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	<title>ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</title>
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	<description>Um ecossistema de cuidado idealizado pela Dra. Ana Claudia Quintana Arantes para disseminar e atuar na prática e ensino de Cuidados Paliativos para pacientes, famílias e profissionais de saúde.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 21 Jul 2026 17:12:17 +0000</lastBuildDate>
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	<title>ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</title>
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		<title>Joyce Pascowitch: Ana Claudia Quintana Arantes: por que deixamos a vida para depois?</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 17:12:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Claudia Quintana Arantes: por que deixamos a vida para depois? &#124; Joyce Pascowitch entrevista Por que temos tanta dificuldade de falar sobre a morte, se ela é a única certeza da vida? Nesta conversa, Joyce Pascowitch recebe a médica geriatra e especialista em cuidados paliativos Ana Claudia Quintana Arantes para refletir sobre finitude, sofrimento, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="Ana Claudia Quintana Arantes: por que deixamos a vida para depois? | Joyce Pascowitch entrevista" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/7FfofjOTwUU?feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;origin=https://www.acqa.com.br" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Ana Claudia Quintana Arantes: por que deixamos a vida para depois? | Joyce Pascowitch entrevista</p>
<p>Por que temos tanta dificuldade de falar sobre a morte, se ela é a única certeza da vida?</p>
<p>Nesta conversa, Joyce Pascowitch recebe a médica geriatra e especialista em cuidados paliativos Ana Claudia Quintana Arantes para refletir sobre finitude, sofrimento, amor, tempo e a possibilidade de viver de forma mais consciente.</p>
<p>Ao explicar o verdadeiro significado dos cuidados paliativos, Ana Claudia desfaz um dos maiores equívocos sobre sua especialidade: cuidar não é desistir. Pelo contrário. É aliviar o sofrimento e devolver dignidade, autonomia e presença a quem enfrenta uma doença ameaçadora da vida.</p>
<p>A conversa também passa pela importância da escuta, pelo medo da perda, pelos arrependimentos mais comuns de quem chega ao fim da vida e pela tendência que temos de adiar aquilo que realmente importa.</p>
<p>E se começássemos a viver hoje a vida que estamos guardando para a aposentadoria ou para um futuro que talvez nunca chegue?</p>
<p>Ana Claudia Quintana Arantes é médica geriatra, especialista em cuidados paliativos, escritora e uma das maiores referências brasileiras quando o assunto é finitude, envelhecimento e humanização da medicina.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=7FfofjOTwUU" target="_blank" rel="noopener">Canal Joyce Pascowitch</a></p>
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		<title>Folha de S. Paulo: Perder é morrer, vencer é viver</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 17:48:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Claudia Quintana Arantes Eu sei um pouco o que é morrer. Trabalho há anos à beira das camas onde a vida se despede e aprendi que a morte quase nunca chega de uma vez: vem por partes. Primeiro morre o que poderia ter sido, depois a certeza e, por fim, o corpo, quase sempre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="c-news__wrap">
<div class="c-signature"><strong class="c-signature__author">Ana Claudia Quintana Arantes</strong></div>
</div>
<div class="c-news__content">
<div class="c-news__body" data-news-content-text="" data-disable-copy="" data-continue-reading="" data-continue-reading-hide-others=".js-continue-reading-hidden" data-age-rating="">
<p>Eu sei um pouco o que é morrer. Trabalho há anos à beira das camas onde a vida se despede e aprendi que a morte quase nunca chega de uma vez: vem por partes.</p>
<p>Primeiro morre o que poderia ter sido, depois a certeza e, por fim, o corpo, quase sempre a parte menos importante da despedida.</p>
<p>Talvez por isso, quando olho um jogo de futebol, não vejo apenas um jogo. Vejo a coisa mais antiga do mundo encenada em 90 minutos: gente lutando para viver, gente aprendendo a morrer. Perder é morrer, vencer é viver, e entre as duas cabe tudo o que nos faz humanos.</p>
<p>O meu país sabe disso na carne. Em 1950, no Maracanã lotado, 200 mil pessoas viram a vida escapar entre os dedos, e ainda assim o Brasil não morreu. Levantou. Oito anos depois, daquele mesmo chão de luto, ergueu a primeira estrela.</p>
<p>Ninguém ressuscita sem antes descer ao fundo, e não há vitória que não tenha passado por alguma morte.</p>
<p>O futebol é uma escola de humanidade, e como toda escola tem suas lições difíceis. Às vezes vemos quem confunde talento com grandeza, quem ganhou um microfone do tamanho do mundo e ainda não sabe o que fazer com ele. Não é maldade, é a parte da história que ainda não amadureceu.</p>
<p>Mas o que me move são os outros, e são tantos! Penso no menino africano que perdeu o pai porque o vilarejo não tinha onde tratar um doente e que, com o dinheiro, voltou para casa, construiu um hospital, uma escola, um estádio, levou energia e passou a amparar cada família do lugar. Penso no jogador que, em meio à guerra civil do seu país, se ajoelhou diante das câmeras e pediu aos seus que baixassem as armas. Gente que transformou fama em cuidado e talento em gesto.</p>
<p>É isso que separa os vivos dos mortos, dentro e fora do campo. Não é o placar, mas o que se faz com o que se conquistou, porque a vida só faz sentido quando se reparte, e quem reparte vive duas vezes.</p>
<p>E há nisso uma verdade que me toca como brasileira. Que bênção termos tanto da África no sangue, e como me orgulho dessa herança. Meu desejo é que cada descendente dessa matriz potente se reconheça nela e celebre seu DNA, porque há grandeza ali, esperando ser reivindicada.</p>
<p>Enquanto escrevo, vai me preenchendo uma esperança: será que ainda estarei viva para colecionar um álbum de figurinhas do futebol feminino? Mulheres que correm, caem, levantam e vencem sem trair a própria grandeza. Queria colar cada uma delas e sentir que o jogo, enfim, virou o que sempre soube poder ser, um lugar onde a vitória combina com a decência.</p>
<p>Perder é morrer, mas morrer não é o oposto de viver. É parte de viver. O que dá sentido a tudo é a generosidade, a vida que se oferece e multiplica.</p>
<p>E, enquanto houver quem erga hospitais em vez de monumentos a si mesmo, quem use a voz para calar os fuzis, mulheres que joguem inteiras e sem pequenez e um povo capaz de se levantar do chão do Maracanã para voltar a sonhar, haverá vida. Profunda, dolorosa, magnífica.</p>
<p>E se um dia o apito final vier para todos nós, que ele nos encontre assim: dentro do jogo, suados, inteiros, tendo perdido muito, vivido mais ainda e dado de nós alguma coisa que ficou de pé depois que partimos.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/casa-folha-na-copa/2026/07/perder-e-morrer-vencer-e-viver.shtml">Folha de S. Paulo / Coluna Casa Folha</a></p>
</div>
</div>
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		<title>Folha de S. Paulo: Peça &#8216;Histórias Lindas de Morrer&#8217; se inspira em livro de médica paliativista em SP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Jul 2026 18:04:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A atriz Letícia Cannavale e o diretor Fernando Nitsch estavam no aeroporto de Goiânia quando tiveram o primeiro contato com o livro &#8220;Histórias Lindas de Morrer&#8221;, da médica paliativista Ana Claudia Quintana Arantes. Os dois dizem ter dado vexame durante a leitura. &#8220;Tivemos uma crise de choro. O que é isso? Que história é essa?&#8221;, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-reader-unique-id="1">A atriz <a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/07/leticia-cannavale-e-tita-couto-estreiam-peca-em-sao-paulo-com-convidados.shtml" target="" rel="" data-reader-unique-id="2">Letícia Cannavale </a>e o diretor <a href="https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1772067409417659-peca-o-mar-dirigida-por-fernando-nitsch" target="" rel="" data-reader-unique-id="3">Fernando Nitsch</a> estavam no aeroporto de Goiânia quando tiveram o primeiro contato com o livro &#8220;Histórias Lindas de Morrer&#8221;, da médica paliativista <a href="https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2024/12/como-ana-claudia-quintana-arantes-virou-fenomeno-ensinando-sobre-a-morte.shtml" target="" rel="" data-reader-unique-id="4">Ana Claudia Quintana Arantes</a>. Os dois dizem ter dado vexame durante a leitura.</p>
<p data-reader-unique-id="5">&#8220;Tivemos uma crise de choro. O que é isso? Que história é essa?&#8221;, recorda Nitsch sobre o início do projeto que leva a obra para os palcos.</p>
<p data-reader-unique-id="6">A peça teatral baseada no livro da médica está em cartaz no <a href="https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/teatro/" data-reader-unique-id="7">Teatro</a> Vivo, em São Paulo, até o dia 1º de outubro, com dramaturgia assinada por Claudia Barral e Marcos Barbosa.</p>
<p data-reader-unique-id="15">Idealizadores do espetáculo, a atriz e o diretor já estavam inseridos no universo da medicina por meio de cursos de oratória e performance que oferecem a profissionais de saúde. Essa experiência fez com que criassem uma apresentação que mescla palestra e contação de histórias colhidas pela médica e escritora paulistana, responsável pela venda de mais de 1 milhão de livros sobre a morte.</p>
<p data-reader-unique-id="16"><a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/09/1681820-morte-sem-tabu-cuidados-paliativos-entrevista-com-ana-claudia-quintana-arantes.shtml?mobile" target="_blank" rel="nofollow noopener" data-reader-unique-id="17">&#8220;Eu descobri que morrer também pode ser lindo&#8221;</a>, diz Arantes no programa da peça. &#8220;E o que é lindo merece ser dito em voz alta para o mundo todo ouvir e sentir&#8221;.</p>
<p data-reader-unique-id="18">A busca de respostas sobre o que é possível fazer para ajudar pacientes em fase terminal move Arantes desde o início da carreira. Ela se especializou em cuidados paliativos como uma forma de aliviar o sofrimento em suas várias dimensões. É como se colocasse um manto (palio) contra as intempéries enfrentadas pelos pacientes que já não têm um horizonte pela frente.</p>
<p data-reader-unique-id="20">Em tempos de uso generalizado de inteligência artificial, Cannavale e Nitsch abordam a necessidade da humanização do cuidado médico e perceberam o interesse dos profissionais no aprofundamento desse tema.</p>
<p data-reader-unique-id="21">&#8220;Histórias Lindas de Morrer&#8221; foi pensada para ser assistida por quem cuida de pessoas, mas também para a parcela do público que busca compreensão e empatia quando o assunto é a finitude humana.</p>
<p data-reader-unique-id="22">Os artistas já ouviram relatos de gente que repensou o momento da despedida de familiares após assistir ao espetáculo. Eles próprios lidam com ausências enquanto estão em cena, mas optaram por contar apenas os casos do livro, sem abordar questões pessoais.</p>
<p data-reader-unique-id="23">Cannavale, por exemplo, viveu na vida real uma cena de despedida de um dos grandes amores de sua vida. No mesmo dia da estreia de um espetáculo de comédia no Rio de Janeiro, a atriz viu a avó ser levada para um hospital, de onde não voltaria. Antes, no entanto, ela olhou para a neta e disse: &#8220;Tissa, que amor lindo a gente viveu&#8221;.</p>
<p data-reader-unique-id="24">Estreante no teatro profissional, Tita Couto perdeu o pai após um ataque cardíaco súbito, aos 63 anos, o que a obriga a pensar no que gostaria de ter feito ao lado dele e não teve tempo. Ela deseja que o público reviva memórias e pense em aproveitar a convivência com familiares. No dia da estreia, emocionada, viu a mãe na plateia ao lado de uma cadeira vazia e viveu mais um ritual de despedida da figura paterna.</p>
<p data-reader-unique-id="25">&#8220;Temos a possibilidade como artistas de transformar a dor em poesia. E talvez consigamos que outras pessoas também se sintam abraçadas e acolhidas, para tentar ressignificar suas próprias dores&#8221;, diz o diretor.</p>
<p data-reader-unique-id="26">Abrir a escuta para os pacientes é uma das formas de cuidados paliativos defendidos pela médica especialista. &#8220;O que faz você ser você?&#8221;, pergunta Arantes.</p>
<p data-reader-unique-id="27">No livro, e na peça, há o relato de uma pessoa que queria ter o prazer de fumar, talvez pela última vez. A profissional levou bronca de uma colega, mas acendeu um cigarro ao lado do homem em seus <a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2022/04/a-morte-e-um-dia-que-vale-a-pena-viver-ganha-nova-edicao-com-capitulo-inedito.shtml" target="" rel="" data-reader-unique-id="28">momentos finais de vida.</a></p>
<p data-reader-unique-id="75">Há os pacientes que pedem para pintar as unhas, arrumar o cabelos, os que pedem a companhia de familiares, o prato de comida preferido ou apenas o alívio das dores.</p>
<p data-reader-unique-id="76">A intérprete leu os livros e assistiu a palestras de Arantes para observar até mesmo a forma como ela segura o microfone. A paliativista, por sua vez, viu um ensaio e aceitou ter uma conversa íntima com a atriz, para que a proximidade entre as duas fosse transformada em <a href="https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/arte/" data-reader-unique-id="77">arte</a> no palco.</p>
<p data-reader-unique-id="78">Dessa conversa, as duas guardam segredores não revelados a ninguém, nem mesmo ao diretor.</p>
<p data-reader-unique-id="79">&#8220;São esses pequenos códigos que geram conexão e uma sintonia muito profunda. Isso só é possível com o privilégio de poder interpretar uma mulher extraordinária e que esta viva&#8221;, afirma Cannavale.</p>
<p data-reader-unique-id="80">Arantes aborda os próprios lutos em &#8220;Histórias Lindas de Morrer&#8221;, o que humaniza a figura da profissional de saúde. Ela também sente dores e sofre, como mostra a parte final do espetáculo.</p>
<p data-reader-unique-id="81">Na estreia, a médica emocionou as duas atrizes ao entrar no camarim e retocar o batom como se fosse uma das artistas prestes a entrar em cena. Foi uma reafirmação da afinidade entre mulheres que decidiram contar histórias de vida e de morte, sem deixar os tabus em torno da finitude atrapalharem a missão.</p>
<div class="c-rating__head flex flex--center">
<h4 class="c-rating__title">HISTÓRIAS LINDAS DE MORRER</h4>
</div>
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<li class="c-rating__info"><strong>Quando</strong> Até 1º de outubro. Quartas e quintas às 20h</li>
<li class="c-rating__info"><strong>Onde</strong> <a href="https://maps.google.com/maps?q=Teatro%20Vivo" target="_blank" rel="noopener" data-location-address="Teatro Vivo">Teatro Vivo</a></li>
<li class="c-rating__info"><strong>Preço</strong> R$ 90,00 (inteira) e R$ 45,00 (meia-entrada)</li>
<li class="c-rating__info"><strong>Classificação</strong> 12 anos</li>
<li class="c-rating__info"><strong>Autoria</strong> Claudia Barral e Marcos Barbosa a partir do livro de Ana Claudia Quintana Arantes</li>
<li class="c-rating__info"><strong>Elenco</strong> Letícia Cannavale e Tita Couto</li>
<li class="c-rating__info"><strong>Direção</strong> Fernando Nitsch</li>
</ul>
<p>Fonte: <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/07/peca-historias-lindas-de-morrer-se-inspira-em-livro-de-medica-paliativista-em-sp.shtml">Folha de S. Paulo</a></p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/folha-de-s-paulo-peca-historias-lindas-de-morrer-se-inspira-em-livro-de-medica-paliativista-em-sp/">Folha de S. Paulo: Peça &#8216;Histórias Lindas de Morrer&#8217; se inspira em livro de médica paliativista em SP</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Estado de Minas: Conversar sobre o fim da vida é o primeiro passo para lidar bem com a morte, dizem especialistas</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/estado-de-minas-conversar-sobre-o-fim-da-vida-e-o-primeiro-passo-para-lidar-bem-com-a-morte-dizem-especialistas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 17:49:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando a escritora americana Nora Ephron morreu, em 2012, aos 71 anos, muitos amigos e conhecidos ficaram em choque e até irritados. Ela havia recebido o diagnóstico de síndrome mielodisplásica seis anos antes e, desde então, a doença havia evoluído para uma leucemia. Ephron manteve o diagnóstico em segredo e continuou trabalhando normalmente. Pessoas próximas [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/estado-de-minas-conversar-sobre-o-fim-da-vida-e-o-primeiro-passo-para-lidar-bem-com-a-morte-dizem-especialistas/">Estado de Minas: Conversar sobre o fim da vida é o primeiro passo para lidar bem com a morte, dizem especialistas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando a escritora americana Nora Ephron morreu, em 2012, aos 71 anos, muitos amigos e conhecidos ficaram em choque e até irritados. Ela havia recebido o diagnóstico de síndrome mielodisplásica seis anos antes e, desde então, a doença havia evoluído para uma leucemia. Ephron manteve o diagnóstico em segredo e continuou trabalhando normalmente. Pessoas próximas a ela dizem que a escritora temia ser tratada de forma diferente caso seu entorno soubesse da doença.</p>
