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	<title>ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</title>
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	<description>Um ecossistema de cuidado idealizado pela Dra. Ana Claudia Quintana Arantes para disseminar e atuar na prática e ensino de Cuidados Paliativos para pacientes, famílias e profissionais de saúde.</description>
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	<title>ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</title>
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		<title>Sala da Notícia: A vida muda num segundo: o episódio do Zen Vergonha que vai te fazer repensar o seu tempo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 12:51:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em sociedade acostumada a adiar planos com promessas de &#8220;depois&#8221;, encarar um diagnóstico grave e a aproximação do fim da vida ainda é um imenso tabu. Para debater a finitude e romper o silêncio sobre a morte, Fernanda Lima reuniu a empresária Marina Romitti e a médica paliativista Dra. Ana Cláudia Quintana Arantes no sexto [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em sociedade acostumada a adiar planos com promessas de &#8220;depois&#8221;, encarar um diagnóstico grave e a aproximação do fim da vida ainda é um imenso tabu. Para debater a finitude e romper o silêncio sobre a morte, Fernanda Lima reuniu a empresária Marina Romitti e a médica paliativista Dra. Ana Cláudia Quintana Arantes no sexto episódio da sétima temporada do <a href="https://youtube.com/@ZenVergonha">Zen Vergonha</a>, podcast focado em refletir sobre o conceito do tempo.</p>
<p>O programa tem início com o relato de Marina Romit, que convive com metástase de câncer de mama há cerca de sete anos e decidiu abrir sua intimidade criando o perfil no Instagram &#8220;Viver com Metástase&#8221;. Longe de romantizar a doença, ela usa o espaço para ajudar outras pessoas, trazer informações e mostrar que é possível viver com qualidade redimensionando a percepção do tempo.</p>
<p><strong>A medida do tempo e a urgência de ser você mesma</strong></p>
<p>A conversa ganha contornos filosóficos e práticos com a Dra. Ana Cláudia Quintana Arantes, geriatra, referência em cuidados paliativos e autora do livro A Morte é um Dia que Vale a Pena Viver. A especialista alerta que pessoas saudáveis costumam desperdiçar as relações por acreditarem que a vida é garantida: “Quando você acha que você tem tempo, deixa para depois”, pontua.</p>
<p>Para a médica, a verdadeira tragédia é passar a vida tentando agradar a outros e assumindo papéis que não são genuínos. “A melhor medida do nosso tempo é o quanto a gente conseguiu ser nós mesmos”, afirma a Dra. Ana Cláudia. Ela ressalta que quem encara o fim da vida ganha discernimento ímpar, tornando-se capaz de se maravilhar com pequenos confortos físicos e emocionais que antes passavam despercebidos.</p>
<p><strong>Despedidas ressignificadas e criação de memórias</strong></p>
<p>O episódio atinge um tom mais comovente quando Fernanda Lima relembra a perda de sua mãe no início de 2024, após o diagnóstico de um câncer no pâncreas. Diferente da partida abrupta do pai durante a pandemia de Covid-19, o acompanhamento paliativo proporcionou a criação de memórias preciosas e afetuosas nos últimos 20 dias de vida de sua mãe.</p>
<p>A apresentadora conta que conseguiu trazer pequenas belezas para o ambiente hospitalar, promovendo sessões de massagem e até convidando cantoras para os corredores. “Ainda bem que eu fiz tudo , tudo, tudo nesses últimos 20 dias [&#8230;] Foi uma passagem muito bonita”, conta Fernanda, reforçando a importância de trazer conforto e humanidade à despedida.</p>
<p>O episódio não é apenas emocional, mas atua como um verdadeiro manifesto para não adiarmos a nós mesmos. Para ouvir, <a href="https://open.spotify.com/episode/2qTkMlpmfoRGviECgIfKux?si=768ccbe853b24258">clique aqui</a>.</p>
<p>Fonte: <a href="https://portal.saladanoticia.com.br/noticia/51429/a-vida-muda-num-segundo-o-episodio-do-zen-vergonha-que-vai-te-fazer-repensar-o-seu-tempo">Sala da Notícia</a></p>
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		<title>Zen Vergonha: Tá com tempo? Episódio 6: Ainda há tempo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 12:40:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Numa conversa profunda e sensível, Fernanda Lima bate um papo com a médica paliativista Ana Claudia Quintana Arantes e a criadora de conteúdo Marina Romitti sobre vida e morte e como a finitude altera a nossa percepção do tempo.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Numa conversa profunda e sensível, Fernanda Lima bate um papo com a médica paliativista Ana Claudia Quintana Arantes e a criadora de conteúdo Marina Romitti sobre vida e morte e como a finitude altera a nossa percepção do tempo.</p>
<p><iframe style="border-radius: 12px;" src="https://open.spotify.com/embed/episode/2qTkMlpmfoRGviECgIfKux?utm_source=generator&amp;si=e3eb8f6971b243a6" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen" data-testid="embed-iframe"></iframe></p>
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		<title>Quatro cinco um: ‘O corpo de quem sofre pertence a quem sofre’, diz Ana Claudia Quintana Arantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 17:43:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quando é a hora de conversar sobre a morte? Para Ana Claudia Quintana Arantes, médica geriátrica especializada em dor e responsável pela estrutura de cuidados paliativos do Hospital Albert Einstein, o assunto deveria ser encarado com responsabilidade, sensibilidade e amor aos que sofrem. No último encontro d’A Feira do Livro em parceria com a Folha [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando é a hora de conversar sobre a morte? Para Ana Claudia Quintana Arantes, médica geriátrica especializada em dor e responsável pela estrutura de cuidados paliativos do Hospital Albert Einstein, o assunto deveria ser encarado com responsabilidade, sensibilidade e amor aos que sofrem.</p>
<p>No último encontro d’<strong>A Feira do Livro</strong> em parceria com a <em>Folha de S.Paulo</em>, mediadopelo jornalista Uirá Machado, a autora de <em>A morte </em>é<em>um dia que vale a pena viver</em> (Sextante, 2019) conversou a respeito da ética da finitude, contou casos comoventes de pacientes e disse que o luto não tem fim, mas há maneiras de lidar com a dor da ausência.</p>
<p>A marca de mais de um milhão de livros vendidos, somando os números desse livro aos de<em> Histórias lindas de morrer </em>(Sextante, 2020) e outros títulos, confirma a existência de um público cada vez mais interessado em compreender situações graves de saúde e a encarar perdas repentinas e fragilidades que acompanham o envelhecimento.</p>
<p>De acordo com o IBGE, o número de idosos cresceu 57% em uma década e, apesar de enfermidades não atingirem somente pessoas acima de 60 anos, Arantes afirma que a fragilidade do corpo surpreende em qualquer idade.</p>
<p>“A morte é um assunto dos vivos, e a gente colocou isso de uma maneira muito asséptica, aprisionada na UTI com horário de visita”, disse a geriatra. “Quem tirou isso das pessoas foi a medicina, em troca de uma promessa que nunca será cumprida, que é a vida eterna. Não falar não adia a morte.”</p>
<h3 class="s-intertitle">Morte assistida</h3>
<p>Em <em>Histórias lindas de morrer</em>, Arantes detalha casos de pacientes que viveram esse processo por meio da abordagem do cuidado paliativo e conseguiram lidar com o sofrimento em situações fatais ou de cura.</p>
<p>A autora explica que é comum a falta de compreensão da prática, mesmo entre os profissionais da área da saúde, e que o cuidado é um meio de alívio e também de prevenção. Arantes afirma que o método paliativo faz com que o paciente, os familiares e os cuidadores tenham experiências mais dignas diante da inevitabilidade da dor.</p>
<p>“O que a gente consegue no cuidado paliativo é o alívio do sofrimento. Mas a tristeza que está envolvida nisso, a emoção, a mudança física e o processo de dependência são condições humanas. E a gente vai poder viver isso de um lugar um pouco mais consciente. O corpo de quem sofre pertence a quem sofre”, defendeu.</p>
<p>Uma das histórias mais tocantes do livro, segundo a autora, é a de uma leitora que se tornou paciente e a procurou após descobrir um tumor, em 2021. O choque com o diagnóstico fez que ela fosse em busca de uma morte assistida.</p>
<p>“Era um quadro avançado e ela queria a morte assistida. Ia começar o tratamento de quimioterapia, mas não queria prolongar o sofrimento. Ela aceitou fazer o tratamento porque tinha a expectativa de ter qualidade de vida por mais algum tempo. Está viva e com a recidiva do câncer”, relatou Arantes. A médica explicou que a morte assistida é um procedimento proibido no Brasil e autorizado em apenas em dezesseis países, restrito aos cidadãos locais, com exceção da Suíça.</p>
<h3 class="s-intertitle">Ausência</h3>
<p>Para a autora, todas essas preocupações e escolhas passam pelo desejo de uma morte com menos angústia, mas privilegiam uma vida mais amorosa. Ela acredita que o luto não tem fim e é preciso expressá-lo com afeto.</p>
<p>“Pensar na morte, na sua e das pessoas que você ama, faz com que você tenha a decência de expressar afeto com mais segurança, veemência, certeza e com menos medo e constrangimento. Porque depois que alguém morre, não adianta dizer que ama. O luto não acaba, o que melhora é a forma de lidar com a saudade e a dor da ausência.”</p>
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity" />
<p><strong>A Feira do Livro 2026 </strong></p>
<p>A quinta edição do festival literário, gratuito e a céu aberto, acontece de 30 de maio a 7 de junho, na praça Charles Miller, no Pacaembu. Realizada pela <strong>Associação Quatro Cinco Um</strong>, a Maré Produções e o Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, <strong>A Feira do Livro 2026</strong> reúne mais de cem autores e autoras do Brasil e do exterior em uma programação com mais de duzentas atividades, entre debates, oficinas, contações de histórias e encontros literários. Confira a programação e <a href="https://quatrocincoum.com.br/afeiradolivro/">outras notícias</a> do festival.</p>
<p><strong>A Feira do Livro<br />
</strong>30 de maio a 7 de junho de 2026<br />
Praça Charles Miller – Pacaembu – São Paulo/SP<br />
Entrada gratuita<br />
<a href="https://www.instagram.com/afeiradolivro/">@afeiradolivro</a><strong></p>
<p>Horário<br />
</strong>Finais de semana e feriado: das 10h às 20h<br />
Dias úteis (segunda, terça e quarta): das 14h às 21h</p>
<p><strong>A Feira do Livro</strong> incentiva o público a visitar o festival a pé, de bicicleta, táxi, transporte por aplicativo ou transporte público. O estacionamento na praça é limitado.</p>
<p>Fonte: <a href="https://quatrocincoum.com.br/noticias/a-feira-do-livro/a-feira-do-livro-2026/o-corpo-de-quem-sofre-pertence-a-quem-sofre-diz-ana-claudia-quintana-arantes/" target="_blank" rel="noopener">Quatro cinco um</a></p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/quatro-cinco-um-o-corpo-de-quem-sofre-pertence-a-quem-sofre-diz-ana-claudia-quintana-arantes/">Quatro cinco um: ‘O corpo de quem sofre pertence a quem sofre’, diz Ana Claudia Quintana Arantes</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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		<title>Folha de S. Paulo: Feira do Livro, no último dia, debate gênero com Carol Pires e Thomás Aquino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 17:33:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste domingo, 7, último dia de Feira do Livro, a jornalista Carol Pires e a psicanalista Vera Iaconelli convidaram o advogado Renan Quinalha e o ator Thomás Aquino para o papo &#8220;Nem Todo Homem&#8221;, sobre masculinidade e as consequências de não falar sobre ela. Considerados &#8220;aliados&#8221; pelas mediadoras, o advogado e o ator se colocaram [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste domingo, 7, último dia de Feira do Livro, a jornalista Carol Pires e a psicanalista Vera Iaconelli convidaram o advogado Renan Quinalha e o ator Thomás Aquino para o papo &#8220;Nem Todo Homem&#8221;, sobre masculinidade e as consequências de não falar sobre ela.</p>
<p>Considerados &#8220;aliados&#8221; pelas mediadoras, o advogado e o ator se colocaram em um debate do qual muitos homens estão acuados —por medo de cometerem erros ou de lembrarem algum que já cometeram, disse Pires.</p>
<p>A expressão que deu nome ao encontro é, segundo a jornalista, usada por muitos homens como muleta para sair do debate das questões de gênero sem resolver os seus problemas.</p>
<p>Apesar disso, ela é verdadeira. &#8220;A gente está fingindo que os homens legais não estão por aí, mas eles estão&#8221;, afirmou Iaconelli. &#8220;Sem aliados masculinos a gente não vai sair dessa pocilga&#8221;.</p>
<p>Essa pocilga à qual a psicanalista se refere é uma realidade onde mulheres são vítimas de um sistema patriarcal que em grande parte das vezes resulta na morte delas. &#8220;A solução do masculino muitas vezes é descontar&#8221;, afirmou Aquino.</p>
<p>Suas amizades com homens, contou o ator, são baseadas em momentos que envolvem mais bebidas do que conversas sobre sentimentos.</p>
<p>Quinalha afirmou que a masculinidade é produzida com violência, seja sobre si mesmo ou sobre os outros. O processo de tornar-se homem, segundo ele, envolve um endurecimento e uma rejeição de tudo que aproxime o indivíduo do feminino.</p>
<p>O seu processo, em particular, ainda ganhou uma camada mais complexa. Sendo um homem gay, Quinalha cresceu ouvindo que não era homem o suficiente.</p>
<p>O mesmo acontece com mulheres heterossexuais, disse Iaconelli. &#8220;Se elas não escolhem o celibato, estão dormindo com o inimigo.&#8221;</p>
<p>O encontro ocorreu sob o som alto de uma cerimônia de formatura da Polícia Militar do Estado de São Paulo, realizada no estádio do Pacaembu, e que acabou sendo usada no encontro como metáfora para a importância de levar as conversas sobre o masculino para os ambientes de homens. Iaconelli brincou extendendo um convite aos militares para participarem do &#8220;curso para homens&#8221;.</p>
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<div id="banner-bottom-materia" class="c-advertising__banner-area"><span style="font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', Roboto, 'Helvetica Neue', Arial, 'Noto Sans', sans-serif, 'Apple Color Emoji', 'Segoe UI Emoji', 'Segoe UI Symbol', 'Noto Color Emoji';">Longe do som do rito que durou o dia inteiro, </span>Reinaldo Moraes<span style="font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', Roboto, 'Helvetica Neue', Arial, 'Noto Sans', sans-serif, 'Apple Color Emoji', 'Segoe UI Emoji', 'Segoe UI Symbol', 'Noto Color Emoji';"> e Ian Uviedo encheram o auditório em uma conversa potencializada por seus 49 anos de diferença.</span></div>
</div>
<p>Aos 76 , Moraes contou que começou a levar &#8220;porradas&#8221; no final dos anos 1970, quando as amigas começaram a corrigir falas machistas que ele reproduzia. Pai de três filhas, ele é constantemente educado dentro de casa. &#8220;Não há estância onde eu possa me sentir cancelável porque só tenho WhatsApp&#8221;, afirmou.</p>
<p>Já Ian Uviedo, de 27 anos, é de uma geração que vive a consequência das ações de gerações anteriores. Os nascidos na transição do último século, segundo ele, receberam uma &#8220;bucha&#8221; de questões ambientais, de gênero e raciais para discutir. &#8220;Tenho orgulho e prazer de fazer parte dessa geração&#8221;, disse o autor.</p>
<p>Provocado pelo mediador Fernando Luna, Moraes contou que se percebeu velho quando passou a perceber déficits biológicos e cognitivos. &#8220;Mas graças ao envelhecimento eu esqueço disso&#8221;, brincou ele, levando a plateia a gargalhadas.</p>
<p>No início da tarde, a médica e escritora <strong>Ana Claudia Quintana Arantes </strong>falou no palco externo sobre um assunto que muitos ainda evitam: a morte. Sem tabu, Arantes afirmou que não falar sobre a morte, não a adia. Assim como falar sobre ela, também não a atrai. &#8220;Eu falo sobre isso há 30 anos e ainda não morri&#8221;, lembrou.</p>
<p>Arantes ganhou notoriedade ao falar sobre o tema em uma palestra Ted em 2013 que depois se tornou o livro <strong>&#8220;A Morte É Um Dia que Vale a Pena Viver&#8221;</strong>, há dez anos no topo da lista de livros mais vendidos no Brasil, como lembrou o jornalista da <strong>Folha</strong> Uirá Machado, que mediava a mesa. Para a autora, o sucesso contínuo da obra se dá porque as pessoas continuam morrendo.</p>
<p>A dificuldade de falar sobre o tema, segundo ela, se dá porque as pessoas acreditam que isso vai causar sofrimento —mas não falar sobre o causa também. Ela lembrou de diversos caso de pacientes que, com parentes em coma, não sabiam dizem se estes queriam ser cremados ou enterrados. &#8220;Pessoas que não falam sobre a morte estão escolhendo viver mal, morrer mal e amar pouco.&#8221;</p>
<p>Uma das formas de atenuar o sofrimento envolvido na morte é através dos cuidados paliativos, tema que Arantes discute em seu <strong>&#8220;Cuidar até O Fim&#8221;</strong>, livro sobre uma experiência de morrer mais humana. O cuidado paliativo, como explicou a médica, provê o alívio do sofrimento de uma pessoa quando ela está diante de uma doença que ameaça a continuidade da sua vida.</p>
