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	<title>Arquivo de Especiais - ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</title>
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	<description>Um ecossistema de cuidado idealizado pela Dra. Ana Claudia Quintana Arantes para disseminar e atuar na prática e ensino de Cuidados Paliativos para pacientes, famílias e profissionais de saúde.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 15 Jun 2026 17:07:52 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Especiais - ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</title>
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		<title>Voz Futura: Por conviver com morte todos os dias, Ana Claudia sabe exatamente como a gente está desperdiçando a vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 17:01:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A gente passa a vida tentando evitar o assunto e a Ana Cláudia Quintana Arantes (@anaclauquintanaarantes) faz o contrário. Ela olha para a finitude de frente para devolver a vida ao lugar certo. A morte não é tratada como fim, mas como consciência. Aquio que desmonta a pressa, a ilusão de controle e a ideia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A gente passa a vida tentando evitar o assunto e a Ana Cláudia Quintana Arantes (@anaclauquintanaarantes) faz o contrário. Ela olha para a finitude de frente para devolver a vida ao lugar certo.</p>
<p>A morte não é tratada como fim, mas como consciência. Aquio que desmonta a pressa, a ilusão de controle e a ideia de que sempre dá para adiar.</p>
<p>Então, deixamos aqui uma pergunta: se acabasse hoje, a vida que você está vivendo valeria a pena?</p>
<p>Conteúdo completo da reportagem está no <a href="https://www.instagram.com/p/DZlFtvRjfFv/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==" target="_blank" rel="noopener">Instagram Voz Futura</a></p>
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		<title>Mina Bem-Estar: Assim como no nascimento, o fim da vida também merece acolhimento. Conheça as doulas da morte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 16:51:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O fim da vida costuma vir cercado de medo, fragilidade, conversas difíceis e uma sensação de impotência. As “doulas da morte” surgem justamente nesse espaço entre o cuidado técnico e a necessidade de uma presença humana preparada para acolher tudo isso. O tema ganhou atenção recentemente depois que Nicole Kidman revelou seu interesse por essa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O fim da vida costuma vir cercado de medo, fragilidade, conversas difíceis e uma sensação de impotência. As “doulas da morte” surgem justamente nesse espaço entre o cuidado técnico e a necessidade de uma presença humana preparada para acolher tudo isso. O tema ganhou atenção recentemente depois que Nicole Kidman revelou seu interesse por essa formação. Nicole contou que, durante a internação da mãe, sentiu falta de alguém cujo papel fosse simplesmente oferecer companhia, conforto e cuidado.</p>
<p>No Brasil, @anaclauquintanaarantes, médica geriatra e especialista em cuidados paliativos, criou, ao lado de outros profissionais, o curso Sentinelas, que prepara pessoas para oferecer acolhimento, escuta e conforto a quem está vivendo a fase final da vida.</p>
<p>Reportagem: @carlastag</p>
<p>Conteúdo completo da reportagem está no <a href="https://www.instagram.com/p/DY2Z6Rrkd6J/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==" target="_blank" rel="noopener">Instagram Mina Bem-Estar</a></p>
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		<title>Estadão: Ana Claudia Quintana Arantes mostra sua biblioteca: ‘Sempre começo a ler os livros pelo final’</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 16:23:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Médica especializada em cuidados paliativos destaca paixão por obras de Adélia Prado e fala sobre a adaptação de seu livro ‘Histórias lindas de morrer’, que chega ao teatro em SP no mês que vem; assista João Abel &#160; Ana Claudia Quintana Arantes tem um interesse genuíno pela finitude até na hora da leitura. “Eu sempre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Médica especializada em cuidados paliativos destaca paixão por obras de Adélia Prado e fala sobre a adaptação de seu livro ‘Histórias lindas de morrer’, que chega ao teatro em SP no mês que vem; assista</em></p>