<p>O velório não teve nada de fúnebre. Contou com roda de samba, shows de rock, DJ, cerveja e dança. Tiago recebeu o público de braços abertos, trajando uma bermuda clara e uma camisa listrada com a frase &#8220;é melhor ser alegre que ser triste&#8221;. A festa teve até uma coreografia ao som de &#8220;Um Morto Muito Louco&#8221;, funk que fez sucesso dos anos 2000.</p>
<p class="texto">Para a psicóloga especializada em cuidados paliativos Silvana Aquino, a decisão de Tiago de fazer essa festa ainda em vida foi muito feliz. Ela diz que o evento abriu uma porta para que a morte possa ser um tema tratado abertamente, com humor. &#8220;A morte não é o oposto da vida. É a continuidade dela&#8221;, afirma.</p>
<p class="texto">Aquino diz que a sociedade tem tanto medo da morte que até evita falar no assunto. &#8220;Temos dificuldade em admitir que somos mortais&#8221;, afirma. Isso acaba atravessando relações familiares, de amizade e a formação de profissionais da saúde ?aulas sobre cuidados paliativos só se tornaram obrigatórias em cursos de medicina em 2022.</p>
<p class="texto">Segundo Ana Claudia Quintana Arantes, geriatra e autora do livro &#8220;A Morte É um Dia que Vale a Pena Viver&#8221;, o medo de falar sobre a morte pode causar mais sofrimento. &#8220;É aquela história de ter um elefante branco na sala e todo mundo tropeça no elefante e não fala sobre ele, só para chegar um dia e o elefante pisar na sua cabeça.&#8221;</p>
<p class="texto">Falar abertamente sobre a morte, como fez Tiago, é o primeiro passo para se ter uma morte digna. Aquino afirma que essa ideia vai ser diferente para cada pessoa e tem muito a ver com a experiência pessoal de entrar em contato com a própria finitude. É a morte em consonância com as expectativas e os valores. &#8220;Se a vida não foi digna, é pouco provável que a morte seja&#8221;, diz Aquino. Arantes diz, ainda, que receber os cuidados adequados faz parte dessa dignidade.</p>
<p class="texto">Os cuidados não se restringem ao paciente e se estendem à família e os amigos que o acompanham. Para essas pessoas, gestos como o de Tiago podem ajudar no processo de luto. Aquino não nega que a morte seja um momento de dor e angústia, mas acredita que ela possa ser vivida de uma forma mais serena.</p>
<p class="texto">Para ela, a festa de despedida de Tiago deu aos amigos a chance de se despedir e de criar memórias valiosas. &#8220;As pessoas que tiveram a chance de conviver com ele vão estar mais equipadas, com mais repertório para lidar com a falta dele&#8221;, diz. &#8220;Ele deixou uma reserva boa de afeto.&#8221;</p>
<p class="texto">É uma lógica parecida com a do caso de Ana Michelle Soares, jornalista e ativista pelos cuidados paliativos que morreu em 2023. AnaMi, como é conhecida, descobriu um câncer de mama aos 28 anos. Três anos e meio depois, descobriu que a doença era incurável.</p>
<p class="texto">Junto de Renata Lujan, também paciente oncológica, elas criaram o perfil @PaliAtivas no Instagram, em que falavam sobre a jornada dos cuidados paliativos até o fim da vida. A experiência de Renata, que morreu em 2018, foi relatada por AnaMi no livro &#8220;Enquanto Eu Respirar&#8221;. Uma das ações mais famosas de AnaMi foi a realização de uma lista de desejos, que incluía conhecer o apresentador Pedro Bial e comer dobradinha do restaurante Mocotó.</p>
<p class="texto">As especialistas afirmam que não é trivial ter uma postura com a morte como as de AnaMi e Tiago. &#8220;Você só pode fazer isso pelas pessoas que vão sobreviver à sua morte se você estiver bem cuidado, se você não estiver com uma dor insuportável, se você não sentir uma revolta absurda, se você estiver pacificado com a sua história de vida. Aí você pode proteger as pessoas que ficam&#8221;, afirma Arantes.</p>
<p class="texto">Parece ter sido o caso de Tiago. No dia de sua morte, ele publicou um vídeo nos stories de seu perfil no Instagram em que estava numa cama de hospital e dizia que sua família havia sido chamada: &#8220;Só para falar para vocês não se preocuparem. Estou bem, estou em paz, estou feliz. Valeu a pena. Tudo valeu a pena. Tive uma vida boa. E é isso. Eu venci. Eu venci, porque eu venci todos os dias. A vida valeu&#8221;.</p>
<p class="texto">Para Aquino, para que haja uma relação de serenidade com a morte, é preciso que haja uma base sólida de cuidados. Os cuidados paliativos englobam toda a assistência à saúde voltada para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias. Isso inclui apoio físico, emocional, social e até espiritual.</p>
<p class="texto">Em maio de 2024 foi instituída a Política Nacional de Cuidados Paliativos no Brasil no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Isso significa que os cuidados paliativos foram integrados à rede de atenção à saúde, com equipes multidisciplinares focadas na atenção primária.</p>
<p class="texto">No papel, a ideia é boa, mas na realidade a história é outra. &#8220;Existe um hiato entre a realidade da população e a política pública&#8221;, diz Aquino. Ela chama atenção para o fato de grande parte dos diagnósticos chegarem tardiamente, sem chances de acessar tratamentos que podem mudar o curso das doenças.</p>
<p class="texto">Apesar de contar com orçamento de R$ 887 milhões anuais, com repasses federais aos estados e municípios, no ano passado, o Brasil contava com apenas 1% das equipes habilitadas para atendimento de cuidados paliativos no SUS.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.em.com.br/bem-viver/2026/07/7457120-conversar-sobre-o-fim-da-vida-e-o-primeiro-passo-para-lidar-bem-com-a-morte-dizem-especialistas.html">Estado de Minas</a></p>
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		<title>Folha de S. Paulo: Conversar sobre o fim da vida é o primeiro passo para lidar bem com a morte, dizem especialistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 17:56:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quando a escritora americana Nora Ephron morreu, em 2012, aos 71 anos, muitos amigos e conhecidos ficaram em choque e até irritados. Ela havia recebido o diagnóstico de síndrome mielodisplásica seis anos antes e, desde então, a doença havia evoluído para uma leucemia. Ephron manteve o diagnóstico em segredo e continuou trabalhando normalmente. Pessoas próximas [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/folha-de-s-paulo-conversar-sobre-o-fim-da-vida-e-o-primeiro-passo-para-lidar-bem-com-a-morte-dizem-especialistas/">Folha de S. Paulo: Conversar sobre o fim da vida é o primeiro passo para lidar bem com a morte, dizem especialistas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-reader-unique-id="1">Quando a escritora americana Nora Ephron morreu, em 2012, aos 71 anos, muitos amigos e conhecidos ficaram em choque e até irritados. Ela havia recebido o diagnóstico de síndrome mielodisplásica seis anos antes e, desde então, a doença havia evoluído para uma leucemia. Ephron manteve o diagnóstico em segredo e continuou trabalhando normalmente. Pessoas próximas a ela dizem que a escritora temia ser tratada de forma diferente caso seu entorno soubesse da doença.</p>
<p data-reader-unique-id="4">É uma abordagem diametralmente oposta à escolhida pelo advogado <a href="https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2026/07/morre-tiago-pitthan-que-organizou-velorio-em-vida-estou-em-paz-disse-em-video.shtml" target="" rel="" data-reader-unique-id="5">Tiago Pitthan</a>, morto neste domingo (5), aos 46 anos. Tiago ficou famoso por ter organizado um &#8220;velório em vida&#8221; em Campo Grande (MS). Inicialmente, o advogado havia organizado uma festa para cerca de cem convidados, mas o evento ganhou tração nas redes sociais e se tornou uma festa de rua com ao menos 400 pessoas.</p>
<p data-reader-unique-id="7">O velório não teve nada de fúnebre. Contou com roda de samba, shows de rock, DJ, cerveja e dança. Tiago recebeu o público de braços abertos, trajando uma bermuda clara e uma camisa listrada com a frase &#8220;é melhor ser alegre que ser triste&#8221;. A festa teve até uma coreografia ao som de &#8220;Um Morto Muito Louco&#8221;, funk que fez sucesso dos anos 2000.</p>
<p data-reader-unique-id="15">Para a psicóloga especializada em <a href="https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2022/12/entenda-o-que-sao-cuidados-paliativos.shtml" target="" rel="" data-reader-unique-id="16">cuidados paliativos </a>Silvana Aquino, a decisão de Tiago de fazer essa festa ainda em vida foi muito feliz. Ela diz que o evento abriu uma porta para que a morte possa ser um tema tratado abertamente, com humor. &#8220;A morte não é o oposto da vida. É a continuidade dela&#8221;, afirma.</p>
<p data-reader-unique-id="17">Aquino diz que a sociedade tem tanto medo da morte que até evita falar no assunto. &#8220;Temos dificuldade em admitir que somos mortais&#8221;, afirma. Isso acaba atravessando relações familiares, de amizade e a formação de profissionais da saúde –aulas sobre cuidados paliativos só se tornaram obrigatórias em cursos de medicina em 2022.</p>
<p data-reader-unique-id="19">Segundo <a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/05/ana-claudia-quintana-arantes-autora-de-best-seller-sobre-a-morte-estreia-curso-na-casafolha.shtml" target="" rel="" data-reader-unique-id="20">Ana Claudia Quintana Arantes</a>, geriatra e autora do livro &#8220;<a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2022/04/a-morte-e-um-dia-que-vale-a-pena-viver-ganha-nova-edicao-com-capitulo-inedito.shtml" target="" rel="" data-reader-unique-id="21">A Morte É um Dia que Vale a Pena Viver</a>&#8220;, o medo de falar sobre a morte pode causar mais sofrimento. &#8220;É aquela história de ter um elefante branco na sala e todo mundo tropeça no elefante e não fala sobre ele, só para chegar um dia e o elefante pisar na sua cabeça.&#8221;</p>
<p data-reader-unique-id="77">Falar abertamente sobre a morte, como fez Tiago, é o primeiro passo para se ter uma morte digna. Aquino afirma que essa ideia vai ser diferente para cada pessoa e tem muito a ver com a experiência pessoal de entrar em contato com a própria finitude. É a morte em consonância com as expectativas e os valores. &#8220;Se a vida não foi digna, é pouco provável que a morte seja&#8221;, diz Aquino. Arantes diz, ainda, que receber os cuidados adequados faz parte dessa dignidade.</p>
<p data-reader-unique-id="79">Os cuidados não se restringem ao paciente e se estendem à família e os amigos que o acompanham. Para essas pessoas, gestos como o de Tiago podem ajudar no processo de luto. Aquino não nega que a morte seja um momento de dor e angústia, mas acredita que ela possa ser vivida de uma forma mais serena.</p>
<p data-reader-unique-id="81">Para ela, a festa de despedida de Tiago deu aos amigos a chance de se despedir e de criar memórias valiosas. &#8220;As pessoas que tiveram a chance de conviver com ele vão estar mais equipadas, com mais repertório para lidar com a falta dele&#8221;, diz. &#8220;Ele deixou uma reserva boa de afeto.&#8221;</p>
<p data-reader-unique-id="120">É uma lógica parecida com a do caso de <a href="https://www1.folha.uol.com.br/blogs/morte-sem-tabu/2023/01/homenagens-em-vida-uma-onda-de-amor-para-anami.shtml" target="" rel="" data-reader-unique-id="121">Ana Michelle Soares</a>, jornalista e ativista pelos cuidados paliativos que morreu em 2023. AnaMi, como é conhecida, descobriu um câncer de mama aos 28 anos. Três anos e meio depois, descobriu que a doença era incurável.</p>
<p data-reader-unique-id="122">Junto de Renata Lujan, também paciente oncológica, elas criaram o perfil <a href="https://www.instagram.com/paliativas/" target="_blank" rel="nofollow noopener" data-reader-unique-id="123">@PaliAtivas</a> no Instagram, em que falavam sobre a jornada dos cuidados paliativos até o fim da vida. A experiência de Renata, que morreu em 2018, foi relatada por AnaMi no livro &#8220;<a href="https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2019/12/com-cancer-incuravel-jornalista-escreve-livro-sobre-a-doenca-com-crueza-e-humor-acido.shtml" target="" rel="" data-reader-unique-id="124">Enquanto Eu Respirar</a>&#8220;. Uma das ações mais famosas de AnaMi foi a realização de uma lista de desejos, que incluía conhecer o apresentador Pedro Bial e comer dobradinha do restaurante Mocotó.</p>
<p data-reader-unique-id="127">As especialistas afirmam que não é trivial ter uma postura com a morte como as de AnaMi e Tiago. &#8220;Você só pode fazer isso pelas pessoas que vão sobreviver à sua morte se você estiver bem cuidado, se você não estiver com uma dor insuportável, se você não sentir uma revolta absurda, se você estiver pacificado com a sua história de vida. Aí você pode proteger as pessoas que ficam&#8221;, afirma Arantes.</p>
<p data-reader-unique-id="135">Parece ter sido o caso de Tiago. No dia de sua morte, ele publicou um vídeo nos stories de seu perfil no Instagram em que estava numa cama de hospital e dizia que sua família havia sido chamada: &#8220;Só para falar para vocês não se preocuparem. Estou bem, estou em paz, estou feliz. Valeu a pena. Tudo valeu a pena. Tive uma vida boa. E é isso. Eu venci. Eu venci, porque eu venci todos os dias. A vida valeu&#8221;.</p>
<p data-reader-unique-id="137">Para Aquino, para que haja uma relação de serenidade com a morte, é preciso que haja uma base sólida de cuidados. Os cuidados paliativos englobam toda a assistência à saúde voltada para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias. Isso inclui apoio físico, emocional, social e até espiritual.</p>
<p data-reader-unique-id="138">Em maio de 2024 foi instituída a <a href="https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2023/12/ministerio-da-saude-aprova-politica-nacional-de-cuidados-paliativos.shtml" target="" rel="" data-reader-unique-id="139">Política Nacional de Cuidados Paliativos no Brasil no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde)</a>. Isso significa que os cuidados paliativos foram integrados à rede de atenção à saúde, com equipes multidisciplinares focadas na atenção primária.</p>
<p data-reader-unique-id="143">No papel, a ideia é boa, mas na realidade a história é outra. &#8220;Existe um hiato entre a realidade da população e a política pública&#8221;, diz Aquino. Ela chama atenção para o fato de grande parte dos diagnósticos chegarem tardiamente, sem chances de acessar tratamentos que podem mudar o curso das doenças.</p>
<p data-reader-unique-id="144">Apesar de contar com orçamento de R$ 887 milhões anuais, com repasses federais aos estados e municípios, no ano passado, <a href="https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2025/09/programa-de-cuidados-paliativos-no-sus-so-tem-1-das-equipes-habilitadas.shtml" target="" rel="" data-reader-unique-id="145">o Brasil contava com apenas 1% das equipes habilitadas </a>para atendimento de cuidados paliativos no SUS.</p>
<p data-reader-unique-id="144">Fonte: <a href="https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2026/07/conversar-sobre-o-fim-da-vida-e-o-primeiro-passo-para-lidar-bem-com-a-morte-dizem-especialistas.shtml">Folha de S. Paulo</a></p>
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		<title>Blog do Arcanjo: Crítica: Histórias Lindas de Morrer com Letícia Cannavale é teatro sublime que celebra a vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 17:37:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>★★★★★ HISTÓRIAS LINDAS DE MORRER Avaliação: Excelente Crítica por Miguel Arcanjo Prado Qua e qui 20h Até 1º/10/2026 80 min 12 anos Teatro Vivo – Av. Dr. Chucri Zaidan 2460 Morumbi SP Compre seu ingresso! A vida é um sopro veloz que precisa ser valorizada no tempo presente; até porque, no final das contas, é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>★★★★★</strong><br />
<strong>HISTÓRIAS LINDAS DE MORRER</strong><br />
<strong>Avaliação: Excelente<br />
Crítica por Miguel Arcanjo Prado</strong><br />
<strong>Qua e qui 20h Até 1º/10/2026 80 min</strong> <strong>12 anos</strong><br />
<strong>Teatro Vivo – Av. Dr. Chucri Zaidan 2460 Morumbi SP</strong><br />
<strong><a href="https://bileto.sympla.com.br/event/121764/d/391418/s/2585009" target="_blank" rel="noopener">Compre seu ingresso!</a></strong></p>