<p>No Brasil, costuma-se adiar esse alívio para quando a cura parece improvável. Arantes propõe que esse cuidados sejam aplicados desde o começo do tratamento. &#8220;A banalização do sofrimento faz parecer que esse é o preço que se paga pela cura, mas não é&#8221;.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/06/feira-do-livro-no-ultimo-dia-debate-genero-com-carol-pires-e-thomas-aquino.shtml" target="_blank" rel="noopener">Folha de S. Paulo</a></p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/folha-de-s-paulo-feira-do-livro-no-ultimo-dia-debate-genero-com-carol-pires-e-thomas-aquino/">Folha de S. Paulo: Feira do Livro, no último dia, debate gênero com Carol Pires e Thomás Aquino</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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		<title>PodSer Simples: Ana Claudia Quintana Arantes fala sobre o que aprendemos olhando para o fim &#124; PodSer Simples #6</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/entrevistas/podser-simples-ana-claudia-quintana-arantes-fala-sobre-o-que-aprendemos-olhando-para-o-fim-podser-simples-6/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 18:53:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste episódio, Débora Zanelato recebe Ana Claudia Quintana Arantes, médica, escritora e referência em cuidados paliativos no Brasil, para uma conversa sobre o que a proximidade da morte ensina sobre como viver. Ana Claudia conta como a avó com dor, a irmã com doença neurológica e o pai com dependência química a levaram à escolher [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/entrevistas/podser-simples-ana-claudia-quintana-arantes-fala-sobre-o-que-aprendemos-olhando-para-o-fim-podser-simples-6/">PodSer Simples: Ana Claudia Quintana Arantes fala sobre o que aprendemos olhando para o fim | PodSer Simples #6</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste episódio, Débora Zanelato recebe <strong>Ana Claudia Quintana Arantes</strong>, médica, escritora e referência em cuidados paliativos no Brasil, para uma conversa sobre o que a proximidade da morte ensina sobre como viver.</p>
<p>Ana Claudia conta como a avó com dor, a irmã com doença neurológica e o pai com dependência química a levaram à escolher a medicina ainda criança. Fala sobre o título que ninguém queria publicar e o livro que vendeu 640 exemplares no dia do lançamento e chegou a um milhão de cópias. E sobre a tristeza de ter uma visão de mundo que o mundo ainda não estava preparado para enxergar.</p>
<p>A conversa mergulha em histórias que ficam. O cirurgião que olhou nos olhos de um paciente grave e reuniu toda a equipe com uma frase. Os pacientes com demência avançada que, mesmo numa área muito remota, às vezes se conectam e estão ali. E o hábito de olhar para o próprio fim para entender o que precisa ser construído hoje.</p>
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		<title>Velhices Podcast: O que é Envelhecer Bem? Uma conversa sobre vida, equilíbrio e futuro &#124; Ana Cláudia Quintana Arantes</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/entrevistas/velhices-podcast-o-que-e-envelhecer-bem-uma-conversa-sobre-vida-equilibrio-e-futuro-ana-claudia-quintana-arantes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 18:34:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como envelhecer bem? Existe uma fórmula para uma boa velhice? Neste episódio do Velhices Podcast, recebemos Ana Cláudia Quintana Arantes, médica geriatra, especialista em cuidados paliativos e escritora, para uma conversa profunda e necessária sobre o envelhecimento e tudo o que envolve viver bem ao longo do tempo. Ao longo do episódio, falamos sobre preparação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Como envelhecer bem? Existe uma fórmula para uma boa velhice?</p>
<p>Neste episódio do Velhices Podcast, recebemos <strong>Ana Cláudia Quintana Arantes</strong>, médica geriatra, especialista em cuidados paliativos e escritora, para uma conversa profunda e necessária sobre o envelhecimento e tudo o que envolve viver bem ao longo do tempo.</p>
<p>Ao longo do episódio, falamos sobre preparação para a velhice, equilíbrio emocional, planejamento financeiro, saúde, autonomia, relações, propósito e os pequenos prazeres da vida que muitas vezes deixamos pelo caminho — mas que fazem toda diferença para envelhecer com dignidade e qualidade de vida.</p>
<p>Uma conversa sensível, direta e cheia de reflexões sobre o presente e o futuro que todos nós estamos construindo.</p>
<p>🕰️ Neste episódio você vai encontrar temas como:</p>
<p>• Como envelhecer bem • Preparação financeira para o futuro • Equilíbrio e qualidade de vida • Saúde e autonomia • Prazeres que precisam ser preservados • Relações e propósito • E muito mais.</p>
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		<title>Veja Saúde: Ana Claudia Quintana Arantes: “O Brasil é um dos piores países do mundo para morrer”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 18:24:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O primeiro trabalho de Ana Claudia Quintana Arantes foi em uma enfermaria de bonecas. Após a avó perder as duas pernas por complicações de uma doença vascular, Ana, ainda criança, cortou os membros dos brinquedos e prometeu à matriarca que seria médica e não deixaria mais ninguém sentir dor. Ela cumpriu a promessa. Apesar das [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/entrevistas/veja-saude-ana-claudia-quintana-arantes-o-brasil-e-um-dos-piores-paises-do-mundo-para-morrer/">Veja Saúde: Ana Claudia Quintana Arantes: “O Brasil é um dos piores países do mundo para morrer”</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="14"><span data-reader-unique-id="15">O primeiro trabalho de <strong data-reader-unique-id="16">Ana Claudia Quintana Arantes</strong> foi em uma enfermaria de bonecas. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="17"><span data-reader-unique-id="18">Após a avó perder as duas pernas por complicações de uma doença vascular, Ana, ainda criança, cortou os membros dos brinquedos e prometeu à matriarca que <strong data-reader-unique-id="19">seria médica e não deixaria mais ninguém sentir dor</strong>. Ela cumpriu a promessa. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="24"><span data-reader-unique-id="25">Apesar das dificuldades, Arantes formou-se na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e tornou-se um dos principais nomes no país em defesa dos cuidados paliativos, assistência que permite que pessoas convivendo com doenças graves tenham qualidade de vida, inclusive em seus últimos momentos. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="74"><span data-reader-unique-id="75">Desde 2016, é também uma <strong data-reader-unique-id="76">escritora best-seller</strong>. Marcando uma década de sucesso nas livrarias, a editora Sextante lança em maio um box com os quatro livros mais emblemáticos da geriatra, que tratam sobre finitude e envelhecimento <a href="https://amzn.to/4nqol1e" target="_blank" rel="noopener sponsored" data-mrf-link="https://amzn.to/4nqol1e" data-reader-unique-id="77">(clique aqui para comprar)</a>. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="78"><span data-reader-unique-id="79">“Para mim, a escrita é mágica”, descreve. “Sinto que dá conforto a todos.” A VEJA SAÚDE, a especialista dá sua visão sobre o que é uma vida e uma morte dignas.</span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="87"><b data-reader-unique-id="88">VEJA SAÚDE: </b><b data-reader-unique-id="89">De onde veio sua vontade de ser médica? Você sempre soube que trabalharia com o que chamamos hoje de cuidados paliativos? </b></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="90"><span data-reader-unique-id="91"><strong data-reader-unique-id="92">Ana Claudia Quintana Arantes:</strong> Entrei na faculdade muito jovem e, na graduação, meu propósito em ser médica estava profundamente ligado ao cuidado da dor e do sofrimento alheios. Esse desejo nasceu no núcleo da minha família. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="97"><span data-reader-unique-id="98">Embora não houvesse nenhum médico entre meus parentes, convivi com o sofrimento físico da minha avó materna, que enfrentava uma doença vascular que levou à amputação das pernas. Por causa da dor, ela pedia muito para morrer. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="100"><span data-reader-unique-id="101">Havia também minha irmã do meio, que tinha um problema neurológico grave, e a doença psiquiátrica do meu pai, que era alcoolista. Portanto, eu tinha diversos motivos para querer cuidar das pessoas em diferentes situações. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="103"><span data-reader-unique-id="104">No entanto, na faculdade, não encontrei as respostas que buscava. O que vi foi uma dedicação determinada — e até obsessiva — em relação à doença. Quando se chegava a uma condição irreversível, a resposta era: “Não há nada a fazer”. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="105"><span data-reader-unique-id="106">Houve um período em que interrompi o curso, pois não via sentido em continuar. Mas, como havia feito uma promessa à minha avó, retornei. Pensei: “Se sou inteligente o bastante para entrar aqui, quem sabe a pessoa que descobrirá as respostas para as minhas perguntas serei eu mesma”. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="107"><b data-reader-unique-id="108">Hoje você é considerada uma das pioneiras na implementação dos cuidados paliativos no Brasil. Por onde esse trabalho começa? </b></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="109"><span data-reader-unique-id="110">O trabalho começa no momento em que se tem o diagnóstico da doença. Na geriatria, tive a oportunidade de me desenvolver muito na experiência do cuidado ao paciente em fase final de vida. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="116"><span data-reader-unique-id="117">Isso foi possível porque, na residência do hospital universitário, meu chefe permitia que eu acolhesse pacientes que estavam no pronto-socorro morrendo. Eles já tinham um diagnóstico, mas estavam totalmente desassistidos. Foi também nessa época que aprendi a trabalhar em equipe. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="118"><span data-reader-unique-id="119">Entendi que há muitos saberes que a medicina não abarca e que só podemos oferecer um cuidado melhor ao paciente se houver uma união desses conhecimentos. O trabalho começa, de fato, a partir da integração com enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e outros profissionais envolvidos.</span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="120"><b data-reader-unique-id="121">Esse trabalho também vai além do próprio paciente? </b></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="122"><span data-reader-unique-id="123">Os cuidados paliativos envolvem um projeto de continuidade da assistência. Enquanto o paciente está vivo, cuidamos dele e de sua família. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="124"><span data-reader-unique-id="125">Quando ele falece, cuidamos de todo o processo da morte e continuamos oferecendo presença e suporte na condução do luto. Nesse momento, podem surgir situações complicadas pelas mais variadas causas.</span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="127"><b data-reader-unique-id="128">Por que não falamos mais abertamente sobre a morte? E o que esse silêncio causa a nós, como indivíduos, e à sociedade?</b></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="129"><span data-reader-unique-id="130"> Vejo que isso gera uma vida muito desgastante e vazia. E a vida vazia pesa. Quando temos consciência de que há um fim, nos organizamos para viabilizar aquilo que queremos viver no tempo que nos resta. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="135"><span data-reader-unique-id="136">Como não sabemos a data nem os eventos que nos aguardam, quanto menos o corpo incomoda, menos nos lembramos dele. Acabamos notando o corpo apenas quando algo dói, quando há um problema de funcionamento ou quando perdemos a independência.</span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="138"><span data-reader-unique-id="139">É aí que percebemos que existe algo que não durará para sempre. Quando não conversamos sobre isso, nos distanciamos do que é essencial. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="140"><span data-reader-unique-id="141">Outro ponto de distanciamento é a hiperpositividade — essa mentalidade do “bola pra frente”, “Nossa, você tem a vida inteira pela frente”. Mas você sabe que não tem; ou até pode ter, mas, naquele momento em que deseja conversar sobre o assunto, você se sente vulnerável, frágil.</span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="144"><span data-reader-unique-id="145">E isso precisa ser dito, sem que venha um “Não dá para falar de outra coisa?” </span><span data-reader-unique-id="146">Não, não dá para falar de outra coisa. Porque qualquer outra coisa é absolutamente pequena perto da nossa vida. O show continuará. Os salários, os empregos… Tudo ficará para outra pessoa. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="147"><span data-reader-unique-id="148">E como fica a sua ausência dentro da sua própria biografia, se você não falou sobre isso? Sem esse diálogo, ninguém se ocupa de desfrutar o que ainda dá tempo de viver, porque as pessoas não sabem quem são — nem você mesmo.</span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="153"><b data-reader-unique-id="154">A projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que um em cada quatro brasileiros será idoso em 2060. Você considera que o país está preparado para lidar com o envelhecimento populacional?</b></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="155"><span data-reader-unique-id="156">Como diz Renato Veras <em data-reader-unique-id="157">[psiquiatra e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)]</em>, “o Brasil é um país jovem de cabelos brancos”. Levamos pouquíssimo tempo para atingir níveis de envelhecimento populacional como os da Europa. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="159"><span data-reader-unique-id="160">E, se por lá eles não estavam completamente preparados para assumir os desafios, imagine por aqui. Não há preparo. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="161"><span data-reader-unique-id="162">Perto da minha casa, se eu sair para caminhar, as calçadas estarão cheias de armadilhas. São Paulo é uma cidade absolutamente agressiva e violenta contra quem está envelhecendo. E ninguém se preocupa com isso. Se você for parar para olhar o mercado de trabalho, então, há questões de acessibilidade e de compreensão do que é envelhecer.</span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="167"><b data-reader-unique-id="168">Como deveríamos estar nos preparando para esse momento?</b></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="169"><span data-reader-unique-id="170">Lá pelos 35 ou 40 anos, você percebe que a vida não está para brincadeira. Mas o fato é que ela vai dando sinais. A vida é uma mãe muito boa em educação. Mesmo se você não prestar atenção, ela vai fazer questão de te revelar as limitações decorrentes do envelhecimento — o que pode, inclusive, ser saudável. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="176"><span data-reader-unique-id="177">Você não deve se distrair do que é realmente necessário para se preparar para essa fase. O que você precisa é ter a noção de que não viverá sozinho. Ou você constrói uma excelente rede de amigos de diversas idades ou terá problemas. E não podem ser todos da mesma faixa etária. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="178"><span data-reader-unique-id="179">Afinal, quando você tiver 80 anos, todos também terão. É fundamental cultivar uma rede de suporte diversa. Porque, se forem todos iguais, todos passarão pelas mesmas dificuldades sem que ninguém consiga ajudar um ao outro. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="180"><span data-reader-unique-id="181">Quem cuidará de quem quando alguém passar a apresentar demência? Quem passará a noite com você quando estiver agitado por causa de uma infecção urinária? Você ficará confuso e desorientado — e é preciso ter apoio quando essa hora chegar.</span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="183"><b data-reader-unique-id="184">É preciso evitar certa romantização do envelhecer?</b></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="185"><span data-reader-unique-id="186">O envelhecimento tem cheiros, cores, sabores e dores que não são brincadeira. Se você não se preparar, se não tiver essa rede de apoio, a chance de a história terminar mal é muito grande. E esse “terminar mal” não se refere apenas à morte, mas ao processo até chegar a ela. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="188"><span data-reader-unique-id="189">No entanto, é possível passar por tudo o que a vida exige de forma muito mais soberana.</span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="190"><b data-reader-unique-id="191">As crianças talvez tenham muito a ensinar aos adultos sobre isso. No livro Onde Fica o Céu?, você escreve sobre temas complexos, como morte e luto, para o público infantil. Como é traduzir esses assuntos para essa faixa etária? </b></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="192"><span data-reader-unique-id="193">Como geriatra, tive poucas chances de cuidar de crianças, mas foram muitas as oportunidades de orientar pais sobre o caminho a seguir diante de uma doença terminal. As pessoas não sabem conversar com as crianças. Só querem poupá-las. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="195"><span data-reader-unique-id="196">Os adultos têm a ilusão de que poupar as crianças da experiência do adoecimento é útil, mas isso é péssimo. Elas não precisam testemunhar procedimentos, como curativos ou passagens de sonda, mas precisam conviver com a pessoa adoecida e participar do cuidado. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="198"><span data-reader-unique-id="199">“Leve essa frutinha para a vovó”, “Faça um desenho para ela ter vontade de comer”, “Conte uma história”. É assim que a criança participa da vida. E, quando a pessoa morre, ela tem uma história para contar. Você nunca vai poupar um filho da ausência definitiva de alguém que ele ama. E o pior é que ninguém conversa sobre isso depois da morte. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="201"><span data-reader-unique-id="202">É o tal “vida que segue”: põe no balé, no judô, no inglês, na escola integral. Enchem a criança de prazeres concretos, mas não falam sobre a perda. E, então, escrevi o livro para ajudar nessa elaboração.