<p>João Abel</p>
<p><iframe title="&amp;apos;Sempre começos os livros pelo final&amp;apos;: Ana Claudia Quintana Arantes mostra sua biblioteca" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/6yepnRd_ebI?feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;origin=https://www.acqa.com.br" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ana Claudia Quintana Arantes tem um interesse genuíno pela finitude até na hora da leitura. “Eu sempre começo um livro pelo final. Eu leio a última frase ou parágrafo e, dependendo do que estiver escrito, me interesso por conhecer o caminho que fez chegar até ali”, explica a médica geriatra, especialista em cuidados paliativos.</p>
<p>Ao longo da última década, Ana Claudia transformou sua experiência com pacientes no estágio final de vida em best-sellers. Em 2017, estreou nas livrarias com A morte é um dia um dia que vale a pena viver.</p>
<p>“Colocar ‘morte’ na capa foi algo disruptivo. E é algo do qual o Pascoal Soto [livreiro da editora Sextante à época] se orgulha muito, porque no mundo editorial era um consenso que ninguém comprava livro com essa palavra na capa. E ele decidiu bancar”.</p>
<p>Foi na sensibilidade dos romancistas e poetas que Ana Claudia encontrou inspiração para escrever histórias reais sobre luto. Em sua lista de referências, a mineira Adélia Prado está no topo. “É minha favorita. Seja na prosa ou na poesia, ela fala do dia a dia, de uma maneira que as pessoas compreendam. E eu também tento fazer isso”.</p>
<p>A médica agora se prepara para assistir à primeira adaptação de uma obra que escreveu. Histórias lindas de morrer, lançado em 2020, narra a experiência de 16 pacientes que tiveram o tratamento paliativo da geriatra antes de partirem. Agora, a obra vai ganhar os palcos de São Paulo no Teatro Vivo, com estreia no dia 2 de julho.</p>
<p>Ana Claudia Quintana Arantes é mais uma escritora que topou abrir as portas de sua biblioteca pessoal para a série Coleção de Livros, do Estadão, que vasculha as estantes de diferentes personalidades. <a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLY0j3fVIJp7hu-UscEO7Y4yrr8kFLXsjV" target="_blank" rel="noopener">Você pode assistir a todos os vídeos publicados aqui</a> e, a seguir, conferir algumas obras destacadas pela médica ao longo do episódio:</p>
<p><strong>‘Simples como você’, de Clovis Padoan</strong></p>
<p>“Esse é um livro que ganhei da família de um paciente que cuidei. Eu fui cuidar desse senhor na cidade dele, interior do Paraná, e a gente criou um vínculo muito forte. No último dia de vida dele, eu cuidei à noite, a madrugada toda, e ele faleceu. E aí a família me deu o livro que ele escreveu pra contar a história de vida aos filhos e netos. Foi um privilégio tê-lo conhecido.”</p>
<p><strong>‘Uma hora de conexão’, de Irvin D. Yalom e Benjamin D. Yalom</strong></p>
<p>“Irvin Yalom é escritor best-seller e também terapeuta. Já está numa idade avançada, acima dos 90 anos, e depois da morte da esposa, ele decidiu parar de atender pacientes e escrever. E muitas pessoas pediram para que ele voltasse a atender. Só que ele reconhece que tem problemas de memória e então decide abrir para apenas uma hora de sessão, em encontros únicos. E essas experiências viraram esse livro, que eu estou lendo bem devagar, porque fico arrepiada só de contar a história.”</p>
<p><strong>‘O filho de mil homens’, de Valter Hugo Mãe</strong></p>
<p>“Esse é um que já li, mas quero reler depois de ter visto o filme. Porque aí vale a pena revisitar já com algumas imagens formadas na cabeça.“</p>
<p><strong>‘A intuição da ilha: Os dias de José Saramago em Lanzarote’, de Pilar Del Río</strong></p>
<p>“É um livro da esposa do Saramago. Uma história de amor das mais lindas que tem. E ela escreve maravilhosamente bem.”</p>
<p><strong>‘Cartas a um jovem poeta’, de Rainer Maria Rilke</strong></p>
<p>“Adoro garimpar as edições mais antigas em sebo. Tenho uma aqui de 1951. E esse é um livro que eu leio tipo Bíblia, porque tem umas falas do Rilke que realmente abrem portas dentro da cabeça da gente.”</p>
<p><strong>‘Coração e alma’, de Maylis de Kerangal</strong></p>