<p class="has-drop-cap">A vida é um sopro veloz que precisa ser valorizada no tempo presente; até porque, no final das contas, é só o que temos. O que realmente é importante quando o anúncio da morte iminente se faz? Tal pergunta filosófica é central na sensível e emocionante peça <strong>Histórias Lindas de Morrer</strong>, teatro sublime para celebrar a vida com a excelente atriz <strong>Letícia Cannavale</strong>, em uma das melhores atuações do ano, sob direção precisa de <strong>Fernando Nitsch</strong> e com a participação da atriz <strong>Tita Couto</strong> em produção de <strong>Edinho Rodrigues</strong>, da <strong>Brancalyone</strong>em parceria com <strong>Cabana 34</strong> no<strong> Teatro Vivo</strong> (o nome não poderia ser melhor em se tratando desta peça), sob refinada curadoria de <strong>André Acioli</strong>. O texto de <strong>Claudia Barral</strong>e <strong>Marcos Barbosa</strong> é adaptado do <a class="google-anno" href="https://www.blogdoarcanjo.com/2026/07/06/critica-historias-lindas-de-morrer-com-leticia-cannavale-e-teatro-sublime-que-celebra-a-vida-teatro-vivo/#" data-google-vignette="false" data-google-interstitial="false"> <span class="google-anno-t">livro</span></a> homônimo, escrito pela geriatra e paliativista <strong>Ana Claudia Quintana Arantes</strong>, referência na área e cuja profissão é cuidar para que seus pacientes tenham a melhor morte possível. Com uma interpretação segura e ao mesmo tempo profundamente delicada, <strong>Letícia Cannavale</strong> dá vida à médica que vê a morte quase que diariamente e que busca, ao lado de seus pacientes, fazer um balanço da vida. O texto supera o tabu, em uma conversa franca que encara nossa finitude nos olhos e sem medo. Assim, a efemeridade do teatro se conecta umbilicalmente à efemeridade da vida. Por isso, a peça, com seu sutil dinamismo, tem uma impressionante potência humana, capaz de arrancar sorriso em momentos difíceis e também levar ao choro sincero. Com seu excesso de vivacidade e um brilho nos olhos de quem teima em não ir, <strong>Histórias Lindas de Morrer</strong> nos leva a valorizar este bem tão precioso, frágil e indomável chamado vida. A gente sai da peça com uma vontade gigante de viver uma vida que valha a pena. Que assim seja.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.blogdoarcanjo.com/2026/07/06/critica-historias-lindas-de-morrer-com-leticia-cannavale-e-teatro-sublime-que-celebra-a-vida-teatro-vivo/">Blog do Arcanjo</a></p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/blog-do-arcanjo-critica-historias-lindas-de-morrer-com-leticia-cannavale-e-teatro-sublime-que-celebra-a-vida/">Blog do Arcanjo: Crítica: Histórias Lindas de Morrer com Letícia Cannavale é teatro sublime que celebra a vida</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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		<title>Folha de S. Paulo &#8211; Mônica Bergamo: Letícia Cannavale e Tita Couto estreiam peça em São Paulo com convidados</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/folha-de-s-paulo-monica-bergamo-leticia-cannavale-e-tita-couto-estreiam-peca-em-sao-paulo-com-convidados/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 17:43:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As atrizes Letícia Cannavale e Tita Couto receberam convidados para a estreia da peça &#8220;Histórias Lindas de Morrer&#8221; na quinta-feira (2), no Teatro Vivo, em São Paulo. Também prestigiaram o evento o diretor do espetáculo, Fernando Nistch, a autora do livro que inspirou a montagem, Ana Claudia Quintana Arantes, e o diretor do Teatro Vivo, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/folha-de-s-paulo-monica-bergamo-leticia-cannavale-e-tita-couto-estreiam-peca-em-sao-paulo-com-convidados/">Folha de S. Paulo &#8211; Mônica Bergamo: Letícia Cannavale e Tita Couto estreiam peça em São Paulo com convidados</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As atrizes Letícia Cannavale e Tita Couto receberam convidados para a estreia da peça &#8220;Histórias Lindas de Morrer&#8221; na quinta-feira (2), no <a href="https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/teatro/">Teatro</a> Vivo, em São Paulo.</p>
<p>Também prestigiaram o evento o diretor do espetáculo, Fernando Nistch, a autora do livro que inspirou a montagem, Ana Claudia Quintana Arantes, e o diretor do Teatro Vivo, André Acioli.</p>
<p>Os atores Thiago Mendonça, Cássio Scapin e Robério Diógenes marcaram presença.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/07/leticia-cannavale-e-tita-couto-estreiam-peca-em-sao-paulo-com-convidados.shtml">Folha de S. Paulo</a></p>
<div>
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<div id="gallery-widget-undefined" class="gallery-widget rs_preserve gallery-widget-keydown" data-channel="monicabergamo"></div>
</div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/folha-de-s-paulo-monica-bergamo-leticia-cannavale-e-tita-couto-estreiam-peca-em-sao-paulo-com-convidados/">Folha de S. Paulo &#8211; Mônica Bergamo: Letícia Cannavale e Tita Couto estreiam peça em São Paulo com convidados</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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		<title>Veja São Paulo &#8211; TEATRO &#8211; POR FABIO CODEÇO: Livro de Ana Claudia Quintana Arantes vira peça e estreia em São Paulo</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/veja-sao-paulo-teatro-por-fabio-codeco-livro-de-ana-claudia-quintana-arantes-vira-peca-e-estreia-em-sao-paulo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 17:40:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.acqa.com.br/?p=30962</guid>

					<description><![CDATA[<p>Livro de sucesso da geriatra e especialista em cuidados paliativos Ana Claudia Quintana Arantes, Histórias Lindas de Morrer, ganhou uma adaptação para o teatro, com o mesmo nome, que estreia esta semana no Teatro Vivo. No best-seller, Ana Claudia reúne relatos reais de pacientes acompanhados pela autora em seus momentos finais de vida. Com dramaturgia [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/veja-sao-paulo-teatro-por-fabio-codeco-livro-de-ana-claudia-quintana-arantes-vira-peca-e-estreia-em-sao-paulo/">Veja São Paulo &#8211; TEATRO &#8211; POR FABIO CODEÇO: Livro de Ana Claudia Quintana Arantes vira peça e estreia em São Paulo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="331" data-end="703" data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="44">Livro de sucesso da geriatra e especialista em cuidados paliativos Ana Claudia Quintana Arantes<strong data-start="387" data-end="419" data-reader-unique-id="45">, <em data-reader-unique-id="46">Histórias Lindas de Morrer</em></strong>, ganhou uma adaptação para o teatro, com o mesmo nome, que estreia esta semana no <strong data-start="509" data-end="524" data-reader-unique-id="47">Teatro Vivo. </strong>No best-seller, Ana Claudia reúne relatos reais de pacientes acompanhados pela autora em seus momentos finais de vida.</p>
<p data-start="705" data-end="915" data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="52">Com dramaturgia de <strong data-start="724" data-end="742" data-reader-unique-id="53">Claudia Barral</strong> e <strong data-start="745" data-end="763" data-reader-unique-id="54">Marcos Barbosa</strong>, direção de <strong data-start="776" data-end="795" data-reader-unique-id="55">Fernando Nitsch</strong> e produção da Brancalyone, o espetáculo permanece em cartaz até 1º de outubro, com sessões às quartas e quintas-feiras.</p>
<p data-start="917" data-end="1326" data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="56">A montagem é estrelada por <strong data-start="944" data-end="965" data-reader-unique-id="57">Letícia Cannavale</strong>, que interpreta Ana Claudia durante uma palestra sobre cuidados paliativos. À medida que a apresentação avança, a médica revisita lembranças de casos marcantes vividos ao longo da carreira, em uma narrativa que combina reflexão, delicadeza e humor. <strong data-start="1215" data-end="1229" data-reader-unique-id="58">Tita Couto</strong> divide o palco com a atriz, dando vida às diferentes histórias inspiradas em experiências reais.</p>
<p data-start="1328" data-end="1732" data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="106">Longe de tratar a morte apenas como tema central, a peça propõe uma reflexão sobre o valor da vida, dos afetos e do tempo. Com mais de 1 milhão de leitores, o livro ajudou a popularizar o debate sobre cuidados paliativos e a romper tabus em torno da finitude, abordagem que agora ganha uma linguagem cênica intimista, apoiada por recursos visuais que acompanham as transformações emocionais da narrativa.</p>
<p data-start="1734" data-end="2077" data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="111">À frente do serviço de cuidados paliativos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP por muitos anos, Ana Claudia Quintana Arantes tornou-se uma das principais referências brasileiras no tema. A adaptação preserva a essência de sua obra ao transformar histórias de despedida em um convite para refletir sobre o sentido de viver.</p>
<p data-start="2079" data-end="2383" data-is-last-node="" data-is-only-node="" data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="112"><strong data-start="2079" data-end="2090" data-reader-unique-id="113">Serviço</strong><br data-start="2090" data-end="2093" data-reader-unique-id="114" /><strong data-start="2093" data-end="2123" data-reader-unique-id="115">Teatro Vivo. </strong><em data-reader-unique-id="116">Avenida Doutor Chucri Zaidan, 2460, Vila Cordeiro. </em><br data-start="2123" data-end="2126" data-reader-unique-id="117" />Quando: de 2 de julho a 1º de outubro. Quartas e quintas, às 20h. <br data-start="2191" data-end="2194" data-reader-unique-id="118" />Quanto: R$ 90 (inteira), R$ 45 (meia) e ingresso social a partir de R$ 25. <br data-start="2334" data-end="2337" data-reader-unique-id="119" />Classificação: 12 anos. <br data-start="2360" data-end="2363" data-reader-unique-id="120" />Duração: 80 minutos.</p>
<p data-start="2079" data-end="2383" data-is-last-node="" data-is-only-node="" data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="112">Fonte: V<a href="https://vejasp.abril.com.br/coluna/teatro/livro-de-ana-claudia-quintana-arantes-vira-peca-e-estreia-em-sao-paulo/">eja São Paulo</a></p>
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		<title>Blog do Amaury Jr: Obra de Ana Claudia Quintana Arantes é adaptada para peça em SP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 17:29:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A renomada médica geriatra e especialista em cuidados paliativos Ana Claudia Quintana Arantes tem seu livro &#8220;Histórias Lindas de Morrer&#8221; (editora Sextante), adaptado para o teatro em uma montagem assinada por Fernando Nitsch. O espetáculo, que conta com dramaturgia de Claudia Barral e Marcos Barbosa e produção da Brancalyone, tem sua temporada de estreia no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-reader-unique-id="1">A renomada médica geriatra e especialista em cuidados paliativos Ana Claudia Quintana Arantes tem seu livro &#8220;Histórias Lindas de Morrer&#8221; (editora Sextante), adaptado para o teatro em uma montagem assinada por Fernando Nitsch. O espetáculo, que conta com dramaturgia de Claudia Barral e Marcos Barbosa e produção da Brancalyone, tem sua temporada de estreia no Teatro Vivo SP, de 2 de julho a 1º de outubro, com sessões às quartas e quintas às 20h.</p>
<p data-reader-unique-id="2">Estrelada por Letícia Cannavale e Tita Couto, a peça convida o público para participar de um encontro transformador com o amor, a finitude, o luto e a celebração da vida a partir dos relatos reais coletados em consultório pela autora de pacientes no fim da vida.</p>
<p data-reader-unique-id="9">A adaptação inédita representa muito mais que uma transposição de linguagem; é uma inovação que amplia o alcance de um tema de profundo impacto social. Com mais de um milhão de leitores, a autora consolidou-se como voz essencial na desconstrução do tabu ocidental sobre a morte, oferecendo ao público um novo olhar sobre o propósito individual e a valorização autêntica da vida.</p>
<p data-reader-unique-id="10">A peça estrutura-se como um espetáculo teatral íntimo e poético, no qual Letícia Cannavale interpreta a médica durante uma palestra sobre cuidados paliativos. À medida que a palestra avança, Ana Claudia se depara com as lembranças das histórias que acompanharam a sua trajetória.</p>
<p data-reader-unique-id="11">O diferencial estético reside em um ambiente que flutua entre o intimista e o tecnológico, um espaço que muda conforme as histórias se desdobram, refletindo a profundidade emocional e a leveza reflexiva que caracterizam a obra.</p>
<p data-reader-unique-id="12">A montagem conta com o copatrocínio da Libbs Farmacêutica, reforçando o compromisso da companhia com iniciativas que vão além do tratamento médico, ampliam o acesso à cultura e promovem o bem-estar.</p>
<p data-reader-unique-id="13">&#8220;Queremos estar próximos de iniciativas que estimulem reflexões e diálogos importantes sobre a vida, o cuidado e as relações humanas. Acreditamos que a cultura tem um papel fundamental nesse processo e pode contribuir para uma sociedade mais saudável e consciente&#8221;, afirma Samanta Greghi, diretora de Comunicação e Experiência de Marca da Libbs.</p>
<p data-reader-unique-id="14"><strong data-reader-unique-id="15">A potência da narrativa em cena</strong></p>
<p data-reader-unique-id="16">Ana Claudia Quintana Arantes construiu sua carreira ouvindo e vivenciando histórias de pessoas em seus últimos capítulos de vida. Como médica responsável pelo HOSPICE (unidade de cuidados paliativos) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, ela testemunhou a coragem de pacientes que, diante da finitude, descobriram o sentido essencial de suas existências.</p>
<p data-reader-unique-id="17">&#8220;Histórias Lindas de Morrer&#8221; coleciona esses momentos de beleza, histórias reais que revelam segredos da vida de pessoas que chegaram ao fim com grandeza e lucidez. Antes de tudo, a peça celebra a vida, equilibrando profundidade reflexiva com momentos de leveza e humor.</p>
<p data-reader-unique-id="18">Cada história funciona como um espelho, permitindo ao público ressignificar seus próprios lutos, dores e perdas, enquanto descobre ferramentas poderosas para melhor utilizar seu tempo e manter afetos verdadeiros durante sua própria jornada.</p>
<p data-reader-unique-id="19">O espetáculo não é apenas uma celebração da carreira de Arantes, mas um convite ao público para encarar a morte de um jeito novo. A montagem, sustentada por uma ficha técnica de excelência e artistas premiados, propõe uma conexão profunda capaz de inspirar memórias, recriando a empatia e a compaixão que tão poderosamente essa médica encarna em sua vida e obra.</p>
<p data-reader-unique-id="20">Quando se está próximo da morte, a percepção do que realmente importa viver se intensifica. A visão de mundo proposta por Ana Claudia Quintana Arantes sugere exatamente isso: uma nova experiência sobre a finitude que ressignifica nossa relação com o tempo, com o amor e com o sentido de estar vivo.</p>
<p data-reader-unique-id="21"><strong data-reader-unique-id="22">Serviço</strong></p>
<p data-reader-unique-id="23">&#8220;Histórias Lindas de Morrer&#8221;, a partir da obra de Ana Claudia Quintana Arantes<br data-reader-unique-id="24" />Temporada: 2 de julho a 1º de outubro de 2026<br data-reader-unique-id="25" />Quartas e quintas às 20h<br data-reader-unique-id="26" />Teatro Vivo &#8211; Av. Dr. Chucri Zaidan, 2460 &#8211; Vila Cordeiro, São Paulo<br data-reader-unique-id="27" />Ingressos: R$ 90,00 (inteira) e R$ 45,00 (meia-entrada) / Ingressos social R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia-entrada)<br data-reader-unique-id="28" />Vendas on-line: site.bileto.sympla.com.br/teatrovivo</p>
<p data-reader-unique-id="23">Fonte: <a href="https://www.uol.com.br/splash/colunas/amaury-jr/2026/07/03/obra-de-ana-claudia-quintana-arantes-e-adaptada-para-peca-em-sp.htm">Blog do Amaury Jr</a></p>
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		<title>Claudia: 6 livros brasileiros mais vendidos da Feira do Livro que valem a leitura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 17:34:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se você está em busca de novas leituras, vale a pena olhar para os livros que mais conquistaram os leitores recentemente. Encerrada em junho, a última edição da Feira do Livro, realizada na Praça Charles Miller, em São Paulo, revelou os títulos que mais despertaram o interesse do público. Entre os dez livros mais vendidos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="17">Se você está em busca de novas leituras, vale a pena olhar para os <strong data-reader-unique-id="19">livros</strong> que mais conquistaram os leitores recentemente. Encerrada em junho, a última edição da <em data-reader-unique-id="20"><strong data-reader-unique-id="21">Feira do Livro</strong></em>, realizada na Praça Charles Miller, em São Paulo, revelou os títulos que mais despertaram o interesse do público.</p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="22">Entre os dez livros mais vendidos do evento, <strong data-reader-unique-id="23">seis são de autores brasileiros</strong>, reforçando a força da produção nacional em gêneros que vão do romance e da crônica ao humor, ensaio e não ficção.</p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="28"><span data-reader-unique-id="29">Os títulos refletem a diversidade da <strong data-reader-unique-id="31">literatura brasileira</strong> contemporânea e reúnem nomes já consagrados e autores que vêm conquistando cada vez mais espaço entre leitores e crítica. Conheça os destaques.</span></p>
<h3 data-reader-unique-id="79"><em data-reader-unique-id="80"><span data-reader-unique-id="81">1. Elogio à saudade</span></em><span data-reader-unique-id="82">, de Fernando José de Almeida</span></h3>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="83"><span data-reader-unique-id="84">Líder da lista de mais vendidos, o livro parte da saudade como um sentimento capaz de conectar memória, afeto e identidade. Em uma narrativa sensível, Fernando José de Almeida propõe reflexões sobre o tempo, as relações humanas e a importância das lembranças na construção de quem somos.</span></p>
<h3 data-reader-unique-id="94"><em data-reader-unique-id="95"><span data-reader-unique-id="96">2. Aos pés da letra</span></em><span data-reader-unique-id="97">, de Gregorio Duvivier</span></h3>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="98"><span data-reader-unique-id="99">Conhecido pelo humor e pela habilidade com as palavras, Gregorio Duvivier reúne crônicas que exploram a língua portuguesa, o cotidiano e temas da atualidade com inteligência e leveza. A obra combina observações bem-humoradas e reflexões que aproximam literatura e vida cotidiana.</span></p>
