudem a diferenciá-las e apoiar a interpretação dos resultados.</p>
<p>Isso não significa que qualquer sistema capaz de responder a uma pergunta possa orientar um diagnóstico ou tratamento. Um chatbot de uso geral, explicou Lapa, não foi desenvolvido nem validado para essa finalidade. Ferramentas de apoio clínico precisam ser criadas para usos médicos específicos, ter seu desempenho testado e atender a exigências de segurança e regulação.</p>
<p>Guilherme Rodrigues, oftalmologista e professor da Afya, falou sobre uma tarefa comum nos consultórios: preencher o prontuário. Sistemas de escuta ambiente já conseguem acompanhar a conversa durante a consulta, organizar as informações e preparar registros e documentos para posterior conferência.</p>
<p>Para Rodrigues, importa também o que se faz com o tempo poupado. Se precisa digitar menos, o médico pode olhar mais para o paciente, ouvi-lo com atenção e explicar melhor o diagnóstico e os próximos passos. Como o sistema pode errar ou omitir informações, porém, os documentos precisam ser conferidos pelo profissional.</p>
<div>
<div class="line-top"></div>
<h3><b>Dados de saúde ainda estão dispersos</b></h3>
</div>
<p>A capacidade de analisar informações depende, antes de tudo, de ter acesso a elas. Na saúde, exames, resultados laboratoriais e registros clínicos ainda podem ficar distribuídos entre hospitais, laboratórios e clínicas que utilizam sistemas diferentes.</p>
<p>Jacson Barros, especialista em saúde digital da Amazon Web Services (AWS), abordou a interoperabilidade, nome dado à capacidade desses sistemas de trocar e utilizar informações. Um exame realizado em um serviço, por exemplo, pode ajudar em um atendimento posterior em outro local, desde que os dados possam ser compartilhados de forma adequada.</p>
<p>Essa integração permite ao médico consultar antecedentes e amplia as informações disponíveis para análise. Um algoritmo não consegue considerar um exame anterior ou um dado clínico relevante se não tiver acesso a ele.</p>
<div>
<div class="line-top"></div>
<h3><b>Olhar, ouvir e tocar</b></h3>
</div>
<p>Para Drauzio Varella, médico oncologista e escritor, os avanços tecnológicos não mudam uma característica essencial da medicina: a relação entre médico e paciente. Ouvir, observar e examinar continuam fazendo parte do atendimento, mesmo quando novas ferramentas passam a apoiar o diagnóstico e outras tarefas.</p>
<div>
<div class="quotation-mark">
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<div class="line-mark-bottom"></div>
</div>
<div><em>“A medicina é uma profissão necessariamente humana. Medicina se faz com as mãos. Se você não toca no doente, não completa o ato médico.”</em></div>
<p>Drauzio Varella</p>
<div class="line-bottom"></div>
</div>
<p>Isso não impede Varella de recorrer à tecnologia em seu próprio trabalho. Ele contou que usa inteligência artificial para pesquisar trabalhos científicos relacionados aos casos que atende e localizar evidências que, pelos métodos tradicionais, exigiriam muito mais tempo de busca.</p>
<p>Varella define a medicina como ciência e arte. O conhecimento científico oferece caminhos, mas cabe ao médico decidir como aplicá-los à pessoa que está diante dele.</p>
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<div>
<div class="img-amp"><img decoding="async" class="i-amphtml-fill-content i-amphtml-replaced-content" src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/OZFIDE3VVVE2HBI7X5SGQ33ZCM.JPEG?quality=80&amp;auth=80b7006de5960941cb07ef49891fedcf134df4d4ca77765061d2ef04aa86c2a6&amp;width=1200" alt="Drauzio Varella esteve presente no Afya Summit 2026" /></div>
</div><figcaption>Drauzio Varella esteve presente no Afya Summit 2026 Foto: @newtonsantos</figcaption></figure>
<div>
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<h3><b>O paciente não é só a doença</b></h3>
</div>
<p>Ana Claudia Quintana Arantes, médica e escritora com atuação em cuidados paliativos, defendeu que conhecer a doença é apenas uma parte do que o médico precisa saber sobre quem está tratando.</p>
<div>
<div class="quotation-mark">
<div class="line-mark-top"></div>
<div class="line-mark-bottom"></div>
</div>
<div><em>“Humanizar é deixar de olhar o outro como objeto.”</em></div>
<p>Ana Claudia Quintana Arantes</p>
<div class="line-bottom"></div>
</div>
<p>Para mostrar o que isso significa, ela contou a história de uma paciente com câncer que pensava em interromper a terapia. Os exames indicavam redução do tumor, mas, durante boa parte do mês, ela convivia com náuseas, fraqueza e dificuldade para manter a rotina. O resultado era positivo do ponto de vista do tratamento, mas a paciente já não sabia se queria continuar vivendo daquela maneira.</p>
<p>A situação colocava diante do médico uma pergunta que os exames, sozinhos, não poderiam responder. Era preciso considerar a resposta do tumor, mas também os efeitos do tratamento, a qualidade de vida e aquilo que aquela mulher estava disposta a enfrentar.</p>
<figure>
<div>
<div class="img-amp"><img decoding="async" class="i-amphtml-fill-content i-amphtml-replaced-content" src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/IGEBON5XRJFVDLAJXRGB3WY7LY.JPEG?quality=80&amp;auth=6d3b2e829c6ca4a7fe0ce1f8f448da80c05361d5cce57e81d23ed8eccc0b5e84&amp;width=1200" alt="Ana Claudia Arantes em sua palestra no Afya Summit 2026" /></div>
</div><figcaption>Ana Claudia Arantes em sua palestra no Afya Summit 2026 Foto: @newtonsantos</figcaption></figure>
<p>Para Ana Claudia, conhecer a doença e as evidências não basta. O médico também precisa ouvir o paciente e compreender o que importa para ele antes de decidir os próximos passos.</p>
<div>
<div class="line-top"></div>
<h3><b>O que continua nas mãos do médico</b></h3>
</div>
<p>A inteligência artificial já assume algumas tarefas, enquanto sensores e outras tecnologias ampliam as possibilidades de acompanhamento, diagnóstico e tratamento. Transformar essas informações em uma decisão clínica, porém, exige mais do que processar dados.</p>
<p>No Afya Summit 2026, os avanços tecnológicos dividiram espaço com uma discussão sobre o papel do médico diante dessas novas ferramentas. Cabe ao profissional avaliar o que faz sentido para cada pessoa, explicar as alternativas, ouvir suas preferências e assumir a responsabilidade pela conduta.</p>
<p>Quanto mais tarefas puderem ser delegadas à tecnologia, mais importante se torna aquilo que continua nas mãos de quem cuida.</p>
<p>A terceira edição do Afya Summit contou com o patrocínio da Laerdal, empresa líder mundial em educação na área de saúde e treinamento de reanimação, e da Opella, farmacêutica focada em saúde do consumidor, detentora de marcas conhecidas globalmente como Dorflex, Allegra, Novalgina, entre outras.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.estadao.com.br/amp/pulsa/novas-tecnologias-ja-estao-mudando-a-pratica-medica/" target="_blank" rel="noopener">Estadão</a></p>
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		<title>Bem Paraná: IA vai substituir médicos? Drauzio Varella explica o futuro da Medicina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 13:25:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Palestras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O futuro já chegou na medicina, mas a transformação tecnológica só acontecerá de fato quando estiver ao alcance de toda a população. A Inteligência artificial (IA) chegou e os médicos precisam utilizá-la da para ajudar e sem perder a humanização dos pacientes. Boa parte das discussões do Afya Summit 2026, realizado neste sábado, 29 de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O futuro já chegou na medicina, mas a transformação tecnológica só acontecerá de fato quando estiver ao alcance de toda a população. A Inteligência artificial (IA) chegou e os médicos precisam utilizá-la da para ajudar e sem perder a humanização dos pacientes. Boa parte das discussões do <a href="https://portal.afya.com.br/summit">Afya Summit 2026</a>, realizado neste sábado, 29 de agosto, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo também foi sobre voltar a atenção para aquilo que continua essencial no cuidado: a relação entre médicos e pacientes. O encontro contou com nomes de peso da medicina como Drauzio Varella, Daniel Kraft e <strong>Ana Claudia Quintana Arantes</strong>.</p>
<p>Em sua terceira edição, o evento teve como tema <strong>“Da revolução tecnológica à revolução humana”</strong> e reuniu médicos, pesquisadores, lideranças e especialistas nacionais e internacionais. Durante o dia, a programação percorreu temas como tecnologias exponenciais, aplicações práticas da inteligência artificial, interoperabilidade, liderança, ética, comunicação médica e humanização.</p>
<p><strong>Drauzio Varella</strong>, médico e escritor, abordou a aceleração tecnológica a partir da necessidade de reflexão ética. Sua fala foi carregada de experiências vivenciadas por todo o Brasil, mostrando como a Medicina tem evoluído ao longo dos anos e como o “básico” é sempre o centro: o olhar e a atenção ao paciente.</p>
<p>O avanço tecnológico, portanto, não eliminou a necessidade de humanização. Ao contrário: colocou-a ainda mais em evidência . Drauzio Varella disse que não dá para negar a chegada da tecnologia, como a IA, e que ela pode ajudar muito os médicos. ” A tecnologia está aí para ser usada. Toda hora vemos um artigo dizendo que a inteligência artificial é perigosa. Quando surgiu o rádio foi assim, a TV também. É claro que tudo que é novo assusta. Mas nós temos que utilizar as ferramentas para melhorarmos”, disse Drauzio.</p>
<p>“Com a inteligência artificial, ou IA, eu coloco todos os detalhes do caso do meu paciente e ela me dá todas as evidências baseadas em revistas médicas de primeira linha. Claro que a inteligência artificial não pode receitar remédios e nós médicos vamos decidir o tratamento”, afirmou ele. “A função do médico sempre vai existir e a tecnologia vem ajudar”.</p>
<p>Drauzio fez questão de ressaltar as capacidades que os médicos devem sempre priorizar: <strong>pensamento crítico, comunicação, ética, empatia, escuta e capacidade de compreender o paciente para além dos dados clínicos</strong>.</p>
<h3 id="h-tecnologia-avancou-e-o-medico-permanece-no-centro-da-decisao" class="wp-block-heading">Tecnologia avançou e o médico permanece no centro da decisão</h3>
<p><strong>Daniel Kraft</strong>, médico, cientista e especialista em inovação em saúde, abriu a programação científica do Summit Ayfa com uma discussão sobre as tecnologias que já estavam redefinindo a saúde.</p>
<p>Na sequência, Guilherme Rodrigues, oftalmologista e docente da Afya Educação Médica, Dayanna Quintanilha, médica e gerente de pesquisa da Afya, e Eduardo Lapa, médico e diretor médico da Afya, abordaram aplicações reais da inteligência artificial na assistência, além de seus riscos, limites e do uso responsável dessas ferramentas.</p>
<p>Mais do que perguntar <strong>o que a inteligência artificial consegue fazer</strong>, as discussões do Summit focaram em outra questão: como utilizar essas possibilidades sem transferir à tecnologia responsabilidades que continuam pertencendo ao profissional médico?</p>
<h3 id="h-dados-e-inteligencia-artificial-podem-devolver-tempo-ao-cuidado" class="wp-block-heading">Dados e inteligência artificial podem devolver tempo ao cuidado</h3>
<p>A transformação digital apareceu ainda sob outra perspectiva. Jacson Barros, da Amazon Web Services, discutiu interoperabilidade, inteligência analítica e saúde digital, enquanto o painel liderado por Gustavo Meirelles, Vice-presidente médico, abordou as competências necessárias aos profissionais que conduzirão essas mudanças.</p>
<p>Nesse contexto, a tecnologia não apareceu apenas como uma ferramenta para ampliar capacidade diagnóstica ou processar grandes volumes de informação. Ela também foi apresentada como uma possibilidade de reduzir processos operacionais e apoiar decisões, abrindo mais espaço para aquilo que depende diretamente do médico: interpretar contextos, conversar, exercer pensamento crítico e cuidar.</p>
<h3 id="h-quanto-mais-tecnologica-a-medicina-mais-a-humanizacao-deve-ser-potencializada" class="wp-block-heading">Quanto mais tecnológica a Medicina, mais a humanização deve ser potencializada</h3>
<p>A transição da revolução tecnológica para a revolução humana tornou-se especialmente evidente na segunda metade da programação.</p>
<p><strong>Brian Solis</strong>, futurista digital, levou ao encontro a provocação sobre o que se torna essencial em um cenário cada vez mais tecnológico.</p>
<p>Logo depois, Rafael Kiso, da mLabs, e Isabela Dupin, da Afya, apresentam “Comunicação e posicionamento médico na era digital: como construir presença, autoridade e reputação no ambiente digital”.</p>
<h4 id="h-humanizacao-encerrou-a-jornada-do-afya-summit" class="wp-block-heading">Humanização encerrou a jornada do Afya Summit</h4>
<p>Esse percurso encontrou seu ponto culminante na participação da médica e escritora <strong>Ana Claudia Quintana Arantes</strong>, médica e escritora, responsável pela palestra “Existe medicina sem humanização? A mais antiga e a mais negligenciada das tecnologias clínicas”.</p>
<p>O encerramento ajudou a sintetizar a proposta construída durante o dia. Se inteligência artificial, interoperabilidade e análise de dados ampliaram as possibilidades da Medicina, continuaram existindo dimensões do cuidado que não puderam ser reduzidas a uma resposta automatizada.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.bemparana.com.br/bem-estar/saude-e-beleza/ia-vai-substituir-medicos-drauzio-varella-explica-o-futuro-da-medicina/amp/" target="_blank" rel="noopener">Bem Paraná</a></p>
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		<title>News Rondônia: Afya Summit 2026: a IA pode substituir o olhar médico?</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 13:23:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Palestras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A inteligência artificial já interpreta exames, organiza informações clínicas, auxilia diagnósticos e amplia a capacidade de atendimento. Mas até onde essa tecnologia pode avançar sem comprometer o vínculo entre médico e paciente? Essa foi uma das principais reflexões levantadas durante a segunda edição do Afya Summit 2026, realizada no sábado (29), em São Paulo. Com [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/palestras/news-rondonia-afya-summit-2026-a-ia-pode-substituir-o-olhar-medico/">News Rondônia: Afya Summit 2026: a IA pode substituir o olhar médico?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="223" data-end="592">A inteligência artificial já interpreta exames, organiza informações clínicas, auxilia diagnósticos e amplia a capacidade de atendimento. Mas até onde essa tecnologia pode avançar sem comprometer o vínculo entre médico e paciente? Essa foi uma das principais reflexões levantadas durante a segunda edição do <strong data-start="531" data-end="551">Afya Summit 2026</strong>, realizada no sábado (29), em São Paulo.</p>
<p data-start="594" data-end="962">Com o lema <b>“Viva agora a medicina do amanhã”, </b>o encontro reuniu mais de 700 pessoas, entre estudantes, professores, jornalistas, médicos e profissionais da saúde. O auditório do <strong data-start="783" data-end="802">Axia Ibirapuera</strong> ficou lotado durante uma programação dedicada às tecnologias exponenciais, ao uso de dados, à liderança médica, à comunicação digital, à ética e à humanização.</p>
<p data-start="964" data-end="1203">A equipe do News Rondônia viajou de Porto Velho para acompanhar o evento e conhecer de perto as soluções que prometem transformar a medicina nos próximos anos — algumas delas, inclusive, já presentes na rotina de profissionais e pacientes.</p>
<h2 data-section-id="1vvaywp" data-start="1205" data-end="1255">Inteligência artificial sem substituir o médico</h2>
<p data-start="1257" data-end="1494">Um dos momentos de maior destaque foi a palestra de <strong data-start="1309" data-end="1325">Daniel Kraft</strong>, da NextMed Health/Stanford. O especialista mostrou como a inteligência artificial deixou de ser uma promessa distante e passou a integrar diferentes áreas da medicina.</p>
<p data-start="1496" data-end="1743">Entre as ferramentas apresentadas esteve o <strong data-start="1539" data-end="1552">Health GPT</strong>, assistente voltado a dúvidas relacionadas à saúde. A tecnologia permite que o usuário envie perguntas, descreva sintomas ou apresente resultados de exames para receber explicações iniciais.</p>
<p data-start="1745" data-end="1879">Apesar das possibilidades, a programação reforçou que essas ferramentas não devem ser utilizadas como substitutas da avaliação médica.</p>
<figure id="attachment_902811" class="wp-caption aligncenter" aria-describedby="caption-attachment-902811"><figcaption id="caption-attachment-902811" class="wp-caption-text">Dr. Guilherme Rodrigues – coordenador médico do Afya News</figcaption></figure>
<p data-start="1881" data-end="2030">O médico oftalmologista <strong data-start="1905" data-end="1928">Guilherme Rodrigues</strong>, coordenador médico do Afya News, foi direto ao abordar os limites éticos da inteligência artificial.</p>
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</aside>
<blockquote data-start="2032" data-end="2183">
<p data-start="2034" data-end="2183"><strong>“A IA nunca pode ser um substituto do raciocínio clínico e do cuidado humano. A decisão clínica, o julgamento e o olho no olho serão sempre médicos.”</strong></p>
</blockquote>
<p data-start="2185" data-end="2366">Segundo Rodrigues, a principal contribuição da tecnologia no consultório deve ser a ampliação da capacidade de cuidado, permitindo que o profissional dedique mais tempo ao paciente.</p>
<blockquote data-start="2368" data-end="2575">
<p data-start="2370" data-end="2575"><strong>“O grande papel da IA na medicina é devolver tempo para o médico voltar o olhar ao cuidado do paciente. Quando falamos sobre ética médica, ela nunca deverá substituir o julgamento clínico e o acolhimento.”</strong></p>
</blockquote>
<p data-start="2577" data-end="2800">O especialista também citou aplicações mais avançadas, como medicina multimodal, gêmeos digitais e diagnósticos preditivos. Para ele, o desenvolvimento dessas soluções deve caminhar ao lado da responsabilidade profissional.</p>
<h2 data-section-id="19xaz0r" data-start="2802" data-end="2846">Conteúdo rápido, mas com curadoria médica</h2>
<p data-start="2848" data-end="3064">Na sexta-feira (28), um dia antes do Summit, jornalistas de diferentes regiões do Brasil participaram de um workshop sobre produção de conteúdo com inteligência artificial, conduzido por <strong data-start="3035" data-end="3050">Cyro Moraes</strong> e sua equipe.</p>
<p data-start="3066" data-end="3287">Durante a atividade, os participantes acompanharam o passo a passo da aplicação de ferramentas de IA na produção jornalística e conheceram o <strong data-start="3207" data-end="3220">Afya News</strong>, projeto que disponibiliza conteúdos curtos de atualização médica.</p>
<p data-start="3289" data-end="3473">Gerente de Conteúdo de Newsroom e Comunidades da Afya, Cyro explicou que a proposta é oferecer informações relevantes para médicos que enfrentam uma rotina marcada pela falta de tempo.</p>
<blockquote data-start="3475" data-end="3664">
<p data-start="3477" data-end="3664"><strong>“O Afya News resolve um problema muito importante: o tempo do médico é escasso. Por isso, entrega pílulas de conteúdo de três minutos, permitindo uma atualização rápida no começo do dia.”</strong></p>
</blockquote>
<p data-start="3666" data-end="3852">Guilherme Rodrigues acrescentou que os conteúdos são produzidos a partir de estudos publicados por fontes reconhecidas, como <em data-start="3791" data-end="3799">Nature</em> e <em data-start="3802" data-end="3816">JAMA Network</em>, sempre com avaliação profissional.</p>