<p>“Esse livro aqui é um livro avassalador. É a descrição de um dia em um rapaz morre afogado, surfando. E ele é doador de um coração. E aí é toda a história de quem vai operar ele, quem vai receber o coração e como o pai dele recebe a notícia. É muito bom.”</p>
<p><strong>‘Inteligência social’, de Daniel Goleman</strong></p>
<p>“Esse aqui também é obrigatório para quem quer viver em sociedade. O Goleman é muito incrível. Ele também escreveu ‘Inteligência Emocional’, mas este aqui é um livro que eu leio e releio, porque a gente está vivendo um momento histórico de cegueira mental. As pessoas mal conseguem enxergar dentro da cabeça delas, que dirá do lado de fora. Então mais que nunca é necessário falar das relações humanas.”</p>
<p>Quanto mais IA no trabalho, mais a inteligência emocional será valorizada, diz Daniel Goleman</p>
<p><strong>‘O menino, a toupeira, a raposa e o cavalo’, de Charlie Mackesy</strong></p>
<p>É um livro infantil que serve de letramento para a educação de crianças, mas também caso você seja uma ‘criança adulta’ mal-educada. Se todos fossem educados com esse tipo de propósito, a gente teria menos problemas. Mas hoje as pessoas preferem ler ‘Pais e Filhos’ ou seguir péssimos influenciadores nas redes sociais.“</p>
<p><strong>‘Admirável mundo novo’, de Aldous Huxley</strong></p>
<p>“Ideal para compreender o que estamos vivendo no mundo e pedir socorro. Você lê e pensa: ‘ele era profeta?’. Pode ser que sim.”</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.estadao.com.br/cultura/literatura/ana-claudia-quintana-arantes-mostra-sua-biblioteca-sempre-comeco-a-ler-os-livros-pelo-final/" target="_blank" rel="noopener">Estadão</a></p>
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		<title>Sala da Notícia: A vida muda num segundo: o episódio do Zen Vergonha que vai te fazer repensar o seu tempo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 12:51:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em sociedade acostumada a adiar planos com promessas de &#8220;depois&#8221;, encarar um diagnóstico grave e a aproximação do fim da vida ainda é um imenso tabu. Para debater a finitude e romper o silêncio sobre a morte, Fernanda Lima reuniu a empresária Marina Romitti e a médica paliativista Dra. Ana Cláudia Quintana Arantes no sexto [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em sociedade acostumada a adiar planos com promessas de &#8220;depois&#8221;, encarar um diagnóstico grave e a aproximação do fim da vida ainda é um imenso tabu. Para debater a finitude e romper o silêncio sobre a morte, Fernanda Lima reuniu a empresária Marina Romitti e a médica paliativista Dra. Ana Cláudia Quintana Arantes no sexto episódio da sétima temporada do <a href="https://youtube.com/@ZenVergonha">Zen Vergonha</a>, podcast focado em refletir sobre o conceito do tempo.</p>
<p>O programa tem início com o relato de Marina Romit, que convive com metástase de câncer de mama há cerca de sete anos e decidiu abrir sua intimidade criando o perfil no Instagram &#8220;Viver com Metástase&#8221;. Longe de romantizar a doença, ela usa o espaço para ajudar outras pessoas, trazer informações e mostrar que é possível viver com qualidade redimensionando a percepção do tempo.</p>
<p><strong>A medida do tempo e a urgência de ser você mesma</strong></p>
<p>A conversa ganha contornos filosóficos e práticos com a Dra. Ana Cláudia Quintana Arantes, geriatra, referência em cuidados paliativos e autora do livro A Morte é um Dia que Vale a Pena Viver. A especialista alerta que pessoas saudáveis costumam desperdiçar as relações por acreditarem que a vida é garantida: “Quando você acha que você tem tempo, deixa para depois”, pontua.</p>
<p>Para a médica, a verdadeira tragédia é passar a vida tentando agradar a outros e assumindo papéis que não são genuínos. “A melhor medida do nosso tempo é o quanto a gente conseguiu ser nós mesmos”, afirma a Dra. Ana Cláudia. Ela ressalta que quem encara o fim da vida ganha discernimento ímpar, tornando-se capaz de se maravilhar com pequenos confortos físicos e emocionais que antes passavam despercebidos.</p>
<p><strong>Despedidas ressignificadas e criação de memórias</strong></p>