<h3 data-reader-unique-id="111"><em data-reader-unique-id="112"><span data-reader-unique-id="113">3. Guia da Copa Falha de Cobertura</span></em><span data-reader-unique-id="114">, de Daniel Furlan e Caito Mainier</span></h3>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="115"><span data-reader-unique-id="116">Inspirado no universo do programa </span><em data-reader-unique-id="117"><span data-reader-unique-id="118">Falha de Cobertura</span></em><span data-reader-unique-id="119">, o livro traz o humor característico da dupla para comentar o futebol e a cultura brasileira. Com linguagem irreverente e referências populares, a obra dialoga tanto com fãs do esporte quanto com leitores que acompanham o trabalho dos autores.</span></p>
<h3 data-reader-unique-id="127"><em data-reader-unique-id="128"><span data-reader-unique-id="129">4. Cláudia Vera Feliz Natal</span></em><span data-reader-unique-id="130">, de Mariana Salomão Carrara</span></h3>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="131"><span data-reader-unique-id="132">Um dos romances brasileiros mais elogiados dos últimos tempos, o livro apresenta uma narrativa delicada sobre família, afetos e solidão. Mariana Salomão Carrara constrói personagens complexos e uma história que aborda as relações humanas com sensibilidade, consolidando seu nome entre as principais vozes da literatura contemporânea.</span></p>
<h3 data-reader-unique-id="140"><em data-reader-unique-id="141"><span data-reader-unique-id="142">5. A morte é um dia que vale a pena viver</span></em><span data-reader-unique-id="143">, de Ana Claudia Quintana Arantes</span></h3>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="144"><span data-reader-unique-id="145">Referência em cuidados paliativos, Ana Claudia Quintana Arantes propõe uma reflexão sobre a finitude, o envelhecimento e o sentido da vida. Ao abordar um tema frequentemente evitado, a autora convida o leitor a encarar a morte como parte natural da existência e a valorizar o tempo presente.</span></p>
<h3 data-reader-unique-id="157"><em data-reader-unique-id="158"><span data-reader-unique-id="159">6. Antes que apague</span></em><span data-reader-unique-id="160">, de Natalia Timerman</span></h3>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="161"><span data-reader-unique-id="162">No romance, Natalia Timerman investiga as marcas deixadas pelas relações afetivas, pela memória e pelas perdas. Com uma escrita intimista e delicada, a autora constrói uma narrativa que acompanha personagens em busca de pertencimento e reconstrução.</span></p>
<div data-reader-unique-id="163">
<p data-reader-unique-id="164">Fonte: <a href="https://claudia.abril.com.br/cultura/livros-brasileiros-6-titulos-que-entraram-na-lista-dos-mais-vendidos-e-valem-a-leitura/">Claudia</a></p>
</div>
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		<title>Pulsa: Brasil não está preparado para a morte assistida, avalia Ana Claudia Quintana Arantes</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/entrevistas/pulsa-brasil-nao-esta-preparado-para-a-morte-assistida-avalia-ana-claudia-quintana-arantes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 14:48:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>PORTO ALEGRE* &#8211; A ida de uma brasileira com doença neurodegenerativa à Suíça, em abril, para realizar suicídio assistido fez com que o tema voltasse à tona no País. Por aqui, a prática não é permitida. Entidades que discutem o direito à autonomia no fim da vida argumentam que pessoas conscientes que estejam sofrendo de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>PORTO ALEGRE* &#8211; A ida de uma brasileira com doença neurodegenerativa à Suíça, em abril, para realizar suicídio assistido fez com que o tema voltasse à tona no País. Por aqui, a prática não é permitida.</p>
<p>Entidades que discutem o direito à autonomia no fim da vida argumentam que pessoas conscientes que estejam sofrendo de modo insuportável devido a doenças terminais ou incuráveis, incapacitação grave ou irreversível, ou padecimento decorrente de <a title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/envelhecimento/" href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/envelhecimento/" target="_blank" rel="noopener">envelhecimento</a> avançado deveriam poder escolher uma morte digna.</p>
<p>A médica geriatra e escritora <a title="https://www.estadao.com.br/pulsa/medicina-e-estudos/e-possivel-ter-uma-morte-bela-diz-ana-claudia-quintana-arantes/" href="https://www.estadao.com.br/pulsa/medicina-e-estudos/e-possivel-ter-uma-morte-bela-diz-ana-claudia-quintana-arantes/" target="_blank" rel="noopener">Ana Claudia Quintana Arantes</a>, porém, é contra a morte assistida no Brasil. Para ela, o País não está preparado para ter essa discussão quando ainda não garante cuidados básicos para todos, incluindo diagnóstico precoce e tratamentos eficazes.</p>
<p>Em um cenário em que mais da metade dos pacientes oncológicos começa o tratamento com a doença avançada, oferecer a morte como saída não é uma escolha justa, na visão da autora de livros como <em>“A morte é um dia que vale a pena viver”, “Cuidar até o fim”</em> e &#8220;<em>Histórias lindas de morrer&#8221;.</em></p>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa" data-component-name="paragraph">Ana Claudia argumenta que despender recursos públicos para morte assistida significaria tirar dinheiro de outras áreas da saúde que precisam de mais investimentos.</p>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa" data-component-name="paragraph">“Num país do tamanho do nosso, não temos o direito de tirar uma remota possibilidade de cuidado para desviar dinheiro para matar. Não existe esse recurso na saúde”, defende a médica, que palestrou no <em>Brain Congress – Congresso de </em><a title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/cerebro/" href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/cerebro/" target="_blank" rel="noopener"><em>Cérebro</em></a><em>, Comportamento e Emoções</em>, em Porto Alegre (RS).</p>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa" data-component-name="paragraph">Ela afirma ainda que alguns locais do mundo que permitem a prática não possuem critérios rigorosos, como a exigência de uma avaliação psiquiátrica. “Quantas pessoas morreram com transtorno psiquiátrico? Quantas pessoas eram <a title="https://www.estadao.com.br/saude/o-que-e-e-como-reconhecer-uma-pessoa-narcisista-entenda-o-transtorno-de-personalidade/" href="https://www.estadao.com.br/saude/o-que-e-e-como-reconhecer-uma-pessoa-narcisista-entenda-o-transtorno-de-personalidade/" target="_blank" rel="noopener">narcisistas</a>, tinham <a title="https://www.estadao.com.br/pulsa/mente-e-cerebro/afinal-o-que-e-transtorno-de-personalidade-borderline/" href="https://www.estadao.com.br/pulsa/mente-e-cerebro/afinal-o-que-e-transtorno-de-personalidade-borderline/" target="_blank" rel="noopener">transtorno borderline</a> e fizeram suicídio assistido?”, critica.</p>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa" data-component-name="paragraph">Vale lembrar que o suicídio assistido ocorre quando o médico prescreve uma combinação de drogas em doses letais e o paciente administra as medicações a si mesmo. Já na eutanásia, é o médico quem administra os remédios.</p>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa" data-component-name="paragraph">É importante ressaltar ainda que qualquer pessoa com doença grave ou que ameace a continuidade da vida deveria ser acompanhada por uma equipe de cuidados paliativos tão logo o diagnóstico, mesmo que ainda haja intenção curativa, <a title="https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/cuidados-paliativos" href="https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/cuidados-paliativos" target="_blank" rel="noopener">como afirma o Ministério da Saúde</a>. Na prática, porém, apenas cerca de 14% das pessoas que precisam de cuidados paliativos têm acesso a essa abordagem de alívio do sofrimento e melhora da qualidade de vida, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), e a oferta acaba voltada para aquelas em fim de vida.</p>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa" data-component-name="paragraph">Veja a entrevista abaixo:</p>
<div class="styles__IntertitleWrapper-sc-vje7ac-0 jLslCd intertitle-wrapper   theme-default">
<h4 id="qual-a-sua-visao-sobre-morte-assistida" class="interview-question">Qual a sua visão sobre morte assistida?</h4>
</div>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa" data-component-name="paragraph">Eu não sou contra, conceitualmente, mesmo porque não tenho condição de avaliar um fardo que não carrego. Mas é preciso tomar cuidado porque existe uma “macrodecisão” de ter a morte assistida disponível, só que as “microdecisões” implicam mudanças culturais, estruturais e até da própria prática médica.</p>
<div class="styles__IntertitleWrapper-sc-vje7ac-0 jLslCd intertitle-wrapper   theme-default">
<h4 id="e-especificamente-sobre-a-adocao-dessas-praticas-no-brasil" class="interview-question">E especificamente sobre a adoção dessas práticas no Brasil?</h4>
</div>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa" data-component-name="paragraph">A maior parte dos brasileiros não tem acesso sequer a diagnóstico e tratamento. Ensinam as mulheres a fazer o autoexame, elas detectam o nódulo, vão procurar ajuda e, entre detectar o nódulo e começar um tratamento, a doença espalhou. Não existe diagnóstico precoce para todo mundo. Mais de 50% das pessoas com câncer no serviço privado têm acesso quando a doença já está espalhada <em>(segundo estudo de 2023 com 132 mil pacientes no Rio Grande do Sul)</em>. No SUS, em torno de 60% das pessoas chegam já com doença avançada <em>(dados de 2019 a 2021 do Radar do Câncer com base no DataSUS, do Ministério da Saúde)</em>.</p>
<p>E isso tudo <em>(o debate sobre morte assistida)</em> está acontecendo no mundo de um jeito totalmente atropelado. Muitas pessoas não passam por uma avaliação psiquiátrica antes. Quantas pessoas morreram com transtorno psiquiátrico? Quantas pessoas eram narcisistas, tinham transtorno borderline e fizeram suicídio assistido? É muito bonita a bandeira da<em> (morte com)</em> dignidade, belíssima, mas é uma faca que está no meio das asas dos anjos. Então, pessoalmente, não sou contra, mas como cidadã não posso apoiar.</p>
<div class="styles__IntertitleWrapper-sc-vje7ac-0 jLslCd intertitle-wrapper   theme-undefined">
<h4 id="como-isso-se-relaciona-com-os-cuidados-paliativos" class="interview-question">Como isso se relaciona com os cuidados paliativos?</h4>
</div>
<p>Eu não concordo que<em> (o médico que vai prescrever ou administrar a medicação para morte assistida ou eutanásia)</em> seja paliativista, porque isso vai contra os princípios de cuidados paliativos. É um erro conceitual confundir — até me espanta que paliativistas façam isso —, porque o princípio dos cuidados paliativos diz “não apressamos, nem adiamos a morte”. Então, a menos que mudem esses princípios, neste momento, não se pode confundir. E aí como você vai mudar a estrutura de formação de um jovem que busca medicina para curar pessoas, se ele já tem dificuldade de aceitar o alívio dos sofrimentos quando a morte é inevitável? Imagine ter de fazer com que esses profissionais mudem completamente a visão deles, de não só aceitar a morte como provocar a morte como um ato médico. Isso não é simples, não muda por causa de uma lei.</p>
<div class="styles__IntertitleWrapper-sc-vje7ac-0 jLslCd intertitle-wrapper   theme-default">
<h4 id="ha-um-movimento-que-defende-que-poder-escolher-a-morte-quando-se-esta-sofrendo-e-nao-ha-cura-e-a-unica-forma-de-morrer-com-dignidade-e-que-apenas-pessoas-com-dinheiro-tem-essa-oportunidade-de-viajar-para-locais-em-que-a-pratica-e-permitida-voce-compartilha-dessa-visao-ou-acha-que-essa-nao-e-a-unica-forma" class="interview-question">Há um movimento que defende que poder escolher a morte, quando se está sofrendo e não há cura, é a única forma de morrer com dignidade, e que apenas pessoas com dinheiro têm essa oportunidade de viajar para locais em que a prática é permitida. Você compartilha dessa visão ou acha que essa não é a única forma?</h4>
</div>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa" data-component-name="paragraph">Eu penso que a gente tem essa situação em grande parte do mundo, o Brasil é só mais um que tem o mesmo problema da grande maioria. Se a gente exigir que o governo pague a morte das pessoas, esse dinheiro vai sair do cuidado porque a gente não é capaz nem de exigir que as pessoas sejam tratadas. Então, a pessoa não briga para ser tratada e vai brigar para ser morta? Não fecha essa equação. Não faz sentido. Então, é só quem tem dinheiro que vai <em>(ter uma morte digna nesses casos)</em>? É verdade, só quem tem dinheiro.</p>
<div class="styles__MultiParagraphAdStyled-sc-1yb8ue6-0 ldmAcl theme-default" data-component-name="multi-paragraph">
<div class="paragraph">
<p>E aí dizem “essas pessoas não podem esperar”, mas as pessoas que estão morrendo de dor nos hospitais também não podem esperar, e não está sendo feito nada em prol disso, porque a morfina não está disponível no posto de saúde para as pessoas pegarem, elas têm que conseguir uma vaga no hospital para ter alívio da dor. Então, eu estou olhando para essas pessoas, que são maioria. Num país do tamanho do nosso, não temos o direito de tirar uma remota possibilidade de cuidado para desviar dinheiro para matar. Não existe esse recurso na saúde.</p>
<div class="styles__IntertitleWrapper-sc-vje7ac-0 jLslCd intertitle-wrapper   theme-undefined">
<h4 id="o-que-falta-nos-medicos-que-trabalham-direta-ou-indiretamente-com-cuidados-paliativos-e-com-doencas-terminais" class="interview-question">O que falta nos médicos que trabalham direta ou indiretamente com cuidados paliativos e com doenças terminais?</h4>
</div>
<p>Falta a qualificação de comunicação, um raciocínio bioético complexo não binário. Falta saber lidar com comunicação difícil, que não é só uma estratégia, um <em>guideline </em>com o passo a passo de como dar más notícias. Não é entrar numa conferência familiar e falar “a família tem que aceitar a terminalidade, o paciente tem que aceitar que ele não tem nenhum tratamento”. Não tem que nada, isso é binário. <em>(O paciente tem que poder) </em>falar sobre a morte dele, dizer o que ele quer sem ser invalidado e ser respeitado. Se o paciente quiser ir até o inferno, eu tenho que ir com ele. Vão falar “o paciente está negando <em>(a morte)</em>”. Ele não está negando nada. Ele sabe o que está acontecendo e ele quer esse desfecho, é legítimo que ele seja ouvido e que seja respeitado.</p>
<div class="styles__IntertitleWrapper-sc-vje7ac-0 jLslCd intertitle-wrapper   theme-undefined">
<h4 id="e-entre-os-familiares-qual-o-principal-desafio" class="interview-question">E entre os familiares, qual o principal desafio?</h4>
</div>
</div>
</div>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa" data-component-name="paragraph">Conversar sobre isso sem precisar ficar doente. As pessoas falam para mim: “Que mórbido falar sobre isso no almoço de domingo, na pizza do sábado”. Por quê? Todo almoço de domingo termina bem na sua casa? Que interessante, que família diferente. Dá menos briga <em>(do que falar de política)</em>, você sai menos aborrecido. E não é mórbido. Mórbido é você fingir que não tem um elefante branco. <em>(É preciso) </em>falar sobre isso sem a necessidade de estar doente. Se acontecer uma fatalidade, você sofrer um acidente e tiver morte cerebral, se você não chegar para sua mãe e para seu pai e falar “eu quero fazer doação de órgãos”, “se o quadro for irreversível, eu não quero ter a expectativa do milagre através de coisas que façam meu corpo sofrer” <em>(não vão saber da sua vontade)</em>.</p>
<div class="styles__IntertitleWrapper-sc-vje7ac-0 jLslCd intertitle-wrapper   theme-default">
<h4 id="e-adianta-assinar-em-vida-um-documento-especificando-os-desejos" class="interview-question">E adianta assinar em vida um documento especificando os desejos?</h4>
</div>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa" data-component-name="paragraph">Numa diretiva antecipada de vontade, por exemplo, se você disser que não quer ser submetida ao tratamento fútil, que não vai te devolver vida, nem qualidade, nem dignidade, eu vou respeitar a sua vontade. Se a sua família fala que vai me processar porque quer que eu faça tudo o possível, eu falo “não, ela deixou tudo escrito para mim, eu vou respeitar a vontade dela”. Eu posso ser processada pela família? Posso. Mas eles perdem. Porque eu tenho o documento que expressa vontade <em>(do paciente)</em>, que é superior a qualquer representante legal.</p>
<div class="styles__IntertitleWrapper-sc-vje7ac-0 jLslCd intertitle-wrapper   theme-default">
<h4 id="quais-os-ultimos-desejos-de-pacientes-que-aparecem-com-maior-frequencia-ou-que-mais-chamaram-sua-atencao-a-equipe-de-saude-consegue-ajudar-um-paciente-a-realizar-esses-ultimos-desejos" class="interview-question">Quais os últimos desejos de pacientes que aparecem com maior frequência ou que mais chamaram sua atenção? A equipe de saúde consegue ajudar um paciente a realizar esses últimos desejos?</h4>