<blockquote data-start="3854" data-end="4064">
<p data-start="3856" data-end="4064"><strong>“Todos os estudos que publicamos são de fontes confiáveis e passam por curadoria e validação médica. O profissional consome o resumo rapidamente e também tem acesso ao conteúdo completo ao final do episódio.”</strong></p>
</blockquote>
<p data-start="4066" data-end="4280">O workshop também possibilitou que jornalistas conhecessem novas ferramentas capazes de apoiar as rotinas das redações, desde a apuração e a organização das informações até a produção e a distribuição de conteúdos.</p>
<h2 data-section-id="wxfnp3" data-start="4282" data-end="4320">Dados transformam decisões clínicas</h2>
<p data-start="4322" data-end="4593">Outro eixo importante da programação foi o uso estratégico das informações de saúde. <strong data-start="4407" data-end="4424">Jacson Barros</strong>, da Amazon Web Services, explicou como a interoperabilidade, a inteligência analítica e a saúde digital podem melhorar decisões clínicas e integrar diferentes sistemas.</p>
<p data-start="4595" data-end="4821">Representando o Ministério da Saúde entre os expositores, <strong data-start="4653" data-end="4669">Mateus Magon</strong> destacou a importância da aproximação com médicos e estudantes e apresentou iniciativas relacionadas à transformação digital do Sistema Único de Saúde.</p>
<blockquote data-start="4823" data-end="4979">
<p data-start="4825" data-end="4979"><strong>“A presença do Ministério é importante para mostrar o que está sendo produzido nas áreas de saúde digital, interoperabilidade, inteligência e informação.”</strong></p>
</blockquote>
<p data-start="4981" data-end="5186">Ele citou plataformas como o <strong data-start="5010" data-end="5025">SUS Digital</strong> e o <strong data-start="5030" data-end="5058">SUS Digital Profissional</strong>, desenvolvidas para apoiar o atendimento, melhorar a tomada de decisões e garantir maior continuidade ao cuidado dos pacientes.</p>
<blockquote data-start="5188" data-end="5344">
<p data-start="5190" data-end="5344"><strong>“Queremos proporcionar mais acesso ao atendimento e aos especialistas, além de fazer com que essas soluções sejam incorporadas ao cotidiano da população.”</strong></p>
</blockquote>
<h2 data-section-id="xce4br" data-start="5346" data-end="5390">Tecnologia já começa a chegar ao paciente</h2>
<p data-start="5392" data-end="5562">Embaixador do Afya Summit, o nutricionista <strong data-start="5435" data-end="5450">Daniel Cady</strong> afirmou que o evento apresentou tendências que ainda são pouco conhecidas até mesmo por profissionais da saúde.</p>
<blockquote data-start="5564" data-end="5714">
<p data-start="5566" data-end="5714"><strong>“A palestra de Daniel Kraft me impactou muito, porque percebi que aquilo que eu conhecia representava talvez 20% do que realmente está acontecendo.”</strong></p>
</blockquote>
<p data-start="5716" data-end="5840">Para ele, a tecnologia pode aumentar a precisão dos diagnósticos, reduzir custos e permitir tratamentos mais personalizados.</p>
<blockquote data-start="5842" data-end="6004">
<p data-start="5844" data-end="6004"><strong>“É impressionante como a tecnologia está ajudando os profissionais a personalizar melhor o tratamento e a fazer prescrições mais assertivas e individualizadas.”</strong></p>
</blockquote>
<p data-start="6006" data-end="6234">Cady também relatou uma experiência familiar com o uso de óculos de realidade virtual no tratamento de estrabismo da filha. O exemplo mostrou que algumas das inovações debatidas no palco já começam a alcançar o consumidor final.</p>
<blockquote data-start="6236" data-end="6403">
<p data-start="6238" data-end="6403"><strong>“Não acredito que essas tecnologias demorarão para chegar. Já conseguimos ver resultados impressionantes, mas esse avanço precisa estar sempre ligado à humanização.”</strong></p>
</blockquote>
<h2 data-section-id="a2m5dt" data-start="6405" data-end="6447">Novas lideranças para uma nova medicina</h2>
<p data-start="6449" data-end="6554">A formação dos profissionais que conduzirão a medicina do futuro também ganhou espaço durante o encontro.</p>
<p data-start="6556" data-end="6908"><strong data-start="6556" data-end="6577">Gustavo Meirelles</strong>, vice-presidente médico e de Relações Institucionais da Afya e presidente do Instituto Afya; <strong data-start="6671" data-end="6696">Sergio Ricardo Santos</strong>, da Valor e Saúde/Galileu; <strong data-start="6724" data-end="6748">Giovanni Guido Cerri</strong>, do INRAD/InovaHC; e <strong data-start="6770" data-end="6794">Linamara Battistella</strong>, da FMUSP, debateram as competências, a mentalidade e as responsabilidades exigidas das novas lideranças médicas.</p>
<p data-start="6910" data-end="7186">A discussão mostrou que o domínio técnico, embora indispensável, já não é suficiente. Os profissionais também precisam compreender dados, acompanhar o desenvolvimento tecnológico, comunicar-se com clareza e tomar decisões que preservem a segurança e a dignidade dos pacientes.</p>
<p data-start="7188" data-end="7418">Em outra palestra, <strong data-start="7207" data-end="7266">Guilherme Rodrigues, Dayanna Quintanilha e Eduardo Lapa</strong>, da Afya, apresentaram aplicações reais da inteligência artificial na saúde, destacando benefícios, riscos, limites e a necessidade de uso responsável.</p>
<h2 data-section-id="ah7fdb" data-start="7420" data-end="7464">Comunicação médica exige responsabilidade</h2>
<p data-start="7466" data-end="7597">A presença dos profissionais da saúde no ambiente digital foi abordada por <strong data-start="7541" data-end="7556">Rafael Kiso</strong>, da mLabs, e <strong data-start="7570" data-end="7587">Isabela Dupin</strong>, da Afya.</p>
<p data-start="7599" data-end="7896">Os palestrantes discutiram estratégias para construir presença, autoridade e reputação na internet. Também ressaltaram que a comunicação médica precisa preservar a ética, a clareza e a responsabilidade, especialmente em um ambiente marcado pela rápida circulação de conteúdos e pela desinformação.</p>
<p data-start="7898" data-end="8163">O debate reforçou que as redes sociais podem aproximar médicos e pacientes, democratizar informações e promover educação em saúde. Entretanto, seu uso exige cuidado para evitar promessas, informações sem comprovação e conteúdos capazes de induzir o público ao erro.</p>
<h2 data-section-id="1rlg897" data-start="8165" data-end="8207">O futuro da medicina também será humano</h2>
<p data-start="8209" data-end="8328">Ao longo do dia, diferentes especialistas alertaram que inovação não significa apenas máquinas, algoritmos e automação.</p>
<p data-start="8330" data-end="8525"><strong data-start="8330" data-end="8345">Brian Solis</strong>, da ServiceNow, defendeu que a próxima grande revolução da medicina será humana, marcada pela empatia, pelas relações e pela capacidade de compreender as necessidades do paciente.</p>
<p data-start="8527" data-end="8769">A mesma preocupação apareceu na palestra do médico e escritor <strong data-start="8589" data-end="8608">Drauzio Varella</strong>, que analisou os efeitos da aceleração tecnológica e chamou a atenção para a necessidade de uma reflexão ética sobre limites, responsabilidades e consequências.</p>
<figure id="attachment_902818" class="wp-caption aligncenter" aria-describedby="caption-attachment-902818"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-902818 size-full" src="https://controle.newsrondonia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/a-2.jpg" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" srcset="https://newsrondonia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/a-2.jpg 1200w, https://newsrondonia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/a-2-768x257.jpg 768w" alt="" width="1200" height="402" /><figcaption id="caption-attachment-902818" class="wp-caption-text">Dr. Drauzio Varella e Dra. Ana Claudia Quintana Arantes</figcaption></figure>
<p data-start="8771" data-end="9060">Encerrando a programação, a médica e escritora <strong data-start="8818" data-end="8850">Ana Claudia Quintana Arantes</strong>apresentou uma provocação: existe medicina sem humanização? Em sua abordagem, ela destacou que o cuidado humano é uma das tecnologias clínicas mais antigas e essenciais, mas também uma das mais negligenciadas.</p>
<p data-start="9062" data-end="9373">O Afya Summit terminou deixando uma certeza e várias perguntas. A inteligência artificial já faz parte da medicina e deverá ocupar um espaço cada vez maior no diagnóstico, na prevenção e no acompanhamento dos pacientes. O desafio será garantir que esse avanço seja acessível, confiável e eticamente responsável.</p>
<p data-start="9375" data-end="9628" data-is-last-node="" data-is-only-node="">A tecnologia pode processar dados, identificar padrões e sugerir caminhos. Entretanto, como reforçaram os especialistas durante o evento, ainda caberá ao médico uma tarefa que nenhum algoritmo deve assumir sozinho: olhar para o paciente como ser humano.</p>
<p data-start="9375" data-end="9628" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Fonte: <a href="https://newsrondonia.com.br/noticias/2026/08/31/afya-summit-2026-a-ia-pode-substituir-o-olhar-medico/" target="_blank" rel="noopener">News Rondônia</a></p>
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		<item>
		<title>Visite Brasília: Ana Claudia Quintana Arantes propõe nova perspectiva sobre a finitude em Goiânia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 13:19:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Palestras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Claudia Quintana Arantes, uma das principais referências brasileiras em cuidados paliativos, estará em Goiânia, no dia 4 de setembro, às 20h, para apresentar a palestra “A Morte é Um Dia que Vale a Pena Viver”, no Teatro Madre Esperança Garrido. Os portões serão abertos às 19h. O encontro convida o público a refletir sobre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="v1MsoNormal" style="text-align: left;" align="center">Ana Claudia Quintana Arantes, uma das principais referências brasileiras em cuidados paliativos, estará em Goiânia, no dia 4 de setembro, às 20h, para apresentar a palestra “A Morte é Um Dia que Vale a Pena Viver”, no Teatro Madre Esperança Garrido. Os portões serão abertos às 19h. O encontro convida o público a refletir sobre como a consciência da finitude pode transformar a relação com o tempo, as escolhas, as prioridades e os vínculos.</p>
<p class="v1MsoNormal">Baseada em sua trajetória ao lado de pacientes e famílias, a palestra reúne histórias e reflexões sobre a morte como parte da experiência humana. Ao abordar um tema ainda cercado por tabus, Ana Claudia propõe uma conversa sobre presença, propósito, autocuidado e sobre a importância de viver com mais consciência diante da compreensão de que a vida é finita.</p>
<p class="v1MsoNormal">Médica formada pela Universidade de São Paulo (USP), com residência em Geriatria e Gerontologia pelo Hospital das Clínicas da FMUSP, Ana Claudia Quintana Arantes é autora de obras como <i>A Morte é um Dia que Vale a Pena Viver</i>, <i>Histórias Lindas de Morrer</i>, <i>Pra Toda a Vida Valer a Pena Viver</i> e <i>Mundo Dentro</i>. É fundadora e presidente da Casa do Cuidar, instituição dedicada à formação de profissionais em cuidados paliativos, e também atua na Casa Humana, coordenando atendimentos domiciliares a pacientes com doenças crônicas.</p>
<p class="v1MsoNormal">Promovido pelo Alma Talks, a palestra faz parte de uma série de eventos que reúne grandes nomes do pensamento contemporâneo para discutir questões relacionadas ao desenvolvimento humano, ao comportamento e às transformações da sociedade.</p>
<p class="v1MsoNormal"><b>Serviço</b></p>
<p class="v1MsoNormal"><b>Palestra com Ana Claudia Quintana Arantes — “A Morte é Um Dia que Vale a Pena Viver”<br />
</b><b>Data:</b> 4 de setembro de 2026 (sexta-feira)<br />
<b>Horário:</b> 20h (abertura dos portões às 19h)<br />
<b>Local:</b> Teatro Madre Esperança Garrido<br />
<b>Endereço:</b> Avenida Contorno, 241, Setor Central – Goiânia (GO)<br />
<b>Duração:</b> 1h30<br />
<b>Ingressos: </b><a href="https://www.almatickets.com.br/events/ana-claudia-quintana-arantes-em-goinia-palestra-a-morte-um-dia-que-vale-a-pena-04092026-goiania" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.almatickets.com.br/events/ana-claudia-quintana-arantes-em-goinia-palestra-a-morte-um-dia-que-vale-a-pena-04092026-goiania</a></p>
<p class="v1MsoNormal">
<p class="v1MsoNormal">Fonte: Anne Damião / <a href="https://visitebrasilia.com.br/noticias/ana-claudia-quintana-arantes-propoe-nova-perspectiva-sobre-a-finitude-em-goiania" target="_blank" rel="noopener">Visite Brasília</a></p>
<p class="v1MsoNormal">Fotos:  Divulgação</p>
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		<item>
		<title>Podcast Alma Talks:  LÚCIA HELENA GALVÃO E ANA CLAUDIA Q. ARANTES- Podcast Filosofia Para Viver &#8211; EP #016 (PART 1)</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/podcast-alma-talks-lucia-helena-galvao-e-ana-claudia-q-arantes-podcast-filosofia-para-viver-ep-016-part-1/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 17:11:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta primeira parte do 16º episódio do Podcast Filosofia para Viver, 42º do Canal Alma Talks, a Professora Lúcia Helena Galvão recebe a médica geriatra e paliativista Ana Claudia Quintana Arantes para uma conversa sobre dor, sofrimento, morte e os limites da medicina diante da finitude. O que acontece quando o sofrimento físico é aliviado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta primeira parte do 16º episódio do Podcast Filosofia para Viver, 42º do Canal Alma Talks, a Professora Lúcia Helena Galvão recebe a médica geriatra e paliativista Ana Claudia Quintana Arantes para uma conversa sobre dor, sofrimento, morte e os limites da medicina diante da finitude.</p>
<p>O que acontece quando o sofrimento físico é aliviado e outras dores começam a aparecer? Elas discutem a dificuldade que temos de lidar com as emoções sem acreditar que elas comprometem nossa capacidade de raciocinar e decidir, e como a falta de conexão diante do sofrimento pode, dentro da própria área da saúde, produzir ainda mais dor.</p>
<p>A conversa também aproxima filosofia e medicina para pensar uma questão que ainda desafia profundamente os profissionais da saúde: como aprender a lidar com a morte?</p>
<p><iframe title="LÚCIA HELENA GALVÃO E ANA CLAUDIA Q. ARANTES- Podcast Filosofia Para Viver - EP #016  (PART 1)" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/ZQL2sTE2AKY?feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;origin=https://www.acqa.com.br" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/podcast-alma-talks-lucia-helena-galvao-e-ana-claudia-q-arantes-podcast-filosofia-para-viver-ep-016-part-1/">Podcast Alma Talks:  LÚCIA HELENA GALVÃO E ANA CLAUDIA Q. ARANTES- Podcast Filosofia Para Viver &#8211; EP #016 (PART 1)</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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		<title>TJSP: Palestra do PPA Novos Tempos aborda responsabilidades e vínculos sociais como caminhos para o envelhecimento saudável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 14:29:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Palestras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Programa Novos Tempos – Preparação à Aposentadoria de Magistrados(as) e Valorização dos(as) Aposentados(as) do Tribunal de Justiça de São Paulo realizou, hoje (25), a palestra online “Qual é o segredo de envelhecer bem?”, ministrada pela médica gerontóloga e escritora Ana Claudia Quintana Arantes. O evento foi aberto a magistrados e servidores de todos os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Programa Novos Tempos – Preparação à Aposentadoria de Magistrados(as) e Valorização dos(as) Aposentados(as) do Tribunal de Justiça de São Paulo realizou, hoje (25), a palestra online “Qual é o segredo de envelhecer bem?”, ministrada pela médica gerontóloga e escritora Ana Claudia Quintana Arantes. O evento foi aberto a magistrados e servidores de todos os tribunais e teve cerca de 570 participantes.</p>
<p>A coordenadora do setor de Atendimento do PPA Novos Tempos, Flavia Meloni de Moura Rosa, abriu o evento com os cumprimentos em nome da coordenadora do Programa, desembargadora Maria de Lourdes Lopez Gil Cimino. “Se tudo der certo, a velhice é um momento ao qual todos nós chegaremos. Por isso, espero que todos os presentes façam bom uso dos ensinamentos aos quais teremos acesso hoje&#8221;, disse. Ela também apresentou a palestrante, que é referência em cuidados paliativos e autora de livros de grande sucesso, como <em>A morte é um dia que vale a pena viver</em>.</p>
<p>Ana Claudia Quintana Arantes iniciou a palestra reforçando a importância de planejar o próprio envelhecimento e de assumir as responsabilidades pelos cuidados necessários para que esse momento seja o mais leve e proveitoso possível. “A velhice é como uma viagem ao deserto que todos seremos obrigados a fazer algum dia, se tudo der certo. Ainda assim, muitos chegam ao deserto e lamentam o fato de ser quente, de não terem levado água ou protetor solar. Se a pessoa sabia que estava indo para o deserto, por que ela não se preparou? Assim também é a velhice. Para envelhecer bem, não adianta a gente estragar nosso corpo durante toda a vida e achar que na velhice haverá alguma pílula mágica”, disse.</p>
<p>Nesse contexto, a especialista pontuou que a aposentadoria é mais um dos itens que exige organização e cuidado, por se tratar de uma transição abrupta na realidade de vida e na rotina. “O trabalho ocupa a maior parte do nosso tempo e, quando se aproxima o fim desse ciclo, é importante fazer um planejamento. Sugiro que encarem como mais um ritual de passagem, depois do qual sua vida será diferente, assim como foi com a formatura, o casamento, o nascimento do primeiro filho”, recomendou.</p>
<p>Por fim, enfatizou a importância de cultivar boas relações sociais e afetivas, de criar uma rede de proteção mútua e de deixar um legado positivo no mundo para além de questões patrimoniais: “É importante ter laços com os quais se possa contar em um momento de dificuldade e que essas pessoas saibam que também podem contar com você. O lugar mais seguro do mundo é no abraço de quem você confia. Então, seja você também uma pessoa confiável, e atue, no seu cotidiano, fazendo o bem.”</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> Programa de Preparação à Aposentadoria (PPA)</strong> – Tem o objetivo de proporcionar uma transição mais acolhedora à inatividade, com o acompanhamento e a orientação necessários, além de fortalecer os vínculos com os(as) magistrados(as) aposentados(as). Ao longo do ano, serão ministradas palestras sobre bem-estar, saúde e desenvolvimento pessoal, além de outras atividades que foquem no acolhimento do magistrado aposentado como grupos reflexivos e encontros culturais.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.tjsp.jus.br/Noticias/Noticia?codigoNoticia=115116" target="_blank" rel="noopener">TJSP</a></p>
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		<item>
		<title>Estadão: Drauzio Varella, Daniel Kraft e Ana Cláudia Arantes estão na programação do Afya Summit 2026</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/palestras/estadao-drauzio-varella-daniel-kraft-e-ana-claudia-arantes-estao-na-programacao-do-afya-summit-2026/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 19:51:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Palestras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Assim como em outras áreas do conhecimento, a inteligência artificial (IA) já está presente na medicina. Novas ferramentas auxiliam médicos e acadêmicos de medicina nos estudos e na carreira. Se a tecnologia avança em ritmo acelerado, uma questão acompanha esse movimento: como incorporá-la à assistência com segurança e sem deixar que o cuidado perca sua [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-reader-unique-id="1">Assim como em outras áreas do conhecimento, a inteligência artificial (IA) já está presente na medicina. Novas ferramentas auxiliam médicos e acadêmicos de medicina nos estudos e na carreira. Se a tecnologia avança em ritmo acelerado, uma questão acompanha esse movimento: como incorporá-la à assistência com segurança e sem deixar que o cuidado perca sua dimensão humana?</p>