</span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="203"><b data-reader-unique-id="204">Qualquer médico deveria estar preparado para dar orientações como essas. Quais são os entraves na formação de profissionais da saúde nesse sentido? </b></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="205"><span data-reader-unique-id="206">Desde 2023, os cuidados paliativos se tornaram disciplina obrigatória nas faculdades de medicina. Mas o fato é que sempre será um desafio formar médicos competentes no manejo do sofrimento — seja a dor física ou os sofrimentos emocional, social, familiar e espiritual. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="207"><span data-reader-unique-id="208">Hoje, eles não são capazes sequer de ser o instrumento de triagem e encaminhamento desses sofrimentos. O emocional cabe ao psicólogo, o social ao assistente social e o espiritual ao capelão. Mas os médicos não identificam essas dimensões. Como diz o ditado: para quem só tem martelo, tudo é prego. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="209"><span data-reader-unique-id="210">O médico olha para o paciente e quer tratar apenas a doença. Com isso, temos pacientes com a doença tratada, mas destruídos do ponto de vista “biográfico”. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="212"><span data-reader-unique-id="213">A vida deles acabou porque estão apenas focados na biologia ou sucumbindo a efeitos colaterais de tratamentos sem resultado. Temos um corpo de profissionais inábil em sincronizar com a real necessidade de quem sofre. Estão todos enrijecidos em protocolos que, para o doente, não significam nada. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="214"><span data-reader-unique-id="215">Mas e a experiência do paciente? Ninguém consegue lidar com isso. Existe uma deficiência gravíssima de vocabulário existencial — a capacidade de acessar uma dor emocional sem precisar medicalizá-la imediatamente. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="216"><b data-reader-unique-id="217">Como acolher essa angústia? </b></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="218"><span data-reader-unique-id="219">O sofrimento, nesse período de consciência da morte, é um direito. Imagine perder o direito de ficar triste pela perda da própria vida. Não dá para dizer apenas que “é assim mesmo”. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="220"><span data-reader-unique-id="221">Essa ausência de letramento sobre o que é a biografia humana resulta nisso: o médico tem medo e preconceito, a família apoia esse preconceito e ninguém conta nada ao paciente. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="223"><span data-reader-unique-id="224">Ele morre sem ter consciência de que está partindo e sem a chance de realizar o que ainda desejava. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="225"><b data-reader-unique-id="226">Falando em preconceito, os cuidados paliativos ainda sofrem muito estigma. Durante a pandemia, um senador chegou a associar essa assistência a quem sofre com doenças ameaçadoras à eutanásia. O erro foi bastante criticado e ajudou a colocar o assunto nos debates políticos e sociais. Hoje, o que as pessoas deveriam ter em mente quando ouvem falar de cuidados paliativos? </b></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="228"><span data-reader-unique-id="229">No Brasil, quando se enfrenta alguma doença grave, ou você será soterrado de procedimentos ou será abandonado — dependendo do seu nível social. Se você tiver recursos, condição e acesso, será entubado, passará por diálise, usará sondas e ficará em uma UTI, morrendo — mas sozinho, sem a sua família. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="231"><span data-reader-unique-id="232">Por outro lado, se não tiver acesso, será negligenciado; dirão que “não há nada a fazer” e te mandarão para casa. Ninguém o aceitará mais no pronto-socorro e você morrerá agonizando, urrando de dor e com falta de ar. É assim que termina a vida no Brasil. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="233"><span data-reader-unique-id="234">Este é um dos piores países do mundo para morrer. Os cuidados paliativos, por sua vez, oferecem a esse paciente uma assistência integral para lidar com esse processo, aliviando dores, integrando a família, garantindo que a pessoa tenha qualidade de vida até seus últimos dias. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="239"><b data-reader-unique-id="240">É assim que os cuidados paliativos se diferenciam de técnicas de eutanásia, como a morte ou o suicídio assistido?</b><span data-reader-unique-id="241"> </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="242"><span data-reader-unique-id="243">São coisas absolutamente opostas. No cuidado paliativo, trabalhamos com a ortotanásia, que é a morte natural e digna. Ela acontece porque tem que acontecer. Não adotamos nenhum procedimento que apresse <em data-reader-unique-id="244">[eutanásia]</em> ou que adie a morte <em data-reader-unique-id="246">[distanásia]</em> — esse é um dos princípios fundamentais do cuidado paliativo. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="247"><span data-reader-unique-id="248">O que as “uniu” no senso comum foi o tema do alívio do sofrimento. E eu não discuto que as pessoas têm direito de morrer. Não posso julgar um fardo que eu não carrego. Mas é preciso ter a noção do que acontece na realidade do nosso país. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="250"><b data-reader-unique-id="251">O Uruguai aprovou o direito à eutanásia. Como enxerga essa discussão na América Latina? </b></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="252"><span data-reader-unique-id="253">Neste momento, é um absurdo nos desviarmos do que realmente acontece na nossa região. Por aqui, ainda precisamos garantir que as pessoas tenham acesso ao básico: o diagnóstico.</span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="254"><span data-reader-unique-id="255">Por falta de recursos, não há como fazer diagnóstico a tempo. Ensinam as mulheres a fazer o autoexame da mama. </span><span data-reader-unique-id="257">Se ela descobre um nódulo, talvez consiga uma mamografia em um mutirão, mas, até conseguir, a doença já se espalhou. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="258"><span data-reader-unique-id="259">Estou cuidando de uma moça com quem aconteceu exatamente isso: ela pagava convênio, mas ainda estava na carência; foi para o serviço público e levou três meses para conseguir uma biópsia. A primeira consulta foi adiada quatro ou cinco vezes. </span><span data-reader-unique-id="260">Este é um país que deixa as pessoas morrerem por negligência, porque não há acesso para todos. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="262"><span data-reader-unique-id="263">Como eu teria o disparate de defender o direito à morte assistida em um país que não considera o idoso uma pessoa importante? Seria muito fácil cair em um pensamento higienista.</span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="264"><b data-reader-unique-id="265">E para quem fica? Como essa discussão afeta os cuidadores? </b></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="266"><span data-reader-unique-id="267">Fiz pós-graduação em luto para entender o que acontece com quem fica. Ao observar as instituições de morte assistida pelo mundo, percebe-se que não há uma estrutura digna de suporte ao luto. A família recebe um suporte mínimo no momento do evento, e só. É uma morte “limpa”, asséptica. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="269"><span data-reader-unique-id="270">Você morre no auge da carreira, sem ter que enfrentar a própria humanidade, porque fomos ensinados apenas a ter sucesso. Mas deveríamos ter sido ensinados a querer envelhecer. O envelhecimento é o sucesso de uma vida que persistiu apesar das fragilidades. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="272"><span data-reader-unique-id="273">Não temos infraestrutura de cuidado decente e não há reconhecimento para quem cuida — que, muitas vezes, precisa largar o emprego e o autocuidado para amparar o outro. Por tudo isso, não tenho como defender a eutanásia. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="274"><b data-reader-unique-id="275">Por fim, como as pessoas podem refletir sobre esse tema? A arte e a literatura são boas ferramentas? </b></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="276"><span data-reader-unique-id="277">Com certeza! Escrevo desde muito jovem. Aprendi a manter esse hábito com minha professora de português da 5ª série, que nos deu a tarefa de criar um diário. Olhando agora, percebo que a escrita era a minha forma de elaborar e dar nome ao que eu sentia. É o que chamei antes de letramento. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="279"><span data-reader-unique-id="280">Na área da saúde, temos muito conhecimento técnico, mas isso é pouco. É preciso ter letramento emocional e cultural para escutar e entender o que é importante para aquele paciente e como ele compreende a própria doença. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="281"><span data-reader-unique-id="282">Há quem se apegue à religião, à filosofia, à ficção. Muitos leem ficção porque ela os leva para outro mundo, e, quando voltam, sentem-se mais capazes de lidar com a realidade. Para mim, a escrita é mágica. Sinto que a escrita consegue dar conforto a todos.</span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="281">Fonte: <a href="https://saude.abril.com.br/medicina/ana-claudia-quintana-arantes-o-brasil-e-um-dos-piores-paises-do-mundo-para-morrer/" target="_blank" rel="noopener">Veja Saúde</a></p>
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		<title>Live Conversando Sobre: Onde fica o céu?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 May 2026 16:33:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No dia 14 de maio, quinta-feira, às 19h30, aconteceu o Conversando Sobre, uma live aberta para todos os interessados e transmitida pelo Youtube da SMP. Com a moderação do presidente da Academia Mineira de Pediatria, Eduardo Carlos Tavares, nossa convidada nesta live foi a médica e escritora Ana Cláudia Quintana Arantes, que nos brindou com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 14 de maio, quinta-feira, às 19h30, aconteceu o Conversando Sobre, uma live aberta para todos os interessados e transmitida pelo Youtube da SMP.</p>
<p>Com a moderação do presidente da Academia Mineira de Pediatria, Eduardo Carlos Tavares, nossa convidada nesta live foi a médica e escritora Ana Cláudia Quintana Arantes, que nos brindou com uma conversa sobre seu livro &#8220;Onde fica o Céu?&#8221;.</p>
<p>Indicado para crianças e adultos, a partir de seis anos, o livro é um convite à reflexão sobre o luto na infância. Uma menina de oito anos perde a avó e, para poupá-la do assunto, os pais dizem que a vovó descansou e foi para o céu. Quem nunca viveu história parecida?</p>
<p>E completando o time deste Conversando Sobre, tivemos a presidente do Departamento Científico de Pediatria e Espiritualidade, Tatiana Jacomini.</p>
<p><iframe title="Conversando Sobre: Onde fica o céu?" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/6lap1zZve3E?feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;origin=https://www.acqa.com.br" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Vida Simples: A finitude como bússola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2026 17:38:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ela poderia ter escolhido falar só de remédios, doenças e protocolos. Mas Ana Claudia Quintana Arantes preferiu um caminho mais profundo. Médica geriátrica, autora de “A morte é um dia que vale a pena viver”, entre outros best-sellers, ela construiu uma trajetória que não separa a técnica da emoção, o corpo da alma e o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ela poderia ter escolhido falar só de remédios, doenças e protocolos. Mas Ana Claudia Quintana Arantes preferiu um caminho mais profundo. Médica geriátrica, autora de “A morte é um dia que vale a pena viver”, entre outros<em> best-sellers</em>, ela construiu uma trajetória que não separa a técnica da emoção, o corpo da alma e o nascimento do fim.</p>
<p>No episódio desta semana do <a href="https://www.youtube.com/channel/UCvTJpqjXpdH9ZRTmZj9WJeQ" target="_blank" rel="noopener">Pod Ser Simples</a>, videocast da Vida Simples, ela se sentou no confortável sofá para uma conversa sobre o que poucos querem encarar: a finitude. Mas, ao contrário do que se imagina, o papo não foi “sombrio”. Foi mais parecido com um chamado para redesenhar a própria vida</p>
<h2 id="a-poesia-que-organiza-o-que-a-vida-bagunca"><strong>A poesia que organiza o que a vida bagunça</strong></h2>
<p data-inspected="true">Antes de ser a escritora que emociona milhões de leitores, Ana Claudia se define, acima de tudo, como uma leitora de poesia. É nos versos que ela encontra o que a prosa muitas vezes não alcança.</p>
<p>“A escrita é para mim um caminho de elaboração. Quando eu escrevo poesia, me organiza as emoções. Se eu não consigo relaxar lendo um livro de ficção, uma biografia ou qualquer outro tipo de livro, eu vou para a poesia e fico buscando até encontrar aquela que me entende.”</p>
<p>Ela conta que carrega consigo a poeta polonesa Wisława Szymborska, uma espécie de “companheira de alma” que ajuda a nomear o indizível. “Às vezes acontece de eu abrir o livro de cara numa poesia e pensar: ‘é essa aqui. Alguém me entendeu. Não preciso mais de uma pessoa que me compreenda, preciso de palavras que me compreendem’”, afirma Ana Claudia.</p>
<h2 id="o-inexoravel"><strong>O inexorável</strong></h2>
<p>Um dos momentos mais delicados da entrevista ocorre quando Ana Claudia fala sobre a única certeza que acompanha toda vida humana.</p>
<p>“A vida é inexorável. Estou aqui parado no trânsito, eu tenho que esperar. É inevitável. Meu caminho é esse. Estou na expectativa de um resultado de exame, ele vai chegar naquele dia que tá marcado. Então eu tenho que esperar. Nesse inexorável cabe tudo, todas as angústias cabem nele. Cabe coisa boa, cabe coisa ruim. Você não tem como discutir com a vida. Você acha que tem controle, mas você não tem.”</p>
<p>Essa aceitação, longe de ser pessimista, é libertadora. Reconhecer o que não podemos mudar nos permite focar no que realmente importa: a qualidade da presença, a intensidade do afeto, a urgência do agora.</p>
<h2 id="a-presenca-como-cuidado-radical"><strong>A presença como cuidado radical</strong></h2>
<p>Uma das questões mais profundas levantadas por Ana Claudia diz respeito a pacientes com doenças neurológicas avançadas – pessoas que muitas vezes são tratadas como ausentes, como se já não estivessem ali. “Elas têm algum grau de consciência”, enfatiza.</p>
<p>Ela conta que orientava os residentes a nunca entrarem no quarto sem se apresentar, sem pedir licença, sem fechar a porta para examinar o paciente.</p>
<blockquote><p>“Porque existe uma pessoa lá que precisa ser respeitada, não é um corpo que não vale nada.”</p></blockquote>
<p>E às vezes, no meio do silêncio, acontece o encontro: o paciente abre os olhos, responde, está “online”. “E aí você fala: ‘Nossa, curou’. Não curou nada. Você só estava presente”, explica.</p>
<h2 id="o-direito-de-pausar"><strong>O direito de pausar</strong></h2>
<p>Em um mundo que nos empurra para a produtividade incessante, Ana Claudia propõe quase uma “revolução”: a da desaceleração intencional. Ela conta que, em sua agenda, criou uma categoria especial chamada “manter livre”.</p>
<blockquote><p>“Quando a agenda tiver livre, é que está livre. Os horários estão abertos, disponíveis para o mundo. Agora, quando é ‘manter livre’, eu não estou disponível para nada que não seja a minha própria vida. Manter livre é: eu estou ocupada pro mundo e livre para mim.”</p></blockquote>
<p>Essa distinção, aparentemente simples, é um ato de resistência. “Tô ocupada estando livre”, resume. É um lembrete de que o tempo não precisa ser preenchido com tarefas para ter valor.</p>
<h2 id="uma-concha-e-uma-promessa"><strong>Uma concha e uma promessa</strong></h2>
<p>No quadro em que cada convidado traz um objeto que torna a vida mais simples ou significativa, Ana Claudia se emocionou. Ela mostrou uma concha e contou a história por trás dela: sua filha, que desde a adolescência sonhava em passar os 30 anos sozinha na Islândia, preparou-se por anos para realizar essa promessa. Juntou recursos, enfrentou medos. E cumpriu.</p>
<p>“Ela me trouxe uma pedrinha vulcânica de lá e disse: ‘Mãe, vou te dizer uma coisa que você me ensinou: cumpra as promessas que você faz consigo mesma’.” A concha, que estava com Ana Claudia grávida quando cantava “Sereia” para a filha, virou o símbolo dessa lição.</p>
<blockquote><p>“Faça promessas que não dependam das outras pessoas, dependam somente de você.”</p></blockquote>
<p>O Pod Ser Simples conta com patrocínio da Tok&amp;Stok, da Inovar Previdência e da Verde Campo. Os episódios vão ao ar quinzenalmente no YouTube da Vida Simples. <a href="https://www.youtube.com/channel/UCvTJpqjXpdH9ZRTmZj9WJeQ" target="_blank" rel="noopener">Confira</a>!</p>
<p>Fonte: <a href="https://vidasimples.co/vida-simples/a-finitude-como-bussola/" target="_blank" rel="noopener">Vida Simples</a></p>
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		<title>COSEMS/SP: A vida antes da morte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 21:10:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta quinta-feira (07/05), o Grupo Condutor Estadual da Rede de Atenção Psicossocial promoveu a web “A Vida antes da Morte”, com a convidada, médica paliativista e escritora, Ana Claudia Quintana Arantes. Referência nacional na defesa do cuidado humanizado, a especialista trouxe reflexões profundas sobre acolhimento, escuta qualificada e assistência integral a pacientes com doenças graves [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta quinta-feira (07/05), o Grupo Condutor Estadual da Rede de Atenção Psicossocial promoveu a web “A Vida antes da Morte”, com a convidada, médica paliativista e escritora, Ana Claudia Quintana Arantes. Referência nacional na defesa do cuidado humanizado, a especialista trouxe reflexões profundas sobre acolhimento, escuta qualificada e assistência integral a pacientes com doenças graves e seus familiares.</p>
