Grande Conversa debate caminhos para uma longevidade digna no SUS

Na manhã desta quinta-feira, 9 de abril de 2026, o 39º Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo promoveu um dos momentos centrais de sua programação: a “Grande Conversa – O SUS e o EnvelheSer: estratégias para uma longevidade digna e com equidade”. Realizado das 9h às 12h, no Auditório David Capistrano, o encontro reuniu especialistas, gestores e lideranças para refletir sobre os desafios e as oportunidades do envelhecimento populacional no Brasil.

Coordenada pela presidente do COSEMS/SP, Adriana Martins, a atividade contou com a participação de nomes de destaque na área da saúde pública e das políticas sociais: Adriano Massuda, secretário executivo do Ministério da Saúde; Alexandre da Silva, secretário nacional dos Direitos da Pessoa Idosa; Ana Cláudia Quintana Arantes, médica geriatra e especialista em cuidados paliativos; e Renilson Rehem, consultor da OPAS e coordenador do Projeto de Regionalização da SES-SP.

Ao longo do debate, os convidados abordaram diferentes dimensões do envelhecimento, destacando a necessidade de integração entre políticas públicas, organização regional dos serviços e fortalecimento do cuidado centrado na pessoa.

O secretário nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, Alexandre da Silva, ressaltou o papel estruturante do Sistema Único de Saúde na garantia de dignidade à população idosa. “O envelhecer nosso é falar do envelhecimento, que é comum das pessoas, mas também falar da dignidade do envelhecimento das pessoas idosas. Então o SUS acaba sendo essa política, esse programa, essa estratégia tão revolucionária que ajuda a gente a ter mais caminhos para dar mais dignidade, para que todas as pessoas, nas suas individualidades, possam envelhecer com mais qualidade de vida e também cidadania”, afirmou.

Já o consultor da OPAS, Renilson Rehem, destacou que o envelhecimento populacional deve ser encarado como uma conquista, mas que impõe novos desafios à gestão da saúde. “Felizmente nós estamos envelhecendo, as pessoas estão vivendo mais. Então esse é um desafio que se coloca: como contribuir para que as pessoas tenham uma vida longa, mais saudável, com qualidade e com autonomia”, pontuou.

O debate também evidenciou que garantir o envelhecimento com dignidade passa não apenas pela ampliação do acesso aos serviços de saúde, mas pela promoção da autonomia, da cidadania e da qualidade de vida ao longo de todo o ciclo de vida, consolidando o SUS como uma das principais ferramentas de equidade social no Brasil.

Fonte: COSEMS/SP

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