<p data-reader-unique-id="2">Esse será o fio condutor da terceira edição do Afya Summit, marcada para 29 de agosto, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. Com o tema “Da revolução tecnológica à revolução humana”, o encontro terá mais de dez horas de conteúdo e reunirá médicos, pesquisadores e especialistas nacionais e internacionais, entre eles Drauzio Varella, Daniel Kraft e <strong>Ana Cláudia Quintana Arantes</strong>.</p>
<p data-reader-unique-id="4">Criado em 2024, o evento chega à terceira edição com uma programação que coloca frente a frente dois movimentos que não precisam caminhar em direções opostas: a sofisticação crescente das ferramentas médicas e aquilo que nenhuma tecnologia substitui, a relação entre quem cuida e quem precisa ser cuidado.</p>
<p data-reader-unique-id="10">A proposta é percorrer as mudanças que já chegaram à rotina dos profissionais e avançar, ao longo do dia, para discussões sobre comunicação, ética, presença digital e humanização. “A tecnologia está revolucionando a forma como os médicos aprendem, tomam decisões e cuidam das pessoas. Mas nenhuma inovação faz sentido se não contribuir para tornar o atendimento mais humano, mais seguro e mais eficiente”, afirma Gustavo Meirelles, vice-presidente médico e de Relações Institucionais da Afya.</p>
<p data-reader-unique-id="15">A programação começa com Daniel Kraft, médico e cientista da Universidade Stanford e fundador da NextMed Health, que discutirá se a medicina está preparada para as transformações que já redesenham o setor.</p>
<p data-reader-unique-id="28">Na sequência, o cardiologista e diretor médico da Afya Eduardo Lapa, o oftalmologista e professor da Afya Educação Médica Guilherme Rodrigues e a gerente médica da Afya Dayanna Quintanilha abordam aplicações reais da inteligência artificial (IA) na saúde, além dos riscos, limites e responsabilidades envolvidos em seu uso.</p>
<p data-reader-unique-id="29">Os dados também entram no debate. Jacson Barros, líder de Saúde da Amazon Web Services (AWS), tratará de interoperabilidade, inteligência analítica e saúde digital e de como o acesso às informações pode apoiar decisões clínicas.</p>
<p data-reader-unique-id="35">O olhar para quem terá de conduzir essas mudanças também estará presente no evento. Em painel sobre essa temática, Meirelles divide a conversa com Sergio Ricardo Santos, CEO e fundador da Valor e Saúde e vice-presidente da Healthtech Galileu; Giovanni Guido Cerri, presidente do Conselho do InRad/InovaHC; e Linamara Battistella, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. O grupo discutirá as competências exigidas das lideranças diante das transformações da profissão.</p>
<p data-reader-unique-id="36">A manhã termina com Brian Solis, futurista e pesquisador da ServiceNow, em uma reflexão sobre o que passa a ser essencial para a medicina em um ambiente cada vez mais tecnológico.</p>
<p data-reader-unique-id="46">À tarde, Drauzio Varella retoma a discussão a partir dos impactos da aceleração tecnológica e dos dilemas éticos que acompanham o uso de novas ferramentas na prática médica.</p>
<p data-reader-unique-id="54">A forma como os profissionais ocupam o ambiente digital também ganhou lugar na agenda. Rafael Kiso, especialista em marketing digital e fundador da mLabs, e Isabela Dupin, dermatologista e professora da Afya Educação Médica, debatem construção de presença, autoridade e reputação em um cenário no qual a comunicação passou a integrar a vida profissional.</p>
<p data-reader-unique-id="60">O percurso termina justamente onde a medicina começou: na relação entre pessoas. <strong>Ana Cláudia Quintana Arantes</strong>, médica especialista em Cuidados Paliativos, encerra o palco principal com uma reflexão sobre a humanização como uma das mais antigas e, ao mesmo tempo, mais negligenciadas tecnologias clínicas.</p>
<p data-reader-unique-id="65">A edição deste ano também amplia a experiência para outros ambientes. O Startup Village apresentará iniciativas de empreendedorismo e soluções voltadas à prática médica. Um videocast ao vivo receberá palestrantes para aprofundar discussões do encontro, enquanto a Área de Negócios aproximará participantes, empresas e parceiros. O Espaço Wellness será dedicado ao cuidado e ao equilíbrio ao longo do dia.</p>
<p data-reader-unique-id="71">Segundo Meirelles, a intenção é criar oportunidades de troca que aproximem médicos, especialistas e soluções do mercado em conversas aplicadas à prática clínica. “O Afya Summit evolui a cada edição ao incorporar novos formatos e ambientes de conteúdo”, afirma.</p>
<p data-reader-unique-id="72"><em data-reader-unique-id="73"><strong data-reader-unique-id="74">Serviço</strong></em></p>
<p data-reader-unique-id="75"><em data-reader-unique-id="76"><strong data-reader-unique-id="77">Afya Summit 2026</strong></em></p>
<p data-reader-unique-id="78"><em data-reader-unique-id="79">29 de agosto, das 8h às 18h</em></p>
<p data-reader-unique-id="80"><em data-reader-unique-id="81">Auditório Ibirapuera, São Paulo</em></p>
<p data-reader-unique-id="82"><em data-reader-unique-id="83">Inscrições e programação: afyasummit.com.br</em></p>
<p data-reader-unique-id="82">Fonte: <a href="https://www.estadao.com.br/amp/pulsa/drauzio-varella-daniel-kraft-e-ana-claudia-arantes-estao-na-programacao-do-afya-summit-2026/" target="_blank" rel="noopener">Estadão</a></p>
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		<title>Folha de S. Paulo Opinião: Sou contra a morte assistida no Brasil agora, nas condições que temos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Aug 2026 13:33:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Claudia Quintana Arantes Médica geriatra e paliativista. Referência em humanização da morte, tem mais de 1 milhão de livros vendidos. Na CasaFolha, é mentora do curso “A morte é um dia que vale a pena viver” Tenho sido descrita como alguém contra a morte assistida. A descrição está errada, e me interessa corrigi-la porque o [&#8230;]</p>
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<div class="c-author__content">
<p><cite class="c-author__name">Ana Claudia Quintana Arantes</cite></p>
<p class="c-author__bio"><em>Médica geriatra e paliativista. Referência em humanização da morte, tem mais de 1 milhão de livros vendidos. Na CasaFolha, é mentora do curso “A morte é um dia que vale a pena viver”</em></p>
</div>
</div>
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<div class="c-news__body" data-news-content-text="" data-disable-copy="" data-continue-reading="" data-continue-reading-hide-others=".js-continue-reading-hidden" data-age-rating="">
<p>Tenho sido descrita como alguém contra a morte assistida. A descrição está errada, e me interessa corrigi-la porque o equívoco organiza mal o debate inteiro.</p>
<p>Não me ocupo aqui do procedimento em si. Minha objeção é à sua liberação neste país, agora, nas condições que temos. Instituir um privilégio de escolha onde não se garante acesso a diagnóstico, a tratamento e ao cuidado não me parece justo. Escolher supõe ter diante de si mais de uma possibilidade. A maioria dos brasileiros não tem nenhuma.</p>
<p>O argumento nos chega traduzido de países que construíram antes aquilo que aqui falta. Vale olhar para o que aconteceu com eles depois.</p>
<p>Todos começaram no mesmo lugar: doença grave, sofrimento refratário, morte previsível. Nenhum permaneceu ali.</p>
<p>O Canadá aprovou a eutanásia em 2016 exigindo morte naturalmente previsível e retirou essa exigência em 2021. Passou de 1.018 casos no primeiro ano para 16.499 em 2024, 5,1% de todas as mortes do país. A ampliação para transtorno mental como única condição foi adiada duas vezes e está prevista para março de 2027, porque a própria psiquiatria canadense não consegue afirmar quando um sofrimento psíquico é irreversível.</p>
<p>Na Holanda, as eutanásias por transtorno psiquiátrico saíram de dois casos em 2011 para 219 em 2024. O país admite o pedido a partir dos 12 anos e, desde 2024, estendeu o procedimento a crianças de 1 a 12 anos. A Bélgica aboliu qualquer limite de idade em 2014.</p>
<p>O que se sabe sobre a qualidade das avaliações merece nossa atenção. Um estudo publicado na JAMA Psychiatry analisou 66 casos psiquiátricos holandeses. Em 56% deles, os relatórios mencionavam isolamento social ou solidão. Os médicos consultados discordaram entre si em 24% dos casos, e em 11% nenhum psiquiatra independente participou da avaliação.</p>
<p>No Oregon (EUA), apenas 83 das 3.691 pessoas que morreram sob a lei desde 1998 foram encaminhadas para avaliação psiquiátrica, duas delas no ano passado. A pesquisa de Linda Ganzini acompanhou 58 pacientes: três preenchiam critérios para depressão maior, receberam a prescrição letal e morreram.</p>
<p>Nada disso decorre de leis mal escritas. Decorre de criar uma saída de custo baixo dentro de um sistema que não oferece as outras. No Canadá, quase metade de quem morreu em 2024 declarou receio de ser um peso para a família.</p>
<div>
<div id="infographic-1" class="widget-infographic js-widget-infographic rs_skip" data-url="https://www1.folha.uol.com.br/webstories/equilibrioesaude/2022/01/o-que-e-a-eutanasia/" data-height="667" data-infographic-id="infographic-1"><iframe src="https://www1.folha.uol.com.br/webstories/equilibrioesaude/2022/01/o-que-e-a-eutanasia/?initialWidth=375&amp;childId=infographic-1&amp;parentTitle=Sou%20contra%20morte%20assistida%20no%20Brasil%20nas%20condi%C3%A7%C3%B5es%20atuais%20-%2015%2F08%2F2026%20-%20Equil%C3%ADbrio%20e%20Sa%C3%BAde%20-%20Folha&amp;parentUrl=https%3A%2F%2Fwww1.folha.uol.com.br%2Fequilibrioesaude%2F2026%2F08%2Fsou-contra-a-morte-assistida-no-brasil-agora-nas-condicoes-que-temos.shtml%3Futm_source%3Dwhatsapp%26utm_medium%3Dsocial%26utm_campaign%3Dcompwa" width="100%" height="667" frameborder="0" marginheight="0" scrolling="no" data-mce-fragment="1"></iframe></div>
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<p>Um servidor do ministério dos veteranos chegou a oferecer o procedimento a veteranos que buscavam apoio para reabilitação. Em 2022, uma mulher de 51 anos morreu depois de dois anos procurando uma moradia que não a adoecesse. A porta aberta por compaixão termina sendo a única porta aberta para quem já vivia sem nenhuma. Se países com décadas de sistema funcionando escorregaram nessa rampa, o que se pode esperar de nós, que sequer chegamos ao topo dela?</p>
<p>Há ainda a parte da conta que quase ninguém faz. Alguém executa. Existirão profissionais dispostos, e é legítimo que existam.</p>
<p>Penso no médico do serviço público que não quer fazer aquilo e fará assim mesmo, porque estava escalado no plantão daquele dia. Toda vez que menciono esse médico, a conversa se acende.</p>
<div>
<div id="infographic-2" class="widget-infographic js-widget-infographic rs_skip" data-url="https://www1.folha.uol.com.br/webstories/equilibrioesaude/2021/10/o-que-sao-cuidados-paliativos/" data-height="667" data-infographic-id="infographic-2"><iframe src="https://www1.folha.uol.com.br/webstories/equilibrioesaude/2021/10/o-que-sao-cuidados-paliativos/?initialWidth=375&amp;childId=infographic-2&amp;parentTitle=Sou%20contra%20morte%20assistida%20no%20Brasil%20nas%20condi%C3%A7%C3%B5es%20atuais%20-%2015%2F08%2F2026%20-%20Equil%C3%ADbrio%20e%20Sa%C3%BAde%20-%20Folha&amp;parentUrl=https%3A%2F%2Fwww1.folha.uol.com.br%2Fequilibrioesaude%2F2026%2F08%2Fsou-contra-a-morte-assistida-no-brasil-agora-nas-condicoes-que-temos.shtml%3Futm_source%3Dwhatsapp%26utm_medium%3Dsocial%26utm_campaign%3Dcompwa" width="100%" height="667" frameborder="0" marginheight="0" scrolling="no" data-mce-fragment="1"></iframe></div>
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<p>Compreendo a urgência de quem me responde assim, quase sempre alguém que viu um familiar morrer mal. Ainda assim, sustento o que penso. Somos seres relacionais, e uma morte não termina em quem morre. Ela continua na família que fica, na equipe que assistiu, na mão que assinou.</p>
<p>Quero ver a mesma energia dessa causa aplicada ao que falta. Morfina na farmácia básica. Leitos de cuidados paliativos no SUS (Sistema Único de Saúde). Formação obrigatória para o cuidado no fim da vida.</p>
<p>Quando existir escolha de verdade, converso sobre o resto com outra serenidade. Enquanto não existir, o que chamamos de autonomia corre o risco de ser a formalização elegante do nosso descaso.</p>
<div>
<div id="infographic-3" class="widget-infographic js-widget-infographic rs_skip" data-url="https://arte.folha.uol.com.br/saude/2026/07/15/eutanasia-morte-assistida-mundo/" data-infographic-id="infographic-3"><iframe src="https://arte.folha.uol.com.br/saude/2026/07/15/eutanasia-morte-assistida-mundo/?initialWidth=630&amp;childId=infographic-3&amp;parentTitle=Sou%20contra%20morte%20assistida%20no%20Brasil%20nas%20condi%C3%A7%C3%B5es%20atuais%20-%2015%2F08%2F2026%20-%20Equil%C3%ADbrio%20e%20Sa%C3%BAde%20-%20Folha&amp;parentUrl=https%3A%2F%2Fwww1.folha.uol.com.br%2Fequilibrioesaude%2F2026%2F08%2Fsou-contra-a-morte-assistida-no-brasil-agora-nas-condicoes-que-temos.shtml%3Futm_source%3Dwhatsapp%26utm_medium%3Dsocial%26utm_campaign%3Dcompwa" width="100%" height="964px" frameborder="0" marginheight="0" scrolling="no" data-mce-fragment="1"></iframe></div>
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<div class="c-modal-drop" data-modal-drop="" data-qty-collumn="3.4" data-registered="true">Fonte: <a href="https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/08/sou-contra-a-morte-assistida-no-brasil-agora-nas-condicoes-que-temos.shtml?utm_source=whatsapp&amp;utm_medium=social&amp;utm_campaign=compwa" target="_blank" rel="noopener">Folha de S. Paulo</a></div>
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		<title>Tantos Tempos Podcast: Ana Claudia Quintana e Andreas Kisser &#8211; Ep 51</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 17:37:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No novo episódio do podcast Tantos Tempos apresentado por Candice Pomi. a conversa gira em torno de um dos temas mais profundos e inevitáveis da nossa jornada: a passagem do tempo e a forma como lidamos com as perdas ao longo da vida. Para conduzir essa reflexão, o programa reúne duas trajetórias aparentemente distintas, mas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No novo episódio do podcast Tantos Tempos apresentado por Candice Pomi. a conversa gira em torno de um dos temas mais profundos e inevitáveis da nossa jornada: a passagem do tempo e a forma como lidamos com as perdas ao longo da vida. Para conduzir essa reflexão, o programa reúne duas trajetórias aparentemente distintas, mas que se encontram na sensibilidade com que enxergam a existência: o guitarrista Andreas Kisser e a médica Ana Claudia Quintana Arantes.</p>
<p>Andreas traz para o diálogo a vivência de ter enfrentado a perda dolorosa de sua esposa, que partiu muito jovem. Sua experiência abre espaço para discutir a dor, a reconstrução e como a finitude nos força a reavaliar nossa relação com o tempo presente. A Dra. Ana Claudia compartilha sua trajetória na medicina, lembrando que optou por se dedicar aos cuidados paliativos em um período no qual o Brasil ainda engatinhava no debate e nos recursos voltados para proporcionar um fim de vida digno. Ela resgata o conceito que marcou sua carreira — o de que a morte é um dia que vale a pena viver —, propondo uma mudança de olhar sobre o acolhimento, a empatia e a presença nos momentos derradeiros.</p>
<p>A música, elemento que define a trajetória de Andreas, ganha destaque como um fio condutor que atravessa não apenas a arte, mas a própria saúde da mente. A conversa explora o impacto da música na cognição e na construção de vínculos humanos afetivos. A Dra. Ana Claudia complementa essa reflexão com uma observação: em pacientes com quadros avançados de demência, as lembranças ligadas à música costumam ser as últimas a se apagarem,. É um encontro sincero e acolhedor sobre aceitar as transformações dos anos, ressignificar as dores e reconhecer o valor de cada etapa da vida.</p>
<p><iframe title="Ana Claudia Quintana e Andreas Kisser- Tantos Tempos- Ep 51" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/YuA5qUnwnGM?feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;origin=https://www.acqa.com.br" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/tantos-tempos-podcast-ana-claudia-quintana-e-andreas-kisser-ep-51/">Tantos Tempos Podcast: Ana Claudia Quintana e Andreas Kisser &#8211; Ep 51</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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		<title>Marie Claire: Vivas pela arte: médica paliativa se une à atriz para criar espetáculo em que a morte vale a pena ser vivida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 19:33:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Tem vivo que está sobrevivendo, tem vivo que está morrendo. Mas vivo vivendo, só pela arte. Não tem outro caminho.” É isso que defende a médica geriatra Ana Claudia Quintana Arantes, que estuda cuidados paliativos há mais de 20 anos. Para a doutora, o teatro é um espaço similar ao consultório, já que valores como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-block-type="unstyled" data-block-weight="91" data-block-id="2" data-reader-unique-id="3">
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Recomendação meio do texto" data-reader-unique-id="4">“Tem vivo que está sobrevivendo, tem vivo que está morrendo. Mas vivo vivendo, só pela arte. Não tem outro caminho.” É isso que defende a médica geriatra <strong data-reader-unique-id="5">Ana Claudia Quintana Arantes</strong>, que estuda cuidados paliativos há mais de 20 anos. Para a doutora, o teatro é um espaço similar ao consultório, já que valores como escuta, presença, conexão e verdade se apresentam em ambos. Talvez seja essa comunh a parceria e grande amizade que surgiu ao ver a atriz <strong data-reader-unique-id="6">Letícia Cannavale</strong> dando vida a ela no espetáculo <em data-reader-unique-id="7">Histórias Lindas de Morrer</em>.</p>
</div>
<div data-block-type="unstyled" data-block-weight="71" data-block-id="3" data-reader-unique-id="8">
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Recomendação meio do texto" data-reader-unique-id="9">Baseada no livro homônimo de Arantes, a peça reúne depoimentos de pacientes em cuidados paliativos durante suas jornadas rumo ao fim. Mais do que falar sobre morte, doença e tragédia, reflete-se sobre vida, esperança, cuidado e amor. “Entramos em contato com nossos lutos e perdas e formas de estar existindo. Compartilhamos que estamos vivas pela arte. É a única maneira, a única grande revolução possível de ser vivida”, revela Cannavale.</p>
</div>
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<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Recomendação meio do texto" data-reader-unique-id="32">Letícia conta que estava buscando, ao lado do marido e diretor <strong data-reader-unique-id="33">Fernando Nitsch</strong>, um novo texto para que pudessem trabalhar juntos no teatro. Então, voltando de uma viagem a Goiânia, compraram o livro no aeroporto, com base na indicação de um amigo do casal. Choraram ao longo do voo retornando para São Paulo por conta da delicadeza e potência da obra e souberam, imediatamente, que queriam adaptá-la para os palcos.</p>