<p>Durante o encontro, Ana Claudia compartilhou histórias marcantes, experiências da prática clínica e estratégias fundamentais para profissionais da Saúde lidarem com situações de sofrimento, dor e comunicação de notícias difíceis. A escritora destacou como pequenos gestos, palavras e atitudes podem transformar o cuidado e fortalecer vínculos em momentos de extrema fragilidade.</p>
<p>Saiba mais e acesse a web por meio do Portal do COSEMS/SP.<br />
www cosemssp.org.br</p>
<p><iframe title="A vida antes da morte" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/VjINl5ShIQk?feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;origin=https://www.acqa.com.br" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Descanso no Dia das Mães</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 12:00:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O próximo encontro de gente boa é no outro domingo, dia 17 de abril, às 10 horas. Este domingo de Dia das Mães é para descansar e ficar com quem você ama! Se você perdeu o encontro do domingo passado ou se quer rever algum encontro anterior, acesse o painel de assinantes com seu login e senha.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O próximo encontro de gente boa é no outro domingo, dia <strong>17 de abril</strong>, às <strong>10 horas</strong>.</p>
<h3><strong>Este domingo de Dia das Mães é para descansar e ficar com quem você ama!</strong></h3>
<p>Se você perdeu o encontro do domingo passado ou se quer rever algum encontro anterior, acesse o <a href="https://www.acqa.com.br/painel/comunidade/" target="_top">painel de assinantes</a> com seu login e senha.</p>
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		<title>G1: Autora de &#8216;A morte é um dia que vale a pena viver&#8217; alerta que as pessoas estão em dívida com os seus afetos: &#8216;Quem vai te amar até o fim da vida?&#8217;</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/palestras/g1-autora-de-a-morte-e-um-dia-que-vale-a-pena-viver-alerta-que-as-pessoas-estao-em-divida-com-os-seus-afetos-quem-vai-te-amar-ate-o-fim-da-vida/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 18:20:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Palestras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estamos todos endividados. E não financeiramente. Para a médica paliativista Ana Claudia Quintana Arantes, vivemos um tempo de “endividamento dos nossos afetos”. Acumulamos dívidas que não aparecem em extratos bancários, mas pesam silenciosamente nas relações e, assim como o endividamento monetário, irão determinar a condição de como terminaremos nossos dias. &#8220;A vida reserva para a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos todos endividados. E não financeiramente. Para a médica paliativista Ana Claudia Quintana Arantes, vivemos um tempo de “endividamento dos nossos afetos”. Acumulamos dívidas que não aparecem em extratos bancários, mas pesam silenciosamente nas relações e, assim como o endividamento monetário, irão determinar a condição de como terminaremos nossos dias.</p>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles" data-block-type="raw" data-block-weight="27" data-block-id="6">
<blockquote class="content-blockquote theme-border-color-primary-before"><p>&#8220;A vida reserva para a gente uma morte na medida da nossa vida. E isso inclui como fomos com as pessoas que estão à nossa volta&#8221;, diz.</p></blockquote>
</div>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="25" data-block-id="7">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">A reflexão foi feita durante a participação da médica e escritora no Festival Literário Internacional de Poços de Caldas (Flipoços), que termina neste domingo (3).</p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">Um dos maiores nomes em cuidados paliativos no Brasil, Ana Claudia é autora de diversos livros sobre a finitude. Sua primeira obra, &#8220;A morte é um dia que vale a pena viver&#8221;, lançada em 2016, se tornou referência sobre o tema. Nele, a autora destaca que o que deveria assustar não é a morte em si, mas a possibilidade de chegar ao fim da vida sem aproveitá-la.</p>
<div id="chunk-dutjs">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="4" data-block-id="12">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto"><strong>Ana Claudia Quintana Arantes:</strong></p>
</div>
</div>
<div id="chunk-faijb">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="51" data-block-id="13">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">🩺 <strong>Profissão</strong>: médica referência em cuidados paliativos<br />
📖 <strong>Livros</strong>:<br />
&#8211; A morte é um dia que vale a pena viver<br />
&#8211; Linhas pares<br />
&#8211; Histórias lindas de morrer<br />
&#8211; Pra vida toda valer a pena viver<br />
&#8211; Mundo dentro<br />
&#8211; Cuidar até o fim: como trazer paz para a morte<br />
&#8211; Onde fica o céu? (infantil)</p>
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<h3>Amar até o fim</h3>
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<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">Durante a mesa “Amar até o fim: afetos, cuidado e a condição humana” no Flipoços, realizada em conjunto com o psicólogo Alexandre Coimbra Amaral, a médica chama a atenção para como o comportamento com a rede de contatos no dia a dia determina como será a caminhada para o final da vida. &#8220;Quem vai te amar até o fim da vida?&#8221;, questiona a médica.</p>
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<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">“A gente está sempre em dívida”, afirma. A dívida, nesse caso, é de gestos simples não realizados: uma visita adiada, uma ligação não feita, um encontro que não sai do plano. Na correria cotidiana, pequenos adiamentos se acumulam até se tornarem grandes débitos difíceis de pagar. A médica observa que a conta desse endividamento é apresentada no fim da vida.</p>
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<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">“Pense em uma pessoa que faz tempo que você não vê e saiba que essa pessoa vai morrer um dia. E pode ser que você se arrependa de não ter ficado cinco minutos ali”, provoca.</p>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="52" data-block-id="21">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">Ela chama a atenção para a ironia de que, no momento de mais conexão tecnológica da humanidade com tantas ferramentas de comunicação, o ser humano está mais desconectado das suas relações, está sempre ocupado, ouvindo áudios na velocidade 2x e esperando receber conexões, em vez de tomar uma atitude para buscá-las.</p>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="39" data-block-id="22">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">“Tem um monte de mãe que fica reclamando que o filho não liga, mas a criatura não liga para os filhos. Você quer ouvir a voz do seu filho ou você quer que ele te ligue?”, provoca.</p>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="43" data-block-id="23">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">Ela sugere gestos que podem parecer pequenos, como enviar um áudio dizendo “eu te amo”, mas que ganham enorme importância no momento de luto. “O dia em que você morrer, quem recebeu vai encontrar esse áudio. E isso vai salvar a vida dele.”</p>
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<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">Estes gestos de presença abastecem uma poupança para o futuro. A médica alerta para o fato de que nem todos os afetos estarão ao lado no fim da vida e que as pessoas que permanecem não surgem por acaso, são resultado de relações cultivadas ao longo do tempo.</p>
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<blockquote class="content-blockquote theme-border-color-primary-before"><p>“É uma grande prova para saber se você realmente escolheu bem as pessoas à sua volta, quem vai dar conta de olhar para você no final da vida. O amar até o fim é capaz de lidar com o feio, com o difícil. Afeto é você ter a coragem de estar junto, mesmo estando cansado.”</p></blockquote>
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<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">Ana aponta que a capacidade de permanecer é cada vez mais escassa. Não apenas por falta de tempo, mas por dificuldade emocional. Estar com alguém no fim da vida implica lidar com dor, limites e finitude, temas que muitos evitam.</p>
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<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">Algumas pessoas não encontram apoio nem mesmo em círculos próximos. A dificuldade de cuidar, segundo ela, está ligada a um baixo poder de conexão e à incapacidade de lidar com as próprias emoções.</p>
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<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">A solução para quitar as “dívidas”, de acordo com a médica, exige atenção ao essencial: tempo, presença e disponibilidade emocional. No fim, Ana deixa uma provocação: “Quem você vai ser quando for ausência? Vai ser saudade ou vai ser alívio?”</p>
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<h3 data-track-category="Link no Texto" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">Flipoços</h3>
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<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">O Festival Internacional de Literatura de Poços de Caldas (Flipoços) está entre os principais eventos literários do Brasil.</p>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="31" data-block-id="35">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">A 21ª edição ocorre entre os dias 25 de abril e 3 de maio, no Parque José Afonso Junqueira, com mais de 200 atividades literárias, musicais e gastronômicas, em vários espaços.</p>
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<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">A temática desse ano é cartas e diários na literatura.</p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">Fonte: <a href="https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2026/05/03/autora-de-a-morte-e-um-dia-que-vale-a-pena-viver-alerta-que-as-pessoas-estao-em-divida-com-os-seus-afetos-quem-vai-te-amar-ate-o-fim-da-vida.ghtml" target="_blank" rel="noopener">G1 Sul de Minas</a></p>
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		<title>Importância dos itens na Avaliação Geriátrica Abrangente</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/artigos/importancia-dos-itens-na-avaliacao-geriatrica-abrangente/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 12:27:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conceito e objetivos centrais A Avaliação Geriátrica Abrangente é, antes de tudo, uma mudança de olhar: em vez de enxergar a pessoa idosa apenas como um conjunto de diagnósticos, exames e receitas, ela convida a equipe a se aproximar da vida real que existe por trás de cada queixa. É como entrar com respeito numa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Conceito e objetivos centrais</strong><br />
A Avaliação Geriátrica Abrangente é, antes de tudo, uma mudança de olhar: em vez de enxergar a pessoa idosa apenas como um conjunto de diagnósticos, exames e receitas, ela convida a equipe a se aproximar da vida real que existe por trás de cada queixa. É como entrar com respeito numa casa antiga — não basta notar rachaduras na parede; é preciso sentir o clima do ambiente, perceber quem circula por ali, ouvir as histórias que moldaram aquele lugar. Assim também é com o idoso: a avaliação abrangente procura entender como ele vive, o que consegue fazer sozinho, quais são seus medos, seus desejos, suas redes de apoio e seus limites, juntando corpo, mente, emoções e contexto numa mesma fotografia.</p>
<p>Os objetivos dessa forma de avaliar vão muito além de “achar doença”. Ela quer identificar, com delicadeza, os pontos de fraqueza e também as reservas de força que ainda existem, para que o plano de cuidado não seja um roteiro abstrato, mas algo que caiba, de verdade, na existência daquela pessoa. Ao reunir informações sobre funcionalidade, cognição, humor, nutrição, medicações, ambiente doméstico e suporte social, a equipe deixa de se orientar apenas por protocolos e passa a construir propostas que respeitam a singularidade, o tempo e a história de cada idoso. É uma forma de dizer: “Eu não cuido só da sua doença; eu cuido de você vivendo com essa doença”.</p>
<p><strong>Domínio funcional: atividades básicas e instrumentais</strong><br />
No centro da avaliação abrangente está a pergunta silenciosa: “Como você está conseguindo viver o seu dia a dia?”. Quando a equipe investiga se o idoso consegue levantar da cama sem ajuda, tomar banho, vestir-se, alimentar-se, usar o banheiro e se manter continente, não está apenas preenchendo uma ficha; está medindo, em profundidade, o quanto essa pessoa ainda consegue sustentar sua própria rotina. Cada pequena perda de autonomia — o banho que exige apoio, a ida ao banheiro que precisa de supervisão, o medo de cair ao caminhar — revela que o mundo ficou um pouco menor, que a liberdade passou a depender cada vez mais de outras mãos.</p>
<p>Além das atividades mais básicas, há outras tarefas que mostram até onde o idoso ainda consegue governar sua própria vida: preparar uma refeição simples, fazer compras, organizar os remédios, cuidar das contas, pegar transporte público, usar telefone. Quando essas atividades instrumentais se tornam difíceis, acende-se uma luz de alerta: pode haver risco de esquecimento de medicamentos, de enganos com dinheiro, de se perder na rua, de acidentes domésticos. Ao conhecer em detalhes essa funcionalidade, a equipe consegue indicar apoios concretos — adaptações na casa, presença de cuidador, fisioterapia, terapia ocupacional — e, ao mesmo tempo, preservar aquilo que ainda é possível, para que o idoso não seja empurrado para uma dependência maior do que a necessária.</p>
<p><strong>Domínio clínico: comorbidades, medicamentos e medidas preventivas</strong><br />
No domínio clínico, a avaliação retoma aquilo que a medicina já faz bem — investigar doenças, examinar o corpo, olhar exames — mas o faz com outro espírito. A hipertensão, o diabetes, a insuficiência cardíaca, a osteoartrose, as sequelas de um AVC não aparecem apenas como nomes em uma lista; são compreendidos como peças que, juntas, moldam o ritmo de vida da pessoa: explicam por que ela cansa ao subir um lance de escadas, por que evita sair de casa, por que sente dor contínua e passa a dormir mal. A história de internações, quedas, cirurgias e infecções repetidas desenha um mapa de vulnerabilidades, mostrando onde o corpo tem menos reserva para reagir a novos desafios.</p>
<p>Uma parte crucial desse domínio clínico é olhar para a farmácia que o idoso carrega consigo: comprimidos de muitas cores, pomadas, gotas, medicamentos que foram se acumulando ao longo dos anos, muitas vezes prescritos por profissionais diferentes, sem conversa entre si. Revisar esses medicamentos — o que ainda é necessário, o que se duplicou, o que traz mais danos do que benefícios — é uma tarefa de cuidado fino, quase artesanal. Ao organizar essa lista, simplificar horários, tirar o que já não ajuda, ajustar doses à realidade de um organismo envelhecido, a equipe não está apenas adequando prescrições: está devolvendo ao corpo a chance de respirar com menos peso químico sobre si. E, junto disso, a avaliação clínica amplia o olhar para prevenção: vacinação atualizada, rastreamentos ainda pertinentes, prevenção de quedas, cuidado com ossos e nutrição, sempre calibrando o esforço ao tempo de vida provável e aos objetivos do próprio idoso.</p>
<p><strong>Domínio cognitivo e emocional</strong><br />
A mente que envelhece carrega memórias, experiências, aprendizagens — mas, às vezes, também falhas, brechas e névoas. O domínio cognitivo da avaliação pergunta, com delicadeza, se o idoso tem esquecido compromissos importantes, se se perde em trajetos conhecidos, se tem dificuldade para acompanhar uma conversa, se repete perguntas como se fosse a primeira vez. Ao explorar essas questões, usando instrumentos simples, a equipe não busca rotular, mas identificar sinais precoces de comprometimento cognitivo ou demência, para poder proteger melhor a segurança e a autonomia dessa pessoa. Identificar cedo permite pensar em adequações de rotina, em apoio financeiro, em definição de representantes de confiança e em estratégias de comunicação que evitem humilhações e brigas desnecessárias.</p>
<p>Junto da cognição, o humor e as emoções também merecem espaço. Há idosos que chegam ao serviço cobertos de queixas físicas, mas, no fundo, carregam uma tristeza densa, um cansaço de viver, uma solidão que não tem nome. Perguntar sobre sono, apetite, prazer nas atividades, sensação de inutilidade, irritabilidade, desânimo não é curiosidade psicológica; é uma forma de captar depressão, ansiedade ou luto mal elaborado que frequentemente passam despercebidos. Ao reconhecer que o sofrimento emocional faz parte do quadro e impacta tanto quanto uma doença crônica, a equipe abre caminhos para oferecer não só remédios, mas escuta, grupos, apoio ao cuidador, intervenções que devolvam, ainda que em pequenas doses, o sentido de acordar e seguir.</p>
<p><strong>Domínio social, ambiental e redes de apoio</strong><br />
A avaliação social e ambiental pergunta: “Em que mundo concreto essa pessoa idosa está vivendo?”. Onde ela mora? Como é a casa? Há escadas altas, tapetes soltos, banheiro sem apoio? Vive sozinha ou com alguém? Quem está por perto em caso de emergência? Existe um cuidador formal ou tudo recai sobre um parente exausto? Há sinais de negligência, de violência silenciosa, de abandono afetivo? São perguntas difíceis, mas necessárias, porque o melhor plano de cuidado fracassa se não houver um chão que o sustente.</p>
<p>Além da estrutura física, avalia-se também o tecido relacional: filhos presentes ou distantes, vizinhos solidários, comunidade religiosa ou social, amigos de longa data. Uma rede de apoio viva pode compensar fragilidades físicas, oferecendo companhia, segurança e ajuda prática. Já a ausência dessa rede torna qualquer problema de saúde um peso quase insuportável. Ao mapear essas presenças e ausências, a equipe se permite acionar recursos que muitas vezes estão fora do campo estritamente biomédico: assistência social, serviços de atenção domiciliar, centros-dia, grupos comunitários, programas de visita domiciliar. A avaliação abrangente reconhece que ninguém envelhece sozinho, e que cuidar bem é, quase sempre, cuidar da trama que cerca a pessoa — ou ajudar a tecê-la quando ela está rasgada.</p>