<p>O episódio atinge um tom mais comovente quando Fernanda Lima relembra a perda de sua mãe no início de 2024, após o diagnóstico de um câncer no pâncreas. Diferente da partida abrupta do pai durante a pandemia de Covid-19, o acompanhamento paliativo proporcionou a criação de memórias preciosas e afetuosas nos últimos 20 dias de vida de sua mãe.</p>
<p>A apresentadora conta que conseguiu trazer pequenas belezas para o ambiente hospitalar, promovendo sessões de massagem e até convidando cantoras para os corredores. “Ainda bem que eu fiz tudo , tudo, tudo nesses últimos 20 dias [&#8230;] Foi uma passagem muito bonita”, conta Fernanda, reforçando a importância de trazer conforto e humanidade à despedida.</p>
<p>O episódio não é apenas emocional, mas atua como um verdadeiro manifesto para não adiarmos a nós mesmos. Para ouvir, <a href="https://open.spotify.com/episode/2qTkMlpmfoRGviECgIfKux?si=768ccbe853b24258">clique aqui</a>.</p>
<p>Fonte: <a href="https://portal.saladanoticia.com.br/noticia/51429/a-vida-muda-num-segundo-o-episodio-do-zen-vergonha-que-vai-te-fazer-repensar-o-seu-tempo">Sala da Notícia</a></p>
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		<title>Zen Vergonha: Tá com tempo? Episódio 6: Ainda há tempo</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/zen-vergonha-ta-com-tempo-episodio-6-ainda-ha-tempo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 12:40:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Numa conversa profunda e sensível, Fernanda Lima bate um papo com a médica paliativista Ana Claudia Quintana Arantes e a criadora de conteúdo Marina Romitti sobre vida e morte e como a finitude altera a nossa percepção do tempo.</p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/zen-vergonha-ta-com-tempo-episodio-6-ainda-ha-tempo/">Zen Vergonha: Tá com tempo? Episódio 6: Ainda há tempo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Numa conversa profunda e sensível, Fernanda Lima bate um papo com a médica paliativista Ana Claudia Quintana Arantes e a criadora de conteúdo Marina Romitti sobre vida e morte e como a finitude altera a nossa percepção do tempo.</p>
<p><iframe style="border-radius: 12px;" src="https://open.spotify.com/embed/episode/2qTkMlpmfoRGviECgIfKux?utm_source=generator&amp;si=e3eb8f6971b243a6" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen" data-testid="embed-iframe"></iframe></p>
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		<title>Quatro cinco um: ‘O corpo de quem sofre pertence a quem sofre’, diz Ana Claudia Quintana Arantes</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/quatro-cinco-um-o-corpo-de-quem-sofre-pertence-a-quem-sofre-diz-ana-claudia-quintana-arantes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 17:43:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando é a hora de conversar sobre a morte? Para Ana Claudia Quintana Arantes, médica geriátrica especializada em dor e responsável pela estrutura de cuidados paliativos do Hospital Albert Einstein, o assunto deveria ser encarado com responsabilidade, sensibilidade e amor aos que sofrem. No último encontro d’A Feira do Livro em parceria com a Folha [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/quatro-cinco-um-o-corpo-de-quem-sofre-pertence-a-quem-sofre-diz-ana-claudia-quintana-arantes/">Quatro cinco um: ‘O corpo de quem sofre pertence a quem sofre’, diz Ana Claudia Quintana Arantes</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando é a hora de conversar sobre a morte? Para Ana Claudia Quintana Arantes, médica geriátrica especializada em dor e responsável pela estrutura de cuidados paliativos do Hospital Albert Einstein, o assunto deveria ser encarado com responsabilidade, sensibilidade e amor aos que sofrem.</p>
<p>No último encontro d’<strong>A Feira do Livro</strong> em parceria com a <em>Folha de S.Paulo</em>, mediadopelo jornalista Uirá Machado, a autora de <em>A morte </em>é<em>um dia que vale a pena viver</em> (Sextante, 2019) conversou a respeito da ética da finitude, contou casos comoventes de pacientes e disse que o luto não tem fim, mas há maneiras de lidar com a dor da ausência.</p>
<p>A marca de mais de um milhão de livros vendidos, somando os números desse livro aos de<em> Histórias lindas de morrer </em>(Sextante, 2020) e outros títulos, confirma a existência de um público cada vez mais interessado em compreender situações graves de saúde e a encarar perdas repentinas e fragilidades que acompanham o envelhecimento.</p>