</div>
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<div data-reader-unique-id="35">
<div data-block-type="raw" data-block-weight="53" data-block-id="6" data-reader-unique-id="36">
<blockquote data-reader-unique-id="38"><p>“Tinha que ser um tema que nos tocasse e fosse importante para nós dois”, explica. “O Fernando perdeu o pai e eu perdi a minha avó, e aquela leitura nos inspirou. Fomos atrás da Ana Claudia para entender se também havia essa vontade [<em data-reader-unique-id="39">de transformar o livro em espetáculo</em>], e foi tudo perfeito.’</p></blockquote>
</div>
</div>
<div data-reader-unique-id="41">
<div data-block-type="unstyled" data-block-weight="74" data-block-id="7" data-reader-unique-id="42">
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Recomendação meio do texto" data-reader-unique-id="43">A médica admite que teve receios sobre a adaptação. Por conta de questões burocráticas e da natureza de produção, deixou de lado sua expectativa e ficou à espera de ver como seria o resultado. “É uma vala comum legendar o óbvio, enfatizando e indicando os momentos de maior emoção para o público. É uma coisa totalmente diferente do que eu escrevo, no qual cada leitor vai ter o seu lugar de emoção”, justifica.</p>
</div>
</div>
<div data-reader-unique-id="44">
<div data-block-type="unstyled" data-block-weight="23" data-block-id="8" data-reader-unique-id="45">
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Recomendação meio do texto" data-reader-unique-id="46">Durante o processo, a médica convidou toda a equipe envolvida no espetáculo para a sua casa, em uma tentativa de estabelecer conexão.</p>
</div>
</div>
<div data-reader-unique-id="47">
<div data-block-type="unstyled" data-block-weight="78" data-block-id="9" data-reader-unique-id="48">
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Recomendação meio do texto" data-reader-unique-id="49">“Por mais que tenha tido falhas, eu olhava para ela e dizia: ‘Eu concordo. Espera, eu já falei isso! Sou eu falando ali!’. É uma experiência 3D de você se ver. Na hora, falei que aquilo devia ser como uma experiência de quase morte, quando você sai do corpo e se vê. A minha alma se desdobrou em dois corpos, porque a Letícia não está me interpretando, ela me encarna, me incorpora ali. É um negócio muito louco”.</p>
<div data-reader-unique-id="62">
<div data-block-type="unstyled" data-block-weight="54" data-block-id="12" data-reader-unique-id="63">
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Recomendação meio do texto" data-reader-unique-id="64">Cannavale revela ter pesquisado tudo que podia. Viu entrevistas, assistiu vídeos e procurou conteúdos relacionados à Ana Claudia para conhecer melhor sua personagem. “Queria entender a alma que conta essas histórias e trazer essas pessoas para o coração de quem está assistindo”, diz. “É uma homenagem para aqueles pacientes, para aqueles que já partiram.”</p>
</div>
</div>
<div data-reader-unique-id="65">
<div data-block-type="unstyled" data-block-weight="22" data-block-id="13" data-reader-unique-id="66">
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Recomendação meio do texto" data-reader-unique-id="67">Ela diz que se esquivou de uma tentativa de caricatura para valorizar o mais íntimo de uma construção delicada e sutil.</p>
</div>
</div>
<div data-reader-unique-id="68">
<div data-block-type="raw" data-block-weight="55" data-block-id="14" data-reader-unique-id="69">
<blockquote data-reader-unique-id="71"><p>“Descobri que a Ana Claudia é uma mulher extremamente solar quando conta essas histórias. Ela é divertida, bem humorada, com uma ironia muito inteligente e muito interessante. A gente tem que botar essa luz no olhar, esse brilho no olhar, nessa paixão por contar histórias, porque ela é apaixonada pelo tema e pelo que conta.”</p></blockquote>
</div>
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<div data-reader-unique-id="73">
<div data-block-type="raw" data-block-weight="8" data-block-id="15" data-reader-unique-id="74">
<h2 data-reader-unique-id="77">Entre a medicina e a arte, a vida</h2>
</div>
</div>
<div data-reader-unique-id="79">
<div data-block-type="unstyled" data-block-weight="83" data-block-id="16" data-reader-unique-id="80">
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Recomendação meio do texto" data-reader-unique-id="81">O elo entre as histórias de <strong data-reader-unique-id="82">Ana Claudia Quintana Arantes </strong>e <strong data-reader-unique-id="83">Letícia Cannavale</strong>vai além de uma personagem. Ambas acreditam que a vida sem arte não vale a pena ser vivida. A médica paliativa ainda defende que a Medicina é, por si só,u uma forma de arte. “Primeiro, fazemos um exame físico chamado ectroscopia, em que você observa o paciente. E, depois, a anamnese, que é a história clínica que só existe a partir da escuta. Se ninguém escuta, não existe história”, argumenta.</p>
</div>
</div>
<div data-reader-unique-id="87">
<div data-block-type="raw" data-block-weight="108" data-block-id="18" data-reader-unique-id="88">
<blockquote data-reader-unique-id="90"><p>“Se o profissional da medicina não sabe ver e nem ouvir, ele não não faz Medicina. Ele está fazendo alguma coisa técnica em relação às doenças possíveis que o paciente pode ter, faz um diagnóstico, um tratamento, mas é uma linha de pensamento muito empobrecida. Agora, quando você aproxima a medicina da arte, você vai para os costumes de antigamente, em que não tínhamos recursos, então examinavam os pacientes com o corpo, colocando o ouvido no peito dele para ouvir seu coração, provava urina para saber se era diabético… os médicos usavam os sentidos para poder cuidar de alguém, e isso tem tudo a ver com arte.”</p></blockquote>
</div>
</div>
<div data-reader-unique-id="92">
<div data-block-type="unstyled" data-block-weight="59" data-block-id="19" data-reader-unique-id="93">
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Recomendação meio do texto" data-reader-unique-id="94">Com sete livros publicados, ela ainda recorre à escrita como forma não só de expor o seu trabalho, como de existir no mundo. “Tenho uma relação com a escrita desde a adolescência, escrevo para poder sobreviver nesse mundo. Tem vivo que está sobrevivendo, tem vivo que está morrendo, mas vivo vivendo, só pela arte. Não tem outro caminho”, garante.</p>
<div data-reader-unique-id="102">
<div data-block-type="unstyled" data-block-weight="116" data-block-id="21" data-reader-unique-id="103">
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Recomendação meio do texto" data-reader-unique-id="104">A atriz lembra que o processo de cura promovido pela arte faz parte de sua própria trajetória. “Fiz um trabalho na faculdade em que íamos para os hospitais com os Doutores da Alegria, na pediatria, e contávamos histórias para crianças enfermadas e seus familiares. Na semana seguinte em que voltávamos, a criança e as famílias estavam melhores. Levávamos músicas e poemas, e era como uma prescrição médica. Os Doutores da Alegria até prescreviam autores como Cecília Meireles; ler uma história; ou ouvir duas músicas para que eles melhorassem. Depois dessa experiência, entendi que toda vez que entro em cena, estou proporcionando essa cura para mim e para as pessoas com quem estou entrando em contato.”</p>
</div>
</div>
<div data-reader-unique-id="108">
<div data-block-type="raw" data-block-weight="5" data-block-id="23" data-reader-unique-id="109">
<h2 data-reader-unique-id="112">Quando as cortinas se fecham</h2>
</div>
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<div data-reader-unique-id="114">
<div data-block-type="unstyled" data-block-weight="76" data-block-id="24" data-reader-unique-id="115">
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Recomendação meio do texto" data-reader-unique-id="116">Ao contrário do que muitos acreditam à primeira vista, o trabalho de Ana Claudia não a torna insensível a partidas. Na verdade, como a própria doutora defende, ela sente – e sente muito. É intensa em suas relações, mas se recusa a ver a morte como um fracasso, uma negação a vida. Vê nela a vida em seu ato final. Entende que se dispor a viver é, em suma, se dispor a um dia partir.</p>
</div>
</div>
<div data-reader-unique-id="130">
<div data-block-type="raw" data-block-weight="57" data-block-id="26" data-reader-unique-id="131">
<blockquote data-reader-unique-id="133"><p>“Lido com a finitude da forma como ensino: cuido das pessoas e as ensino o que exatamente significam os fins. Não é uma coisa leve e também não é uma coisa alegre, mas para mim é muito fluido. Embora seja uma correnteza avassaladora, eu sei mergulhar. Ainda dá tempo de fazer mergulhos profundos e falar sobre isso.”</p></blockquote>
</div>
</div>
<div data-reader-unique-id="135">
<div data-block-type="unstyled" data-block-weight="29" data-block-id="27" data-reader-unique-id="136">
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Recomendação meio do texto" data-reader-unique-id="137">Ela explica que é preciso ressignificar nossa relação com a morte, entendendo ela como um lugar de respeito, mas que sempre contará, também, com uma parcela de sofrimento.</p>
</div>
</div>
<div data-reader-unique-id="138">
<div data-block-type="raw" data-block-weight="28" data-block-id="28" data-reader-unique-id="139">
<blockquote data-reader-unique-id="141"><p>“Eu sou uma pessoa gravemente viva, gravemente feliz e gravemente humana também. É isso: vou morrer. É um preço que está barato perto da vida que eu tenho.”</p></blockquote>
</div>
</div>
<div data-reader-unique-id="143">
<div data-block-type="unstyled" data-block-weight="53" data-block-id="29" data-reader-unique-id="144">
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Recomendação meio do texto" data-reader-unique-id="145">E, apesar de ter os pés no chão ao refletir sobre a morte, não reconhece ela como sua última aventura. “<span data-reader-unique-id="146">Existe vida depois da morte, é óbvio. Porque tenho certeza que o mundo não vai acabar no dia seguinte à minha partida. E sei que o sol vai nascer depois que eu morrer”.</span></p>
</div>
</div>
<div data-reader-unique-id="150">
<div data-block-type="unstyled" data-block-weight="83" data-block-id="31" data-reader-unique-id="151">
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Recomendação meio do texto" data-reader-unique-id="152">Após acumular experiência em várias religiões, Cannavale tem ideias distintas quanto ao seu pós-morte. Mas, não está em busca de certezas. Quer aproveitar o mistério no presente. “Não estou muito preocupada com o que vai acontecer quando eu morrer. Estou mais preocupada em viver, fazer conexões potentes, transformar minimamente o que eu puder ao meu redor para uma evolução e para me aperfeiçoar enquanto ser humano, para ter mais sabedoria, para olhar às coisas ao meu redor, e para estar viva”, defende.</p>
</div>
</div>
<div data-reader-unique-id="153">
<div data-block-type="raw" data-block-weight="46" data-block-id="32" data-reader-unique-id="154">
<blockquote data-reader-unique-id="156"><p>“Estou preocupada com minha arte, com o que eu escolhi fazer da vida, com tocar o coração das pessoas. Quero viver bem e aproveitar cada instante ao lado das pessoas que amo e que me acrescentam – e que eu possa acrescentar a elas também.”</p></blockquote>
</div>
</div>
<div data-reader-unique-id="158">
<div data-block-type="unstyled" data-block-weight="58" data-block-id="33" data-reader-unique-id="159">
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Recomendação meio do texto" data-reader-unique-id="160">A médica diz que o contato com pacientes paliativos, suas reflexões a respeito da morte e o reconhecimento do potencial vital da arte a mudaram para sempre: “Quando você enxerga a vida diferente, você se vê diferente”. E conclui: “Esse é o efeito colateral do <em data-reader-unique-id="161">História Lindas de Morrer</em>: talvez passe a viver uma vida linda de viver”.</p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Recomendação meio do texto" data-reader-unique-id="160">Fonte: <a href="https://revistamarieclaire.globo.com/cultura/noticia/2026/08/vivas-pela-arte-medica-paliativa-se-une-a-atriz-para-criar-espetaculo-em-que-a-morte-vale-a-pena-ser-vivida.ghtml" target="_blank" rel="noopener">Marie Claire</a></p>
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<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/marie-claire-vivas-pela-arte-medica-paliativa-se-une-a-atriz-para-criar-espetaculo-em-que-a-morte-vale-a-pena-ser-vivida/">Marie Claire: Vivas pela arte: médica paliativa se une à atriz para criar espetáculo em que a morte vale a pena ser vivida</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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			</item>
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		<title>Velhices Podcast: O que é Envelhecer Bem? Uma conversa sobre vida, equilíbrio e futuro</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/entrevistas/velhices-podcast-o-que-e-envelhecer-bem-uma-conversa-sobre-vida-equilibrio-e-futuro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 19:05:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que é envelhecer bem? Neste episódio do Velhices Podcast, recebemos Ana Cláudia Quintana Arantes, médica geriatra, especialista em cuidados paliativos e escritora, para uma conversa profunda sobre envelhecimento, qualidade de vida e os caminhos para construir uma boa velhice. Falamos sobre equilíbrio, planejamento financeiro, autonomia, relações, propósito e os prazeres da vida que precisam [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/entrevistas/velhices-podcast-o-que-e-envelhecer-bem-uma-conversa-sobre-vida-equilibrio-e-futuro/">Velhices Podcast: O que é Envelhecer Bem? Uma conversa sobre vida, equilíbrio e futuro</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><iframe style="border-radius: 12px;" src="https://open.spotify.com/embed/episode/1RBAHHgWKnjlMQUtzIzKP3/video?utm_source=generator&amp;si=94fda570766440c5" width="624" height="351" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen" data-testid="embed-iframe"></iframe></div>
<div class="g5EgezisQf4mgrDW">O que é envelhecer bem?</div>
<div class="g5EgezisQf4mgrDW">
<p class="e-10451-text encore-text-body-medium encore-internal-color-text-subdued SvUN7GwF6XYIW1FW" data-encore-id="text">Neste episódio do Velhices Podcast, recebemos Ana Cláudia Quintana Arantes, médica geriatra, especialista em cuidados paliativos e escritora, para uma conversa profunda sobre envelhecimento, qualidade de vida e os caminhos para construir uma boa velhice.</p>
</div>
<div class="g5EgezisQf4mgrDW">
<p class="e-10451-text encore-text-body-medium encore-internal-color-text-subdued SvUN7GwF6XYIW1FW" data-encore-id="text">Falamos sobre equilíbrio, planejamento financeiro, autonomia, relações, propósito e os prazeres da vida que precisam ser preservados ao longo do tempo. Mais do que falar sobre o futuro, este episódio é um convite para refletir sobre as escolhas que fazemos hoje e como elas impactam a forma como vivemos e envelhecemos.</p>
</div>
<div class="g5EgezisQf4mgrDW">
<p class="e-10451-text encore-text-body-medium encore-internal-color-text-subdued SvUN7GwF6XYIW1FW" data-encore-id="text">Uma conversa sensível, necessária e cheia de reflexões sobre tempo, cuidado e humanidade.</p>
</div>
<div class="g5EgezisQf4mgrDW">
<p class="e-10451-text encore-text-body-medium encore-internal-color-text-subdued SvUN7GwF6XYIW1FW" data-encore-id="text">🎙️ Velhices Podcast</p>
</div>
<div class="g5EgezisQf4mgrDW">
<p class="e-10451-text encore-text-body-medium encore-internal-color-text-subdued SvUN7GwF6XYIW1FW" data-encore-id="text">Novos episódios toda segunda.</p>
<p data-encore-id="text">
</div>
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			</item>
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		<title>Estadão: A tecnologia clínica que nenhuma IA substitui</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/estadao-a-tecnologia-clinica-que-nenhuma-ia-substitui/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 17:27:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A assistência à saúde nunca contou com tantos recursos tecnológicos para apoiar diagnósticos e tratamentos. Inteligência artificial, algoritmos e novas ferramentas prometem tornar a prática médica mais precisa e eficiente. Ao mesmo tempo, cresce a discussão sobre uma competência que acompanha a profissão desde sua origem: a capacidade de ouvir, acolher e construir uma relação [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/estadao-a-tecnologia-clinica-que-nenhuma-ia-substitui/">Estadão: A tecnologia clínica que nenhuma IA substitui</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-reader-unique-id="1">A assistência à saúde nunca contou com tantos recursos tecnológicos para apoiar diagnósticos e tratamentos. Inteligência artificial, algoritmos e novas ferramentas prometem tornar a prática médica mais precisa e eficiente. Ao mesmo tempo, cresce a discussão sobre uma competência que acompanha a profissão desde sua origem: a capacidade de ouvir, acolher e construir uma relação de confiança com o paciente.</p>
<p data-reader-unique-id="2">Ana Claudia Quintana Arantes, médica geriatra, especialista em Cuidados Paliativos e uma das principais referências brasileiras em humanização da saúde, será uma das <em data-reader-unique-id="3">keynote speakers</em> do <strong data-reader-unique-id="4">Afya Summit, que ocorre no dia 29 de agosto</strong>, em São Paulo. Na ocasião, apresentará a palestra “Existe medicina sem humanização? A mais antiga e a mais negligenciada das tecnologias clínicas”.</p>
<p data-reader-unique-id="6">Nesta entrevista, ela discute por que a escuta e a presença permanecem no centro da medicina, mesmo diante do avanço da inteligência artificial e de outras tecnologias.</p>
<div data-reader-unique-id="19">
<h3 data-reader-unique-id="21"><i data-reader-unique-id="22"><b data-reader-unique-id="23">Por que a humanização é “a mais antiga e a mais negligenciada das tecnologias clínicas”?</b></i></h3>
</div>
<p data-reader-unique-id="24">Existe medicina sem humanização e é isso que deveria nos preocupar. Ela acontece todos os dias, em consultórios e enfermarias, com prescrição correta, exame pedido, protocolo cumprido. Tecnicamente impecável e humanamente ausente.</p>
<p data-reader-unique-id="29">Chamo a humanização de tecnologia porque ela é exatamente isso: um conjunto de saberes e habilidades que se aprende, se treina e se aplica com método. Muito antes do estetoscópio, da tomografia ou de qualquer possibilidade de intervir sobre o corpo, a medicina já tinha uma ferramenta: a presença de alguém disposto a ouvir o que dói. Essa foi a primeira tecnologia clínica de que dispusemos. Continua sendo a mais barata, a mais disponível e a mais desprezada.</p>
<div data-reader-unique-id="30">
<h3 data-reader-unique-id="32"><i data-reader-unique-id="33"><b data-reader-unique-id="34">Escuta e empatia influenciam os resultados do tratamento? Se sim, de que forma?</b></i></h3>
</div>
<p data-reader-unique-id="35">Influenciam, e a literatura demonstra isso há décadas. Uma paciente escutada adere melhor ao tratamento, relata sintomas que não apareceriam em nenhum questionário estruturado, e esses sintomas mudam a conduta. A anamnese bem-feita ainda responde pela maior parte dos diagnósticos, porque é escutada com método. Quando não escutamos, pedimos exame para compensar.</p>
<p data-reader-unique-id="40">Há ainda o que a escuta evita: a obstinação terapêutica. Boa parte do sofrimento que produzimos no fim da vida vem de nunca termos perguntado o que aquela pessoa considerava uma vida que valia a pena. Não perguntamos, presumimos, e o que presumimos é sempre a nossa vontade de fazer mais.</p>
<div data-reader-unique-id="41">