<p><strong>Diretivas antecipadas e decisões em fim de vida</strong><br />
Em algum ponto do caminho, especialmente em idosos com doenças crônicas avançadas, a Avaliação Geriátrica Abrangente se encontra com perguntas sobre o futuro e o fim. Como essa pessoa gostaria de ser cuidada se ficar mais frágil? Até onde está disposta a ir em termos de internações, aparelhos, tratamentos invasivos? Há procedimentos que ela tem certeza de não querer, mesmo que a medicina insista? Gostaria de morrer em casa, se possível, ou aceita estar em hospital desde que sua dor esteja bem tratada? Essas perguntas, feitas em tempo oportuno, não são presságios de derrota; são um jeito de garantir que, quando decisões difíceis precisarem ser<br />
tomadas, haja um fio claro que guie equipe e família.</p>
<p>Registrar diretivas antecipadas, seja em documentos formais, seja em anotações cuidadosas de conversas repetidas ao longo do tempo, é respeitar o direito do paciente de participar do próprio destino. É uma forma de proteger o idoso da violência de ser submetido a intervenções que contrariam sua história e seus valores, ao mesmo tempo que protege a família do fardo de decidir sozinha em momentos de desespero. Ao incluir esse tema dentro da avaliação, a equipe transforma o cuidado em um processo que acompanha a pessoa da prevenção à despedida, sem saltos abruptos e sem tabus que empobreçam o encontro.</p>
<p><strong>Impacto clínico e organizacional</strong><br />
Quando a Avaliação Geriátrica Abrangente é, de fato, incorporada ao serviço e não se reduz a um formulário a ser preenchido, ela reorganiza a maneira de cuidar. Passamos a enxergar mais cedo aquilo que, tradicionalmente, só aparece nas emergências: o risco de quedas e fraturas, a sobrecarga de cuidadores, a depressão silenciosa, a polifarmácia perigosa, a fragilidade crescente que anuncia internações próximas. Com essa antecipação, é possível intervir de forma mais leve e contínua, reduzindo idas desnecessárias ao hospital, evitando exames redundantes, ajustando planos de forma gradual e respeitosa.</p>
<p>Do ponto de vista da equipe, a avaliação vira um ponto de encontro: médicos, enfermagem, fisioterapia, terapia ocupacional, nutrição, psicologia, serviço social, todos se aproximam do mesmo mapa, enxergando, cada um com seu olhar, os mesmos domínios. A comunicação interna melhora, o cuidado deixa de ser fragmentado, as decisões ficam mais coerentes. Do ponto de vista da pessoa idosa e de sua família, o principal impacto é outro: a sensação de ser vista em sua totalidade, de não ser reduzida ao problema que a levou ao serviço naquele dia. No fim das contas, a Avaliação Geriátrica Abrangente é um jeito de recolocar humanidade no centro, sem abrir mão da técnica, mas lembrando que técnica nenhuma faz sentido se não servir à vida concreta de quem envelhece.</p>
<p><strong>Exemplos práticos no cotidiano</strong><br />
Um exemplo comum é o da idosa que chega à consulta dizendo apenas que está mais cansada e insegura para sair de casa. Quando a equipe amplia o olhar, descobre que ela sofreu duas quase-quedas no banheiro, passou a evitar banho sem ajuda, está confundindo os horários dos remédios e perdeu peso porque já não consegue preparar as próprias refeições com regularidade. Sem uma avaliação abrangente, esse quadro poderia ser lido apenas como fraqueza ou envelhecimento natural; com ela, percebe-se uma combinação de risco funcional, insegurança ambiental, possível polifarmácia e vulnerabilidade nutricional, o que muda completamente o plano de cuidado.</p>
<p>Outro exemplo é o do idoso que mantém exames relativamente estáveis, mas passa a se irritar mais, esquecer compromissos e discutir com os filhos sobre dinheiro. Ao investigar cognição, humor e atividades instrumentais, a equipe pode identificar comprometimento cognitivo inicial e sofrimento emocional coexistente, organizando supervisão progressiva, revisão de autonomia financeira e apoio à família antes que surjam crises maiores. Há também o caso da pessoa com múltiplas doenças crônicas, mas cuja maior fragilidade não está apenas no corpo: vive sozinha, mora em casa com escadas perigosas e não tem quem a acompanhe em emergências. Nessa situação, a avaliação social e ambiental deixa de ser acessória e passa a ser decisiva para prevenir internações e abandono.</p>
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		<title>Folha de S. Paulo: Ana Claudia Quintana Arantes, autora de best-seller sobre a morte, terá curso na CasaFolha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 18:02:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A médica Ana Claudia Quintana Arantes, referência em humanização da morte e autora de livros que somam mais de 1 milhão de exemplares vendidos, comandará um curso exclusivo na CasaFolha. Suas aulas estarão disponíveis no site casafolhasp.com.br a partir de 21 de maio. Formada em medicina pela USP, Ana Claudia se especializou em geriatria e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A médica Ana Claudia Quintana Arantes, referência em humanização da morte e autora de livros que somam mais de 1 milhão de exemplares vendidos, comandará um curso exclusivo na CasaFolha. Suas aulas estarão disponíveis no site casafolhasp.com.br a partir de 21 de maio.</p>
<p>Formada em medicina pela USP, Ana Claudia se especializou em geriatria e cuidados paliativos, com o propósito de oferecer qualidade de vida e conforto a pacientes em situações difíceis —e talvez nada seja mais difícil do que a iminência da morte.</p>
<p>Aliando experiência clínica com uma abordagem pioneira, a médica se transformou em um fenômeno editorial. Entre suas obras de maior destaque estão &#8220;Cuidar Até O Fim&#8221; e &#8220;A Morte É Um Dia que Vale a Pena Viver&#8221;, que traz orientações práticas sobre cuidados físicos e emocionais.</p>
<p>Na CasaFolha, a plataforma de streaming com aulas exclusivas lançada pela <strong>Folha</strong>, Ana Claudia explica o que são cuidados paliativos, fala sobre como dar atenção a um ente querido nos momentos finais, diz como as pessoas poderiam se preparar para o último suspiro e traz reflexões sobre o que a morte ensina a respeito da vida, entre outros temas.</p>
<p>Para assistir às lições inéditas e exclusivas de Ana Claudia Quintana Arantes, além dos demais cursos do streaming, é preciso ser assinante da CasaFolha.</p>
<p>É possível se vincular à plataforma pelo endereço <a href="http://casafolhasp.com.br/assine">casafolhasp.com.br/assine</a>. A assinatura, com desconto promocional de 67%, sai por R$ 19,90 por mês no plano anual (R$ 59,90 sem a promoção) e inclui acesso ilimitado a todas as notícias da <b>Folha</b> no site e no aplicativo para celular e tablet.</p>
<p>Quem já é assinante da <b>Folha</b> não precisa de uma nova assinatura. Basta fazer o upgrade por R$ 10 adicionais no plano do jornal em <a href="https://sites.folha.com.br/prime/upgrade">casafolhasp.com.br/upgrade</a>.</p>
<p>Ao todo, a CasaFolha tem 36 cursos exclusivos comandados por grandes personalidades em diferentes áreas, como a Monja Coen, que fala sobre meditação, o professor Clóvis de Barros Filho, que ensina &#8220;Filosofia para uma vida que vale a pena&#8221;, o gerontólogo Alexandre Kalache, que trata de envelhecimento ativo, e o cineasta José Padilha, que aborda a arte de contar histórias.</p>
<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/amp/poder/2026/04/ana-claudia-quintana-arantes-autora-de-best-seller-sobre-a-morte-tera-curso-na-casafolha.shtml">Saiba mais em Folha de S. Paulo</a></p>
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		<title>Revista Cuidar: A vida pertence a quem a vive: Autonomia, cuidado e os desafios da Lei nº 15.378/2026 nas ILPI</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/revista-cuidar-a-vida-pertence-a-quem-a-vive-autonomia-cuidado-e-os-desafios-da-lei-no-15-378-2026-nas-ilpi/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 20:44:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.acqa.com.br/?p=30426</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por: Ana Claudia Quintana Arantes  Médica geriatra e escritora O deslocamento do eixo: da técnica para a pessoa A Lei nº 15.378 de 2026 não inaugura uma ideia nova, ela retira da invisibilidade algo que sempre esteve em jogo e raramente foi sustentado até o fim: a vida pertence a quem a vive, inclusive quando ela [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="fusion-text fusion-text-7">
<p><strong>Por: Ana Claudia Quintana Arantes </strong><br />
<strong>Médica geriatra e escritora<br />
</strong></p>
<h2 id="toc_O_deslocamento_do_eixo_da_tecnica_para_a" class="fusion-responsive-typography-calculated" data-fontsize="36" data-lineheight="46.799999px"><strong>O deslocamento do eixo: da técnica para a pessoa</strong></h2>
<p>A <strong>Lei nº 15.378 de 2026</strong> não inaugura uma ideia nova, ela retira da invisibilidade algo que sempre esteve em jogo e raramente foi sustentado até o fim: <span class="fusion-highlight custom-textcolor highlight1 awb-highlight-background"><strong>a vida pertence a quem a vive, inclusive quando ela se fragiliza, se limita e se aproxima do seu término.</strong></span>Durante muito tempo, organizamos o cuidado a partir do que sabíamos fazer, daquilo que a técnica permitia, daquilo que era possível intervir. O saber médico ocupou o centro e, ao redor dele, as decisões foram sendo tomadas com a intenção de proteger, de evitar sofrimento, de prolongar a vida. No entanto, ao fazer isso, muitas vezes retiramos da pessoa o direito de participar do próprio destino, como se a vulnerabilidade justificasse o silenciamento.</p>
<p><strong> </strong></p>
</div>
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<div class="fusion-text fusion-text-8">
<h2 id="toc_A_lei_e_a_reconstrucao_da_autonomia_no" class="fusion-responsive-typography-calculated" data-fontsize="36" data-lineheight="46.799999px"><strong>A lei e a reconstrução da autonomia no cuidado</strong></h2>
<p>A lei altera esse eixo de forma concreta. Ela afirma que<strong><span class="fusion-highlight custom-textcolor highlight1 awb-highlight-background"> a vontade do paciente precisa ser considerada, compreendida, registrada e respeitada.</span></strong> As <strong>Diretivas Antecipadas de Vontade</strong> deixam de ser um gesto raro para se tornarem um instrumento legítimo de organização do cuidado. O consentimento informado deixa de ser um documento e passa a exigir um encontro real entre quem cuida e quem vive o cuidado. O cuidado paliativo se afirma como direito, reconhecendo que há momentos em que sustentar a vida não significa prolongar funções, mas preservar sentido, aliviar sofrimento e garantir dignidade.</p>
</div>
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<div class="fusion-text fusion-text-9">
<h2 id="toc_O_intervalo_entre_a_lei_e_a_pratica" class="fusion-responsive-typography-calculated" data-fontsize="36" data-lineheight="46.799999px"><strong>O intervalo entre a lei e a prática clínica</strong></h2>
<p>Esse movimento aponta para um<strong> futuro em que a decisão clínica não se constrói apenas sobre a tratabilidade de um órgão, mas sobre a coerência entre a intervenção proposta e a vida que ainda pode ser vivida.</strong> O problema é que esse futuro não se instala automaticamente. Ele precisa atravessar uma cultura profundamente marcada por um modelo paternalista, onde o médico decide, a família autoriza e o paciente, muitas vezes, apenas obedece. Entre o que a lei afirma e o que a prática sustenta existe um intervalo tenso, e é nesse intervalo que se revelam as maiores distorções.</p>
<p>A clínica cotidiana continua a mostrar situações em que a indicação técnica de um tratamento se impõe sem que a pergunta essencial seja feita. Um pulmão que responde à ventilação mecânica, uma infecção que pode ser tratada, um protocolo que orienta a conduta, e a decisão se organiza ao redor dessa possibilidade. <strong>O que permanece ausente é a pergunta sobre a vida que sustenta aquele corpo.</strong> Para quem essa intervenção está sendo feita? O que essa pessoa reconheceria como vida possível depois desse procedimento? Ainda veremos pacientes com câncer avançado, sem perspectiva de controle da doença, sendo submetidos a intervenções intensivas porque uma intercorrência específica é tratável. A técnica sustenta a decisão, mas a vida deixa de ser o eixo.</p>
</div>
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<div class="fusion-text fusion-text-10">
<h2 id="toc_Institucionalizacao_envelhecimento_e_risco_de_violencia_silenciosa" class="fusion-responsive-typography-calculated" data-fontsize="36" data-lineheight="46.8px"><strong>Institucionalização, envelhecimento e risco de violência silenciosa</strong></h2>
<p>Esse modo de cuidar não se mantém apenas por desconhecimento da lei. <strong>Ele se sustenta por uma dificuldade real de integrar o conhecimento técnico com a escuta profunda da pessoa.</strong> É mais simples decidir a partir do que pode ser feito do que sustentar uma decisão que exige reconhecer limites, aceitar a finitude e respeitar escolhas que nem sempre coincidem com o impulso de intervir. <strong>A lei exige esse deslocamento, mas não ensina como realizá-lo.</strong> Ela estabelece o contorno, mas a prática precisa aprender a habitá-lo.</p>
<p>Essa tensão se torna ainda mais evidente quando olhamos para as pessoas idosas que vivem<strong> em algumas</strong> instituições de longa permanência. A institucionalização, na prática, frequentemente produz uma diluição da individualidade. A rotina organiza o cuidado, os protocolos garantem funcionamento, a equipe responde às demandas com base na operacionalização do dia a dia, e, pouco a pouco, a pessoa vai sendo reduzida à sua condição funcional. <span class="fusion-highlight custom-textcolor highlight1 awb-highlight-background"><strong>A nova lei atravessa esse cenário e afirma que a institucionalização não suspende direitos, não reduz autonomia, não autoriza decisões tomadas à revelia da pessoa.</strong></span> O idoso que vive em uma ILPI continua sendo sujeito de direito, com a possibilidade de expressar suas preferências, registrar suas diretivas, recusar intervenções e participar das decisões sobre o próprio cuidado.</p>
<p>Há um ponto que precisa ser dito com clareza nesse contexto. <span class="fusion-highlight custom-textcolor highlight1 awb-highlight-background"><strong>Quando o morador de uma ILPI se torna paciente e deseja ser cuidado naquele espaço como se estivesse em casa, essa escolha precisa ser reconhecida como legítima.</strong> </span>A instituição passa a ter o dever de organizar o cuidado de forma compatível com essa decisão, oferecendo, dentro das possibilidades técnicas, condições equivalentes às de uma assistência domiciliar. Isso exige<strong>equipe qualificada</strong>, <strong>manejo clínico adequado</strong>, <strong>suporte para controle de sintomas</strong> e, principalmente, uma <strong>reorganização do olhar</strong>, que deixa de tratar aquele espaço apenas como um<strong> local de permanência e passa a reconhecê-lo como um lugar de cuidado integral.</strong></p>
<p>É justamente nesse ponto que emerge uma <strong>forma de violência que raramente é nomeada com a precisão que merece</strong>. <strong><span class="fusion-highlight custom-textcolor highlight1 awb-highlight-background">A pessoa idosa, diante de uma doença grave, crônica ou aguda, muitas vezes se vê obrigada a aceitar cuidados oferecidos por equipes que não foram formadas para sustentar a complexidade daquele momento</span>.</strong> Não se trata apenas de uma limitação técnica. Trata-se de uma insuficiência na formação para o cuidado humano, para a escuta, para a presença diante da fragilidade. A imposição de cuidados que não consideram a vontade da pessoa, que não respeitam sua história, que não se organizam a partir do que faz sentido para ela, configura uma forma de violência moral. Uma violência silenciosa, que se apresenta como cuidado, mas que retira da pessoa o direito de permanecer inteira dentro da própria vida.</p>
</div>
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<div class="fusion-text fusion-text-11">
<h2 id="toc_O_custo_a_responsabilidade_e_o_futuro_do" class="fusion-responsive-typography-calculated" data-fontsize="36" data-lineheight="46.799999px"><strong>O custo, a responsabilidade e o futuro do cuidado</strong></h2>
<p>A lei amplia o campo de responsabilidade. <span class="fusion-highlight custom-textcolor highlight1 awb-highlight-background"><strong>Ela exige que o sistema de saúde se prepare para oferecer um cuidado à altura das necessidades que ela mesma reconhece</strong></span>. Isso implica investimento em formação, em comunicação, em integração de equipes, em revisão de processos. Implica também reconhecer que o custo desse novo modelo não se limita ao financeiro. Existe um custo associado ao tempo de escuta, à construção de decisões compartilhadas, à sustentação de conversas difíceis, à necessidade de abandonar a segurança de um modelo centrado na autoridade e assumir a complexidade de um cuidado que se constrói com a pessoa.</p>
<p>Ao mesmo tempo, esse deslocamento reorganiza o uso dos recursos. Intervenções que não encontram mais sentido tendem a ser evitadas, permanências prolongadas em unidades intensivas deixam de ser a resposta automática, a tecnologia passa a ser utilizada com critério mais alinhado à vida que se pretende sustentar. O sistema deixa de investir exclusivamente na manutenção de funções e passa a direcionar seus recursos para aquilo que efetivamente configura cuidado.</p>
<p>A pergunta sobre custo precisa, portanto, ser reposicionada. <span class="fusion-highlight custom-textcolor highlight1 awb-highlight-background"><strong>Não se trata apenas de quanto custa implementar os direitos do paciente. Trata-se de reconhecer o custo de continuar cuidando sem considerar esses direitos.</strong></span> Hoje já convivemos com decisões que prolongam o processo de morrer, com intervenções que não devolvem vida, com conflitos que poderiam ser evitados se a vontade da pessoa estivesse clara e respeitada. Esse custo existe, é elevado e permanece pouco visível porque foi naturalizado.</p>
