Blog do Arcanjo: Crítica: Histórias Lindas de Morrer com Letícia Cannavale é teatro sublime que celebra a vida

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Histórias Lindas de Morrer recebe fortes aplausos no Teatro Vivo © Rafa Marques Blog do Arcanjo 2026

★★★★★
HISTÓRIAS LINDAS DE MORRER
Avaliação: Excelente
Crítica por Miguel Arcanjo Prado

Qua e qui 20h Até 1º/10/2026 80 min 12 anos
Teatro Vivo – Av. Dr. Chucri Zaidan 2460 Morumbi SP
Compre seu ingresso!

A vida é um sopro veloz que precisa ser valorizada no tempo presente; até porque, no final das contas, é só o que temos. O que realmente é importante quando o anúncio da morte iminente se faz? Tal pergunta filosófica é central na sensível e emocionante peça Histórias Lindas de Morrer, teatro sublime para celebrar a vida com a excelente atriz Letícia Cannavale, em uma das melhores atuações do ano, sob direção precisa de Fernando Nitsch e com a participação da atriz Tita Couto em produção de Edinho Rodrigues, da Brancalyoneem parceria com Cabana 34 no Teatro Vivo (o nome não poderia ser melhor em se tratando desta peça), sob refinada curadoria de André Acioli. O texto de Claudia Barrale Marcos Barbosa é adaptado do  livro homônimo, escrito pela geriatra e paliativista Ana Claudia Quintana Arantes, referência na área e cuja profissão é cuidar para que seus pacientes tenham a melhor morte possível. Com uma interpretação segura e ao mesmo tempo profundamente delicada, Letícia Cannavale dá vida à médica que vê a morte quase que diariamente e que busca, ao lado de seus pacientes, fazer um balanço da vida. O texto supera o tabu, em uma conversa franca que encara nossa finitude nos olhos e sem medo. Assim, a efemeridade do teatro se conecta umbilicalmente à efemeridade da vida. Por isso, a peça, com seu sutil dinamismo, tem uma impressionante potência humana, capaz de arrancar sorriso em momentos difíceis e também levar ao choro sincero. Com seu excesso de vivacidade e um brilho nos olhos de quem teima em não ir, Histórias Lindas de Morrer nos leva a valorizar este bem tão precioso, frágil e indomável chamado vida. A gente sai da peça com uma vontade gigante de viver uma vida que valha a pena. Que assim seja.

Fonte: Blog do Arcanjo

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