<h3 data-reader-unique-id="43"><b data-reader-unique-id="44">O que nunca poderá ser substituído na relação entre médico e paciente?</b></h3>
</div>
<p data-reader-unique-id="45">A responsabilidade de estar ali quando não existe resposta. A inteligência artificial vai diagnosticar melhor que nós, e isso é uma boa notícia. O que ela não faz é sustentar o silêncio depois da frase que muda uma vida inteira. Não segura a mão. Quando uma paciente pergunta “quanto tempo eu tenho”, ela não está pedindo um número. Está pedindo que alguém fique ali com ela enquanto o chão desaparece. Isso não é processamento de informação. É testemunho.</p>
<div data-reader-unique-id="50">
<h3 data-reader-unique-id="52"><b data-reader-unique-id="53">Qual é a principal mensagem sobre o futuro da medicina?</b></h3>
</div>
<p data-reader-unique-id="54">O futuro da medicina não vai ser decidido pela tecnologia que vamos ter, mas sim pelo que escolhermos fazer com o tempo que ela nos devolver. Vamos ter máquinas que diagnosticam melhor que nós. Isso está resolvido, é questão de anos. A pergunta que fica é o que faremos com as mãos livres. Se vamos usá-las para atender mais gente em menos tempo ou para fazer aquilo que nenhuma máquina fará: ficar.</p>
<p data-reader-unique-id="55">O futuro da medicina depende de nos lembrarmos por que ela existe. Ela não existe para adiar a morte, porque nessa disputa a gente perde sempre. Ela existe para cuidar de gente enquanto essa gente estiver viva. Cuidar é um verbo que exige presença, e presença é a única coisa deste ofício que não terceirizamos para nenhuma máquina.</p>
<p data-reader-unique-id="64"><strong data-reader-unique-id="65">Afya Summit 2026 </strong><em data-reader-unique-id="66"><strong data-reader-unique-id="67">Data: </strong></em>29 de agosto de 2026 <em data-reader-unique-id="68"><strong data-reader-unique-id="69">Local:</strong></em> Auditório Ibirapuera, São Paulo (SP)</p>
<p data-reader-unique-id="70">Os ingressos e a programação para o Afya Summit 2026<a href="https://www.sympla.com.br/evento/afya-summit/3321419?utm_source=sympla&amp;utm_medium=pulsa&amp;utm_campaign=afyasummit&amp;utm_content=1707" data-reader-unique-id="71"><strong data-reader-unique-id="72"> já estão disponíveis no Sympla</strong></a><strong data-reader-unique-id="73">.</strong></p>
<p data-reader-unique-id="70">Fonte: <a href="https://www.estadao.com.br/amp/pulsa/a-tecnologia-clinica-que-nenhuma-ia-substitui/" target="_blank" rel="noopener">Estadão</a></p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/estadao-a-tecnologia-clinica-que-nenhuma-ia-substitui/">Estadão: A tecnologia clínica que nenhuma IA substitui</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Folha de S. Paulo: Ana Claudia Quintana Arantes e Camila Appel analisam tabus sobre a morte na Flip</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/folha-de-s-paulo-ana-claudia-quintana-arantes-e-camila-appel-analisam-tabus-sobre-a-morte-na-flip/</link>
					<comments>https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/folha-de-s-paulo-ana-claudia-quintana-arantes-e-camila-appel-analisam-tabus-sobre-a-morte-na-flip/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 17:23:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A última mesa deste sábado (25) da Casa Folha na Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, reuniu a médica Ana Claudia Quintana Arantes e a roteirista Camila Appel para falar sobre a morte. O casarão que recebeu o encontro estava lotado de interessados pelo tema, algo que não é trivial. Por muito tempo, o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-reader-unique-id="1">A última mesa deste sábado (25) da Casa Folha na Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, reuniu a médica Ana Claudia Quintana Arantes e a roteirista Camila Appel para falar sobre a morte. O casarão que recebeu o encontro estava lotado de interessados pelo tema, algo que não é trivial.</p>
<p data-reader-unique-id="7">Por muito tempo, o fim da vida foi tratado como um assunto a ser evitado, algo que devia ser mantido em silêncio. A julgar pelo interesse do público, esse cenário já não é mais o mesmo. Criadora do blog Morte Sem Tabu, na <b data-reader-unique-id="9">Folha</b>, Appel considera que houve uma evolução substancial no modo como esse assunto é tratado.</p>
<p data-reader-unique-id="17">Há mais de uma década, quando começou a pesquisar sobre o fim da vida, ela lidou com a falta de apoio das pessoas. &#8220;Comentavam: ‘Nossa, mas eu achava que você tinha tanto potencial. Você vai perder tempo com uma coisa que por definição acabou, que é a morte.’ Eu falava que não estava perdendo tempo, mas sim ganhando tempo.&#8221;</p>
<p data-reader-unique-id="18">Como parte dessa pesquisa, ela visitou um necrotério para testemunhar uma autópsia. A escritora diz que essa experiência foi útil para ela enfrentar os próprios preconceitos sobre a finitude.</p>
<p data-reader-unique-id="19">&#8220;O que me chamou a atenção foi justamente perceber que aquilo não está destoado do que a gente vive, mas faz parte do que a gente vive.&#8221; Após presenciar o procedimento, Appel descreveu a necrópsia em &#8220;Enquanto Você Está Aqui&#8221;, livro em que ela relata a sua investigação sobre a morte e discorre a respeito da velhice de sua mãe.</p>
<p data-reader-unique-id="23">&#8220;Então, quando você lê, realmente parece muito pesado, mas entrar em contato com essa concretude da morte me ajudou muito a lidar com o meu próprio tabu, com o meu próprio constrangimento.&#8221;</p>
<p data-reader-unique-id="113">A escritora afirmou que tinha dificuldade em encarar a perspectiva da morte de sua mãe, a dramaturga Leilah Assumpção. Atualmente, ela está debilitada após ter sofrido um AVC. &#8220;Eu decidi investigar a morte porque claramente tinha e, ainda tenho, muita dificuldade de falar e de lidar.&#8221;</p>
<p data-reader-unique-id="115">Para a roteirista, os estigmas em torno desse assunto provocam uma série de problemas, algo que ela sentiu na prática.</p>
<p data-reader-unique-id="116">No livro, Appel relata um episódio traumático durante a internação de seu sogro em razão de uma doença grave. Quando chegou ao hospital com o marido, eles encontraram o paciente com os punhos amarrados.</p>
<p data-reader-unique-id="117">&#8220;Eu não acreditei quando me vi nessa situação. Acho que a palavra que eu uso é violência. Eu me senti muito violentada.&#8221; Ao questionar o médico, o profissional afirmou que o sogro de Appel estava amarrado para garantir a comodidade dele, resposta que deixou a escritora incrédula.</p>
<p data-reader-unique-id="196">Após perceber que o sogro estava morrendo e que não havia nada a ser feito, o casal decidiu que cuidados paliativos seriam o melhor caminho. O médico, porém, considerou que os dois estavam matando o paciente.</p>
<p data-reader-unique-id="197">&#8220;Foi muito violenta essa discussão, e a falta de preparo desse médico de conseguir conversar com a gente, de entender que realmente era uma pessoa, era uma vida que estava no final, os órgãos estavam parando de funcionar.&#8221;</p>
<p data-reader-unique-id="198">Médica especializada em cuidados paliativos, Ana Claudia Quintana Arantes afirmou que ouviu colegas de profissão dizerem que ninguém morreria durante o plantão deles. &#8220;Secretamente, eu dizia que ninguém sofreria durante os meus.&#8221;</p>
<p data-reader-unique-id="199">Com isso em mente, ela escreveu livros como &#8220;A Morte é Um Dia que Vale a Pena Viver&#8221;, &#8220;Cuidar Até o Fim&#8221; e &#8220;Histórias Lindas de Morrer&#8221;.</p>
<p data-reader-unique-id="201">São livros que lançam um novo olhar sobre o fim da vida, buscando desmistificar esse tema. &#8220;A liberdade do médico é bastante vinculada ao que é preciso fazer pelas pessoas. E é preciso aliviar o sofrimento delas, porque isso é algo que está no direito do paciente. É lei agora.&#8221;</p>
<p data-reader-unique-id="201">Fonte: <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/07/claudia-quintana-arantes-e-camila-appel-analisam-tabus-sobre-a-morte-na-flip.shtml" target="_blank" rel="noopener">Folha de S. Paulo</a></p>
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		<title>Joyce Pascowitch: Ana Claudia Quintana Arantes: por que deixamos a vida para depois?</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 17:12:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Claudia Quintana Arantes: por que deixamos a vida para depois? &#124; Joyce Pascowitch entrevista Por que temos tanta dificuldade de falar sobre a morte, se ela é a única certeza da vida? Nesta conversa, Joyce Pascowitch recebe a médica geriatra e especialista em cuidados paliativos Ana Claudia Quintana Arantes para refletir sobre finitude, sofrimento, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="Ana Claudia Quintana Arantes: por que deixamos a vida para depois? | Joyce Pascowitch entrevista" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/7FfofjOTwUU?feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;origin=https://www.acqa.com.br" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Ana Claudia Quintana Arantes: por que deixamos a vida para depois? | Joyce Pascowitch entrevista</p>
<p>Por que temos tanta dificuldade de falar sobre a morte, se ela é a única certeza da vida?</p>
<p>Nesta conversa, Joyce Pascowitch recebe a médica geriatra e especialista em cuidados paliativos Ana Claudia Quintana Arantes para refletir sobre finitude, sofrimento, amor, tempo e a possibilidade de viver de forma mais consciente.</p>
<p>Ao explicar o verdadeiro significado dos cuidados paliativos, Ana Claudia desfaz um dos maiores equívocos sobre sua especialidade: cuidar não é desistir. Pelo contrário. É aliviar o sofrimento e devolver dignidade, autonomia e presença a quem enfrenta uma doença ameaçadora da vida.</p>
<p>A conversa também passa pela importância da escuta, pelo medo da perda, pelos arrependimentos mais comuns de quem chega ao fim da vida e pela tendência que temos de adiar aquilo que realmente importa.</p>
<p>E se começássemos a viver hoje a vida que estamos guardando para a aposentadoria ou para um futuro que talvez nunca chegue?</p>
<p>Ana Claudia Quintana Arantes é médica geriatra, especialista em cuidados paliativos, escritora e uma das maiores referências brasileiras quando o assunto é finitude, envelhecimento e humanização da medicina.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=7FfofjOTwUU" target="_blank" rel="noopener">Canal Joyce Pascowitch</a></p>
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		<title>Folha de S. Paulo: Perder é morrer, vencer é viver</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 17:48:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Claudia Quintana Arantes Eu sei um pouco o que é morrer. Trabalho há anos à beira das camas onde a vida se despede e aprendi que a morte quase nunca chega de uma vez: vem por partes. Primeiro morre o que poderia ter sido, depois a certeza e, por fim, o corpo, quase sempre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="c-news__wrap">
<div class="c-signature"><strong class="c-signature__author">Ana Claudia Quintana Arantes</strong></div>
</div>
<div class="c-news__content">
<div class="c-news__body" data-news-content-text="" data-disable-copy="" data-continue-reading="" data-continue-reading-hide-others=".js-continue-reading-hidden" data-age-rating="">
<p>Eu sei um pouco o que é morrer. Trabalho há anos à beira das camas onde a vida se despede e aprendi que a morte quase nunca chega de uma vez: vem por partes.</p>
<p>Primeiro morre o que poderia ter sido, depois a certeza e, por fim, o corpo, quase sempre a parte menos importante da despedida.</p>
<p>Talvez por isso, quando olho um jogo de futebol, não vejo apenas um jogo. Vejo a coisa mais antiga do mundo encenada em 90 minutos: gente lutando para viver, gente aprendendo a morrer. Perder é morrer, vencer é viver, e entre as duas cabe tudo o que nos faz humanos.</p>
<p>O meu país sabe disso na carne. Em 1950, no Maracanã lotado, 200 mil pessoas viram a vida escapar entre os dedos, e ainda assim o Brasil não morreu. Levantou. Oito anos depois, daquele mesmo chão de luto, ergueu a primeira estrela.</p>
<p>Ninguém ressuscita sem antes descer ao fundo, e não há vitória que não tenha passado por alguma morte.</p>
<p>O futebol é uma escola de humanidade, e como toda escola tem suas lições difíceis. Às vezes vemos quem confunde talento com grandeza, quem ganhou um microfone do tamanho do mundo e ainda não sabe o que fazer com ele. Não é maldade, é a parte da história que ainda não amadureceu.</p>
<p>Mas o que me move são os outros, e são tantos! Penso no menino africano que perdeu o pai porque o vilarejo não tinha onde tratar um doente e que, com o dinheiro, voltou para casa, construiu um hospital, uma escola, um estádio, levou energia e passou a amparar cada família do lugar. Penso no jogador que, em meio à guerra civil do seu país, se ajoelhou diante das câmeras e pediu aos seus que baixassem as armas. Gente que transformou fama em cuidado e talento em gesto.</p>
<p>É isso que separa os vivos dos mortos, dentro e fora do campo. Não é o placar, mas o que se faz com o que se conquistou, porque a vida só faz sentido quando se reparte, e quem reparte vive duas vezes.</p>
<p>E há nisso uma verdade que me toca como brasileira. Que bênção termos tanto da África no sangue, e como me orgulho dessa herança. Meu desejo é que cada descendente dessa matriz potente se reconheça nela e celebre seu DNA, porque há grandeza ali, esperando ser reivindicada.</p>
<p>Enquanto escrevo, vai me preenchendo uma esperança: será que ainda estarei viva para colecionar um álbum de figurinhas do futebol feminino? Mulheres que correm, caem, levantam e vencem sem trair a própria grandeza. Queria colar cada uma delas e sentir que o jogo, enfim, virou o que sempre soube poder ser, um lugar onde a vitória combina com a decência.</p>
<p>Perder é morrer, mas morrer não é o oposto de viver. É parte de viver. O que dá sentido a tudo é a generosidade, a vida que se oferece e multiplica.</p>
<p>E, enquanto houver quem erga hospitais em vez de monumentos a si mesmo, quem use a voz para calar os fuzis, mulheres que joguem inteiras e sem pequenez e um povo capaz de se levantar do chão do Maracanã para voltar a sonhar, haverá vida. Profunda, dolorosa, magnífica.</p>
<p>E se um dia o apito final vier para todos nós, que ele nos encontre assim: dentro do jogo, suados, inteiros, tendo perdido muito, vivido mais ainda e dado de nós alguma coisa que ficou de pé depois que partimos.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/casa-folha-na-copa/2026/07/perder-e-morrer-vencer-e-viver.shtml">Folha de S. Paulo / Coluna Casa Folha</a></p>
</div>
</div>
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		<title>Folha de S. Paulo: Peça &#8216;Histórias Lindas de Morrer&#8217; se inspira em livro de médica paliativista em SP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Jul 2026 18:04:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A atriz Letícia Cannavale e o diretor Fernando Nitsch estavam no aeroporto de Goiânia quando tiveram o primeiro contato com o livro &#8220;Histórias Lindas de Morrer&#8221;, da médica paliativista Ana Claudia Quintana Arantes. Os dois dizem ter dado vexame durante a leitura. &#8220;Tivemos uma crise de choro. O que é isso? Que história é essa?&#8221;, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-reader-unique-id="1">A atriz <a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/07/leticia-cannavale-e-tita-couto-estreiam-peca-em-sao-paulo-com-convidados.shtml" target="" rel="" data-reader-unique-id="2">Letícia Cannavale </a>e o diretor <a href="https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1772067409417659-peca-o-mar-dirigida-por-fernando-nitsch" target="" rel="" data-reader-unique-id="3">Fernando Nitsch</a> estavam no aeroporto de Goiânia quando tiveram o primeiro contato com o livro &#8220;Histórias Lindas de Morrer&#8221;, da médica paliativista <a href="https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2024/12/como-ana-claudia-quintana-arantes-virou-fenomeno-ensinando-sobre-a-morte.shtml" target="" rel="" data-reader-unique-id="4">Ana Claudia Quintana Arantes</a>. Os dois dizem ter dado vexame durante a leitura.</p>
<p data-reader-unique-id="5">&#8220;Tivemos uma crise de choro. O que é isso? Que história é essa?&#8221;, recorda Nitsch sobre o início do projeto que leva a obra para os palcos.</p>
<p data-reader-unique-id="6">A peça teatral baseada no livro da médica está em cartaz no <a href="https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/teatro/" data-reader-unique-id="7">Teatro</a> Vivo, em São Paulo, até o dia 1º de outubro, com dramaturgia assinada por Claudia Barral e Marcos Barbosa.</p>
<p data-reader-unique-id="15">Idealizadores do espetáculo, a atriz e o diretor já estavam inseridos no universo da medicina por meio de cursos de oratória e performance que oferecem a profissionais de saúde. Essa experiência fez com que criassem uma apresentação que mescla palestra e contação de histórias colhidas pela médica e escritora paulistana, responsável pela venda de mais de 1 milhão de livros sobre a morte.</p>
<p data-reader-unique-id="16"><a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/09/1681820-morte-sem-tabu-cuidados-paliativos-entrevista-com-ana-claudia-quintana-arantes.shtml?mobile" target="_blank" rel="nofollow noopener" data-reader-unique-id="17">&#8220;Eu descobri que morrer também pode ser lindo&#8221;</a>, diz Arantes no programa da peça. &#8220;E o que é lindo merece ser dito em voz alta para o mundo todo ouvir e sentir&#8221;.</p>
<p data-reader-unique-id="18">A busca de respostas sobre o que é possível fazer para ajudar pacientes em fase terminal move Arantes desde o início da carreira. Ela se especializou em cuidados paliativos como uma forma de aliviar o sofrimento em suas várias dimensões. É como se colocasse um manto (palio) contra as intempéries enfrentadas pelos pacientes que já não têm um horizonte pela frente.</p>
<p data-reader-unique-id="20">Em tempos de uso generalizado de inteligência artificial, Cannavale e Nitsch abordam a necessidade da humanização do cuidado médico e perceberam o interesse dos profissionais no aprofundamento desse tema.</p>
<p data-reader-unique-id="21">&#8220;Histórias Lindas de Morrer&#8221; foi pensada para ser assistida por quem cuida de pessoas, mas também para a parcela do público que busca compreensão e empatia quando o assunto é a finitude humana.</p>
<p data-reader-unique-id="22">Os artistas já ouviram relatos de gente que repensou o momento da despedida de familiares após assistir ao espetáculo. Eles próprios lidam com ausências enquanto estão em cena, mas optaram por contar apenas os casos do livro, sem abordar questões pessoais.</p>
<p data-reader-unique-id="23">Cannavale, por exemplo, viveu na vida real uma cena de despedida de um dos grandes amores de sua vida. No mesmo dia da estreia de um espetáculo de comédia no Rio de Janeiro, a atriz viu a avó ser levada para um hospital, de onde não voltaria. Antes, no entanto, ela olhou para a neta e disse: &#8220;Tissa, que amor lindo a gente viveu&#8221;.</p>
<p data-reader-unique-id="24">Estreante no teatro profissional, Tita Couto perdeu o pai após um ataque cardíaco súbito, aos 63 anos, o que a obriga a pensar no que gostaria de ter feito ao lado dele e não teve tempo. Ela deseja que o público reviva memórias e pense em aproveitar a convivência com familiares. No dia da estreia, emocionada, viu a mãe na plateia ao lado de uma cadeira vazia e viveu mais um ritual de despedida da figura paterna.</p>
<p data-reader-unique-id="25">&#8220;Temos a possibilidade como artistas de transformar a dor em poesia. E talvez consigamos que outras pessoas também se sintam abraçadas e acolhidas, para tentar ressignificar suas próprias dores&#8221;, diz o diretor.</p>