<p>A lei não resolve todos esses problemas. Ela não elimina o conflito, não substitui a necessidade de formação, não garante, por si só, a transformação da prática. Ela faz algo mais fundamental. Ela retira a possibilidade de ignorar a pessoa como eixo do cuidado. A partir desse momento, o desafio deixa de ser apenas técnico e passa a ser ético, relacional e profundamente humano.</p>
<p>A tarefa que se impõe é<span class="fusion-highlight custom-textcolor highlight1 awb-highlight-background"><strong> aprender a sustentar decisões que integrem conhecimento e sentido, intervenção e limite, possibilidade e coerência.</strong></span> Isso exige um outro tipo de presença no cuidado. Uma presença que reconhece que olhar para um órgão é parte do trabalho, mas que olhar para a pessoa que vive naquele corpo é o que dá direção a tudo o que se faz.</p>
<p>Quando essa integração não acontece, o cuidado se transforma em um exercício técnico que já não encontra mais o seu destinatário. Quando ela se sustenta, a lei deixa de ser um texto e passa a ser experiência vivida.</p>
</div>
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<p>&nbsp;</p>
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<div class="fusion-text fusion-text-12">
<p>Aqui estão referências que sustentam o texto com rigor e, ao mesmo tempo, ampliam o campo de reflexão. Organizei como leitura essencial para profissionais que querem compreender não só a lei, mas o deslocamento ético e clínico que ela exige.</p>
<h2 id="toc_Referencias_fundamentais" class="fusion-responsive-typography-calculated" data-fontsize="36" data-lineheight="46.799999px"><em><strong>Referências fundamentais</strong></em></h2>
<p><strong>Brasil. Lei nº 15.378, de 6 de abril de 2026<br />
</strong>Estatuto dos Direitos do Paciente<br />
Disponível em: <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2026/lei/l15378.htm" target="_blank" rel="noopener">https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2026/lei/l15378.htm </a></p>
<p><strong>Conselho Federal de Medicina. Resolução nº 1.995/2012<br />
</strong>Diretivas antecipadas de vontade</p>
<p><strong>Domingues VN et al. (2026)<br />
</strong>Diretivas antecipadas de vontade no Brasil: sua aplicabilidade em psiquiatria<br />
Revista Bioética</p>
<p><em><strong>Bio</strong></em><strong><em>ética e fundamentos do cuidado</em></strong></p>
<p><strong>Beauchamp TL, Childress JF<br />
</strong>Principles of Biomedical Ethics. 7ª ed. Oxford University Press, 2013<br />
Base conceitual dos princípios de autonomia, beneficência, não maleficência e justiça</p>
<p><strong>Nunes R. (2016)<br />
</strong>Diretivas antecipadas de vontade<br />
Conselho Federal de Medicina</p>
<p><strong>Rego S, Palácios M. (2006)<br />
</strong>A finitude humana e a saúde pública<br />
Cadernos de Saúde Pública</p>
<p><em><strong>Cuidados paliativos e decisões no fim de vida</strong></em></p>
<p><strong>World Health Organization (WHO)<br />
</strong>Palliative Care<br />
Definição oficial e diretrizes globais</p>
<p><strong>Temel JS et al. </strong><strong>(2010)<br />
</strong>Early palliative care for patients with metastatic non-small-cell lung cancer<br />
New England Journal of Medicine<br />
Mostra impacto de cuidados paliativos em qualidade de vida e até sobrevida</p>
<p><strong>Kü</strong><strong>bler-Ross E.<br />
</strong>Sobre a morte e o morrer<br />
Clássico que desloca o olhar da doença para a experiência humana</p>
<p><em><strong>Comunicaçã</strong><strong>o e decisão compartilhada</strong></em></p>
<p><strong>Epstein RM, Street RL (2011)<br />
</strong>The values and value of patient-centered care<br />
Annals of Family Medicine</p>
<p><strong>Elwyn G et al. (2012)<br />
</strong>Shared decision making: a model for clinical practice<br />
Journal of General Internal Medicine</p>
<p><em><strong>Envelhecimento, ILPI e vulnerabilidade</strong></em></p>
<p><strong>Brasil. Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741/2003)<br />
</strong>Base legal de proteção e dignidade da pessoa idosa</p>
<p><strong>Minist</strong><strong>ério da Saúde (Brasil)<br />
</strong>Caderno de Atenção Básica – Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa</p>
<p><strong>Scortegagna SA, Oliveira RM (2012)<br />
</strong>Institucionalização da pessoa idosa: implicações para o cuidado<br />
Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia</p>
<p><em><strong>Para aprofundar o pensamento </strong></em></p>
<p><strong>Atul Gawande<br />
</strong>Being Mortal<br />
Sobre limites da medicina e sentido no fim da vida</p>
<p><strong>Byung-Chul Han<br />
</strong>Sociedade do Cansaço<br />
Para compreender o pano de fundo cultural do cuidado produtivista</p>
<p><strong>Ivan Illich<br />
</strong>Nêmesis da Medicina<br />
Crítica estrutural ao modelo médico centrado na intervenção</p>
</div>
<div class="fusion-separator fusion-full-width-sep"></div>
<div class="fusion-text fusion-text-13">
<h2 id="toc_Se_voce_quiser_reduzir_tudo_a_um_fio" class="fusion-responsive-typography-calculated" data-fontsize="36" data-lineheight="46.799999px"><strong>Se você quiser reduzir tudo a um fio condutor de leitura:</strong></h2>
<ul>
<li>Comece pela lei,</li>
<li>Aprofunde com bioética,</li>
<li>Desça para a prática com cuidados paliativos,</li>
<li>Amplie com comunicação,</li>
<li>Questione com filosofia</li>
</ul>
<blockquote><p><strong>Porque a mudança proposta não é apenas normativa. Ela exige outro modo de pensar, decidir e cuidar. – Ana Claudia Quintana Arantes</strong></p></blockquote>
</div>
<p>Fonte: <a href="https://revistacuidar.com.br/lei-no-15-378-2026-nas-ilpi/">Revista Cuidar</a></p>
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		<title>Duas mortes, dois caminhos</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/artigos/duas-mortes-dois-caminhos/</link>
					<comments>https://www.acqa.com.br/artigos/duas-mortes-dois-caminhos/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 17:02:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Randy Curtis morreu com morte assistida. Minha mãe morreu sob sedação paliativa. Os dois tinham a mesma doença — esclerose lateral amiotrófica de início bulbar. A mesma trajetória previsível: a fala que se perde primeiro, a deglutição que falha, a respiração que se rende por último. E mesmo assim morreram de modos diferentes. Esse é [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">Randy Curtis morreu com morte assistida. Minha mãe morreu sob sedação paliativa. Os dois tinham a mesma doença — esclerose lateral amiotrófica de início bulbar. A mesma trajetória previsível: a fala que se perde primeiro, a deglutição que falha, a respiração que se rende por último.</p>
<p style="font-weight: 400;">E mesmo assim morreram de modos diferentes. Esse é o ponto que me interessa: não a doença, que era a mesma, mas o que cada um, com sua família e sua equipe, conseguiu fazer com ela no fim.</p>
<h2>O que cada uma é</h2>
<p style="font-weight: 400;">Na <strong>morte assistida</strong>, o médico prescreve uma medicação letal que o próprio paciente terminal, lúcido e dentro de critérios estritos, autoadministra no momento que escolhe. A intenção do ato é provocar a morte. O agente final é o paciente. O tempo é definido por ele. Foi o que aconteceu com Randy: cinco minutos depois da medicação, ele fechou os olhos pela última vez.</p>
<p style="font-weight: 400;">Na <strong>sedação paliativa</strong>, a medicação não é dada para provocar a morte, mas para suprimir uma consciência submetida a sofrimento refratário. A profundidade da sedação acompanha a intensidade do sintoma; a morte, quando vem, é trazida pela doença, não pelo medicamento. A intenção é aliviar. O agente é a equipe, junto da família. O tempo é definido pelo corpo.</p>
<p style="font-weight: 400;">A distinção parece técnica, e é. Mas carrega uma diferença existencial que importa para quem fica.</p>
<h2>Por que não é a mesma coisa com outro nome</h2>
<p style="font-weight: 400;">A diferença não está no desfecho — em ambos os casos o paciente morre — mas em três planos:</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>A intenção. </strong>Na sedação paliativa, o objetivo é o alívio. A morte é prevista, aceita, não buscada. Na morte assistida, a morte é o objetivo direto.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>A proporcionalidade. </strong>Na sedação paliativa, a dose é titulada contra o sintoma. Sobe quando o sofrimento sobe, estabiliza quando o conforto se estabelece. Esse princípio é a salvaguarda técnica que separa a sedação paliativa da eutanásia lenta. Na morte assistida, não há titulação: há uma dose suficiente para encerrar a vida.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>A causa final. </strong>Na sedação paliativa, a doença continua sendo a causa da morte. Na morte assistida, o medicamento é a causa direta.</p>
<p style="font-weight: 400;">Essas distinções não tornam uma escolha melhor que a outra. Tornam-nas escolhas diferentes.</p>
<h2>A mesma doença, dois desfechos</h2>
<p style="font-weight: 400;">Randy e minha mãe partilharam a forma mais cruel da ELA. A bulbar é a que tira primeiro o que mais nos define socialmente — falar, comer, beijar, sorrir com clareza. É a forma em que o paciente assiste, lúcido, à própria desconstrução de fora para dentro. É também a forma em que a literatura mostra os pedidos mais persistentes de antecipação da morte, e simultaneamente a forma em que a sedação paliativa proporcional, bem indicada, oferece desfechos profundamente tranquilos.</p>
<p style="font-weight: 400;">Não foi a doença que decidiu. A mesma ELA bulbar admitiu dois caminhos. O que distinguiu foi o contexto — o repertório legal disponível, a rede de cuidado, a história biográfica, a convicção pessoal. Não existe doença que “exija” morte assistida nem doença que “se contente” com paliação. A qualidade do cuidado é o que define qual caminho fica de fato disponível.</p>
<h2>Minha mãe disse não, e foi ouvida</h2>
<p style="font-weight: 400;">Minha mãe recusou a gastrostomia. Disse uma vez, com clareza, e foi respeitada.</p>
<p style="font-weight: 400;">É um detalhe pequeno e não é. É o instante em que ela decidiu sobre o tempo que ainda queria ter. Não foi insistida, não foi convencida, não foi cansada até dizer sim. Recusou e a equipe a acompanhou até o fim com o que importava: alívio, presença, mão na mão.</p>
<p style="font-weight: 400;">Nem todo paciente no Brasil tem essa sorte. Ela teve.</p>
<p style="font-weight: 400;">Há uma simetria silenciosa entre ela e Randy. Os dois, lúcidos, dentro da mesma doença, exerceram autonomia sobre o próprio corpo. Randy escolheu encurtar o tempo final. Minha mãe escolheu não estendê-lo. Decisões diferentes, dentro de molduras legais e éticas diferentes, mas a mesma estrutura: pacientes que sabiam o que queriam, equipes que escutaram, famílias que sustentaram.</p>
<h2>Por que a sedação paliativa é essencial</h2>
<p style="font-weight: 400;">Em qualquer contexto — onde a morte assistida é legal e onde não é — a sedação paliativa permanece <strong>a resposta técnica obrigatória ao sofrimento refratário</strong>.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Ela é universal. </strong>Não depende de critérios de elegibilidade restritos, não exige prognóstico documentado em meses, não exige capacidade decisional preservada até o fim. Atende o paciente delirante, o paciente com demência avançada, o paciente que perdeu a fala, o paciente que nunca conseguiu verbalizar uma diretiva.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Ela respeita o tempo da família. </strong>Não impõe um momento. Permite a despedida, o ritual, o silêncio, a conversa que não foi feita. Dá ao luto o tempo de começar antes da morte.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Ela é o desfecho real da maioria das mortes bem cuidadas. </strong>Em ELA avançada, em câncer com sintomas refratários, em insuficiência de órgão em fase terminal, é a sedação paliativa proporcional, combinada com retirada de suportes não desejados e com respeito às recusas terapêuticas, que define o que famílias descrevem como “uma morte tranquila”. Não é alternativa de segunda linha. É a resposta técnica adequada.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Ela é eticamente sólida sem ser polêmica. </strong>Ancorada no princípio do duplo efeito, reconhecida pela bioética, pela medicina paliativa e pelo direito brasileiro. Não exige militância, não exige mudança de lei. Exige competência técnica e disposição para acompanhar.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Ela cuida de quem cuida. </strong>Permite que a equipe permaneça inteira no ato. Equipe que se sustenta no cuidado é o que sustenta o paciente até o fim.</p>
<h2>Onde me posiciono — e por quê</h2>
<p style="font-weight: 400;">Não sou contrária à morte assistida. Sou contrária à pressa com que ela é convocada para um país que ainda não garantiu o básico.</p>
<p style="font-weight: 400;">Antes de discutirmos quem tem o direito de antecipar a própria morte, precisamos garantir que todo brasileiro tenha acesso ao cuidado de todas as dimensões do sofrimento — físico, psíquico, social, existencial e espiritual. Precisamos de cobertura paliativa universal, manejo competente de sintomas refratários, integração entre atenção primária e cuidado especializado, suporte ao luto, apoio aos cuidadores, diretivas antecipadas conhecidas e respeitadas, recusas terapêuticas acolhidas sem barganha. Precisamos que a sedação paliativa proporcional seja conduta corrente em qualquer hospital do SUS, não privilégio de quem chega a um centro de excelência.</p>
<p style="font-weight: 400;">Sem esse piso, a discussão sobre morte assistida se desloca para um terreno perigoso. Quando o sofrimento existe porque a paliação faltou, oferecer antecipação da morte como solução é trocar uma falha estrutural por uma saída individual. O paciente que pede para morrer porque a dor não foi tratada, porque a família não foi apoiada, porque o serviço não chegou até a casa dele, não está exercendo autonomia plena — está respondendo a uma omissão.</p>
<p style="font-weight: 400;">Minha posição não é de recusa. É de ordem. Primeiro o cuidado integral, universal, competente. Depois — quando o sofrimento que sobra for genuinamente o sofrimento que a melhor medicina paliativa não alcança — a discussão sobre morte assistida poderá amadurecer no Brasil com a seriedade que merece. Será uma discussão diferente da que temos hoje, porque será feita a partir de pacientes que já foram inteiramente cuidados, e não a partir de pacientes que ainda não foram.</p>
<h2>O que aprendi com as duas mortes</h2>
<p style="font-weight: 400;">A morte de Randy me ensinou que há sofrimentos que não cabem inteiramente dentro do repertório paliativo, e que existem pessoas para quem a antecipação ativa é a única tradução possível da palavra <em>compaixão</em>. Não preciso concordar com o ato para reconhecer que, para a família dele, foi um ato de amor.</p>
<p style="font-weight: 400;">A morte da minha mãe me ensinou outra coisa. Que dizer não também é cuidar de si. Que respeitar esse não também é cuidar. Que existe uma forma de morrer em que o corpo encontra seu próprio ritmo, e a gente fica ali — chegando, ficando, segurando a mão — pelo tempo que precisar.</p>
<p style="font-weight: 400;">Randy precisou de cinco minutos. Minha mãe precisou do tempo dela. As duas mortes foram cuidadas. As duas foram amadas. Mas a sedação paliativa, junto do respeito às recusas, é o que cabe na medicina que pratico hoje, no país em que pratico. É disso que continuo querendo falar, ensinar e defender. Não porque a outra esteja errada. Porque esse cuidado precisa primeiro chegar a todos os brasileiros que ainda morrem sem ele. Esse é o trabalho deste tempo. O resto vem depois.</p>
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		<item>
		<title>Mais Você: Médica geriatra fala sobre a importância do acolhimento na fase inicial do luto</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/mais-voce-medica-geriatra-fala-sobre-a-importancia-do-acolhimento-na-fase-inicial-do-luto/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 14:50:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.acqa.com.br/?p=30387</guid>

					<description><![CDATA[<p>Ana Paula Renault (BBB26) conta que ao saber que Tadeu Schmidt também estava vivendo um luto a deixou ainda mais forte para seguir. Veja a fala da Dra Ana Claudia Quintana Arantes durante o programa Mais Você, com Ana Maria Braga, no dia 22 de abril de 2026, acessando a GloboPlay: https://globoplay.globo.com/v/14547622/ &#160;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ana Paula Renault (BBB26) conta que ao saber que Tadeu Schmidt também estava vivendo um luto a deixou ainda mais forte para seguir.</p>
<p>Veja a fala da Dra Ana Claudia Quintana Arantes durante o programa Mais Você, com Ana Maria Braga, no dia 22 de abril de 2026, acessando a GloboPlay: <a href="https://globoplay.globo.com/v/14547622/" target="_blank" rel="noopener">https://globoplay.globo.com/v/14547622/</a></p>
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		<title>Viva: Geriatra questiona prolongamento da vida pela medicina em novo livro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 19:52:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nacionalmente conhecida pelo livro &#8216;A morte é um dia que vale a pena viver&#8216; e outras obras que tratam da finitude humana, a médica geriatra Ana Claudia Quintana Arantes consolidou-se como uma das principais vozes da medicina ao questionar a longevidade e os limites éticos do prolongamento da vida. Em palestra durante o Congresso da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-mrf-recirculation="Artigo link">Nacionalmente conhecida pelo livro &#8216;<strong>A morte é um dia que vale a pena viver</strong>&#8216; e outras obras que tratam da finitude humana, a médica geriatra<strong> Ana Claudia Quintana Arantes</strong> consolidou-se como uma das principais vozes da medicina ao questionar a longevidade e os limites éticos do prolongamento da vida.</p>