<p>De acordo com o IBGE, o número de idosos cresceu 57% em uma década e, apesar de enfermidades não atingirem somente pessoas acima de 60 anos, Arantes afirma que a fragilidade do corpo surpreende em qualquer idade.</p>
<p>“A morte é um assunto dos vivos, e a gente colocou isso de uma maneira muito asséptica, aprisionada na UTI com horário de visita”, disse a geriatra. “Quem tirou isso das pessoas foi a medicina, em troca de uma promessa que nunca será cumprida, que é a vida eterna. Não falar não adia a morte.”</p>
<h3 class="s-intertitle">Morte assistida</h3>
<p>Em <em>Histórias lindas de morrer</em>, Arantes detalha casos de pacientes que viveram esse processo por meio da abordagem do cuidado paliativo e conseguiram lidar com o sofrimento em situações fatais ou de cura.</p>
<p>A autora explica que é comum a falta de compreensão da prática, mesmo entre os profissionais da área da saúde, e que o cuidado é um meio de alívio e também de prevenção. Arantes afirma que o método paliativo faz com que o paciente, os familiares e os cuidadores tenham experiências mais dignas diante da inevitabilidade da dor.</p>
<p>“O que a gente consegue no cuidado paliativo é o alívio do sofrimento. Mas a tristeza que está envolvida nisso, a emoção, a mudança física e o processo de dependência são condições humanas. E a gente vai poder viver isso de um lugar um pouco mais consciente. O corpo de quem sofre pertence a quem sofre”, defendeu.</p>
<p>Uma das histórias mais tocantes do livro, segundo a autora, é a de uma leitora que se tornou paciente e a procurou após descobrir um tumor, em 2021. O choque com o diagnóstico fez que ela fosse em busca de uma morte assistida.</p>
<p>“Era um quadro avançado e ela queria a morte assistida. Ia começar o tratamento de quimioterapia, mas não queria prolongar o sofrimento. Ela aceitou fazer o tratamento porque tinha a expectativa de ter qualidade de vida por mais algum tempo. Está viva e com a recidiva do câncer”, relatou Arantes. A médica explicou que a morte assistida é um procedimento proibido no Brasil e autorizado em apenas em dezesseis países, restrito aos cidadãos locais, com exceção da Suíça.</p>
<h3 class="s-intertitle">Ausência</h3>
<p>Para a autora, todas essas preocupações e escolhas passam pelo desejo de uma morte com menos angústia, mas privilegiam uma vida mais amorosa. Ela acredita que o luto não tem fim e é preciso expressá-lo com afeto.</p>
<p>“Pensar na morte, na sua e das pessoas que você ama, faz com que você tenha a decência de expressar afeto com mais segurança, veemência, certeza e com menos medo e constrangimento. Porque depois que alguém morre, não adianta dizer que ama. O luto não acaba, o que melhora é a forma de lidar com a saudade e a dor da ausência.”</p>
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity" />
<p><strong>A Feira do Livro 2026 </strong></p>
<p>A quinta edição do festival literário, gratuito e a céu aberto, acontece de 30 de maio a 7 de junho, na praça Charles Miller, no Pacaembu. Realizada pela <strong>Associação Quatro Cinco Um</strong>, a Maré Produções e o Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, <strong>A Feira do Livro 2026</strong> reúne mais de cem autores e autoras do Brasil e do exterior em uma programação com mais de duzentas atividades, entre debates, oficinas, contações de histórias e encontros literários. Confira a programação e <a href="https://quatrocincoum.com.br/afeiradolivro/">outras notícias</a> do festival.</p>
<p><strong>A Feira do Livro<br />
</strong>30 de maio a 7 de junho de 2026<br />
Praça Charles Miller – Pacaembu – São Paulo/SP<br />
Entrada gratuita<br />
<a href="https://www.instagram.com/afeiradolivro/">@afeiradolivro</a><strong></p>
<p>Horário<br />
</strong>Finais de semana e feriado: das 10h às 20h<br />
Dias úteis (segunda, terça e quarta): das 14h às 21h</p>
<p><strong>A Feira do Livro</strong> incentiva o público a visitar o festival a pé, de bicicleta, táxi, transporte por aplicativo ou transporte público. O estacionamento na praça é limitado.</p>
<p>Fonte: <a href="https://quatrocincoum.com.br/noticias/a-feira-do-livro/a-feira-do-livro-2026/o-corpo-de-quem-sofre-pertence-a-quem-sofre-diz-ana-claudia-quintana-arantes/" target="_blank" rel="noopener">Quatro cinco um</a></p>