<p data-reader-unique-id="26">Abrir a escuta para os pacientes é uma das formas de cuidados paliativos defendidos pela médica especialista. &#8220;O que faz você ser você?&#8221;, pergunta Arantes.</p>
<p data-reader-unique-id="27">No livro, e na peça, há o relato de uma pessoa que queria ter o prazer de fumar, talvez pela última vez. A profissional levou bronca de uma colega, mas acendeu um cigarro ao lado do homem em seus <a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2022/04/a-morte-e-um-dia-que-vale-a-pena-viver-ganha-nova-edicao-com-capitulo-inedito.shtml" target="" rel="" data-reader-unique-id="28">momentos finais de vida.</a></p>
<p data-reader-unique-id="75">Há os pacientes que pedem para pintar as unhas, arrumar o cabelos, os que pedem a companhia de familiares, o prato de comida preferido ou apenas o alívio das dores.</p>
<p data-reader-unique-id="76">A intérprete leu os livros e assistiu a palestras de Arantes para observar até mesmo a forma como ela segura o microfone. A paliativista, por sua vez, viu um ensaio e aceitou ter uma conversa íntima com a atriz, para que a proximidade entre as duas fosse transformada em <a href="https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/arte/" data-reader-unique-id="77">arte</a> no palco.</p>
<p data-reader-unique-id="78">Dessa conversa, as duas guardam segredores não revelados a ninguém, nem mesmo ao diretor.</p>
<p data-reader-unique-id="79">&#8220;São esses pequenos códigos que geram conexão e uma sintonia muito profunda. Isso só é possível com o privilégio de poder interpretar uma mulher extraordinária e que esta viva&#8221;, afirma Cannavale.</p>
<p data-reader-unique-id="80">Arantes aborda os próprios lutos em &#8220;Histórias Lindas de Morrer&#8221;, o que humaniza a figura da profissional de saúde. Ela também sente dores e sofre, como mostra a parte final do espetáculo.</p>
<p data-reader-unique-id="81">Na estreia, a médica emocionou as duas atrizes ao entrar no camarim e retocar o batom como se fosse uma das artistas prestes a entrar em cena. Foi uma reafirmação da afinidade entre mulheres que decidiram contar histórias de vida e de morte, sem deixar os tabus em torno da finitude atrapalharem a missão.</p>
<div class="c-rating__head flex flex--center">
<h4 class="c-rating__title">HISTÓRIAS LINDAS DE MORRER</h4>
</div>
<ul class="u-list-unstyled" data-location-app="">
<li class="c-rating__info"><strong>Quando</strong> Até 1º de outubro. Quartas e quintas às 20h</li>
<li class="c-rating__info"><strong>Onde</strong> <a href="https://maps.google.com/maps?q=Teatro%20Vivo" target="_blank" rel="noopener" data-location-address="Teatro Vivo">Teatro Vivo</a></li>
<li class="c-rating__info"><strong>Preço</strong> R$ 90,00 (inteira) e R$ 45,00 (meia-entrada)</li>
<li class="c-rating__info"><strong>Classificação</strong> 12 anos</li>
<li class="c-rating__info"><strong>Autoria</strong> Claudia Barral e Marcos Barbosa a partir do livro de Ana Claudia Quintana Arantes</li>
<li class="c-rating__info"><strong>Elenco</strong> Letícia Cannavale e Tita Couto</li>
<li class="c-rating__info"><strong>Direção</strong> Fernando Nitsch</li>
</ul>
<p>Fonte: <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/07/peca-historias-lindas-de-morrer-se-inspira-em-livro-de-medica-paliativista-em-sp.shtml">Folha de S. Paulo</a></p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/folha-de-s-paulo-peca-historias-lindas-de-morrer-se-inspira-em-livro-de-medica-paliativista-em-sp/">Folha de S. Paulo: Peça &#8216;Histórias Lindas de Morrer&#8217; se inspira em livro de médica paliativista em SP</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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		<item>
		<title>Estado de Minas: Conversar sobre o fim da vida é o primeiro passo para lidar bem com a morte, dizem especialistas</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 17:49:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quando a escritora americana Nora Ephron morreu, em 2012, aos 71 anos, muitos amigos e conhecidos ficaram em choque e até irritados. Ela havia recebido o diagnóstico de síndrome mielodisplásica seis anos antes e, desde então, a doença havia evoluído para uma leucemia. Ephron manteve o diagnóstico em segredo e continuou trabalhando normalmente. Pessoas próximas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando a escritora americana Nora Ephron morreu, em 2012, aos 71 anos, muitos amigos e conhecidos ficaram em choque e até irritados. Ela havia recebido o diagnóstico de síndrome mielodisplásica seis anos antes e, desde então, a doença havia evoluído para uma leucemia. Ephron manteve o diagnóstico em segredo e continuou trabalhando normalmente. Pessoas próximas a ela dizem que a escritora temia ser tratada de forma diferente caso seu entorno soubesse da doença.</p>
<p>O velório não teve nada de fúnebre. Contou com roda de samba, shows de rock, DJ, cerveja e dança. Tiago recebeu o público de braços abertos, trajando uma bermuda clara e uma camisa listrada com a frase &#8220;é melhor ser alegre que ser triste&#8221;. A festa teve até uma coreografia ao som de &#8220;Um Morto Muito Louco&#8221;, funk que fez sucesso dos anos 2000.</p>
<p class="texto">Para a psicóloga especializada em cuidados paliativos Silvana Aquino, a decisão de Tiago de fazer essa festa ainda em vida foi muito feliz. Ela diz que o evento abriu uma porta para que a morte possa ser um tema tratado abertamente, com humor. &#8220;A morte não é o oposto da vida. É a continuidade dela&#8221;, afirma.</p>
<p class="texto">Aquino diz que a sociedade tem tanto medo da morte que até evita falar no assunto. &#8220;Temos dificuldade em admitir que somos mortais&#8221;, afirma. Isso acaba atravessando relações familiares, de amizade e a formação de profissionais da saúde ?aulas sobre cuidados paliativos só se tornaram obrigatórias em cursos de medicina em 2022.</p>
<p class="texto">Segundo Ana Claudia Quintana Arantes, geriatra e autora do livro &#8220;A Morte É um Dia que Vale a Pena Viver&#8221;, o medo de falar sobre a morte pode causar mais sofrimento. &#8220;É aquela história de ter um elefante branco na sala e todo mundo tropeça no elefante e não fala sobre ele, só para chegar um dia e o elefante pisar na sua cabeça.&#8221;</p>
<p class="texto">Falar abertamente sobre a morte, como fez Tiago, é o primeiro passo para se ter uma morte digna. Aquino afirma que essa ideia vai ser diferente para cada pessoa e tem muito a ver com a experiência pessoal de entrar em contato com a própria finitude. É a morte em consonância com as expectativas e os valores. &#8220;Se a vida não foi digna, é pouco provável que a morte seja&#8221;, diz Aquino. Arantes diz, ainda, que receber os cuidados adequados faz parte dessa dignidade.</p>
<p class="texto">Os cuidados não se restringem ao paciente e se estendem à família e os amigos que o acompanham. Para essas pessoas, gestos como o de Tiago podem ajudar no processo de luto. Aquino não nega que a morte seja um momento de dor e angústia, mas acredita que ela possa ser vivida de uma forma mais serena.</p>
<p class="texto">Para ela, a festa de despedida de Tiago deu aos amigos a chance de se despedir e de criar memórias valiosas. &#8220;As pessoas que tiveram a chance de conviver com ele vão estar mais equipadas, com mais repertório para lidar com a falta dele&#8221;, diz. &#8220;Ele deixou uma reserva boa de afeto.&#8221;</p>
<p class="texto">É uma lógica parecida com a do caso de Ana Michelle Soares, jornalista e ativista pelos cuidados paliativos que morreu em 2023. AnaMi, como é conhecida, descobriu um câncer de mama aos 28 anos. Três anos e meio depois, descobriu que a doença era incurável.</p>
<p class="texto">Junto de Renata Lujan, também paciente oncológica, elas criaram o perfil @PaliAtivas no Instagram, em que falavam sobre a jornada dos cuidados paliativos até o fim da vida. A experiência de Renata, que morreu em 2018, foi relatada por AnaMi no livro &#8220;Enquanto Eu Respirar&#8221;. Uma das ações mais famosas de AnaMi foi a realização de uma lista de desejos, que incluía conhecer o apresentador Pedro Bial e comer dobradinha do restaurante Mocotó.</p>
<p class="texto">As especialistas afirmam que não é trivial ter uma postura com a morte como as de AnaMi e Tiago. &#8220;Você só pode fazer isso pelas pessoas que vão sobreviver à sua morte se você estiver bem cuidado, se você não estiver com uma dor insuportável, se você não sentir uma revolta absurda, se você estiver pacificado com a sua história de vida. Aí você pode proteger as pessoas que ficam&#8221;, afirma Arantes.</p>
<p class="texto">Parece ter sido o caso de Tiago. No dia de sua morte, ele publicou um vídeo nos stories de seu perfil no Instagram em que estava numa cama de hospital e dizia que sua família havia sido chamada: &#8220;Só para falar para vocês não se preocuparem. Estou bem, estou em paz, estou feliz. Valeu a pena. Tudo valeu a pena. Tive uma vida boa. E é isso. Eu venci. Eu venci, porque eu venci todos os dias. A vida valeu&#8221;.</p>
<p class="texto">Para Aquino, para que haja uma relação de serenidade com a morte, é preciso que haja uma base sólida de cuidados. Os cuidados paliativos englobam toda a assistência à saúde voltada para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias. Isso inclui apoio físico, emocional, social e até espiritual.</p>
<p class="texto">Em maio de 2024 foi instituída a Política Nacional de Cuidados Paliativos no Brasil no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Isso significa que os cuidados paliativos foram integrados à rede de atenção à saúde, com equipes multidisciplinares focadas na atenção primária.</p>
<p class="texto">No papel, a ideia é boa, mas na realidade a história é outra. &#8220;Existe um hiato entre a realidade da população e a política pública&#8221;, diz Aquino. Ela chama atenção para o fato de grande parte dos diagnósticos chegarem tardiamente, sem chances de acessar tratamentos que podem mudar o curso das doenças.</p>
<p class="texto">Apesar de contar com orçamento de R$ 887 milhões anuais, com repasses federais aos estados e municípios, no ano passado, o Brasil contava com apenas 1% das equipes habilitadas para atendimento de cuidados paliativos no SUS.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.em.com.br/bem-viver/2026/07/7457120-conversar-sobre-o-fim-da-vida-e-o-primeiro-passo-para-lidar-bem-com-a-morte-dizem-especialistas.html">Estado de Minas</a></p>
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		<title>Folha de S. Paulo: Conversar sobre o fim da vida é o primeiro passo para lidar bem com a morte, dizem especialistas</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 17:56:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quando a escritora americana Nora Ephron morreu, em 2012, aos 71 anos, muitos amigos e conhecidos ficaram em choque e até irritados. Ela havia recebido o diagnóstico de síndrome mielodisplásica seis anos antes e, desde então, a doença havia evoluído para uma leucemia. Ephron manteve o diagnóstico em segredo e continuou trabalhando normalmente. Pessoas próximas [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/folha-de-s-paulo-conversar-sobre-o-fim-da-vida-e-o-primeiro-passo-para-lidar-bem-com-a-morte-dizem-especialistas/">Folha de S. Paulo: Conversar sobre o fim da vida é o primeiro passo para lidar bem com a morte, dizem especialistas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-reader-unique-id="1">Quando a escritora americana Nora Ephron morreu, em 2012, aos 71 anos, muitos amigos e conhecidos ficaram em choque e até irritados. Ela havia recebido o diagnóstico de síndrome mielodisplásica seis anos antes e, desde então, a doença havia evoluído para uma leucemia. Ephron manteve o diagnóstico em segredo e continuou trabalhando normalmente. Pessoas próximas a ela dizem que a escritora temia ser tratada de forma diferente caso seu entorno soubesse da doença.</p>
<p data-reader-unique-id="4">É uma abordagem diametralmente oposta à escolhida pelo advogado <a href="https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2026/07/morre-tiago-pitthan-que-organizou-velorio-em-vida-estou-em-paz-disse-em-video.shtml" target="" rel="" data-reader-unique-id="5">Tiago Pitthan</a>, morto neste domingo (5), aos 46 anos. Tiago ficou famoso por ter organizado um &#8220;velório em vida&#8221; em Campo Grande (MS). Inicialmente, o advogado havia organizado uma festa para cerca de cem convidados, mas o evento ganhou tração nas redes sociais e se tornou uma festa de rua com ao menos 400 pessoas.</p>
<p data-reader-unique-id="7">O velório não teve nada de fúnebre. Contou com roda de samba, shows de rock, DJ, cerveja e dança. Tiago recebeu o público de braços abertos, trajando uma bermuda clara e uma camisa listrada com a frase &#8220;é melhor ser alegre que ser triste&#8221;. A festa teve até uma coreografia ao som de &#8220;Um Morto Muito Louco&#8221;, funk que fez sucesso dos anos 2000.</p>
<p data-reader-unique-id="15">Para a psicóloga especializada em <a href="https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2022/12/entenda-o-que-sao-cuidados-paliativos.shtml" target="" rel="" data-reader-unique-id="16">cuidados paliativos </a>Silvana Aquino, a decisão de Tiago de fazer essa festa ainda em vida foi muito feliz. Ela diz que o evento abriu uma porta para que a morte possa ser um tema tratado abertamente, com humor. &#8220;A morte não é o oposto da vida. É a continuidade dela&#8221;, afirma.</p>
<p data-reader-unique-id="17">Aquino diz que a sociedade tem tanto medo da morte que até evita falar no assunto. &#8220;Temos dificuldade em admitir que somos mortais&#8221;, afirma. Isso acaba atravessando relações familiares, de amizade e a formação de profissionais da saúde –aulas sobre cuidados paliativos só se tornaram obrigatórias em cursos de medicina em 2022.</p>
<p data-reader-unique-id="19">Segundo <a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/05/ana-claudia-quintana-arantes-autora-de-best-seller-sobre-a-morte-estreia-curso-na-casafolha.shtml" target="" rel="" data-reader-unique-id="20">Ana Claudia Quintana Arantes</a>, geriatra e autora do livro &#8220;<a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2022/04/a-morte-e-um-dia-que-vale-a-pena-viver-ganha-nova-edicao-com-capitulo-inedito.shtml" target="" rel="" data-reader-unique-id="21">A Morte É um Dia que Vale a Pena Viver</a>&#8220;, o medo de falar sobre a morte pode causar mais sofrimento. &#8220;É aquela história de ter um elefante branco na sala e todo mundo tropeça no elefante e não fala sobre ele, só para chegar um dia e o elefante pisar na sua cabeça.&#8221;</p>
<p data-reader-unique-id="77">Falar abertamente sobre a morte, como fez Tiago, é o primeiro passo para se ter uma morte digna. Aquino afirma que essa ideia vai ser diferente para cada pessoa e tem muito a ver com a experiência pessoal de entrar em contato com a própria finitude. É a morte em consonância com as expectativas e os valores. &#8220;Se a vida não foi digna, é pouco provável que a morte seja&#8221;, diz Aquino. Arantes diz, ainda, que receber os cuidados adequados faz parte dessa dignidade.</p>
<p data-reader-unique-id="79">Os cuidados não se restringem ao paciente e se estendem à família e os amigos que o acompanham. Para essas pessoas, gestos como o de Tiago podem ajudar no processo de luto. Aquino não nega que a morte seja um momento de dor e angústia, mas acredita que ela possa ser vivida de uma forma mais serena.</p>
<p data-reader-unique-id="81">Para ela, a festa de despedida de Tiago deu aos amigos a chance de se despedir e de criar memórias valiosas. &#8220;As pessoas que tiveram a chance de conviver com ele vão estar mais equipadas, com mais repertório para lidar com a falta dele&#8221;, diz. &#8220;Ele deixou uma reserva boa de afeto.&#8221;</p>
<p data-reader-unique-id="120">É uma lógica parecida com a do caso de <a href="https://www1.folha.uol.com.br/blogs/morte-sem-tabu/2023/01/homenagens-em-vida-uma-onda-de-amor-para-anami.shtml" target="" rel="" data-reader-unique-id="121">Ana Michelle Soares</a>, jornalista e ativista pelos cuidados paliativos que morreu em 2023. AnaMi, como é conhecida, descobriu um câncer de mama aos 28 anos. Três anos e meio depois, descobriu que a doença era incurável.</p>
<p data-reader-unique-id="122">Junto de Renata Lujan, também paciente oncológica, elas criaram o perfil <a href="https://www.instagram.com/paliativas/" target="_blank" rel="nofollow noopener" data-reader-unique-id="123">@PaliAtivas</a> no Instagram, em que falavam sobre a jornada dos cuidados paliativos até o fim da vida. A experiência de Renata, que morreu em 2018, foi relatada por AnaMi no livro &#8220;<a href="https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2019/12/com-cancer-incuravel-jornalista-escreve-livro-sobre-a-doenca-com-crueza-e-humor-acido.shtml" target="" rel="" data-reader-unique-id="124">Enquanto Eu Respirar</a>&#8220;. Uma das ações mais famosas de AnaMi foi a realização de uma lista de desejos, que incluía conhecer o apresentador Pedro Bial e comer dobradinha do restaurante Mocotó.</p>
<p data-reader-unique-id="127">As especialistas afirmam que não é trivial ter uma postura com a morte como as de AnaMi e Tiago. &#8220;Você só pode fazer isso pelas pessoas que vão sobreviver à sua morte se você estiver bem cuidado, se você não estiver com uma dor insuportável, se você não sentir uma revolta absurda, se você estiver pacificado com a sua história de vida. Aí você pode proteger as pessoas que ficam&#8221;, afirma Arantes.</p>
<p data-reader-unique-id="135">Parece ter sido o caso de Tiago. No dia de sua morte, ele publicou um vídeo nos stories de seu perfil no Instagram em que estava numa cama de hospital e dizia que sua família havia sido chamada: &#8220;Só para falar para vocês não se preocuparem. Estou bem, estou em paz, estou feliz. Valeu a pena. Tudo valeu a pena. Tive uma vida boa. E é isso. Eu venci. Eu venci, porque eu venci todos os dias. A vida valeu&#8221;.</p>
<p data-reader-unique-id="137">Para Aquino, para que haja uma relação de serenidade com a morte, é preciso que haja uma base sólida de cuidados. Os cuidados paliativos englobam toda a assistência à saúde voltada para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias. Isso inclui apoio físico, emocional, social e até espiritual.</p>
<p data-reader-unique-id="138">Em maio de 2024 foi instituída a <a href="https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2023/12/ministerio-da-saude-aprova-politica-nacional-de-cuidados-paliativos.shtml" target="" rel="" data-reader-unique-id="139">Política Nacional de Cuidados Paliativos no Brasil no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde)</a>. Isso significa que os cuidados paliativos foram integrados à rede de atenção à saúde, com equipes multidisciplinares focadas na atenção primária.</p>
<p data-reader-unique-id="143">No papel, a ideia é boa, mas na realidade a história é outra. &#8220;Existe um hiato entre a realidade da população e a política pública&#8221;, diz Aquino. Ela chama atenção para o fato de grande parte dos diagnósticos chegarem tardiamente, sem chances de acessar tratamentos que podem mudar o curso das doenças.</p>
<p data-reader-unique-id="144">Apesar de contar com orçamento de R$ 887 milhões anuais, com repasses federais aos estados e municípios, no ano passado, <a href="https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2025/09/programa-de-cuidados-paliativos-no-sus-so-tem-1-das-equipes-habilitadas.shtml" target="" rel="" data-reader-unique-id="145">o Brasil contava com apenas 1% das equipes habilitadas </a>para atendimento de cuidados paliativos no SUS.</p>
<p data-reader-unique-id="144">Fonte: <a href="https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2026/07/conversar-sobre-o-fim-da-vida-e-o-primeiro-passo-para-lidar-bem-com-a-morte-dizem-especialistas.shtml">Folha de S. Paulo</a></p>