<p data-mrf-recirculation="Artigo link">Em palestra durante o <strong>Congresso da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia de São Paulo (GERP.26),</strong> a médica propôs uma reflexão profunda sobre o que significa habitar o tempo, fugindo da mera contagem de anos para focar na qualidade da jornada.</p>
<p data-mrf-recirculation="Artigo link">Para a especialista, a busca incessante por não morrer cedo muitas vezes ignora o custo real desse prolongamento e alerta que &#8220;o maior sofrimento não é morrer cedo, mas viver muito tempo sem condição de viver a própria vida&#8221;.</p>
<h2>Longevidade ou envelhecimento?</h2>
<p data-mrf-recirculation="Artigo link">Segundo Arantes, o envelhecimento atual paga uma tarifa de oito a dez anos de vida com doenças e dependência. &#8220;É um tempo médio que a gente passa na vida com uma incapacidade significativa. Esse é o principal território ético e clínico da geriatria moderna.&#8221;</p>
<p data-mrf-recirculation="Artigo link">Ela questiona que essa incapacidade futura está ligada às escolhas presentes, muitas vezes mascaradas por um <strong>falso senso de merecimento</strong>. Arantes observa que as pessoas não querem sentir o peso da velhice, mas evitam a responsabilidade de viver de modo saudável.</p>
<p data-mrf-recirculation="Artigo link">Ela exemplifica que muitos escolheriam a sobremesa antes da comida sob a justificativa de que merecem comer tudo errado. &#8220;Toda vez que você fala &#8216;eu mereço&#8217;, o que vem depois é uma besteira muito grande para sua saúde.&#8221;</p>
<h3>Paradoxo feminino</h3>
<p data-mrf-recirculation="Artigo link">Dentro desse cenário de longevidade, ela pondera que as mulheres enfrentam um paradoxo particular, pois, embora vivam mais que os homens, carregam uma carga maior de doenças e uma solidão que se torna clínica, configurando um problema de saúde pública.</p>
<p data-mrf-recirculation="Artigo link">Nos consultórios, afirma, isso se manifesta no desejo de finitude que a medicina tradicional tenta silenciar. &#8220;A pessoa fala &#8216;vou morrer&#8217; e o médico manda pensar positivo para viver mais&#8221;. Para a médica, essa postura ignora um esvaziamento existencial legítimo, que não se cura com tratamentos de curto prazo.</p>
<p data-mrf-recirculation="Artigo link">O <strong>medo de envelhecer</strong> também se reflete na obsessão por parecer mais jovem, algo que Arantes questiona com veemência em suas falas. Ela provoca ao perguntar por que alguém desejaria ter cara de 30 aos 50 anos de idade, sugerindo que aos 30 anos a juventude muitas vezes não é plenamente aproveitada.</p>
<blockquote class="citacao"><p>&#8220;A única competência que você pode ter se você parecer mais descolada, mais saudável, mais inteira dentro do teu envelhecimento, é você se comprometer a fazer alguma coisa pelo mundo.&#8221;</p></blockquote>
<p data-mrf-recirculation="Artigo link">E completa que a compreensão de que a vida tem um fim é o que dá intensidade ao presente:</p>
<p data-mrf-recirculation="Artigo link">&#8220;A gente precisa envelhecer bem para poder ser útil. Para que a gente possa, com a nossa maturidade, oferecer um pouco de pacificação para as pessoas extremamente angustiadas.&#8221;</p>
<p data-mrf-recirculation="Artigo link">Para Arantes, a morte serve para dar limite à nossa incapacidade de fazer gestão das escolhas. Quando o tempo parece infinito, a necessidade de escolher diminui e, com ela, a intensidade de viver. Por isso, ela desafia seus pacientes a encontrarem diversão em meio às agendas lotadas de remédios e exames. &#8220;Muitas vezes, o paciente está só a serviço de estar doente.&#8221;</p>
<blockquote class="citacao"><p>&#8220;Viver para sempre sem urgência esvazia o valor do agora. Uma vida infinita sem novos desejos torna-se insuportável.&#8221;</p></blockquote>
<h2>Ciência dos centenários</h2>
<p data-mrf-recirculation="Artigo link">Durante a palestra, Arantes mostrou que na ciência dos centenários observa-se que o adoecimento costuma aparecer apenas mais perto do final da vida, gerando uma fragilidade concentrada no limiar do fim. E lamenta que, muitas vezes, a família e os profissionais de saúde tirem o direito dessa pessoa de ser livre apenas pela idade avançada.</p>
<blockquote class="citacao"><p>&#8220;O propósito da vida prevê mortalidade de uma forma mais robusta que a satisfação subjetiva.&#8221;</p></blockquote>
<p data-mrf-recirculation="Artigo link">Ela defende que, ao envelhecer, é preciso estar preparado para perder a identidade ambiental, familiar e a capacidade de ir e vir sozinho. O foco deve mudar do remédio para o que se deixa no mundo, o que ela chama de<strong> olfato social</strong>. &#8220;Que perfume você deixa pelo seu caminho?&#8221;, exemplifica, e diz que as consultas médicas deveriam focar menos na saúde biológica estrita e mais no legado estrutural que se perpetua nas próximas gerações.</p>
<h2>Papel da medicina</h2>
<p data-mrf-recirculation="Artigo link">Nesse sentido, a geriatra defende que, para que essa busca por sentido seja possível, a prática médica precisa ser repensada e critica o modelo de medicina focado em diagnósticos isolados e intervenções desproporcionais, classificando como &#8220;um vexame&#8221; o<strong> prolongamento artificial da vida</strong>em casos sem prognóstico.</p>
<p data-mrf-recirculation="Artigo link">&#8220;A gente precisa sair do movimento tradicional de um consultório de geriatria: um diagnóstico isolado, uma <strong>obsessão com a cura</strong>, uma intervenção desproporcional. Talvez o rim tenha indicação da diálise, mas o dono do rim não tem&#8221;, exemplifica, e completa:</p>
<blockquote class="citacao"><p>&#8220;Se no futuro o envelhecimento não for risco para adoecimento, a mortalidade deixa de ser o problema clínico. Mas a imortalidade biológica resolve a nossa busca humana por sentido?&#8221;</p></blockquote>
<p>Fonte: <a href="https://viva.com.br/saude-e-bem-estar/geriatra-questiona-prolongamento-da-vida-pela-medicina-em-novo-livro.html">Viva</a></p>
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		<title>Cartilha Sua vida, suas escolhas: o que a nova lei garante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 17:51:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A autonomia no cuidado começa quando a pessoa compreende o que está vivendo e pode participar das decisões sobre si, no seu tempo, do seu jeito. É isso que a Lei nº 15.378/2026 vem assegurar: que a vontade do paciente seja considerada ao longo de todo o percurso de cuidado, inclusive quando as escolhas se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A autonomia no cuidado começa quando a pessoa compreende o que está vivendo e pode participar das decisões sobre si, no seu tempo, do seu jeito.</p>
<p>É isso que a Lei nº 15.378/2026 vem assegurar: que a vontade do paciente seja considerada ao longo de todo o percurso de cuidado, inclusive quando as escolhas se tornam mais delicadas.</p>
<p>Nesse caminho, as diretivas antecipadas de vontade ajudam a dar forma ao que importa para cada pessoa. Elas tornam essas escolhas conhecidas, orientam a equipe, amparam a família e evitam decisões tomadas na urgência.</p>
<p>Para que esse direito possa ser vivido na prática, esta cartilha digital foi construída em uma linguagem acessível, aproximando a lei da realidade de quem cuida e de quem precisa ser cuidado.</p>
<p>A <a href="https://www.acqa.com.br/wp-content/uploads/2026/04/cartilha.pdf">cartilha</a> está disponível gratuitamente!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Grande Conversa debate caminhos para uma longevidade digna no SUS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 18:34:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Na manhã desta quinta-feira, 9 de abril de 2026, o 39º Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo promoveu um dos momentos centrais de sua programação: a “Grande Conversa – O SUS e o EnvelheSer: estratégias para uma longevidade digna e com equidade”. Realizado das 9h às 12h, no Auditório David [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/palestras/grande-conversa-debate-caminhos-para-uma-longevidade-digna-no-sus/">Grande Conversa debate caminhos para uma longevidade digna no SUS</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na manhã desta quinta-feira, 9 de abril de 2026, o 39º Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo promoveu um dos momentos centrais de sua programação: a “Grande Conversa – O SUS e o EnvelheSer: estratégias para uma longevidade digna e com equidade”. Realizado das 9h às 12h, no Auditório David Capistrano, o encontro reuniu especialistas, gestores e lideranças para refletir sobre os desafios e as oportunidades do envelhecimento populacional no Brasil.</p>
<p>Coordenada pela presidente do COSEMS/SP, Adriana Martins, a atividade contou com a participação de nomes de destaque na área da saúde pública e das políticas sociais: Adriano Massuda, secretário executivo do Ministério da Saúde; Alexandre da Silva, secretário nacional dos Direitos da Pessoa Idosa; Ana Cláudia Quintana Arantes, médica geriatra e especialista em cuidados paliativos; e Renilson Rehem, consultor da OPAS e coordenador do Projeto de Regionalização da SES-SP.</p>
<p>Ao longo do debate, os convidados abordaram diferentes dimensões do envelhecimento, destacando a necessidade de integração entre políticas públicas, organização regional dos serviços e fortalecimento do cuidado centrado na pessoa.</p>
<p>O secretário nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, Alexandre da Silva, ressaltou o papel estruturante do Sistema Único de Saúde na garantia de dignidade à população idosa. “O envelhecer nosso é falar do envelhecimento, que é comum das pessoas, mas também falar da dignidade do envelhecimento das pessoas idosas. Então o SUS acaba sendo essa política, esse programa, essa estratégia tão revolucionária que ajuda a gente a ter mais caminhos para dar mais dignidade, para que todas as pessoas, nas suas individualidades, possam envelhecer com mais qualidade de vida e também cidadania”, afirmou.</p>
<p>Já o consultor da OPAS, Renilson Rehem, destacou que o envelhecimento populacional deve ser encarado como uma conquista, mas que impõe novos desafios à gestão da saúde. “Felizmente nós estamos envelhecendo, as pessoas estão vivendo mais. Então esse é um desafio que se coloca: como contribuir para que as pessoas tenham uma vida longa, mais saudável, com qualidade e com autonomia”, pontuou.</p>
<p>O debate também evidenciou que garantir o envelhecimento com dignidade passa não apenas pela ampliação do acesso aos serviços de saúde, mas pela promoção da autonomia, da cidadania e da qualidade de vida ao longo de todo o ciclo de vida, consolidando o SUS como uma das principais ferramentas de equidade social no Brasil.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.cosemssp.org.br/noticias/grande-conversa-debate-caminhos-para-uma-longevidade-digna-no-sus/" target="_blank" rel="noopener">COSEMS/SP</a></p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/palestras/grande-conversa-debate-caminhos-para-uma-longevidade-digna-no-sus/">Grande Conversa debate caminhos para uma longevidade digna no SUS</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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		<title>ViMoCast 41: Ana Claudia Quintana Arantes</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/entrevistas/vimocast-41-ana-claudia-quintana-arantes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 19:11:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste episódio do ViMocast, conversamos com Ana Cláudia Quintana Arantes sobre o que realmente significa cuidar — para além da técnica, dos protocolos e da busca incessante pela cura.Médica geriatra, paliativista e autora do best-seller A morte é um dia que vale a pena viver, Ana Cláudia é uma das principais vozes na transformação do [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/entrevistas/vimocast-41-ana-claudia-quintana-arantes/">ViMoCast 41: Ana Claudia Quintana Arantes</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste episódio do ViMocast, conversamos com Ana Cláudia Quintana Arantes sobre o que realmente significa cuidar — para além da técnica, dos protocolos e da busca incessante pela cura.Médica geriatra, paliativista e autora do best-seller A morte é um dia que vale a pena viver, Ana Cláudia é uma das principais vozes na transformação do cuidado em saúde no Brasil, ajudando a reposicionar o cuidado como eixo central da medicina.Ao longo da conversa, falamos sobre prática médica, limites, sofrimento, presença e escuta. Um episódio profundo que convida profissionais de saúde a repensarem seu papel e sua forma de cuidar.</p>
<p><iframe style="border-radius: 12px;" src="https://open.spotify.com/embed/episode/0SRsrbc3UW570loDyO0zs6/video?utm_source=generator" width="624" height="351" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen" data-testid="embed-iframe"></iframe></p>
<p>Fonte: <a href="https://open.spotify.com/episode/0SRsrbc3UW570loDyO0zs6">Spotify</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/entrevistas/vimocast-41-ana-claudia-quintana-arantes/">ViMoCast 41: Ana Claudia Quintana Arantes</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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		<title>G1: &#8216;Falar sobre a morte não poupa sofrimento, organiza o sofrimento&#8217;: a entrevista da médica paliativista e escritora Ana Cláudia Quintana Arantes ao g1</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/entrevistas/g1-falar-sobre-a-morte-nao-poupa-sofrimento-organiza-o-sofrimento-a-entrevista-da-medica-paliativista-e-escritora-ana-claudia-quintana-arantes-ao-g1/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 18:31:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>la fala da morte sem baixar o tom, mas também sem endurecer a voz. Médica paliativista, escritora do livro &#8220;A morte é um dia que vale a pena viver&#8221;e embaixadora da Voa Health, Ana Claudia Quintana Arantes não vê o tema como um desvio da vida, mas como uma das suas dimensões mais negligenciadas. Ao [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/entrevistas/g1-falar-sobre-a-morte-nao-poupa-sofrimento-organiza-o-sofrimento-a-entrevista-da-medica-paliativista-e-escritora-ana-claudia-quintana-arantes-ao-g1/">G1: &#8216;Falar sobre a morte não poupa sofrimento, organiza o sofrimento&#8217;: a entrevista da médica paliativista e escritora Ana Cláudia Quintana Arantes ao g1</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="chunk-ff7bk">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="55" data-block-id="2">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">la fala da morte sem baixar o tom, mas também sem endurecer a voz. Médica paliativista, escritora do livro <em>&#8220;A morte é um dia que vale a pena viver&#8221;</em>e embaixadora da Voa Health, Ana Claudia Quintana Arantes não vê o tema como um desvio da vida, mas como uma das suas dimensões mais negligenciadas.</p>
</div>
</div>
<div class="wall protected-content">
<div id="chunk-d0o92">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="50" data-block-id="4">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">Ao longo de mais de duas décadas acompanhando pacientes com doenças graves, ela se acostumou a ver o que acontece quando esse assunto é evitado: decisões tomadas às pressas, sofrimento prolongado e despedidas atravessadas por dúvidas. Não por falta de tecnologia ou de recursos médicos, mas por ausência de conversa.</p>
<div id="chunk-8kgrm">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="50" data-block-id="6">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">No Brasil, essa lacuna também é estrutural. Embora o país tenha avançado na formalização da política pública, o número de equipes habilitadas em cuidados paliativos ainda é reduzido frente à demanda de uma população que envelhece rapidamente. A distância entre a norma e o acesso concreto ao cuidado segue evidente.</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-4kuq8">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="43" data-block-id="7">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">A realidade, ela diz, é que a maioria das pessoas não morre de forma súbita. Morre doente —e, nesse percurso, precisa de cuidado. É nesse ponto que entram os cuidados paliativos, ainda frequentemente associados, de forma equivocada, à desistência ou ao fim iminente.</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-6iitd">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="38" data-block-id="8">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">Nesta entrevista, a médica fala sobre o que define uma “boa morte”, critica a forma como a medicina lida com a finitude e defende que reconhecer o limite da vida pode ser, paradoxalmente, uma forma de vivê-la melhor.</p>
<div id="chunk-64mhl">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="77" data-block-id="11">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto"><strong>g1:</strong> <strong>A senhora costuma dizer que a morte é um dia que vale a pena viver. O que está sendo vivido nesse momento que ainda não entendemos?</strong><br />
<strong>Ana Cláudia Quintana Arantes:</strong> As pessoas não entendem que, para viver uma experiência que valha a pena, é preciso cuidado. A maioria de nós vai morrer doente e, quando isso acontece, a gente precisa saber receber cuidado e ter quem saiba oferecer. A morte vale a pena quando há esse encontro.</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-24kpg">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="87" data-block-id="12">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto"><strong>O que mais te incomoda na forma como a sociedade evita falar sobre a morte?<br />
</strong>Quando você não fala sobre a morte, perde a chance de entender melhor o que fazer com o seu tempo. Quando alguém sabe que tem pouco tempo de vida, aprende a priorizar. E a prioridade não pode ser “estar vivo daqui a seis meses”, porque isso não é garantido. Quem tem essa consciência costuma viver melhor. Não porque a situação é fácil, mas porque passa a escolher com mais clareza o que viver.</p>