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		<title>Folha de S. Paulo: Feira do Livro, no último dia, debate gênero com Carol Pires e Thomás Aquino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 17:33:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste domingo, 7, último dia de Feira do Livro, a jornalista Carol Pires e a psicanalista Vera Iaconelli convidaram o advogado Renan Quinalha e o ator Thomás Aquino para o papo &#8220;Nem Todo Homem&#8221;, sobre masculinidade e as consequências de não falar sobre ela. Considerados &#8220;aliados&#8221; pelas mediadoras, o advogado e o ator se colocaram [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste domingo, 7, último dia de Feira do Livro, a jornalista Carol Pires e a psicanalista Vera Iaconelli convidaram o advogado Renan Quinalha e o ator Thomás Aquino para o papo &#8220;Nem Todo Homem&#8221;, sobre masculinidade e as consequências de não falar sobre ela.</p>
<p>Considerados &#8220;aliados&#8221; pelas mediadoras, o advogado e o ator se colocaram em um debate do qual muitos homens estão acuados —por medo de cometerem erros ou de lembrarem algum que já cometeram, disse Pires.</p>
<p>A expressão que deu nome ao encontro é, segundo a jornalista, usada por muitos homens como muleta para sair do debate das questões de gênero sem resolver os seus problemas.</p>
<p>Apesar disso, ela é verdadeira. &#8220;A gente está fingindo que os homens legais não estão por aí, mas eles estão&#8221;, afirmou Iaconelli. &#8220;Sem aliados masculinos a gente não vai sair dessa pocilga&#8221;.</p>
<p>Essa pocilga à qual a psicanalista se refere é uma realidade onde mulheres são vítimas de um sistema patriarcal que em grande parte das vezes resulta na morte delas. &#8220;A solução do masculino muitas vezes é descontar&#8221;, afirmou Aquino.</p>
<p>Suas amizades com homens, contou o ator, são baseadas em momentos que envolvem mais bebidas do que conversas sobre sentimentos.</p>
<p>Quinalha afirmou que a masculinidade é produzida com violência, seja sobre si mesmo ou sobre os outros. O processo de tornar-se homem, segundo ele, envolve um endurecimento e uma rejeição de tudo que aproxime o indivíduo do feminino.</p>
<p>O seu processo, em particular, ainda ganhou uma camada mais complexa. Sendo um homem gay, Quinalha cresceu ouvindo que não era homem o suficiente.</p>
<p>O mesmo acontece com mulheres heterossexuais, disse Iaconelli. &#8220;Se elas não escolhem o celibato, estão dormindo com o inimigo.&#8221;</p>
<p>O encontro ocorreu sob o som alto de uma cerimônia de formatura da Polícia Militar do Estado de São Paulo, realizada no estádio do Pacaembu, e que acabou sendo usada no encontro como metáfora para a importância de levar as conversas sobre o masculino para os ambientes de homens. Iaconelli brincou extendendo um convite aos militares para participarem do &#8220;curso para homens&#8221;.</p>
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<div id="banner-bottom-materia" class="c-advertising__banner-area"><span style="font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', Roboto, 'Helvetica Neue', Arial, 'Noto Sans', sans-serif, 'Apple Color Emoji', 'Segoe UI Emoji', 'Segoe UI Symbol', 'Noto Color Emoji';">Longe do som do rito que durou o dia inteiro, </span>Reinaldo Moraes<span style="font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', Roboto, 'Helvetica Neue', Arial, 'Noto Sans', sans-serif, 'Apple Color Emoji', 'Segoe UI Emoji', 'Segoe UI Symbol', 'Noto Color Emoji';"> e Ian Uviedo encheram o auditório em uma conversa potencializada por seus 49 anos de diferença.</span></div>
</div>
<p>Aos 76 , Moraes contou que começou a levar &#8220;porradas&#8221; no final dos anos 1970, quando as amigas começaram a corrigir falas machistas que ele reproduzia. Pai de três filhas, ele é constantemente educado dentro de casa. &#8220;Não há estância onde eu possa me sentir cancelável porque só tenho WhatsApp&#8221;, afirmou.</p>
<p>Já Ian Uviedo, de 27 anos, é de uma geração que vive a consequência das ações de gerações anteriores. Os nascidos na transição do último século, segundo ele, receberam uma &#8220;bucha&#8221; de questões ambientais, de gênero e raciais para discutir. &#8220;Tenho orgulho e prazer de fazer parte dessa geração&#8221;, disse o autor.</p>