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		<title>Blog do Arcanjo: Crítica: Histórias Lindas de Morrer com Letícia Cannavale é teatro sublime que celebra a vida</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/blog-do-arcanjo-critica-historias-lindas-de-morrer-com-leticia-cannavale-e-teatro-sublime-que-celebra-a-vida/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 17:37:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>★★★★★ HISTÓRIAS LINDAS DE MORRER Avaliação: Excelente Crítica por Miguel Arcanjo Prado Qua e qui 20h Até 1º/10/2026 80 min 12 anos Teatro Vivo – Av. Dr. Chucri Zaidan 2460 Morumbi SP Compre seu ingresso! A vida é um sopro veloz que precisa ser valorizada no tempo presente; até porque, no final das contas, é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>★★★★★</strong><br />
<strong>HISTÓRIAS LINDAS DE MORRER</strong><br />
<strong>Avaliação: Excelente<br />
Crítica por Miguel Arcanjo Prado</strong><br />
<strong>Qua e qui 20h Até 1º/10/2026 80 min</strong> <strong>12 anos</strong><br />
<strong>Teatro Vivo – Av. Dr. Chucri Zaidan 2460 Morumbi SP</strong><br />
<strong><a href="https://bileto.sympla.com.br/event/121764/d/391418/s/2585009" target="_blank" rel="noopener">Compre seu ingresso!</a></strong></p>
<p class="has-drop-cap">A vida é um sopro veloz que precisa ser valorizada no tempo presente; até porque, no final das contas, é só o que temos. O que realmente é importante quando o anúncio da morte iminente se faz? Tal pergunta filosófica é central na sensível e emocionante peça <strong>Histórias Lindas de Morrer</strong>, teatro sublime para celebrar a vida com a excelente atriz <strong>Letícia Cannavale</strong>, em uma das melhores atuações do ano, sob direção precisa de <strong>Fernando Nitsch</strong> e com a participação da atriz <strong>Tita Couto</strong> em produção de <strong>Edinho Rodrigues</strong>, da <strong>Brancalyone</strong>em parceria com <strong>Cabana 34</strong> no<strong> Teatro Vivo</strong> (o nome não poderia ser melhor em se tratando desta peça), sob refinada curadoria de <strong>André Acioli</strong>. O texto de <strong>Claudia Barral</strong>e <strong>Marcos Barbosa</strong> é adaptado do <a class="google-anno" href="https://www.blogdoarcanjo.com/2026/07/06/critica-historias-lindas-de-morrer-com-leticia-cannavale-e-teatro-sublime-que-celebra-a-vida-teatro-vivo/#" data-google-vignette="false" data-google-interstitial="false"> <span class="google-anno-t">livro</span></a> homônimo, escrito pela geriatra e paliativista <strong>Ana Claudia Quintana Arantes</strong>, referência na área e cuja profissão é cuidar para que seus pacientes tenham a melhor morte possível. Com uma interpretação segura e ao mesmo tempo profundamente delicada, <strong>Letícia Cannavale</strong> dá vida à médica que vê a morte quase que diariamente e que busca, ao lado de seus pacientes, fazer um balanço da vida. O texto supera o tabu, em uma conversa franca que encara nossa finitude nos olhos e sem medo. Assim, a efemeridade do teatro se conecta umbilicalmente à efemeridade da vida. Por isso, a peça, com seu sutil dinamismo, tem uma impressionante potência humana, capaz de arrancar sorriso em momentos difíceis e também levar ao choro sincero. Com seu excesso de vivacidade e um brilho nos olhos de quem teima em não ir, <strong>Histórias Lindas de Morrer</strong> nos leva a valorizar este bem tão precioso, frágil e indomável chamado vida. A gente sai da peça com uma vontade gigante de viver uma vida que valha a pena. Que assim seja.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.blogdoarcanjo.com/2026/07/06/critica-historias-lindas-de-morrer-com-leticia-cannavale-e-teatro-sublime-que-celebra-a-vida-teatro-vivo/">Blog do Arcanjo</a></p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/blog-do-arcanjo-critica-historias-lindas-de-morrer-com-leticia-cannavale-e-teatro-sublime-que-celebra-a-vida/">Blog do Arcanjo: Crítica: Histórias Lindas de Morrer com Letícia Cannavale é teatro sublime que celebra a vida</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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		<title>Folha de S. Paulo &#8211; Mônica Bergamo: Letícia Cannavale e Tita Couto estreiam peça em São Paulo com convidados</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/folha-de-s-paulo-monica-bergamo-leticia-cannavale-e-tita-couto-estreiam-peca-em-sao-paulo-com-convidados/</link>
					<comments>https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/folha-de-s-paulo-monica-bergamo-leticia-cannavale-e-tita-couto-estreiam-peca-em-sao-paulo-com-convidados/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 17:43:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.acqa.com.br/?p=30965</guid>

					<description><![CDATA[<p>As atrizes Letícia Cannavale e Tita Couto receberam convidados para a estreia da peça &#8220;Histórias Lindas de Morrer&#8221; na quinta-feira (2), no Teatro Vivo, em São Paulo. Também prestigiaram o evento o diretor do espetáculo, Fernando Nistch, a autora do livro que inspirou a montagem, Ana Claudia Quintana Arantes, e o diretor do Teatro Vivo, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/folha-de-s-paulo-monica-bergamo-leticia-cannavale-e-tita-couto-estreiam-peca-em-sao-paulo-com-convidados/">Folha de S. Paulo &#8211; Mônica Bergamo: Letícia Cannavale e Tita Couto estreiam peça em São Paulo com convidados</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As atrizes Letícia Cannavale e Tita Couto receberam convidados para a estreia da peça &#8220;Histórias Lindas de Morrer&#8221; na quinta-feira (2), no <a href="https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/teatro/">Teatro</a> Vivo, em São Paulo.</p>
<p>Também prestigiaram o evento o diretor do espetáculo, Fernando Nistch, a autora do livro que inspirou a montagem, Ana Claudia Quintana Arantes, e o diretor do Teatro Vivo, André Acioli.</p>
<p>Os atores Thiago Mendonça, Cássio Scapin e Robério Diógenes marcaram presença.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/07/leticia-cannavale-e-tita-couto-estreiam-peca-em-sao-paulo-com-convidados.shtml">Folha de S. Paulo</a></p>
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<div id="gallery-widget-undefined" class="gallery-widget rs_preserve gallery-widget-keydown" data-channel="monicabergamo"></div>
</div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/folha-de-s-paulo-monica-bergamo-leticia-cannavale-e-tita-couto-estreiam-peca-em-sao-paulo-com-convidados/">Folha de S. Paulo &#8211; Mônica Bergamo: Letícia Cannavale e Tita Couto estreiam peça em São Paulo com convidados</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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		<title>Veja São Paulo &#8211; TEATRO &#8211; POR FABIO CODEÇO: Livro de Ana Claudia Quintana Arantes vira peça e estreia em São Paulo</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/veja-sao-paulo-teatro-por-fabio-codeco-livro-de-ana-claudia-quintana-arantes-vira-peca-e-estreia-em-sao-paulo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 17:40:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Livro de sucesso da geriatra e especialista em cuidados paliativos Ana Claudia Quintana Arantes, Histórias Lindas de Morrer, ganhou uma adaptação para o teatro, com o mesmo nome, que estreia esta semana no Teatro Vivo. No best-seller, Ana Claudia reúne relatos reais de pacientes acompanhados pela autora em seus momentos finais de vida. Com dramaturgia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="331" data-end="703" data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="44">Livro de sucesso da geriatra e especialista em cuidados paliativos Ana Claudia Quintana Arantes<strong data-start="387" data-end="419" data-reader-unique-id="45">, <em data-reader-unique-id="46">Histórias Lindas de Morrer</em></strong>, ganhou uma adaptação para o teatro, com o mesmo nome, que estreia esta semana no <strong data-start="509" data-end="524" data-reader-unique-id="47">Teatro Vivo. </strong>No best-seller, Ana Claudia reúne relatos reais de pacientes acompanhados pela autora em seus momentos finais de vida.</p>
<p data-start="705" data-end="915" data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="52">Com dramaturgia de <strong data-start="724" data-end="742" data-reader-unique-id="53">Claudia Barral</strong> e <strong data-start="745" data-end="763" data-reader-unique-id="54">Marcos Barbosa</strong>, direção de <strong data-start="776" data-end="795" data-reader-unique-id="55">Fernando Nitsch</strong> e produção da Brancalyone, o espetáculo permanece em cartaz até 1º de outubro, com sessões às quartas e quintas-feiras.</p>
<p data-start="917" data-end="1326" data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="56">A montagem é estrelada por <strong data-start="944" data-end="965" data-reader-unique-id="57">Letícia Cannavale</strong>, que interpreta Ana Claudia durante uma palestra sobre cuidados paliativos. À medida que a apresentação avança, a médica revisita lembranças de casos marcantes vividos ao longo da carreira, em uma narrativa que combina reflexão, delicadeza e humor. <strong data-start="1215" data-end="1229" data-reader-unique-id="58">Tita Couto</strong> divide o palco com a atriz, dando vida às diferentes histórias inspiradas em experiências reais.</p>
<p data-start="1328" data-end="1732" data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="106">Longe de tratar a morte apenas como tema central, a peça propõe uma reflexão sobre o valor da vida, dos afetos e do tempo. Com mais de 1 milhão de leitores, o livro ajudou a popularizar o debate sobre cuidados paliativos e a romper tabus em torno da finitude, abordagem que agora ganha uma linguagem cênica intimista, apoiada por recursos visuais que acompanham as transformações emocionais da narrativa.</p>
<p data-start="1734" data-end="2077" data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="111">À frente do serviço de cuidados paliativos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP por muitos anos, Ana Claudia Quintana Arantes tornou-se uma das principais referências brasileiras no tema. A adaptação preserva a essência de sua obra ao transformar histórias de despedida em um convite para refletir sobre o sentido de viver.</p>
<p data-start="2079" data-end="2383" data-is-last-node="" data-is-only-node="" data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="112"><strong data-start="2079" data-end="2090" data-reader-unique-id="113">Serviço</strong><br data-start="2090" data-end="2093" data-reader-unique-id="114" /><strong data-start="2093" data-end="2123" data-reader-unique-id="115">Teatro Vivo. </strong><em data-reader-unique-id="116">Avenida Doutor Chucri Zaidan, 2460, Vila Cordeiro. </em><br data-start="2123" data-end="2126" data-reader-unique-id="117" />Quando: de 2 de julho a 1º de outubro. Quartas e quintas, às 20h. <br data-start="2191" data-end="2194" data-reader-unique-id="118" />Quanto: R$ 90 (inteira), R$ 45 (meia) e ingresso social a partir de R$ 25. <br data-start="2334" data-end="2337" data-reader-unique-id="119" />Classificação: 12 anos. <br data-start="2360" data-end="2363" data-reader-unique-id="120" />Duração: 80 minutos.</p>
<p data-start="2079" data-end="2383" data-is-last-node="" data-is-only-node="" data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="112">Fonte: V<a href="https://vejasp.abril.com.br/coluna/teatro/livro-de-ana-claudia-quintana-arantes-vira-peca-e-estreia-em-sao-paulo/">eja São Paulo</a></p>
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		<title>Blog do Amaury Jr: Obra de Ana Claudia Quintana Arantes é adaptada para peça em SP</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/blog-do-amaury-jr-obra-de-ana-claudia-quintana-arantes-e-adaptada-para-peca-em-sp/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 17:29:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A renomada médica geriatra e especialista em cuidados paliativos Ana Claudia Quintana Arantes tem seu livro &#8220;Histórias Lindas de Morrer&#8221; (editora Sextante), adaptado para o teatro em uma montagem assinada por Fernando Nitsch. O espetáculo, que conta com dramaturgia de Claudia Barral e Marcos Barbosa e produção da Brancalyone, tem sua temporada de estreia no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-reader-unique-id="1">A renomada médica geriatra e especialista em cuidados paliativos Ana Claudia Quintana Arantes tem seu livro &#8220;Histórias Lindas de Morrer&#8221; (editora Sextante), adaptado para o teatro em uma montagem assinada por Fernando Nitsch. O espetáculo, que conta com dramaturgia de Claudia Barral e Marcos Barbosa e produção da Brancalyone, tem sua temporada de estreia no Teatro Vivo SP, de 2 de julho a 1º de outubro, com sessões às quartas e quintas às 20h.</p>
<p data-reader-unique-id="2">Estrelada por Letícia Cannavale e Tita Couto, a peça convida o público para participar de um encontro transformador com o amor, a finitude, o luto e a celebração da vida a partir dos relatos reais coletados em consultório pela autora de pacientes no fim da vida.</p>
<p data-reader-unique-id="9">A adaptação inédita representa muito mais que uma transposição de linguagem; é uma inovação que amplia o alcance de um tema de profundo impacto social. Com mais de um milhão de leitores, a autora consolidou-se como voz essencial na desconstrução do tabu ocidental sobre a morte, oferecendo ao público um novo olhar sobre o propósito individual e a valorização autêntica da vida.</p>
<p data-reader-unique-id="10">A peça estrutura-se como um espetáculo teatral íntimo e poético, no qual Letícia Cannavale interpreta a médica durante uma palestra sobre cuidados paliativos. À medida que a palestra avança, Ana Claudia se depara com as lembranças das histórias que acompanharam a sua trajetória.</p>
<p data-reader-unique-id="11">O diferencial estético reside em um ambiente que flutua entre o intimista e o tecnológico, um espaço que muda conforme as histórias se desdobram, refletindo a profundidade emocional e a leveza reflexiva que caracterizam a obra.</p>
<p data-reader-unique-id="12">A montagem conta com o copatrocínio da Libbs Farmacêutica, reforçando o compromisso da companhia com iniciativas que vão além do tratamento médico, ampliam o acesso à cultura e promovem o bem-estar.</p>
<p data-reader-unique-id="13">&#8220;Queremos estar próximos de iniciativas que estimulem reflexões e diálogos importantes sobre a vida, o cuidado e as relações humanas. Acreditamos que a cultura tem um papel fundamental nesse processo e pode contribuir para uma sociedade mais saudável e consciente&#8221;, afirma Samanta Greghi, diretora de Comunicação e Experiência de Marca da Libbs.</p>
<p data-reader-unique-id="14"><strong data-reader-unique-id="15">A potência da narrativa em cena</strong></p>
<p data-reader-unique-id="16">Ana Claudia Quintana Arantes construiu sua carreira ouvindo e vivenciando histórias de pessoas em seus últimos capítulos de vida. Como médica responsável pelo HOSPICE (unidade de cuidados paliativos) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, ela testemunhou a coragem de pacientes que, diante da finitude, descobriram o sentido essencial de suas existências.</p>
<p data-reader-unique-id="17">&#8220;Histórias Lindas de Morrer&#8221; coleciona esses momentos de beleza, histórias reais que revelam segredos da vida de pessoas que chegaram ao fim com grandeza e lucidez. Antes de tudo, a peça celebra a vida, equilibrando profundidade reflexiva com momentos de leveza e humor.</p>
<p data-reader-unique-id="18">Cada história funciona como um espelho, permitindo ao público ressignificar seus próprios lutos, dores e perdas, enquanto descobre ferramentas poderosas para melhor utilizar seu tempo e manter afetos verdadeiros durante sua própria jornada.</p>
<p data-reader-unique-id="19">O espetáculo não é apenas uma celebração da carreira de Arantes, mas um convite ao público para encarar a morte de um jeito novo. A montagem, sustentada por uma ficha técnica de excelência e artistas premiados, propõe uma conexão profunda capaz de inspirar memórias, recriando a empatia e a compaixão que tão poderosamente essa médica encarna em sua vida e obra.</p>
<p data-reader-unique-id="20">Quando se está próximo da morte, a percepção do que realmente importa viver se intensifica. A visão de mundo proposta por Ana Claudia Quintana Arantes sugere exatamente isso: uma nova experiência sobre a finitude que ressignifica nossa relação com o tempo, com o amor e com o sentido de estar vivo.</p>
<p data-reader-unique-id="21"><strong data-reader-unique-id="22">Serviço</strong></p>
<p data-reader-unique-id="23">&#8220;Histórias Lindas de Morrer&#8221;, a partir da obra de Ana Claudia Quintana Arantes<br data-reader-unique-id="24" />Temporada: 2 de julho a 1º de outubro de 2026<br data-reader-unique-id="25" />Quartas e quintas às 20h<br data-reader-unique-id="26" />Teatro Vivo &#8211; Av. Dr. Chucri Zaidan, 2460 &#8211; Vila Cordeiro, São Paulo<br data-reader-unique-id="27" />Ingressos: R$ 90,00 (inteira) e R$ 45,00 (meia-entrada) / Ingressos social R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia-entrada)<br data-reader-unique-id="28" />Vendas on-line: site.bileto.sympla.com.br/teatrovivo</p>
<p data-reader-unique-id="23">Fonte: <a href="https://www.uol.com.br/splash/colunas/amaury-jr/2026/07/03/obra-de-ana-claudia-quintana-arantes-e-adaptada-para-peca-em-sp.htm">Blog do Amaury Jr</a></p>
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		<item>
		<title>Claudia: 6 livros brasileiros mais vendidos da Feira do Livro que valem a leitura</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/claudia-6-livros-brasileiros-mais-vendidos-da-feira-do-livro-que-valem-a-leitura/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 17:34:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se você está em busca de novas leituras, vale a pena olhar para os livros que mais conquistaram os leitores recentemente. Encerrada em junho, a última edição da Feira do Livro, realizada na Praça Charles Miller, em São Paulo, revelou os títulos que mais despertaram o interesse do público. Entre os dez livros mais vendidos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="17">Se você está em busca de novas leituras, vale a pena olhar para os <strong data-reader-unique-id="19">livros</strong> que mais conquistaram os leitores recentemente. Encerrada em junho, a última edição da <em data-reader-unique-id="20"><strong data-reader-unique-id="21">Feira do Livro</strong></em>, realizada na Praça Charles Miller, em São Paulo, revelou os títulos que mais despertaram o interesse do público.</p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="22">Entre os dez livros mais vendidos do evento, <strong data-reader-unique-id="23">seis são de autores brasileiros</strong>, reforçando a força da produção nacional em gêneros que vão do romance e da crônica ao humor, ensaio e não ficção.</p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="28"><span data-reader-unique-id="29">Os títulos refletem a diversidade da <strong data-reader-unique-id="31">literatura brasileira</strong> contemporânea e reúnem nomes já consagrados e autores que vêm conquistando cada vez mais espaço entre leitores e crítica. Conheça os destaques.</span></p>
<h3 data-reader-unique-id="79"><em data-reader-unique-id="80"><span data-reader-unique-id="81">1. Elogio à saudade</span></em><span data-reader-unique-id="82">, de Fernando José de Almeida</span></h3>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="83"><span data-reader-unique-id="84">Líder da lista de mais vendidos, o livro parte da saudade como um sentimento capaz de conectar memória, afeto e identidade. Em uma narrativa sensível, Fernando José de Almeida propõe reflexões sobre o tempo, as relações humanas e a importância das lembranças na construção de quem somos.</span></p>