</div>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa" data-component-name="paragraph">Existe uma fantasia de que os últimos desejos têm relação com coisas surreais, tipo dar um mergulho no fundo do mar, voar de paraquedas, essas coisas. Não têm, isso é uma fantasia das pessoas que não estão doentes ou que estão sem noção de que estão morrendo. Então, se você quer voar de paraquedas, não pode ser seu último desejo. Você não pode deixar para quando estiver morrendo, você não vai ter energia, não vai ter força, pode estar com uma alteração muito grave que não te dê esse prazer.</p>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa" data-component-name="paragraph">O que eu vejo com muita frequência é que esses últimos desejos têm a ver com relacionamento, expressão de afeto e expressão de desejos do futuro: “tenho filhos pequenos, eu quero falar quem vai cuidar”; “tenho meus animais, quero dizer quem e como vai cuidar”; “eu amo uma pessoa que sumiu da minha vida”, e aí a equipe de cuidados paliativos se vira para encontrar ela. É isso que a gente se ocupa de fazer. “Eu quero casar”. Então, casamentos, batizados, noivados, tudo isso é possível de fazer em um leito de morte.</p>
<p class="styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa" data-component-name="paragraph"><em>O livro “Histórias Lindas de Morrer” foi adaptado para o teatro em um espetáculo homônimo com relatos reais colhidos durante a carreira da geriatra. A peça estará em cartaz a partir de 2 de julho, no Teatro Vivo, em São Paulo.</em></p>
<p>Fonte: <a href="https://www.estadao.com.br/pulsa/medicina-e-estudos/brasil-nao-esta-preparado-para-a-morte-assistida-avalia-ana-claudia-quintana-arantes/" target="_blank" rel="noopener">Pulsa</a></p>
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		<title>ABC do ABC: Livro de Ana Claudia Quintana vira peça no Teatro Vivo</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/abc-do-abc-livro-de-ana-claudia-quintana-vira-peca-no-teatro-vivo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 20:33:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O best-seller “Histórias Lindas de Morrer”, escrito pela renomada médica geriatra e paliativista Ana Claudia Quintana Arantes, ganhará uma adaptação inédita para os palcos. A montagem teatral, dirigida por Fernando Nitsch e produzida pela Brancalyone, fará sua temporada de estreia no Teatro Vivo SP entre os dias 2 de julho e 1º de outubro, com [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O best-seller <strong>“Histórias Lindas de Morrer”</strong>, escrito pela renomada médica geriatra e paliativista Ana Claudia Quintana Arantes, ganhará uma adaptação inédita para os palcos. A montagem teatral, dirigida por Fernando Nitsch e produzida pela Brancalyone, fará sua temporada de estreia no <strong>Teatro Vivo SP</strong> entre os dias <strong>2 de julho e 1º de outubro</strong>, com sessões fixas às quartas e quintas-feiras, às 20h.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Estrelada pelas atrizes Letícia Cannavale e Tita Couto, a peça transpõe para a linguagem cênica os relatos reais colhidos pela autora em consultório e durante sua trajetória na chefia do <strong>Hospice do Hospital das Clínicas da USP</strong>. O enredo utiliza as memórias de pacientes em fase terminal para propor uma reflexão profunda e, ao mesmo tempo, bem-humorada sobre o luto, a finitude e a valorização do tempo.</p>
<h3 class="wp-block-heading"><strong>Dramaturgia e Proposta Estética</strong></h3>
<p class="wp-block-paragraph pp-intext-target">Com roteiro assinado por Claudia Barral e Marcos Barbosa, o espetáculo adota uma estrutura narrativa íntima. No palco, Letícia Cannavale interpreta a própria médica no decorrer de uma palestra sobre cuidados paliativos. Conforme a apresentação avança, a personagem é transportada para as lembranças e vivências dos pacientes que ajudaram a desmistificar o tabu ocidental que envolve a morte.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A cenografia de Marcio Macena alia elementos intimistas a recursos tecnológicos contemporâneos. A peça faz uso de projeções de <em>videomapping</em> criadas pela dupla André Grynwask e Pri Argoud, criando um cenário dinâmico que se transforma e flutua de acordo com a carga emocional de cada relato. A montagem conta ainda com o copatrocínio da Libbs Farmacêutica.</p>
<h3 class="wp-block-heading"><strong>Serviço</strong></h3>
<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Temporada:</strong> 2 de julho a 1º de outubro (quartas e quintas-feiras)</li>
<li><strong>Horário:</strong> 20h</li>
<li><strong>Local:</strong> Teatro Vivo SP</li>
<li><strong>Endereço:</strong> Avenida Dr. Chucri Zaidan, 2460 – Vila Cordeiro, São Paulo (SP)</li>
<li><strong>Classificação Indicativa:</strong> 12 anos | <strong>Duração:</strong> 80 minutos</li>
<li><strong>Capacidade:</strong> 274 lugares (espaço totalmente acessível para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida)</li>
</ul>
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Ingressos e Bilheteria:</strong></h4>
<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Plateia Regular:</strong> R$ 90,00 (inteira) | R$ 45,00 (meia-entrada)</li>
<li><strong>Ingresso Social:</strong> R$ 50,00 (inteira) | R$ 25,00 (meia-entrada)</li>
<li><strong>Canais de Venda:</strong> Exclusivamente online pelo portal <a href="https://site.bileto.sympla.com.br/teatrovivo" target="_blank" rel="noopener"><strong>Sympla/TeatroVivo</strong></a>. A bilheteria física do teatro funciona apenas nos dias de espetáculo, abrindo duas horas antes da sessão.</li>
<li><strong>Estacionamento:</strong> Sistema <em>Self Park</em> com entrada pela Av. Roque Petroni Jr., 1464 (Preço único de R$ 30,00 para o período do evento).</li>
</ul>
<p>Fonte: <a href="https://www.abcdoabc.com.br/livro-de-ana-claudia-quintana-peca-teatro-vivo" target="_blank" rel="noopener">ABC do ABC</a></p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/abc-do-abc-livro-de-ana-claudia-quintana-vira-peca-no-teatro-vivo/">ABC do ABC: Livro de Ana Claudia Quintana vira peça no Teatro Vivo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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		<title>Voz Futura: Por conviver com morte todos os dias, Ana Claudia sabe exatamente como a gente está desperdiçando a vida</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/voz-futura-por-conviver-com-morte-todos-os-dias-ana-claudia-sabe-exatamente-como-a-gente-esta-desperdicando-a-vida/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 17:01:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A gente passa a vida tentando evitar o assunto e a Ana Cláudia Quintana Arantes (@anaclauquintanaarantes) faz o contrário. Ela olha para a finitude de frente para devolver a vida ao lugar certo. A morte não é tratada como fim, mas como consciência. Aquio que desmonta a pressa, a ilusão de controle e a ideia [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A gente passa a vida tentando evitar o assunto e a Ana Cláudia Quintana Arantes (@anaclauquintanaarantes) faz o contrário. Ela olha para a finitude de frente para devolver a vida ao lugar certo.</p>
<p>A morte não é tratada como fim, mas como consciência. Aquio que desmonta a pressa, a ilusão de controle e a ideia de que sempre dá para adiar.</p>
<p>Então, deixamos aqui uma pergunta: se acabasse hoje, a vida que você está vivendo valeria a pena?</p>
<p>Conteúdo completo da reportagem está no <a href="https://www.instagram.com/p/DZlFtvRjfFv/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==" target="_blank" rel="noopener">Instagram Voz Futura</a></p>
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		<title>Mina Bem-Estar: Assim como no nascimento, o fim da vida também merece acolhimento. Conheça as doulas da morte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 16:51:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O fim da vida costuma vir cercado de medo, fragilidade, conversas difíceis e uma sensação de impotência. As “doulas da morte” surgem justamente nesse espaço entre o cuidado técnico e a necessidade de uma presença humana preparada para acolher tudo isso. O tema ganhou atenção recentemente depois que Nicole Kidman revelou seu interesse por essa [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O fim da vida costuma vir cercado de medo, fragilidade, conversas difíceis e uma sensação de impotência. As “doulas da morte” surgem justamente nesse espaço entre o cuidado técnico e a necessidade de uma presença humana preparada para acolher tudo isso. O tema ganhou atenção recentemente depois que Nicole Kidman revelou seu interesse por essa formação. Nicole contou que, durante a internação da mãe, sentiu falta de alguém cujo papel fosse simplesmente oferecer companhia, conforto e cuidado.</p>
<p>No Brasil, @anaclauquintanaarantes, médica geriatra e especialista em cuidados paliativos, criou, ao lado de outros profissionais, o curso Sentinelas, que prepara pessoas para oferecer acolhimento, escuta e conforto a quem está vivendo a fase final da vida.</p>
<p>Reportagem: @carlastag</p>
<p>Conteúdo completo da reportagem está no <a href="https://www.instagram.com/p/DY2Z6Rrkd6J/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==" target="_blank" rel="noopener">Instagram Mina Bem-Estar</a></p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/assim-como-no-nascimento-o-fim-da-vida-tambem-merece-acolhimento-conheca-as-doulas-da-morte/">Mina Bem-Estar: Assim como no nascimento, o fim da vida também merece acolhimento. Conheça as doulas da morte</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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		<title>Estadão: Ana Claudia Quintana Arantes mostra sua biblioteca: ‘Sempre começo a ler os livros pelo final’</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 16:23:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Médica especializada em cuidados paliativos destaca paixão por obras de Adélia Prado e fala sobre a adaptação de seu livro ‘Histórias lindas de morrer’, que chega ao teatro em SP no mês que vem; assista João Abel &#160; Ana Claudia Quintana Arantes tem um interesse genuíno pela finitude até na hora da leitura. “Eu sempre [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Médica especializada em cuidados paliativos destaca paixão por obras de Adélia Prado e fala sobre a adaptação de seu livro ‘Histórias lindas de morrer’, que chega ao teatro em SP no mês que vem; assista</em></p>
<p>João Abel</p>
<p><iframe title="&amp;apos;Sempre começos os livros pelo final&amp;apos;: Ana Claudia Quintana Arantes mostra sua biblioteca" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/6yepnRd_ebI?feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;origin=https://www.acqa.com.br" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ana Claudia Quintana Arantes tem um interesse genuíno pela finitude até na hora da leitura. “Eu sempre começo um livro pelo final. Eu leio a última frase ou parágrafo e, dependendo do que estiver escrito, me interesso por conhecer o caminho que fez chegar até ali”, explica a médica geriatra, especialista em cuidados paliativos.</p>
<p>Ao longo da última década, Ana Claudia transformou sua experiência com pacientes no estágio final de vida em best-sellers. Em 2017, estreou nas livrarias com A morte é um dia um dia que vale a pena viver.</p>
<p>“Colocar ‘morte’ na capa foi algo disruptivo. E é algo do qual o Pascoal Soto [livreiro da editora Sextante à época] se orgulha muito, porque no mundo editorial era um consenso que ninguém comprava livro com essa palavra na capa. E ele decidiu bancar”.</p>
<p>Foi na sensibilidade dos romancistas e poetas que Ana Claudia encontrou inspiração para escrever histórias reais sobre luto. Em sua lista de referências, a mineira Adélia Prado está no topo. “É minha favorita. Seja na prosa ou na poesia, ela fala do dia a dia, de uma maneira que as pessoas compreendam. E eu também tento fazer isso”.</p>
<p>A médica agora se prepara para assistir à primeira adaptação de uma obra que escreveu. Histórias lindas de morrer, lançado em 2020, narra a experiência de 16 pacientes que tiveram o tratamento paliativo da geriatra antes de partirem. Agora, a obra vai ganhar os palcos de São Paulo no Teatro Vivo, com estreia no dia 2 de julho.</p>
<p>Ana Claudia Quintana Arantes é mais uma escritora que topou abrir as portas de sua biblioteca pessoal para a série Coleção de Livros, do Estadão, que vasculha as estantes de diferentes personalidades. <a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLY0j3fVIJp7hu-UscEO7Y4yrr8kFLXsjV" target="_blank" rel="noopener">Você pode assistir a todos os vídeos publicados aqui</a> e, a seguir, conferir algumas obras destacadas pela médica ao longo do episódio:</p>
<p><strong>‘Simples como você’, de Clovis Padoan</strong></p>
<p>“Esse é um livro que ganhei da família de um paciente que cuidei. Eu fui cuidar desse senhor na cidade dele, interior do Paraná, e a gente criou um vínculo muito forte. No último dia de vida dele, eu cuidei à noite, a madrugada toda, e ele faleceu. E aí a família me deu o livro que ele escreveu pra contar a história de vida aos filhos e netos. Foi um privilégio tê-lo conhecido.”</p>
<p><strong>‘Uma hora de conexão’, de Irvin D. Yalom e Benjamin D. Yalom</strong></p>
<p>“Irvin Yalom é escritor best-seller e também terapeuta. Já está numa idade avançada, acima dos 90 anos, e depois da morte da esposa, ele decidiu parar de atender pacientes e escrever. E muitas pessoas pediram para que ele voltasse a atender. Só que ele reconhece que tem problemas de memória e então decide abrir para apenas uma hora de sessão, em encontros únicos. E essas experiências viraram esse livro, que eu estou lendo bem devagar, porque fico arrepiada só de contar a história.”</p>
<p><strong>‘O filho de mil homens’, de Valter Hugo Mãe</strong></p>
<p>“Esse é um que já li, mas quero reler depois de ter visto o filme. Porque aí vale a pena revisitar já com algumas imagens formadas na cabeça.“</p>
<p><strong>‘A intuição da ilha: Os dias de José Saramago em Lanzarote’, de Pilar Del Río</strong></p>
<p>“É um livro da esposa do Saramago. Uma história de amor das mais lindas que tem. E ela escreve maravilhosamente bem.”</p>
<p><strong>‘Cartas a um jovem poeta’, de Rainer Maria Rilke</strong></p>
<p>“Adoro garimpar as edições mais antigas em sebo. Tenho uma aqui de 1951. E esse é um livro que eu leio tipo Bíblia, porque tem umas falas do Rilke que realmente abrem portas dentro da cabeça da gente.”</p>
<p><strong>‘Coração e alma’, de Maylis de Kerangal</strong></p>
<p>“Esse livro aqui é um livro avassalador. É a descrição de um dia em um rapaz morre afogado, surfando. E ele é doador de um coração. E aí é toda a história de quem vai operar ele, quem vai receber o coração e como o pai dele recebe a notícia. É muito bom.”</p>
<p><strong>‘Inteligência social’, de Daniel Goleman</strong></p>
<p>“Esse aqui também é obrigatório para quem quer viver em sociedade. O Goleman é muito incrível. Ele também escreveu ‘Inteligência Emocional’, mas este aqui é um livro que eu leio e releio, porque a gente está vivendo um momento histórico de cegueira mental. As pessoas mal conseguem enxergar dentro da cabeça delas, que dirá do lado de fora. Então mais que nunca é necessário falar das relações humanas.”</p>
<p>Quanto mais IA no trabalho, mais a inteligência emocional será valorizada, diz Daniel Goleman</p>
<p><strong>‘O menino, a toupeira, a raposa e o cavalo’, de Charlie Mackesy</strong></p>
<p>É um livro infantil que serve de letramento para a educação de crianças, mas também caso você seja uma ‘criança adulta’ mal-educada. Se todos fossem educados com esse tipo de propósito, a gente teria menos problemas. Mas hoje as pessoas preferem ler ‘Pais e Filhos’ ou seguir péssimos influenciadores nas redes sociais.“</p>
<p><strong>‘Admirável mundo novo’, de Aldous Huxley</strong></p>
<p>“Ideal para compreender o que estamos vivendo no mundo e pedir socorro. Você lê e pensa: ‘ele era profeta?’. Pode ser que sim.”</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.estadao.com.br/cultura/literatura/ana-claudia-quintana-arantes-mostra-sua-biblioteca-sempre-comeco-a-ler-os-livros-pelo-final/" target="_blank" rel="noopener">Estadão</a></p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/estadao-ana-claudia-quintana-arantes-mostra-sua-biblioteca-sempre-comeco-a-ler-os-livros-pelo-final/">Estadão: Ana Claudia Quintana Arantes mostra sua biblioteca: ‘Sempre começo a ler os livros pelo final’</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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		<title>Sala da Notícia: A vida muda num segundo: o episódio do Zen Vergonha que vai te fazer repensar o seu tempo</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 12:51:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em sociedade acostumada a adiar planos com promessas de &#8220;depois&#8221;, encarar um diagnóstico grave e a aproximação do fim da vida ainda é um imenso tabu. Para debater a finitude e romper o silêncio sobre a morte, Fernanda Lima reuniu a empresária Marina Romitti e a médica paliativista Dra. Ana Cláudia Quintana Arantes no sexto [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em sociedade acostumada a adiar planos com promessas de &#8220;depois&#8221;, encarar um diagnóstico grave e a aproximação do fim da vida ainda é um imenso tabu. Para debater a finitude e romper o silêncio sobre a morte, Fernanda Lima reuniu a empresária Marina Romitti e a médica paliativista Dra. Ana Cláudia Quintana Arantes no sexto episódio da sétima temporada do <a href="https://youtube.com/@ZenVergonha">Zen Vergonha</a>, podcast focado em refletir sobre o conceito do tempo.</p>