<p>Provocado pelo mediador Fernando Luna, Moraes contou que se percebeu velho quando passou a perceber déficits biológicos e cognitivos. &#8220;Mas graças ao envelhecimento eu esqueço disso&#8221;, brincou ele, levando a plateia a gargalhadas.</p>
<p>No início da tarde, a médica e escritora <strong>Ana Claudia Quintana Arantes </strong>falou no palco externo sobre um assunto que muitos ainda evitam: a morte. Sem tabu, Arantes afirmou que não falar sobre a morte, não a adia. Assim como falar sobre ela, também não a atrai. &#8220;Eu falo sobre isso há 30 anos e ainda não morri&#8221;, lembrou.</p>
<p>Arantes ganhou notoriedade ao falar sobre o tema em uma palestra Ted em 2013 que depois se tornou o livro <strong>&#8220;A Morte É Um Dia que Vale a Pena Viver&#8221;</strong>, há dez anos no topo da lista de livros mais vendidos no Brasil, como lembrou o jornalista da <strong>Folha</strong> Uirá Machado, que mediava a mesa. Para a autora, o sucesso contínuo da obra se dá porque as pessoas continuam morrendo.</p>
<p>A dificuldade de falar sobre o tema, segundo ela, se dá porque as pessoas acreditam que isso vai causar sofrimento —mas não falar sobre o causa também. Ela lembrou de diversos caso de pacientes que, com parentes em coma, não sabiam dizem se estes queriam ser cremados ou enterrados. &#8220;Pessoas que não falam sobre a morte estão escolhendo viver mal, morrer mal e amar pouco.&#8221;</p>
<p>Uma das formas de atenuar o sofrimento envolvido na morte é através dos cuidados paliativos, tema que Arantes discute em seu <strong>&#8220;Cuidar até O Fim&#8221;</strong>, livro sobre uma experiência de morrer mais humana. O cuidado paliativo, como explicou a médica, provê o alívio do sofrimento de uma pessoa quando ela está diante de uma doença que ameaça a continuidade da sua vida.</p>
<p>No Brasil, costuma-se adiar esse alívio para quando a cura parece improvável. Arantes propõe que esse cuidados sejam aplicados desde o começo do tratamento. &#8220;A banalização do sofrimento faz parecer que esse é o preço que se paga pela cura, mas não é&#8221;.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/06/feira-do-livro-no-ultimo-dia-debate-genero-com-carol-pires-e-thomas-aquino.shtml" target="_blank" rel="noopener">Folha de S. Paulo</a></p>
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		<title>Folha de S. Paulo: Ana Claudia Quintana Arantes, autora de best-seller sobre a morte, terá curso na CasaFolha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 18:02:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A médica Ana Claudia Quintana Arantes, referência em humanização da morte e autora de livros que somam mais de 1 milhão de exemplares vendidos, comandará um curso exclusivo na CasaFolha. Suas aulas estarão disponíveis no site casafolhasp.com.br a partir de 21 de maio. Formada em medicina pela USP, Ana Claudia se especializou em geriatria e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A médica Ana Claudia Quintana Arantes, referência em humanização da morte e autora de livros que somam mais de 1 milhão de exemplares vendidos, comandará um curso exclusivo na CasaFolha. Suas aulas estarão disponíveis no site casafolhasp.com.br a partir de 21 de maio.</p>
<p>Formada em medicina pela USP, Ana Claudia se especializou em geriatria e cuidados paliativos, com o propósito de oferecer qualidade de vida e conforto a pacientes em situações difíceis —e talvez nada seja mais difícil do que a iminência da morte.</p>
<p>Aliando experiência clínica com uma abordagem pioneira, a médica se transformou em um fenômeno editorial. Entre suas obras de maior destaque estão &#8220;Cuidar Até O Fim&#8221; e &#8220;A Morte É Um Dia que Vale a Pena Viver&#8221;, que traz orientações práticas sobre cuidados físicos e emocionais.</p>
<p>Na CasaFolha, a plataforma de streaming com aulas exclusivas lançada pela <strong>Folha</strong>, Ana Claudia explica o que são cuidados paliativos, fala sobre como dar atenção a um ente querido nos momentos finais, diz como as pessoas poderiam se preparar para o último suspiro e traz reflexões sobre o que a morte ensina a respeito da vida, entre outros temas.</p>
<p>Para assistir às lições inéditas e exclusivas de Ana Claudia Quintana Arantes, além dos demais cursos do streaming, é preciso ser assinante da CasaFolha.</p>