<h3 data-reader-unique-id="94"><em data-reader-unique-id="95"><span data-reader-unique-id="96">2. Aos pés da letra</span></em><span data-reader-unique-id="97">, de Gregorio Duvivier</span></h3>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="98"><span data-reader-unique-id="99">Conhecido pelo humor e pela habilidade com as palavras, Gregorio Duvivier reúne crônicas que exploram a língua portuguesa, o cotidiano e temas da atualidade com inteligência e leveza. A obra combina observações bem-humoradas e reflexões que aproximam literatura e vida cotidiana.</span></p>
<h3 data-reader-unique-id="111"><em data-reader-unique-id="112"><span data-reader-unique-id="113">3. Guia da Copa Falha de Cobertura</span></em><span data-reader-unique-id="114">, de Daniel Furlan e Caito Mainier</span></h3>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="115"><span data-reader-unique-id="116">Inspirado no universo do programa </span><em data-reader-unique-id="117"><span data-reader-unique-id="118">Falha de Cobertura</span></em><span data-reader-unique-id="119">, o livro traz o humor característico da dupla para comentar o futebol e a cultura brasileira. Com linguagem irreverente e referências populares, a obra dialoga tanto com fãs do esporte quanto com leitores que acompanham o trabalho dos autores.</span></p>
<h3 data-reader-unique-id="127"><em data-reader-unique-id="128"><span data-reader-unique-id="129">4. Cláudia Vera Feliz Natal</span></em><span data-reader-unique-id="130">, de Mariana Salomão Carrara</span></h3>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="131"><span data-reader-unique-id="132">Um dos romances brasileiros mais elogiados dos últimos tempos, o livro apresenta uma narrativa delicada sobre família, afetos e solidão. Mariana Salomão Carrara constrói personagens complexos e uma história que aborda as relações humanas com sensibilidade, consolidando seu nome entre as principais vozes da literatura contemporânea.</span></p>
<h3 data-reader-unique-id="140"><em data-reader-unique-id="141"><span data-reader-unique-id="142">5. A morte é um dia que vale a pena viver</span></em><span data-reader-unique-id="143">, de Ana Claudia Quintana Arantes</span></h3>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="144"><span data-reader-unique-id="145">Referência em cuidados paliativos, Ana Claudia Quintana Arantes propõe uma reflexão sobre a finitude, o envelhecimento e o sentido da vida. Ao abordar um tema frequentemente evitado, a autora convida o leitor a encarar a morte como parte natural da existência e a valorizar o tempo presente.</span></p>
<h3 data-reader-unique-id="157"><em data-reader-unique-id="158"><span data-reader-unique-id="159">6. Antes que apague</span></em><span data-reader-unique-id="160">, de Natalia Timerman</span></h3>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="161"><span data-reader-unique-id="162">No romance, Natalia Timerman investiga as marcas deixadas pelas relações afetivas, pela memória e pelas perdas. Com uma escrita intimista e delicada, a autora constrói uma narrativa que acompanha personagens em busca de pertencimento e reconstrução.</span></p>
<div data-reader-unique-id="163">
<p data-reader-unique-id="164">Fonte: <a href="https://claudia.abril.com.br/cultura/livros-brasileiros-6-titulos-que-entraram-na-lista-dos-mais-vendidos-e-valem-a-leitura/">Claudia</a></p>
</div>
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		<title>Pulsa: Brasil não está preparado para a morte assistida, avalia Ana Claudia Quintana Arantes</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/entrevistas/pulsa-brasil-nao-esta-preparado-para-a-morte-assistida-avalia-ana-claudia-quintana-arantes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 14:48:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>PORTO ALEGRE* &#8211; A ida de uma brasileira com doença neurodegenerativa à Suíça, em abril, para realizar suicídio assistido fez com que o tema voltasse à tona no País. Por aqui, a prática não é permitida. Entidades que discutem o direito à autonomia no fim da vida argumentam que pessoas conscientes que estejam sofrendo de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>PORTO ALEGRE* &#8211; A ida de uma brasileira com doença neurodegenerativa à Suíça, em abril, para realizar suicídio assistido fez com que o tema voltasse à tona no País. Por aqui, a prática não é permitida.</p>
<p>Entidades que discutem o direito à autonomia no fim da vida argumentam que pessoas conscientes que estejam sofrendo de modo insuportável devido a doenças terminais ou incuráveis, incapacitação grave ou irreversível, ou padecimento decorrente de <a title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/envelhecimento/" href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/envelhecimento/" target="_blank" rel="noopener">envelhecimento</a> avançado deveriam poder escolher uma morte digna.</p>
<p>A médica geriatra e escritora <a title="https://www.estadao.com.br/pulsa/medicina-e-estudos/e-possivel-ter-uma-morte-bela-diz-ana-claudia-quintana-arantes/" href="https://www.estadao.com.br/pulsa/medicina-e-estudos/e-possivel-ter-uma-morte-bela-diz-ana-claudia-quintana-arantes/" target="_blank" rel="noopener">Ana Claudia Quintana Arantes</a>, porém, é contra a morte assistida no Brasil. Para ela, o País não está preparado para ter essa discussão quando ainda não garante cuidados básicos para todos, incluindo diagnóstico precoce e tratamentos eficazes.</p>
<p>Em um cenário em que mais da metade dos pacientes oncológicos começa o tratamento com a doença avançada, oferecer a morte como saída não é uma escolha justa, na visão da autora de livros como <em>“A morte é um dia que vale a pena viver”, “Cuidar até o fim”</em> e &#8220;<em>Histórias lindas de morrer&#8221;.</em></p>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa" data-component-name="paragraph">Ana Claudia argumenta que despender recursos públicos para morte assistida significaria tirar dinheiro de outras áreas da saúde que precisam de mais investimentos.</p>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa" data-component-name="paragraph">“Num país do tamanho do nosso, não temos o direito de tirar uma remota possibilidade de cuidado para desviar dinheiro para matar. Não existe esse recurso na saúde”, defende a médica, que palestrou no <em>Brain Congress – Congresso de </em><a title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/cerebro/" href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/cerebro/" target="_blank" rel="noopener"><em>Cérebro</em></a><em>, Comportamento e Emoções</em>, em Porto Alegre (RS).</p>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa" data-component-name="paragraph">Ela afirma ainda que alguns locais do mundo que permitem a prática não possuem critérios rigorosos, como a exigência de uma avaliação psiquiátrica. “Quantas pessoas morreram com transtorno psiquiátrico? Quantas pessoas eram <a title="https://www.estadao.com.br/saude/o-que-e-e-como-reconhecer-uma-pessoa-narcisista-entenda-o-transtorno-de-personalidade/" href="https://www.estadao.com.br/saude/o-que-e-e-como-reconhecer-uma-pessoa-narcisista-entenda-o-transtorno-de-personalidade/" target="_blank" rel="noopener">narcisistas</a>, tinham <a title="https://www.estadao.com.br/pulsa/mente-e-cerebro/afinal-o-que-e-transtorno-de-personalidade-borderline/" href="https://www.estadao.com.br/pulsa/mente-e-cerebro/afinal-o-que-e-transtorno-de-personalidade-borderline/" target="_blank" rel="noopener">transtorno borderline</a> e fizeram suicídio assistido?”, critica.</p>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa" data-component-name="paragraph">Vale lembrar que o suicídio assistido ocorre quando o médico prescreve uma combinação de drogas em doses letais e o paciente administra as medicações a si mesmo. Já na eutanásia, é o médico quem administra os remédios.</p>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa" data-component-name="paragraph">É importante ressaltar ainda que qualquer pessoa com doença grave ou que ameace a continuidade da vida deveria ser acompanhada por uma equipe de cuidados paliativos tão logo o diagnóstico, mesmo que ainda haja intenção curativa, <a title="https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/cuidados-paliativos" href="https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/cuidados-paliativos" target="_blank" rel="noopener">como afirma o Ministério da Saúde</a>. Na prática, porém, apenas cerca de 14% das pessoas que precisam de cuidados paliativos têm acesso a essa abordagem de alívio do sofrimento e melhora da qualidade de vida, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), e a oferta acaba voltada para aquelas em fim de vida.</p>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa" data-component-name="paragraph">Veja a entrevista abaixo:</p>
<div class="styles__IntertitleWrapper-sc-vje7ac-0 jLslCd intertitle-wrapper   theme-default">
<h4 id="qual-a-sua-visao-sobre-morte-assistida" class="interview-question">Qual a sua visão sobre morte assistida?</h4>
</div>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa" data-component-name="paragraph">Eu não sou contra, conceitualmente, mesmo porque não tenho condição de avaliar um fardo que não carrego. Mas é preciso tomar cuidado porque existe uma “macrodecisão” de ter a morte assistida disponível, só que as “microdecisões” implicam mudanças culturais, estruturais e até da própria prática médica.</p>
<div class="styles__IntertitleWrapper-sc-vje7ac-0 jLslCd intertitle-wrapper   theme-default">
<h4 id="e-especificamente-sobre-a-adocao-dessas-praticas-no-brasil" class="interview-question">E especificamente sobre a adoção dessas práticas no Brasil?</h4>
</div>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa" data-component-name="paragraph">A maior parte dos brasileiros não tem acesso sequer a diagnóstico e tratamento. Ensinam as mulheres a fazer o autoexame, elas detectam o nódulo, vão procurar ajuda e, entre detectar o nódulo e começar um tratamento, a doença espalhou. Não existe diagnóstico precoce para todo mundo. Mais de 50% das pessoas com câncer no serviço privado têm acesso quando a doença já está espalhada <em>(segundo estudo de 2023 com 132 mil pacientes no Rio Grande do Sul)</em>. No SUS, em torno de 60% das pessoas chegam já com doença avançada <em>(dados de 2019 a 2021 do Radar do Câncer com base no DataSUS, do Ministério da Saúde)</em>.</p>
<p>E isso tudo <em>(o debate sobre morte assistida)</em> está acontecendo no mundo de um jeito totalmente atropelado. Muitas pessoas não passam por uma avaliação psiquiátrica antes. Quantas pessoas morreram com transtorno psiquiátrico? Quantas pessoas eram narcisistas, tinham transtorno borderline e fizeram suicídio assistido? É muito bonita a bandeira da<em> (morte com)</em> dignidade, belíssima, mas é uma faca que está no meio das asas dos anjos. Então, pessoalmente, não sou contra, mas como cidadã não posso apoiar.</p>
<div class="styles__IntertitleWrapper-sc-vje7ac-0 jLslCd intertitle-wrapper   theme-undefined">
<h4 id="como-isso-se-relaciona-com-os-cuidados-paliativos" class="interview-question">Como isso se relaciona com os cuidados paliativos?</h4>
</div>
<p>Eu não concordo que<em> (o médico que vai prescrever ou administrar a medicação para morte assistida ou eutanásia)</em> seja paliativista, porque isso vai contra os princípios de cuidados paliativos. É um erro conceitual confundir — até me espanta que paliativistas façam isso —, porque o princípio dos cuidados paliativos diz “não apressamos, nem adiamos a morte”. Então, a menos que mudem esses princípios, neste momento, não se pode confundir. E aí como você vai mudar a estrutura de formação de um jovem que busca medicina para curar pessoas, se ele já tem dificuldade de aceitar o alívio dos sofrimentos quando a morte é inevitável? Imagine ter de fazer com que esses profissionais mudem completamente a visão deles, de não só aceitar a morte como provocar a morte como um ato médico. Isso não é simples, não muda por causa de uma lei.</p>
<div class="styles__IntertitleWrapper-sc-vje7ac-0 jLslCd intertitle-wrapper   theme-default">
<h4 id="ha-um-movimento-que-defende-que-poder-escolher-a-morte-quando-se-esta-sofrendo-e-nao-ha-cura-e-a-unica-forma-de-morrer-com-dignidade-e-que-apenas-pessoas-com-dinheiro-tem-essa-oportunidade-de-viajar-para-locais-em-que-a-pratica-e-permitida-voce-compartilha-dessa-visao-ou-acha-que-essa-nao-e-a-unica-forma" class="interview-question">Há um movimento que defende que poder escolher a morte, quando se está sofrendo e não há cura, é a única forma de morrer com dignidade, e que apenas pessoas com dinheiro têm essa oportunidade de viajar para locais em que a prática é permitida. Você compartilha dessa visão ou acha que essa não é a única forma?</h4>
</div>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa" data-component-name="paragraph">Eu penso que a gente tem essa situação em grande parte do mundo, o Brasil é só mais um que tem o mesmo problema da grande maioria. Se a gente exigir que o governo pague a morte das pessoas, esse dinheiro vai sair do cuidado porque a gente não é capaz nem de exigir que as pessoas sejam tratadas. Então, a pessoa não briga para ser tratada e vai brigar para ser morta? Não fecha essa equação. Não faz sentido. Então, é só quem tem dinheiro que vai <em>(ter uma morte digna nesses casos)</em>? É verdade, só quem tem dinheiro.</p>
<div class="styles__MultiParagraphAdStyled-sc-1yb8ue6-0 ldmAcl theme-default" data-component-name="multi-paragraph">
<div class="paragraph">
<p>E aí dizem “essas pessoas não podem esperar”, mas as pessoas que estão morrendo de dor nos hospitais também não podem esperar, e não está sendo feito nada em prol disso, porque a morfina não está disponível no posto de saúde para as pessoas pegarem, elas têm que conseguir uma vaga no hospital para ter alívio da dor. Então, eu estou olhando para essas pessoas, que são maioria. Num país do tamanho do nosso, não temos o direito de tirar uma remota possibilidade de cuidado para desviar dinheiro para matar. Não existe esse recurso na saúde.</p>
<div class="styles__IntertitleWrapper-sc-vje7ac-0 jLslCd intertitle-wrapper   theme-undefined">
<h4 id="o-que-falta-nos-medicos-que-trabalham-direta-ou-indiretamente-com-cuidados-paliativos-e-com-doencas-terminais" class="interview-question">O que falta nos médicos que trabalham direta ou indiretamente com cuidados paliativos e com doenças terminais?</h4>
</div>
<p>Falta a qualificação de comunicação, um raciocínio bioético complexo não binário. Falta saber lidar com comunicação difícil, que não é só uma estratégia, um <em>guideline </em>com o passo a passo de como dar más notícias. Não é entrar numa conferência familiar e falar “a família tem que aceitar a terminalidade, o paciente tem que aceitar que ele não tem nenhum tratamento”. Não tem que nada, isso é binário. <em>(O paciente tem que poder) </em>falar sobre a morte dele, dizer o que ele quer sem ser invalidado e ser respeitado. Se o paciente quiser ir até o inferno, eu tenho que ir com ele. Vão falar “o paciente está negando <em>(a morte)</em>”. Ele não está negando nada. Ele sabe o que está acontecendo e ele quer esse desfecho, é legítimo que ele seja ouvido e que seja respeitado.</p>
<div class="styles__IntertitleWrapper-sc-vje7ac-0 jLslCd intertitle-wrapper   theme-undefined">
<h4 id="e-entre-os-familiares-qual-o-principal-desafio" class="interview-question">E entre os familiares, qual o principal desafio?</h4>
</div>
</div>
</div>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa" data-component-name="paragraph">Conversar sobre isso sem precisar ficar doente. As pessoas falam para mim: “Que mórbido falar sobre isso no almoço de domingo, na pizza do sábado”. Por quê? Todo almoço de domingo termina bem na sua casa? Que interessante, que família diferente. Dá menos briga <em>(do que falar de política)</em>, você sai menos aborrecido. E não é mórbido. Mórbido é você fingir que não tem um elefante branco. <em>(É preciso) </em>falar sobre isso sem a necessidade de estar doente. Se acontecer uma fatalidade, você sofrer um acidente e tiver morte cerebral, se você não chegar para sua mãe e para seu pai e falar “eu quero fazer doação de órgãos”, “se o quadro for irreversível, eu não quero ter a expectativa do milagre através de coisas que façam meu corpo sofrer” <em>(não vão saber da sua vontade)</em>.</p>
<div class="styles__IntertitleWrapper-sc-vje7ac-0 jLslCd intertitle-wrapper   theme-default">
<h4 id="e-adianta-assinar-em-vida-um-documento-especificando-os-desejos" class="interview-question">E adianta assinar em vida um documento especificando os desejos?</h4>
</div>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa" data-component-name="paragraph">Numa diretiva antecipada de vontade, por exemplo, se você disser que não quer ser submetida ao tratamento fútil, que não vai te devolver vida, nem qualidade, nem dignidade, eu vou respeitar a sua vontade. Se a sua família fala que vai me processar porque quer que eu faça tudo o possível, eu falo “não, ela deixou tudo escrito para mim, eu vou respeitar a vontade dela”. Eu posso ser processada pela família? Posso. Mas eles perdem. Porque eu tenho o documento que expressa vontade <em>(do paciente)</em>, que é superior a qualquer representante legal.</p>
<div class="styles__IntertitleWrapper-sc-vje7ac-0 jLslCd intertitle-wrapper   theme-default">
<h4 id="quais-os-ultimos-desejos-de-pacientes-que-aparecem-com-maior-frequencia-ou-que-mais-chamaram-sua-atencao-a-equipe-de-saude-consegue-ajudar-um-paciente-a-realizar-esses-ultimos-desejos" class="interview-question">Quais os últimos desejos de pacientes que aparecem com maior frequência ou que mais chamaram sua atenção? A equipe de saúde consegue ajudar um paciente a realizar esses últimos desejos?</h4>
</div>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa" data-component-name="paragraph">Existe uma fantasia de que os últimos desejos têm relação com coisas surreais, tipo dar um mergulho no fundo do mar, voar de paraquedas, essas coisas. Não têm, isso é uma fantasia das pessoas que não estão doentes ou que estão sem noção de que estão morrendo. Então, se você quer voar de paraquedas, não pode ser seu último desejo. Você não pode deixar para quando estiver morrendo, você não vai ter energia, não vai ter força, pode estar com uma alteração muito grave que não te dê esse prazer.</p>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa" data-component-name="paragraph">O que eu vejo com muita frequência é que esses últimos desejos têm a ver com relacionamento, expressão de afeto e expressão de desejos do futuro: “tenho filhos pequenos, eu quero falar quem vai cuidar”; “tenho meus animais, quero dizer quem e como vai cuidar”; “eu amo uma pessoa que sumiu da minha vida”, e aí a equipe de cuidados paliativos se vira para encontrar ela. É isso que a gente se ocupa de fazer. “Eu quero casar”. Então, casamentos, batizados, noivados, tudo isso é possível de fazer em um leito de morte.</p>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa" data-component-name="paragraph"><em>O livro “Histórias Lindas de Morrer” foi adaptado para o teatro em um espetáculo homônimo com relatos reais colhidos durante a carreira da geriatra. A peça estará em cartaz a partir de 2 de julho, no Teatro Vivo, em São Paulo.</em></p>
<p>Fonte: <a href="https://www.estadao.com.br/pulsa/medicina-e-estudos/brasil-nao-esta-preparado-para-a-morte-assistida-avalia-ana-claudia-quintana-arantes/" target="_blank" rel="noopener">Pulsa</a></p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/entrevistas/pulsa-brasil-nao-esta-preparado-para-a-morte-assistida-avalia-ana-claudia-quintana-arantes/">Pulsa: Brasil não está preparado para a morte assistida, avalia Ana Claudia Quintana Arantes</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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