<p>O programa tem início com o relato de Marina Romit, que convive com metástase de câncer de mama há cerca de sete anos e decidiu abrir sua intimidade criando o perfil no Instagram &#8220;Viver com Metástase&#8221;. Longe de romantizar a doença, ela usa o espaço para ajudar outras pessoas, trazer informações e mostrar que é possível viver com qualidade redimensionando a percepção do tempo.</p>
<p><strong>A medida do tempo e a urgência de ser você mesma</strong></p>
<p>A conversa ganha contornos filosóficos e práticos com a Dra. Ana Cláudia Quintana Arantes, geriatra, referência em cuidados paliativos e autora do livro A Morte é um Dia que Vale a Pena Viver. A especialista alerta que pessoas saudáveis costumam desperdiçar as relações por acreditarem que a vida é garantida: “Quando você acha que você tem tempo, deixa para depois”, pontua.</p>
<p>Para a médica, a verdadeira tragédia é passar a vida tentando agradar a outros e assumindo papéis que não são genuínos. “A melhor medida do nosso tempo é o quanto a gente conseguiu ser nós mesmos”, afirma a Dra. Ana Cláudia. Ela ressalta que quem encara o fim da vida ganha discernimento ímpar, tornando-se capaz de se maravilhar com pequenos confortos físicos e emocionais que antes passavam despercebidos.</p>
<p><strong>Despedidas ressignificadas e criação de memórias</strong></p>
<p>O episódio atinge um tom mais comovente quando Fernanda Lima relembra a perda de sua mãe no início de 2024, após o diagnóstico de um câncer no pâncreas. Diferente da partida abrupta do pai durante a pandemia de Covid-19, o acompanhamento paliativo proporcionou a criação de memórias preciosas e afetuosas nos últimos 20 dias de vida de sua mãe.</p>
<p>A apresentadora conta que conseguiu trazer pequenas belezas para o ambiente hospitalar, promovendo sessões de massagem e até convidando cantoras para os corredores. “Ainda bem que eu fiz tudo , tudo, tudo nesses últimos 20 dias [&#8230;] Foi uma passagem muito bonita”, conta Fernanda, reforçando a importância de trazer conforto e humanidade à despedida.</p>
<p>O episódio não é apenas emocional, mas atua como um verdadeiro manifesto para não adiarmos a nós mesmos. Para ouvir, <a href="https://open.spotify.com/episode/2qTkMlpmfoRGviECgIfKux?si=768ccbe853b24258">clique aqui</a>.</p>
<p>Fonte: <a href="https://portal.saladanoticia.com.br/noticia/51429/a-vida-muda-num-segundo-o-episodio-do-zen-vergonha-que-vai-te-fazer-repensar-o-seu-tempo">Sala da Notícia</a></p>
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		<title>Zen Vergonha: Tá com tempo? Episódio 6: Ainda há tempo</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 12:40:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Numa conversa profunda e sensível, Fernanda Lima bate um papo com a médica paliativista Ana Claudia Quintana Arantes e a criadora de conteúdo Marina Romitti sobre vida e morte e como a finitude altera a nossa percepção do tempo.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Numa conversa profunda e sensível, Fernanda Lima bate um papo com a médica paliativista Ana Claudia Quintana Arantes e a criadora de conteúdo Marina Romitti sobre vida e morte e como a finitude altera a nossa percepção do tempo.</p>
<p><iframe style="border-radius: 12px;" src="https://open.spotify.com/embed/episode/2qTkMlpmfoRGviECgIfKux?utm_source=generator&amp;si=e3eb8f6971b243a6" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen" data-testid="embed-iframe"></iframe></p>
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		<title>Quatro cinco um: ‘O corpo de quem sofre pertence a quem sofre’, diz Ana Claudia Quintana Arantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 17:43:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quando é a hora de conversar sobre a morte? Para Ana Claudia Quintana Arantes, médica geriátrica especializada em dor e responsável pela estrutura de cuidados paliativos do Hospital Albert Einstein, o assunto deveria ser encarado com responsabilidade, sensibilidade e amor aos que sofrem. No último encontro d’A Feira do Livro em parceria com a Folha [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando é a hora de conversar sobre a morte? Para Ana Claudia Quintana Arantes, médica geriátrica especializada em dor e responsável pela estrutura de cuidados paliativos do Hospital Albert Einstein, o assunto deveria ser encarado com responsabilidade, sensibilidade e amor aos que sofrem.</p>
<p>No último encontro d’<strong>A Feira do Livro</strong> em parceria com a <em>Folha de S.Paulo</em>, mediadopelo jornalista Uirá Machado, a autora de <em>A morte </em>é<em>um dia que vale a pena viver</em> (Sextante, 2019) conversou a respeito da ética da finitude, contou casos comoventes de pacientes e disse que o luto não tem fim, mas há maneiras de lidar com a dor da ausência.</p>
<p>A marca de mais de um milhão de livros vendidos, somando os números desse livro aos de<em> Histórias lindas de morrer </em>(Sextante, 2020) e outros títulos, confirma a existência de um público cada vez mais interessado em compreender situações graves de saúde e a encarar perdas repentinas e fragilidades que acompanham o envelhecimento.</p>
<p>De acordo com o IBGE, o número de idosos cresceu 57% em uma década e, apesar de enfermidades não atingirem somente pessoas acima de 60 anos, Arantes afirma que a fragilidade do corpo surpreende em qualquer idade.</p>
<p>“A morte é um assunto dos vivos, e a gente colocou isso de uma maneira muito asséptica, aprisionada na UTI com horário de visita”, disse a geriatra. “Quem tirou isso das pessoas foi a medicina, em troca de uma promessa que nunca será cumprida, que é a vida eterna. Não falar não adia a morte.”</p>
<h3 class="s-intertitle">Morte assistida</h3>
<p>Em <em>Histórias lindas de morrer</em>, Arantes detalha casos de pacientes que viveram esse processo por meio da abordagem do cuidado paliativo e conseguiram lidar com o sofrimento em situações fatais ou de cura.</p>
<p>A autora explica que é comum a falta de compreensão da prática, mesmo entre os profissionais da área da saúde, e que o cuidado é um meio de alívio e também de prevenção. Arantes afirma que o método paliativo faz com que o paciente, os familiares e os cuidadores tenham experiências mais dignas diante da inevitabilidade da dor.</p>
<p>“O que a gente consegue no cuidado paliativo é o alívio do sofrimento. Mas a tristeza que está envolvida nisso, a emoção, a mudança física e o processo de dependência são condições humanas. E a gente vai poder viver isso de um lugar um pouco mais consciente. O corpo de quem sofre pertence a quem sofre”, defendeu.</p>
<p>Uma das histórias mais tocantes do livro, segundo a autora, é a de uma leitora que se tornou paciente e a procurou após descobrir um tumor, em 2021. O choque com o diagnóstico fez que ela fosse em busca de uma morte assistida.</p>
<p>“Era um quadro avançado e ela queria a morte assistida. Ia começar o tratamento de quimioterapia, mas não queria prolongar o sofrimento. Ela aceitou fazer o tratamento porque tinha a expectativa de ter qualidade de vida por mais algum tempo. Está viva e com a recidiva do câncer”, relatou Arantes. A médica explicou que a morte assistida é um procedimento proibido no Brasil e autorizado em apenas em dezesseis países, restrito aos cidadãos locais, com exceção da Suíça.</p>
<h3 class="s-intertitle">Ausência</h3>
<p>Para a autora, todas essas preocupações e escolhas passam pelo desejo de uma morte com menos angústia, mas privilegiam uma vida mais amorosa. Ela acredita que o luto não tem fim e é preciso expressá-lo com afeto.</p>
<p>“Pensar na morte, na sua e das pessoas que você ama, faz com que você tenha a decência de expressar afeto com mais segurança, veemência, certeza e com menos medo e constrangimento. Porque depois que alguém morre, não adianta dizer que ama. O luto não acaba, o que melhora é a forma de lidar com a saudade e a dor da ausência.”</p>
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity" />
<p><strong>A Feira do Livro 2026 </strong></p>
<p>A quinta edição do festival literário, gratuito e a céu aberto, acontece de 30 de maio a 7 de junho, na praça Charles Miller, no Pacaembu. Realizada pela <strong>Associação Quatro Cinco Um</strong>, a Maré Produções e o Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, <strong>A Feira do Livro 2026</strong> reúne mais de cem autores e autoras do Brasil e do exterior em uma programação com mais de duzentas atividades, entre debates, oficinas, contações de histórias e encontros literários. Confira a programação e <a href="https://quatrocincoum.com.br/afeiradolivro/">outras notícias</a> do festival.</p>
<p><strong>A Feira do Livro<br />
</strong>30 de maio a 7 de junho de 2026<br />
Praça Charles Miller – Pacaembu – São Paulo/SP<br />
Entrada gratuita<br />
<a href="https://www.instagram.com/afeiradolivro/">@afeiradolivro</a><strong></p>
<p>Horário<br />
</strong>Finais de semana e feriado: das 10h às 20h<br />
Dias úteis (segunda, terça e quarta): das 14h às 21h</p>
<p><strong>A Feira do Livro</strong> incentiva o público a visitar o festival a pé, de bicicleta, táxi, transporte por aplicativo ou transporte público. O estacionamento na praça é limitado.</p>
<p>Fonte: <a href="https://quatrocincoum.com.br/noticias/a-feira-do-livro/a-feira-do-livro-2026/o-corpo-de-quem-sofre-pertence-a-quem-sofre-diz-ana-claudia-quintana-arantes/" target="_blank" rel="noopener">Quatro cinco um</a></p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/quatro-cinco-um-o-corpo-de-quem-sofre-pertence-a-quem-sofre-diz-ana-claudia-quintana-arantes/">Quatro cinco um: ‘O corpo de quem sofre pertence a quem sofre’, diz Ana Claudia Quintana Arantes</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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		<title>Folha de S. Paulo: Feira do Livro, no último dia, debate gênero com Carol Pires e Thomás Aquino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 17:33:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Neste domingo, 7, último dia de Feira do Livro, a jornalista Carol Pires e a psicanalista Vera Iaconelli convidaram o advogado Renan Quinalha e o ator Thomás Aquino para o papo &#8220;Nem Todo Homem&#8221;, sobre masculinidade e as consequências de não falar sobre ela. Considerados &#8220;aliados&#8221; pelas mediadoras, o advogado e o ator se colocaram [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/folha-de-s-paulo-feira-do-livro-no-ultimo-dia-debate-genero-com-carol-pires-e-thomas-aquino/">Folha de S. Paulo: Feira do Livro, no último dia, debate gênero com Carol Pires e Thomás Aquino</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste domingo, 7, último dia de Feira do Livro, a jornalista Carol Pires e a psicanalista Vera Iaconelli convidaram o advogado Renan Quinalha e o ator Thomás Aquino para o papo &#8220;Nem Todo Homem&#8221;, sobre masculinidade e as consequências de não falar sobre ela.</p>
<p>Considerados &#8220;aliados&#8221; pelas mediadoras, o advogado e o ator se colocaram em um debate do qual muitos homens estão acuados —por medo de cometerem erros ou de lembrarem algum que já cometeram, disse Pires.</p>
<p>A expressão que deu nome ao encontro é, segundo a jornalista, usada por muitos homens como muleta para sair do debate das questões de gênero sem resolver os seus problemas.</p>
<p>Apesar disso, ela é verdadeira. &#8220;A gente está fingindo que os homens legais não estão por aí, mas eles estão&#8221;, afirmou Iaconelli. &#8220;Sem aliados masculinos a gente não vai sair dessa pocilga&#8221;.</p>
<p>Essa pocilga à qual a psicanalista se refere é uma realidade onde mulheres são vítimas de um sistema patriarcal que em grande parte das vezes resulta na morte delas. &#8220;A solução do masculino muitas vezes é descontar&#8221;, afirmou Aquino.</p>
<p>Suas amizades com homens, contou o ator, são baseadas em momentos que envolvem mais bebidas do que conversas sobre sentimentos.</p>
<p>Quinalha afirmou que a masculinidade é produzida com violência, seja sobre si mesmo ou sobre os outros. O processo de tornar-se homem, segundo ele, envolve um endurecimento e uma rejeição de tudo que aproxime o indivíduo do feminino.</p>
<p>O seu processo, em particular, ainda ganhou uma camada mais complexa. Sendo um homem gay, Quinalha cresceu ouvindo que não era homem o suficiente.</p>
<p>O mesmo acontece com mulheres heterossexuais, disse Iaconelli. &#8220;Se elas não escolhem o celibato, estão dormindo com o inimigo.&#8221;</p>
<p>O encontro ocorreu sob o som alto de uma cerimônia de formatura da Polícia Militar do Estado de São Paulo, realizada no estádio do Pacaembu, e que acabou sendo usada no encontro como metáfora para a importância de levar as conversas sobre o masculino para os ambientes de homens. Iaconelli brincou extendendo um convite aos militares para participarem do &#8220;curso para homens&#8221;.</p>
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<div id="banner-bottom-materia" class="c-advertising__banner-area"><span style="font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', Roboto, 'Helvetica Neue', Arial, 'Noto Sans', sans-serif, 'Apple Color Emoji', 'Segoe UI Emoji', 'Segoe UI Symbol', 'Noto Color Emoji';">Longe do som do rito que durou o dia inteiro, </span>Reinaldo Moraes<span style="font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', Roboto, 'Helvetica Neue', Arial, 'Noto Sans', sans-serif, 'Apple Color Emoji', 'Segoe UI Emoji', 'Segoe UI Symbol', 'Noto Color Emoji';"> e Ian Uviedo encheram o auditório em uma conversa potencializada por seus 49 anos de diferença.</span></div>
</div>
<p>Aos 76 , Moraes contou que começou a levar &#8220;porradas&#8221; no final dos anos 1970, quando as amigas começaram a corrigir falas machistas que ele reproduzia. Pai de três filhas, ele é constantemente educado dentro de casa. &#8220;Não há estância onde eu possa me sentir cancelável porque só tenho WhatsApp&#8221;, afirmou.</p>
<p>Já Ian Uviedo, de 27 anos, é de uma geração que vive a consequência das ações de gerações anteriores. Os nascidos na transição do último século, segundo ele, receberam uma &#8220;bucha&#8221; de questões ambientais, de gênero e raciais para discutir. &#8220;Tenho orgulho e prazer de fazer parte dessa geração&#8221;, disse o autor.</p>
<p>Provocado pelo mediador Fernando Luna, Moraes contou que se percebeu velho quando passou a perceber déficits biológicos e cognitivos. &#8220;Mas graças ao envelhecimento eu esqueço disso&#8221;, brincou ele, levando a plateia a gargalhadas.</p>
<p>No início da tarde, a médica e escritora <strong>Ana Claudia Quintana Arantes </strong>falou no palco externo sobre um assunto que muitos ainda evitam: a morte. Sem tabu, Arantes afirmou que não falar sobre a morte, não a adia. Assim como falar sobre ela, também não a atrai. &#8220;Eu falo sobre isso há 30 anos e ainda não morri&#8221;, lembrou.</p>
<p>Arantes ganhou notoriedade ao falar sobre o tema em uma palestra Ted em 2013 que depois se tornou o livro <strong>&#8220;A Morte É Um Dia que Vale a Pena Viver&#8221;</strong>, há dez anos no topo da lista de livros mais vendidos no Brasil, como lembrou o jornalista da <strong>Folha</strong> Uirá Machado, que mediava a mesa. Para a autora, o sucesso contínuo da obra se dá porque as pessoas continuam morrendo.</p>
<p>A dificuldade de falar sobre o tema, segundo ela, se dá porque as pessoas acreditam que isso vai causar sofrimento —mas não falar sobre o causa também. Ela lembrou de diversos caso de pacientes que, com parentes em coma, não sabiam dizem se estes queriam ser cremados ou enterrados. &#8220;Pessoas que não falam sobre a morte estão escolhendo viver mal, morrer mal e amar pouco.&#8221;</p>
<p>Uma das formas de atenuar o sofrimento envolvido na morte é através dos cuidados paliativos, tema que Arantes discute em seu <strong>&#8220;Cuidar até O Fim&#8221;</strong>, livro sobre uma experiência de morrer mais humana. O cuidado paliativo, como explicou a médica, provê o alívio do sofrimento de uma pessoa quando ela está diante de uma doença que ameaça a continuidade da sua vida.</p>
<p>No Brasil, costuma-se adiar esse alívio para quando a cura parece improvável. Arantes propõe que esse cuidados sejam aplicados desde o começo do tratamento. &#8220;A banalização do sofrimento faz parecer que esse é o preço que se paga pela cura, mas não é&#8221;.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/06/feira-do-livro-no-ultimo-dia-debate-genero-com-carol-pires-e-thomas-aquino.shtml" target="_blank" rel="noopener">Folha de S. Paulo</a></p>
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		<title>PodSer Simples: Ana Claudia Quintana Arantes fala sobre o que aprendemos olhando para o fim &#124; PodSer Simples #6</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/entrevistas/podser-simples-ana-claudia-quintana-arantes-fala-sobre-o-que-aprendemos-olhando-para-o-fim-podser-simples-6/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 18:53:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Neste episódio, Débora Zanelato recebe Ana Claudia Quintana Arantes, médica, escritora e referência em cuidados paliativos no Brasil, para uma conversa sobre o que a proximidade da morte ensina sobre como viver. Ana Claudia conta como a avó com dor, a irmã com doença neurológica e o pai com dependência química a levaram à escolher [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste episódio, Débora Zanelato recebe <strong>Ana Claudia Quintana Arantes</strong>, médica, escritora e referência em cuidados paliativos no Brasil, para uma conversa sobre o que a proximidade da morte ensina sobre como viver.</p>