</div>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="65" data-block-id="13">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto"><strong>Mas e quando o sofrimento emocional fala mais alto?<br />
</strong>O sofrimento existe. É triste, dá raiva, dá medo. Mas, se você não consegue colocar isso a favor da sua história, vai perder tempo. A vida não espera você entender. Viver boas memórias é importante para quem está morrendo e para quem vai ficar. E passar dois dos três meses chorando não constrói essa memória.</p>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="89" data-block-id="15">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto"><strong>A medicina foi treinada para salvar vidas. Como ela lida com o limite de não conseguir evitar a morte?</strong>A gente foi treinado com uma ilusão de poder, de que salva vidas. Mas a gente só adia a morte. Não é exatamente arrogância, é uma ingenuidade. É como uma criança que acha que tem superpoder. A morte não obedece ao médico. O problema é que muitos profissionais ainda encaram a morte como fracasso. E não é. A história da vida termina. O que importa é como se cuida desse final.</p>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="74" data-block-id="16">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto"><strong>Por que os cuidados paliativos ainda chegam tão pouco e tão tarde aos pacientes?<br />
</strong>Porque essa informação não circula principalmente entre os médicos. Ela chega por outras vias —matérias, novelas, experiências pessoais. As pessoas reconhecem quando uma morte foi bem cuidada e quando não foi. Mesmo sem saber o nome disso. Mas mudar essa cultura leva tempo. E, quando o cuidado paliativo entra só no final, não há tempo para construir vínculo nem organizar decisões.</p>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="49" data-block-id="17">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto"><strong>O ensino médico já mudou nesse ponto?<br />
</strong>Desde 2022, o ensino de cuidados paliativos é obrigatório nas faculdades de medicina. Mas ainda é muito insuficiente. Você tem, às vezes, dois períodos para ensinar algo que exige experiência, sensibilidade e prática. Isso não forma um profissional preparado, no máximo, sensibiliza.</p>
<div id="chunk-6jdo6">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="73" data-block-id="20">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto"><strong>O que define uma &#8216;boa morte&#8217;?<br />
</strong>Não é uma morte bonita nem fácil. É uma experiência de cuidado que respeita o que a pessoa considera digno. Isso pode significar estar em casa, estar no hospital, ter ou não determinados procedimentos. O importante é que isso tenha sido conversado antes. Todo mundo vai viver e todo mundo vai morrer. A diferença está em quanto você consegue reconhecer o que quer e o que não quer.</p>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="64" data-block-id="21">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto"><strong>Por que é tão difícil falar disso dentro das famílias?<br />
</strong>Porque as pessoas dizem “não vamos pensar nisso”, “vai dar tudo certo”. Mas, no fim, tudo dá certo e você morre. Quando a família evita essa conversa, ela está escolhendo sofrer mais depois. Porque vai ter que decidir sem saber o que a pessoa queria. Falar sobre a morte não poupa sofrimento, organiza o sofrimento.</p>
<div id="chunk-dl944">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="65" data-block-id="23">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto"><strong>A senhora já viu momentos que traduzem essa transformação no fim da vida?<br />
</strong>Sim. Um paciente com tumor cerebral me disse que parecia que tinham tirado do cérebro dele a parte que o fazia infeliz. Ele passou a demonstrar afeto, a se relacionar melhor com a família, a não querer controlar tudo. E dizia que estava adorando ser quem se tornou. Isso é muito marcante.</p>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="37" data-block-id="24">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto"><strong>Há algo de libertador em reconhecer que vamos morrer?<br />
</strong>Sem dúvida. Você entende que não precisa resolver tudo. Os problemas continuam, com ou sem você. Isso ajuda a dar menos peso para coisas que não merecem tanto sofrimento.</p>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="51" data-block-id="25">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto"><strong>Quem deve decidir até onde vai um tratamento: médico, paciente ou família?<br />
</strong>Os três, e juntos. O médico traz o conhecimento técnico, a família participa do cuidado e o paciente define o que é limite para ele. Mas é o paciente quem vive as consequências, então a decisão precisa ser centrada nele.</p>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="52" data-block-id="26">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto"><strong>O Brasil está preparado para discutir diretivas antecipadas de vontade?<br />
</strong>Não. E não está preparado nem para o que já está acontecendo. É um país que envelhece rápido e não tem estrutura suficiente para cuidar disso. Falar de diretivas é se preparar para algo melhor, e ainda estamos lidando mal com o básico.</p>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="50" data-block-id="28">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto"><strong>O que mais te incomoda na forma como o sistema de saúde lida com o fim da vida?<br />
</strong>A gente discute muito o excesso de intervenções, mas esquece que a maior parte da população vive o abandono. Muitos morrem sem diagnóstico, sem tratamento, sem cuidado. Isso é a realidade predominante.</p>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="39" data-block-id="29">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto"><strong>A desigualdade social interfere na forma como as pessoas morrem?<br />
</strong>Totalmente. Dependendo de onde você está, não há acesso a nada. E a experiência de morte passa a ser de abandono. Isso pode acontecer com qualquer um, dependendo das circunstâncias.</p>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="69" data-block-id="30">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto"><strong>O que, afinal, são cuidados paliativos —e por que ainda são confundidos com desistência?<br />
</strong>Cuidado paliativo é proteção contra o sofrimento causado por uma doença grave e pelo tratamento dela. Ele não antecipa nem prolonga a morte. Ele cuida da dor, do emocional, da família, do contexto social e espiritual. Ainda há confusão porque muitos médicos acreditam que podem evitar a morte a qualquer custo, e isso não é verdade.</p>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="33" data-block-id="31">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto"><strong>O que muda quando esse cuidado começa cedo?<br />
</strong>A pessoa vive melhor. Sem controle de sintomas, ela não recebe visitas, não sai, não aproveita. Quando o cuidado começa antes, ela ganha tempo com qualidade.</p>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="51" data-block-id="32">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto"><strong>Depois de tantos anos acompanhando o fim da vida, o que mudou na senhora?<br />
</strong>Eu entendi que não existe sentido em buscar um grande propósito. O sentido da vida é viver. E viver com coerência —entre o que você diz e o que você faz. Isso, para mim, foi um aprendizado importante.</p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Matéria - Links no Texto">Fonte: <a href="https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/03/29/falar-sobre-a-morte-nao-poupa-sofrimento-organiza-o-sofrimento-a-entrevista-da-medica-paliativista-e-escritora-ana-claudia-quintana-arantes-ao-g1.ghtml">G1 Saúde</a></p>
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<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/entrevistas/g1-falar-sobre-a-morte-nao-poupa-sofrimento-organiza-o-sofrimento-a-entrevista-da-medica-paliativista-e-escritora-ana-claudia-quintana-arantes-ao-g1/">G1: &#8216;Falar sobre a morte não poupa sofrimento, organiza o sofrimento&#8217;: a entrevista da médica paliativista e escritora Ana Cláudia Quintana Arantes ao g1</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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		<title>Vida Simples: Que haja música!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 16:53:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há sofrimentos que precisam de arte para que a compreensão atravesse as fronteiras da mente e chegue nos sentimentos. Quando a dor ultrapassa a linguagem comum, ela exige outra gramática, aquela capaz de sustentar o tempo que não passa, de dar contorno à emoção que insiste, de oferecer som ao que permanece mudo. A arte [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/vida-simples-que-haja-musica/">Vida Simples: Que haja música!</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span dir="ltr" role="presentation">Há sofrimentos que precisam de arte </span><span dir="ltr" role="presentation">para que a compreensão atravesse as fron</span><span dir="ltr" role="presentation">teiras da mente e chegue nos sentimen</span><span dir="ltr" role="presentation">tos. Quando a dor ultrapassa a linguagem </span><span dir="ltr" role="presentation">comum, ela exige outra gramática, aquela </span><span dir="ltr" role="presentation">capaz de sustentar o tempo que não passa, </span><span dir="ltr" role="presentation">de dar contorno à emoção que insiste, de </span><span dir="ltr" role="presentation">oferecer som ao que permanece mudo.</span></p>
<p><strong><span dir="ltr" role="presentation">A arte não elimina o sofrimento, mas o </span></strong><span dir="ltr" role="presentation"><strong>organiza</strong>. Não cura o luto, mas o torna um </span><span dir="ltr" role="presentation">lugar minimamente habitável. E isso, mui</span><span dir="ltr" role="presentation">tas vezes, é o que salva. A música sempre </span><span dir="ltr" role="presentation">soube fazer esse trabalho. Sua matemáti</span><span dir="ltr" role="presentation">ca precisa na organização e distribuição </span><span dir="ltr" role="presentation">de som e silêncio desenvolveu, ao longo </span><span dir="ltr" role="presentation">da história, formas rigorosas para lidar </span><span dir="ltr" role="presentation">com o conflito humano sem simplificá-lo. </span><span dir="ltr" role="presentation">Entre elas, a sonata, nascida na Europa do </span><span dir="ltr" role="presentation">século XVIII, cuja estrutura se assemelha </span><span dir="ltr" role="presentation">a uma experiência existencial.</span></p>
<p><span dir="ltr" role="presentation">A sonata organiza-se em movimentos </span><span dir="ltr" role="presentation">que espelham o luto com precisão quase </span><span dir="ltr" role="presentation">clínica. Na exposição, apresentam-se os </span><span dir="ltr" role="presentation">temas. O primeiro se impõe como tônica: </span><span dir="ltr" role="presentation">a perda. Incontornável. A pessoa não está </span><span dir="ltr" role="presentation">mais. Tudo o que era cotidiano passa a or</span><span dir="ltr" role="presentation">bitar essa ausência fundamental. Em se</span><span dir="ltr" role="presentation">guida, a transição: a mente tenta se mover, </span><span dir="ltr" role="presentation">explicar, negociar. Nada se fixa.</span></p>
<p><span dir="ltr" role="presentation">O segundo tema surge em tonalidade </span><span dir="ltr" role="presentation">contrastante: a memória viva, intensa, ex</span><span dir="ltr" role="presentation">cessiva. <strong>O amor que insiste mesmo sem </strong></span><span dir="ltr" role="presentation"><strong>corpo, sem toque, sem voz.</strong> A exposição se encerra quando se reconhece, mesmo sem palavras, que a vida já mudou de tom. O desenvolvimento, por sua vez, é o trecho mais longo e instável. Aqui, a dor trabalha. Os temas se fragmentam, reaparecem em variações imprevisíveis. Emoções modulam: raiva, culpa, ternura, exaustão. O corpo sente antes da consciência. Pode parecer que é desordem, mas, na verdade, é um modo caoticamente organizado para sua elaboração. <strong>A música oferece ritmo a esse caos interno, melodia à emoção.</strong></span></p>
<p><span dir="ltr" role="presentation">Na</span> <span dir="ltr" role="presentation">recapitulação,</span> <span dir="ltr" role="presentation">os</span> <span dir="ltr" role="presentation">temas</span> <span dir="ltr" role="presentation">retornam, </span><span dir="ltr" role="presentation">agora na tônica da vida que continua. A </span><span dir="ltr" role="presentation">ausência permanece, a memória também, </span><span dir="ltr" role="presentation">mas integradas. A tensão não desaparece; </span><span dir="ltr" role="presentation">se resolve. O amor muda de função: deixa </span><span dir="ltr" role="presentation">de tentar trazer de volta e passa a susten</span><span dir="ltr" role="presentation">tar por dentro. Por fim, a coda assenta o </span><span dir="ltr" role="presentation">movimento. Não encerra a música. Con</span><span dir="ltr" role="presentation">clui o que precisava ser dito.</span></p>
<blockquote><p><strong><span dir="ltr" role="presentation">A arte pode dar forma ao luto. O tempo </span><span dir="ltr" role="presentation">de duração de uma composição pode ser </span><span dir="ltr" role="presentation">o primeiro passo. Um movimento inteiro </span><span dir="ltr" role="presentation">pode se transformar numa estrada adian</span><span dir="ltr" role="presentation">te da dor. O suficiente para que a música </span><span dir="ltr" role="presentation">siga tocando – e a vida também.</span></strong></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>ANA CLAUDIA QUINTANA ARANTES é médica formada pela USP, especialista em Geriatria e Gerontologia, Cuidados Paliativos e Psicologia do luto, além de escritora.</p>
<p><a href="https://vidasimples.co/colunista/que-haja-musica/" target="_blank" rel="noopener">Artigo publicado em Vida Simples</a></p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/vida-simples-que-haja-musica/">Vida Simples: Que haja música!</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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		<title>Palestra &#8220;A Morte é um Dia que Vale a Pena Viver&#8221;, em Campinas</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/agenda/palestra-a-morte-e-um-dia-que-vale-a-pena-viver-em-campinas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 19:38:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como viver de forma plena e consciente quando evitamos falar sobre o inevitável? Essa é a provocação que conduz a palestra “A Morte É Um Dia Que Vale a Pena Viver” com a médica e escritora Ana Claudia Quintana Arantes (@anaclauquintanaarantes), uma das maiores referências no Brasil em cuidados paliativos e no debate sobre finitude [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/agenda/palestra-a-morte-e-um-dia-que-vale-a-pena-viver-em-campinas/">Palestra &#8220;A Morte é um Dia que Vale a Pena Viver&#8221;, em Campinas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Como viver de forma plena e consciente quando evitamos falar sobre o inevitável? Essa é a provocação que conduz a palestra “A Morte É Um Dia Que Vale a Pena Viver” com a médica e escritora Ana Claudia Quintana Arantes (@anaclauquintanaarantes), uma das maiores referências no Brasil em cuidados paliativos e no debate sobre finitude da vida.</p>
<p>Este encontro convida o público a abandonar a ideia da morte como tabu e a encará-la como um elemento legítimo da experiência humana. A partir de histórias vividas em sua trajetória médica e reflexões inspiradas por pacientes em seus últimos dias, Ana Claudia propõe uma escuta atenta sobre o que significa viver até o fim com dignidade</p>
<p>Este evento não é uma exposição sobre técnicas ou teorias. É uma travessia guiada por uma profissional que fez da morte um instrumento para ensinar sobre a vida. Empregando uma linguagem sensível, Ana Claudia traz ao palco um convite ao despertar de uma consciência mais ampla sobre o tempo que temos e o que escolhemos fazer com ele.</p>
<p><strong>O que esperar do evento:</strong></p>
<ul>
<li>Uma reflexão franca sobre a morte como parte integrante da vida e não como ponto final isolado;</li>
<li>Relatos emocionantes de pacientes e famílias que ensinaram, na prática, o valor de estar presente;</li>
<li>Ferramentas para ampliar o olhar sobre como lidamos com a finitude pessoal e coletiva;</li>
<li>Uma experiência que não busca dar respostas prontas, mas ampliar as perguntas sobre o que é viver com sentido;</li>
<li>Um espaço para acolher medos, revisar prioridades e transformar a forma como nos relacionamos com o tempo.</li>
</ul>
<p>Este evento é voltado a todas as pessoas interessadas em saúde emocional, propósito, espiritualidade, envelhecimento, luto e autocuidado. Um momento de pausa para escutar, refletir e reconectar-se com a vida a partir daquilo que muitas vezes evitamos olhar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Garanta já o seu ingresso pelo link: <a href="https://www.almatickets.com.br/events/ana-claudia-quintana-arantes-em-campinas-palestra-a-morte-um-dia-que-vale-a-pena-viver-16062026-campinas" target="_blank" rel="noopener">https://www.almatickets.com.br/events/ana-claudia-quintana-arantes-em-campinas-palestra-a-morte-um-dia-que-vale-a-pena-viver-16062026-campinas</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Agenda:</strong></p>
<div class="sc-57018dea-1 iImKcA">
<p>16 de junho de 2026 • 19h</p>
</div>
<div class="sc-57018dea-2 sc-57018dea-3 gwqeoZ">
<div class="sc-57018dea-1 iImKcA">
<p>Evento presencial no Espaço Regatas</p>
<p>Rua Maria Monteiro, 1091, Cambuí, Campinas SP</p>
</div>
</div>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/agenda/palestra-a-morte-e-um-dia-que-vale-a-pena-viver-em-campinas/">Palestra &#8220;A Morte é um Dia que Vale a Pena Viver&#8221;, em Campinas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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