Sala da Notícia: A vida muda num segundo: o episódio do Zen Vergonha que vai te fazer repensar o seu tempo

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Em sociedade acostumada a adiar planos com promessas de “depois”, encarar um diagnóstico grave e a aproximação do fim da vida ainda é um imenso tabu. Para debater a finitude e romper o silêncio sobre a morte, Fernanda Lima reuniu a empresária Marina Romitti e a médica paliativista Dra. Ana Cláudia Quintana Arantes no sexto episódio da sétima temporada do Zen Vergonha, podcast focado em refletir sobre o conceito do tempo.

O programa tem início com o relato de Marina Romit, que convive com metástase de câncer de mama há cerca de sete anos e decidiu abrir sua intimidade criando o perfil no Instagram “Viver com Metástase”. Longe de romantizar a doença, ela usa o espaço para ajudar outras pessoas, trazer informações e mostrar que é possível viver com qualidade redimensionando a percepção do tempo.

A medida do tempo e a urgência de ser você mesma

A conversa ganha contornos filosóficos e práticos com a Dra. Ana Cláudia Quintana Arantes, geriatra, referência em cuidados paliativos e autora do livro A Morte é um Dia que Vale a Pena Viver. A especialista alerta que pessoas saudáveis costumam desperdiçar as relações por acreditarem que a vida é garantida: “Quando você acha que você tem tempo, deixa para depois”, pontua.

Para a médica, a verdadeira tragédia é passar a vida tentando agradar a outros e assumindo papéis que não são genuínos. “A melhor medida do nosso tempo é o quanto a gente conseguiu ser nós mesmos”, afirma a Dra. Ana Cláudia. Ela ressalta que quem encara o fim da vida ganha discernimento ímpar, tornando-se capaz de se maravilhar com pequenos confortos físicos e emocionais que antes passavam despercebidos.

Despedidas ressignificadas e criação de memórias

O episódio atinge um tom mais comovente quando Fernanda Lima relembra a perda de sua mãe no início de 2024, após o diagnóstico de um câncer no pâncreas. Diferente da partida abrupta do pai durante a pandemia de Covid-19, o acompanhamento paliativo proporcionou a criação de memórias preciosas e afetuosas nos últimos 20 dias de vida de sua mãe.

A apresentadora conta que conseguiu trazer pequenas belezas para o ambiente hospitalar, promovendo sessões de massagem e até convidando cantoras para os corredores. “Ainda bem que eu fiz tudo , tudo, tudo nesses últimos 20 dias […] Foi uma passagem muito bonita”, conta Fernanda, reforçando a importância de trazer conforto e humanidade à despedida.

O episódio não é apenas emocional, mas atua como um verdadeiro manifesto para não adiarmos a nós mesmos. Para ouvir, clique aqui.

Fonte: Sala da Notícia

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