<p>Ana Claudia conta como a avó com dor, a irmã com doença neurológica e o pai com dependência química a levaram à escolher a medicina ainda criança. Fala sobre o título que ninguém queria publicar e o livro que vendeu 640 exemplares no dia do lançamento e chegou a um milhão de cópias. E sobre a tristeza de ter uma visão de mundo que o mundo ainda não estava preparado para enxergar.</p>
<p>A conversa mergulha em histórias que ficam. O cirurgião que olhou nos olhos de um paciente grave e reuniu toda a equipe com uma frase. Os pacientes com demência avançada que, mesmo numa área muito remota, às vezes se conectam e estão ali. E o hábito de olhar para o próprio fim para entender o que precisa ser construído hoje.</p>
<p><iframe title="Ana Claudia Quintana Arantes fala sobre o que aprendemos olhando para o fim | PodSer Simples #6" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/ZVwnb6aqqFU?feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;origin=https://www.acqa.com.br" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Velhices Podcast: O que é Envelhecer Bem? Uma conversa sobre vida, equilíbrio e futuro &#124; Ana Cláudia Quintana Arantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 18:34:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como envelhecer bem? Existe uma fórmula para uma boa velhice? Neste episódio do Velhices Podcast, recebemos Ana Cláudia Quintana Arantes, médica geriatra, especialista em cuidados paliativos e escritora, para uma conversa profunda e necessária sobre o envelhecimento e tudo o que envolve viver bem ao longo do tempo. Ao longo do episódio, falamos sobre preparação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Como envelhecer bem? Existe uma fórmula para uma boa velhice?</p>
<p>Neste episódio do Velhices Podcast, recebemos <strong>Ana Cláudia Quintana Arantes</strong>, médica geriatra, especialista em cuidados paliativos e escritora, para uma conversa profunda e necessária sobre o envelhecimento e tudo o que envolve viver bem ao longo do tempo.</p>
<p>Ao longo do episódio, falamos sobre preparação para a velhice, equilíbrio emocional, planejamento financeiro, saúde, autonomia, relações, propósito e os pequenos prazeres da vida que muitas vezes deixamos pelo caminho — mas que fazem toda diferença para envelhecer com dignidade e qualidade de vida.</p>
<p>Uma conversa sensível, direta e cheia de reflexões sobre o presente e o futuro que todos nós estamos construindo.</p>
<p>🕰️ Neste episódio você vai encontrar temas como:</p>
<p>• Como envelhecer bem • Preparação financeira para o futuro • Equilíbrio e qualidade de vida • Saúde e autonomia • Prazeres que precisam ser preservados • Relações e propósito • E muito mais.</p>
<p><iframe title="O que é Envelhecer Bem? Uma conversa sobre vida, equilíbrio e futuro | Ana Cláudia Quintana Arantes" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/L37fx156_qk?feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;origin=https://www.acqa.com.br" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/entrevistas/velhices-podcast-o-que-e-envelhecer-bem-uma-conversa-sobre-vida-equilibrio-e-futuro-ana-claudia-quintana-arantes/">Velhices Podcast: O que é Envelhecer Bem? Uma conversa sobre vida, equilíbrio e futuro | Ana Cláudia Quintana Arantes</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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		<title>Veja Saúde: Ana Claudia Quintana Arantes: “O Brasil é um dos piores países do mundo para morrer”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 18:24:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O primeiro trabalho de Ana Claudia Quintana Arantes foi em uma enfermaria de bonecas. Após a avó perder as duas pernas por complicações de uma doença vascular, Ana, ainda criança, cortou os membros dos brinquedos e prometeu à matriarca que seria médica e não deixaria mais ninguém sentir dor. Ela cumpriu a promessa. Apesar das [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/entrevistas/veja-saude-ana-claudia-quintana-arantes-o-brasil-e-um-dos-piores-paises-do-mundo-para-morrer/">Veja Saúde: Ana Claudia Quintana Arantes: “O Brasil é um dos piores países do mundo para morrer”</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="14"><span data-reader-unique-id="15">O primeiro trabalho de <strong data-reader-unique-id="16">Ana Claudia Quintana Arantes</strong> foi em uma enfermaria de bonecas. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="17"><span data-reader-unique-id="18">Após a avó perder as duas pernas por complicações de uma doença vascular, Ana, ainda criança, cortou os membros dos brinquedos e prometeu à matriarca que <strong data-reader-unique-id="19">seria médica e não deixaria mais ninguém sentir dor</strong>. Ela cumpriu a promessa. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="24"><span data-reader-unique-id="25">Apesar das dificuldades, Arantes formou-se na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e tornou-se um dos principais nomes no país em defesa dos cuidados paliativos, assistência que permite que pessoas convivendo com doenças graves tenham qualidade de vida, inclusive em seus últimos momentos. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="74"><span data-reader-unique-id="75">Desde 2016, é também uma <strong data-reader-unique-id="76">escritora best-seller</strong>. Marcando uma década de sucesso nas livrarias, a editora Sextante lança em maio um box com os quatro livros mais emblemáticos da geriatra, que tratam sobre finitude e envelhecimento <a href="https://amzn.to/4nqol1e" target="_blank" rel="noopener sponsored" data-mrf-link="https://amzn.to/4nqol1e" data-reader-unique-id="77">(clique aqui para comprar)</a>. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="78"><span data-reader-unique-id="79">“Para mim, a escrita é mágica”, descreve. “Sinto que dá conforto a todos.” A VEJA SAÚDE, a especialista dá sua visão sobre o que é uma vida e uma morte dignas.</span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="87"><b data-reader-unique-id="88">VEJA SAÚDE: </b><b data-reader-unique-id="89">De onde veio sua vontade de ser médica? Você sempre soube que trabalharia com o que chamamos hoje de cuidados paliativos? </b></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="90"><span data-reader-unique-id="91"><strong data-reader-unique-id="92">Ana Claudia Quintana Arantes:</strong> Entrei na faculdade muito jovem e, na graduação, meu propósito em ser médica estava profundamente ligado ao cuidado da dor e do sofrimento alheios. Esse desejo nasceu no núcleo da minha família. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="97"><span data-reader-unique-id="98">Embora não houvesse nenhum médico entre meus parentes, convivi com o sofrimento físico da minha avó materna, que enfrentava uma doença vascular que levou à amputação das pernas. Por causa da dor, ela pedia muito para morrer. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="100"><span data-reader-unique-id="101">Havia também minha irmã do meio, que tinha um problema neurológico grave, e a doença psiquiátrica do meu pai, que era alcoolista. Portanto, eu tinha diversos motivos para querer cuidar das pessoas em diferentes situações. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="103"><span data-reader-unique-id="104">No entanto, na faculdade, não encontrei as respostas que buscava. O que vi foi uma dedicação determinada — e até obsessiva — em relação à doença. Quando se chegava a uma condição irreversível, a resposta era: “Não há nada a fazer”. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="105"><span data-reader-unique-id="106">Houve um período em que interrompi o curso, pois não via sentido em continuar. Mas, como havia feito uma promessa à minha avó, retornei. Pensei: “Se sou inteligente o bastante para entrar aqui, quem sabe a pessoa que descobrirá as respostas para as minhas perguntas serei eu mesma”. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="107"><b data-reader-unique-id="108">Hoje você é considerada uma das pioneiras na implementação dos cuidados paliativos no Brasil. Por onde esse trabalho começa? </b></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="109"><span data-reader-unique-id="110">O trabalho começa no momento em que se tem o diagnóstico da doença. Na geriatria, tive a oportunidade de me desenvolver muito na experiência do cuidado ao paciente em fase final de vida. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="116"><span data-reader-unique-id="117">Isso foi possível porque, na residência do hospital universitário, meu chefe permitia que eu acolhesse pacientes que estavam no pronto-socorro morrendo. Eles já tinham um diagnóstico, mas estavam totalmente desassistidos. Foi também nessa época que aprendi a trabalhar em equipe. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="118"><span data-reader-unique-id="119">Entendi que há muitos saberes que a medicina não abarca e que só podemos oferecer um cuidado melhor ao paciente se houver uma união desses conhecimentos. O trabalho começa, de fato, a partir da integração com enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e outros profissionais envolvidos.</span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="120"><b data-reader-unique-id="121">Esse trabalho também vai além do próprio paciente? </b></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="122"><span data-reader-unique-id="123">Os cuidados paliativos envolvem um projeto de continuidade da assistência. Enquanto o paciente está vivo, cuidamos dele e de sua família. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="124"><span data-reader-unique-id="125">Quando ele falece, cuidamos de todo o processo da morte e continuamos oferecendo presença e suporte na condução do luto. Nesse momento, podem surgir situações complicadas pelas mais variadas causas.</span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="127"><b data-reader-unique-id="128">Por que não falamos mais abertamente sobre a morte? E o que esse silêncio causa a nós, como indivíduos, e à sociedade?</b></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="129"><span data-reader-unique-id="130"> Vejo que isso gera uma vida muito desgastante e vazia. E a vida vazia pesa. Quando temos consciência de que há um fim, nos organizamos para viabilizar aquilo que queremos viver no tempo que nos resta. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="135"><span data-reader-unique-id="136">Como não sabemos a data nem os eventos que nos aguardam, quanto menos o corpo incomoda, menos nos lembramos dele. Acabamos notando o corpo apenas quando algo dói, quando há um problema de funcionamento ou quando perdemos a independência.</span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="138"><span data-reader-unique-id="139">É aí que percebemos que existe algo que não durará para sempre. Quando não conversamos sobre isso, nos distanciamos do que é essencial. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="140"><span data-reader-unique-id="141">Outro ponto de distanciamento é a hiperpositividade — essa mentalidade do “bola pra frente”, “Nossa, você tem a vida inteira pela frente”. Mas você sabe que não tem; ou até pode ter, mas, naquele momento em que deseja conversar sobre o assunto, você se sente vulnerável, frágil.</span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="144"><span data-reader-unique-id="145">E isso precisa ser dito, sem que venha um “Não dá para falar de outra coisa?” </span><span data-reader-unique-id="146">Não, não dá para falar de outra coisa. Porque qualquer outra coisa é absolutamente pequena perto da nossa vida. O show continuará. Os salários, os empregos… Tudo ficará para outra pessoa. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="147"><span data-reader-unique-id="148">E como fica a sua ausência dentro da sua própria biografia, se você não falou sobre isso? Sem esse diálogo, ninguém se ocupa de desfrutar o que ainda dá tempo de viver, porque as pessoas não sabem quem são — nem você mesmo.</span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="153"><b data-reader-unique-id="154">A projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que um em cada quatro brasileiros será idoso em 2060. Você considera que o país está preparado para lidar com o envelhecimento populacional?</b></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="155"><span data-reader-unique-id="156">Como diz Renato Veras <em data-reader-unique-id="157">[psiquiatra e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)]</em>, “o Brasil é um país jovem de cabelos brancos”. Levamos pouquíssimo tempo para atingir níveis de envelhecimento populacional como os da Europa. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="159"><span data-reader-unique-id="160">E, se por lá eles não estavam completamente preparados para assumir os desafios, imagine por aqui. Não há preparo. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="161"><span data-reader-unique-id="162">Perto da minha casa, se eu sair para caminhar, as calçadas estarão cheias de armadilhas. São Paulo é uma cidade absolutamente agressiva e violenta contra quem está envelhecendo. E ninguém se preocupa com isso. Se você for parar para olhar o mercado de trabalho, então, há questões de acessibilidade e de compreensão do que é envelhecer.</span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="167"><b data-reader-unique-id="168">Como deveríamos estar nos preparando para esse momento?</b></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="169"><span data-reader-unique-id="170">Lá pelos 35 ou 40 anos, você percebe que a vida não está para brincadeira. Mas o fato é que ela vai dando sinais. A vida é uma mãe muito boa em educação. Mesmo se você não prestar atenção, ela vai fazer questão de te revelar as limitações decorrentes do envelhecimento — o que pode, inclusive, ser saudável. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="176"><span data-reader-unique-id="177">Você não deve se distrair do que é realmente necessário para se preparar para essa fase. O que você precisa é ter a noção de que não viverá sozinho. Ou você constrói uma excelente rede de amigos de diversas idades ou terá problemas. E não podem ser todos da mesma faixa etária. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="178"><span data-reader-unique-id="179">Afinal, quando você tiver 80 anos, todos também terão. É fundamental cultivar uma rede de suporte diversa. Porque, se forem todos iguais, todos passarão pelas mesmas dificuldades sem que ninguém consiga ajudar um ao outro. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="180"><span data-reader-unique-id="181">Quem cuidará de quem quando alguém passar a apresentar demência? Quem passará a noite com você quando estiver agitado por causa de uma infecção urinária? Você ficará confuso e desorientado — e é preciso ter apoio quando essa hora chegar.</span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="183"><b data-reader-unique-id="184">É preciso evitar certa romantização do envelhecer?</b></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="185"><span data-reader-unique-id="186">O envelhecimento tem cheiros, cores, sabores e dores que não são brincadeira. Se você não se preparar, se não tiver essa rede de apoio, a chance de a história terminar mal é muito grande. E esse “terminar mal” não se refere apenas à morte, mas ao processo até chegar a ela. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="188"><span data-reader-unique-id="189">No entanto, é possível passar por tudo o que a vida exige de forma muito mais soberana.</span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="190"><b data-reader-unique-id="191">As crianças talvez tenham muito a ensinar aos adultos sobre isso. No livro Onde Fica o Céu?, você escreve sobre temas complexos, como morte e luto, para o público infantil. Como é traduzir esses assuntos para essa faixa etária? </b></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="192"><span data-reader-unique-id="193">Como geriatra, tive poucas chances de cuidar de crianças, mas foram muitas as oportunidades de orientar pais sobre o caminho a seguir diante de uma doença terminal. As pessoas não sabem conversar com as crianças. Só querem poupá-las. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="195"><span data-reader-unique-id="196">Os adultos têm a ilusão de que poupar as crianças da experiência do adoecimento é útil, mas isso é péssimo. Elas não precisam testemunhar procedimentos, como curativos ou passagens de sonda, mas precisam conviver com a pessoa adoecida e participar do cuidado. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="198"><span data-reader-unique-id="199">“Leve essa frutinha para a vovó”, “Faça um desenho para ela ter vontade de comer”, “Conte uma história”. É assim que a criança participa da vida. E, quando a pessoa morre, ela tem uma história para contar. Você nunca vai poupar um filho da ausência definitiva de alguém que ele ama. E o pior é que ninguém conversa sobre isso depois da morte. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="201"><span data-reader-unique-id="202">É o tal “vida que segue”: põe no balé, no judô, no inglês, na escola integral. Enchem a criança de prazeres concretos, mas não falam sobre a perda. E, então, escrevi o livro para ajudar nessa elaboração.</span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="203"><b data-reader-unique-id="204">Qualquer médico deveria estar preparado para dar orientações como essas. Quais são os entraves na formação de profissionais da saúde nesse sentido? </b></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="205"><span data-reader-unique-id="206">Desde 2023, os cuidados paliativos se tornaram disciplina obrigatória nas faculdades de medicina. Mas o fato é que sempre será um desafio formar médicos competentes no manejo do sofrimento — seja a dor física ou os sofrimentos emocional, social, familiar e espiritual. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="207"><span data-reader-unique-id="208">Hoje, eles não são capazes sequer de ser o instrumento de triagem e encaminhamento desses sofrimentos. O emocional cabe ao psicólogo, o social ao assistente social e o espiritual ao capelão. Mas os médicos não identificam essas dimensões. Como diz o ditado: para quem só tem martelo, tudo é prego. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="209"><span data-reader-unique-id="210">O médico olha para o paciente e quer tratar apenas a doença. Com isso, temos pacientes com a doença tratada, mas destruídos do ponto de vista “biográfico”. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="212"><span data-reader-unique-id="213">A vida deles acabou porque estão apenas focados na biologia ou sucumbindo a efeitos colaterais de tratamentos sem resultado. Temos um corpo de profissionais inábil em sincronizar com a real necessidade de quem sofre. Estão todos enrijecidos em protocolos que, para o doente, não significam nada. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="214"><span data-reader-unique-id="215">Mas e a experiência do paciente? Ninguém consegue lidar com isso. Existe uma deficiência gravíssima de vocabulário existencial — a capacidade de acessar uma dor emocional sem precisar medicalizá-la imediatamente. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="216"><b data-reader-unique-id="217">Como acolher essa angústia? </b></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="218"><span data-reader-unique-id="219">O sofrimento, nesse período de consciência da morte, é um direito. Imagine perder o direito de ficar triste pela perda da própria vida. Não dá para dizer apenas que “é assim mesmo”. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="220"><span data-reader-unique-id="221">Essa ausência de letramento sobre o que é a biografia humana resulta nisso: o médico tem medo e preconceito, a família apoia esse preconceito e ninguém conta nada ao paciente. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="223"><span data-reader-unique-id="224">Ele morre sem ter consciência de que está partindo e sem a chance de realizar o que ainda desejava. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="225"><b data-reader-unique-id="226">Falando em preconceito, os cuidados paliativos ainda sofrem muito estigma. Durante a pandemia, um senador chegou a associar essa assistência a quem sofre com doenças ameaçadoras à eutanásia. O erro foi bastante criticado e ajudou a colocar o assunto nos debates políticos e sociais. Hoje, o que as pessoas deveriam ter em mente quando ouvem falar de cuidados paliativos? </b></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="228"><span data-reader-unique-id="229">No Brasil, quando se enfrenta alguma doença grave, ou você será soterrado de procedimentos ou será abandonado — dependendo do seu nível social. Se você tiver recursos, condição e acesso, será entubado, passará por diálise, usará sondas e ficará em uma UTI, morrendo — mas sozinho, sem a sua família. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="231"><span data-reader-unique-id="232">Por outro lado, se não tiver acesso, será negligenciado; dirão que “não há nada a fazer” e te mandarão para casa. Ninguém o aceitará mais no pronto-socorro e você morrerá agonizando, urrando de dor e com falta de ar. É assim que termina a vida no Brasil. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="233"><span data-reader-unique-id="234">Este é um dos piores países do mundo para morrer. Os cuidados paliativos, por sua vez, oferecem a esse paciente uma assistência integral para lidar com esse processo, aliviando dores, integrando a família, garantindo que a pessoa tenha qualidade de vida até seus últimos dias. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="239"><b data-reader-unique-id="240">É assim que os cuidados paliativos se diferenciam de técnicas de eutanásia, como a morte ou o suicídio assistido?</b><span data-reader-unique-id="241"> </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="242"><span data-reader-unique-id="243">São coisas absolutamente opostas. No cuidado paliativo, trabalhamos com a ortotanásia, que é a morte natural e digna. Ela acontece porque tem que acontecer. Não adotamos nenhum procedimento que apresse <em data-reader-unique-id="244">[eutanásia]</em> ou que adie a morte <em data-reader-unique-id="246">[distanásia]</em> — esse é um dos princípios fundamentais do cuidado paliativo. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="247"><span data-reader-unique-id="248">O que as “uniu” no senso comum foi o tema do alívio do sofrimento. E eu não discuto que as pessoas têm direito de morrer. Não posso julgar um fardo que eu não carrego. Mas é preciso ter a noção do que acontece na realidade do nosso país. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="250"><b data-reader-unique-id="251">O Uruguai aprovou o direito à eutanásia. Como enxerga essa discussão na América Latina? </b></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="252"><span data-reader-unique-id="253">Neste momento, é um absurdo nos desviarmos do que realmente acontece na nossa região. Por aqui, ainda precisamos garantir que as pessoas tenham acesso ao básico: o diagnóstico.</span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="254"><span data-reader-unique-id="255">Por falta de recursos, não há como fazer diagnóstico a tempo. Ensinam as mulheres a fazer o autoexame da mama. </span><span data-reader-unique-id="257">Se ela descobre um nódulo, talvez consiga uma mamografia em um mutirão, mas, até conseguir, a doença já se espalhou. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="258"><span data-reader-unique-id="259">Estou cuidando de uma moça com quem aconteceu exatamente isso: ela pagava convênio, mas ainda estava na carência; foi para o serviço público e levou três meses para conseguir uma biópsia. A primeira consulta foi adiada quatro ou cinco vezes. </span><span data-reader-unique-id="260">Este é um país que deixa as pessoas morrerem por negligência, porque não há acesso para todos. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="262"><span data-reader-unique-id="263">Como eu teria o disparate de defender o direito à morte assistida em um país que não considera o idoso uma pessoa importante? Seria muito fácil cair em um pensamento higienista.</span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="264"><b data-reader-unique-id="265">E para quem fica? Como essa discussão afeta os cuidadores? </b></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="266"><span data-reader-unique-id="267">Fiz pós-graduação em luto para entender o que acontece com quem fica. Ao observar as instituições de morte assistida pelo mundo, percebe-se que não há uma estrutura digna de suporte ao luto. A família recebe um suporte mínimo no momento do evento, e só. É uma morte “limpa”, asséptica. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="269"><span data-reader-unique-id="270">Você morre no auge da carreira, sem ter que enfrentar a própria humanidade, porque fomos ensinados apenas a ter sucesso. Mas deveríamos ter sido ensinados a querer envelhecer. O envelhecimento é o sucesso de uma vida que persistiu apesar das fragilidades. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="272"><span data-reader-unique-id="273">Não temos infraestrutura de cuidado decente e não há reconhecimento para quem cuida — que, muitas vezes, precisa largar o emprego e o autocuidado para amparar o outro. Por tudo isso, não tenho como defender a eutanásia. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="274"><b data-reader-unique-id="275">Por fim, como as pessoas podem refletir sobre esse tema? A arte e a literatura são boas ferramentas? </b></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="276"><span data-reader-unique-id="277">Com certeza! Escrevo desde muito jovem. Aprendi a manter esse hábito com minha professora de português da 5ª série, que nos deu a tarefa de criar um diário. Olhando agora, percebo que a escrita era a minha forma de elaborar e dar nome ao que eu sentia. É o que chamei antes de letramento. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="279"><span data-reader-unique-id="280">Na área da saúde, temos muito conhecimento técnico, mas isso é pouco. É preciso ter letramento emocional e cultural para escutar e entender o que é importante para aquele paciente e como ele compreende a própria doença. </span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="281"><span data-reader-unique-id="282">Há quem se apegue à religião, à filosofia, à ficção. Muitos leem ficção porque ela os leva para outro mundo, e, quando voltam, sentem-se mais capazes de lidar com a realidade. Para mim, a escrita é mágica. Sinto que a escrita consegue dar conforto a todos.</span></p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="281">Fonte: <a href="https://saude.abril.com.br/medicina/ana-claudia-quintana-arantes-o-brasil-e-um-dos-piores-paises-do-mundo-para-morrer/" target="_blank" rel="noopener">Veja Saúde</a></p>
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		<title>Live Conversando Sobre: Onde fica o céu?</title>
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		<pubDate>Sun, 17 May 2026 16:33:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No dia 14 de maio, quinta-feira, às 19h30, aconteceu o Conversando Sobre, uma live aberta para todos os interessados e transmitida pelo Youtube da SMP. Com a moderação do presidente da Academia Mineira de Pediatria, Eduardo Carlos Tavares, nossa convidada nesta live foi a médica e escritora Ana Cláudia Quintana Arantes, que nos brindou com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 14 de maio, quinta-feira, às 19h30, aconteceu o Conversando Sobre, uma live aberta para todos os interessados e transmitida pelo Youtube da SMP.</p>
<p>Com a moderação do presidente da Academia Mineira de Pediatria, Eduardo Carlos Tavares, nossa convidada nesta live foi a médica e escritora Ana Cláudia Quintana Arantes, que nos brindou com uma conversa sobre seu livro &#8220;Onde fica o Céu?&#8221;.</p>
<p>Indicado para crianças e adultos, a partir de seis anos, o livro é um convite à reflexão sobre o luto na infância. Uma menina de oito anos perde a avó e, para poupá-la do assunto, os pais dizem que a vovó descansou e foi para o céu. Quem nunca viveu história parecida?</p>
<p>E completando o time deste Conversando Sobre, tivemos a presidente do Departamento Científico de Pediatria e Espiritualidade, Tatiana Jacomini.</p>
<p><iframe title="Conversando Sobre: Onde fica o céu?" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/6lap1zZve3E?feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;origin=https://www.acqa.com.br" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Vida Simples: A finitude como bússola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2026 17:38:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ela poderia ter escolhido falar só de remédios, doenças e protocolos. Mas Ana Claudia Quintana Arantes preferiu um caminho mais profundo. Médica geriátrica, autora de “A morte é um dia que vale a pena viver”, entre outros best-sellers, ela construiu uma trajetória que não separa a técnica da emoção, o corpo da alma e o [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/entrevistas/vida-simples-a-finitude-como-bussola/">Vida Simples: A finitude como bússola</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ela poderia ter escolhido falar só de remédios, doenças e protocolos. Mas Ana Claudia Quintana Arantes preferiu um caminho mais profundo. Médica geriátrica, autora de “A morte é um dia que vale a pena viver”, entre outros<em> best-sellers</em>, ela construiu uma trajetória que não separa a técnica da emoção, o corpo da alma e o nascimento do fim.</p>
<p>No episódio desta semana do <a href="https://www.youtube.com/channel/UCvTJpqjXpdH9ZRTmZj9WJeQ" target="_blank" rel="noopener">Pod Ser Simples</a>, videocast da Vida Simples, ela se sentou no confortável sofá para uma conversa sobre o que poucos querem encarar: a finitude. Mas, ao contrário do que se imagina, o papo não foi “sombrio”. Foi mais parecido com um chamado para redesenhar a própria vida</p>
<h2 id="a-poesia-que-organiza-o-que-a-vida-bagunca"><strong>A poesia que organiza o que a vida bagunça</strong></h2>
<p data-inspected="true">Antes de ser a escritora que emociona milhões de leitores, Ana Claudia se define, acima de tudo, como uma leitora de poesia. É nos versos que ela encontra o que a prosa muitas vezes não alcança.</p>
<p>“A escrita é para mim um caminho de elaboração. Quando eu escrevo poesia, me organiza as emoções. Se eu não consigo relaxar lendo um livro de ficção, uma biografia ou qualquer outro tipo de livro, eu vou para a poesia e fico buscando até encontrar aquela que me entende.”</p>
<p>Ela conta que carrega consigo a poeta polonesa Wisława Szymborska, uma espécie de “companheira de alma” que ajuda a nomear o indizível. “Às vezes acontece de eu abrir o livro de cara numa poesia e pensar: ‘é essa aqui. Alguém me entendeu. Não preciso mais de uma pessoa que me compreenda, preciso de palavras que me compreendem’”, afirma Ana Claudia.</p>
<h2 id="o-inexoravel"><strong>O inexorável</strong></h2>
<p>Um dos momentos mais delicados da entrevista ocorre quando Ana Claudia fala sobre a única certeza que acompanha toda vida humana.</p>
<p>“A vida é inexorável. Estou aqui parado no trânsito, eu tenho que esperar. É inevitável. Meu caminho é esse. Estou na expectativa de um resultado de exame, ele vai chegar naquele dia que tá marcado. Então eu tenho que esperar. Nesse inexorável cabe tudo, todas as angústias cabem nele. Cabe coisa boa, cabe coisa ruim. Você não tem como discutir com a vida. Você acha que tem controle, mas você não tem.”</p>
<p>Essa aceitação, longe de ser pessimista, é libertadora. Reconhecer o que não podemos mudar nos permite focar no que realmente importa: a qualidade da presença, a intensidade do afeto, a urgência do agora.</p>
<h2 id="a-presenca-como-cuidado-radical"><strong>A presença como cuidado radical</strong></h2>
<p>Uma das questões mais profundas levantadas por Ana Claudia diz respeito a pacientes com doenças neurológicas avançadas – pessoas que muitas vezes são tratadas como ausentes, como se já não estivessem ali. “Elas têm algum grau de consciência”, enfatiza.</p>
<p>Ela conta que orientava os residentes a nunca entrarem no quarto sem se apresentar, sem pedir licença, sem fechar a porta para examinar o paciente.</p>
<blockquote><p>“Porque existe uma pessoa lá que precisa ser respeitada, não é um corpo que não vale nada.”</p></blockquote>
<p>E às vezes, no meio do silêncio, acontece o encontro: o paciente abre os olhos, responde, está “online”. “E aí você fala: ‘Nossa, curou’. Não curou nada. Você só estava presente”, explica.</p>
<h2 id="o-direito-de-pausar"><strong>O direito de pausar</strong></h2>
<p>Em um mundo que nos empurra para a produtividade incessante, Ana Claudia propõe quase uma “revolução”: a da desaceleração intencional. Ela conta que, em sua agenda, criou uma categoria especial chamada “manter livre”.</p>
<blockquote><p>“Quando a agenda tiver livre, é que está livre. Os horários estão abertos, disponíveis para o mundo. Agora, quando é ‘manter livre’, eu não estou disponível para nada que não seja a minha própria vida. Manter livre é: eu estou ocupada pro mundo e livre para mim.”</p></blockquote>
<p>Essa distinção, aparentemente simples, é um ato de resistência. “Tô ocupada estando livre”, resume. É um lembrete de que o tempo não precisa ser preenchido com tarefas para ter valor.</p>
<h2 id="uma-concha-e-uma-promessa"><strong>Uma concha e uma promessa</strong></h2>
<p>No quadro em que cada convidado traz um objeto que torna a vida mais simples ou significativa, Ana Claudia se emocionou. Ela mostrou uma concha e contou a história por trás dela: sua filha, que desde a adolescência sonhava em passar os 30 anos sozinha na Islândia, preparou-se por anos para realizar essa promessa. Juntou recursos, enfrentou medos. E cumpriu.</p>
<p>“Ela me trouxe uma pedrinha vulcânica de lá e disse: ‘Mãe, vou te dizer uma coisa que você me ensinou: cumpra as promessas que você faz consigo mesma’.” A concha, que estava com Ana Claudia grávida quando cantava “Sereia” para a filha, virou o símbolo dessa lição.</p>
<blockquote><p>“Faça promessas que não dependam das outras pessoas, dependam somente de você.”</p></blockquote>
<p>O Pod Ser Simples conta com patrocínio da Tok&amp;Stok, da Inovar Previdência e da Verde Campo. Os episódios vão ao ar quinzenalmente no YouTube da Vida Simples. <a href="https://www.youtube.com/channel/UCvTJpqjXpdH9ZRTmZj9WJeQ" target="_blank" rel="noopener">Confira</a>!</p>
<p>Fonte: <a href="https://vidasimples.co/vida-simples/a-finitude-como-bussola/" target="_blank" rel="noopener">Vida Simples</a></p>
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