<p>É possível se vincular à plataforma pelo endereço <a href="http://casafolhasp.com.br/assine">casafolhasp.com.br/assine</a>. A assinatura, com desconto promocional de 67%, sai por R$ 19,90 por mês no plano anual (R$ 59,90 sem a promoção) e inclui acesso ilimitado a todas as notícias da <b>Folha</b> no site e no aplicativo para celular e tablet.</p>
<p>Quem já é assinante da <b>Folha</b> não precisa de uma nova assinatura. Basta fazer o upgrade por R$ 10 adicionais no plano do jornal em <a href="https://sites.folha.com.br/prime/upgrade">casafolhasp.com.br/upgrade</a>.</p>
<p>Ao todo, a CasaFolha tem 36 cursos exclusivos comandados por grandes personalidades em diferentes áreas, como a Monja Coen, que fala sobre meditação, o professor Clóvis de Barros Filho, que ensina &#8220;Filosofia para uma vida que vale a pena&#8221;, o gerontólogo Alexandre Kalache, que trata de envelhecimento ativo, e o cineasta José Padilha, que aborda a arte de contar histórias.</p>
<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/amp/poder/2026/04/ana-claudia-quintana-arantes-autora-de-best-seller-sobre-a-morte-tera-curso-na-casafolha.shtml">Saiba mais em Folha de S. Paulo</a></p>
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		<title>Revista Cuidar: A vida pertence a quem a vive: Autonomia, cuidado e os desafios da Lei nº 15.378/2026 nas ILPI</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 20:44:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Ana Claudia Quintana Arantes  Médica geriatra e escritora O deslocamento do eixo: da técnica para a pessoa A Lei nº 15.378 de 2026 não inaugura uma ideia nova, ela retira da invisibilidade algo que sempre esteve em jogo e raramente foi sustentado até o fim: a vida pertence a quem a vive, inclusive quando ela [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="fusion-text fusion-text-7">
<p><strong>Por: Ana Claudia Quintana Arantes </strong><br />
<strong>Médica geriatra e escritora<br />
</strong></p>
<h2 id="toc_O_deslocamento_do_eixo_da_tecnica_para_a" class="fusion-responsive-typography-calculated" data-fontsize="36" data-lineheight="46.799999px"><strong>O deslocamento do eixo: da técnica para a pessoa</strong></h2>
<p>A <strong>Lei nº 15.378 de 2026</strong> não inaugura uma ideia nova, ela retira da invisibilidade algo que sempre esteve em jogo e raramente foi sustentado até o fim: <span class="fusion-highlight custom-textcolor highlight1 awb-highlight-background"><strong>a vida pertence a quem a vive, inclusive quando ela se fragiliza, se limita e se aproxima do seu término.</strong></span>Durante muito tempo, organizamos o cuidado a partir do que sabíamos fazer, daquilo que a técnica permitia, daquilo que era possível intervir. O saber médico ocupou o centro e, ao redor dele, as decisões foram sendo tomadas com a intenção de proteger, de evitar sofrimento, de prolongar a vida. No entanto, ao fazer isso, muitas vezes retiramos da pessoa o direito de participar do próprio destino, como se a vulnerabilidade justificasse o silenciamento.</p>
<p><strong> </strong></p>
</div>
<div class="fusion-separator fusion-full-width-sep"></div>
<div class="fusion-text fusion-text-8">
<h2 id="toc_A_lei_e_a_reconstrucao_da_autonomia_no" class="fusion-responsive-typography-calculated" data-fontsize="36" data-lineheight="46.799999px"><strong>A lei e a reconstrução da autonomia no cuidado</strong></h2>
<p>A lei altera esse eixo de forma concreta. Ela afirma que<strong><span class="fusion-highlight custom-textcolor highlight1 awb-highlight-background"> a vontade do paciente precisa ser considerada, compreendida, registrada e respeitada.</span></strong> As <strong>Diretivas Antecipadas de Vontade</strong> deixam de ser um gesto raro para se tornarem um instrumento legítimo de organização do cuidado. O consentimento informado deixa de ser um documento e passa a exigir um encontro real entre quem cuida e quem vive o cuidado. O cuidado paliativo se afirma como direito, reconhecendo que há momentos em que sustentar a vida não significa prolongar funções, mas preservar sentido, aliviar sofrimento e garantir dignidade.</p>
</div>
<div class="fusion-separator fusion-full-width-sep"></div>
<div class="fusion-text fusion-text-9">
<h2 id="toc_O_intervalo_entre_a_lei_e_a_pratica" class="fusion-responsive-typography-calculated" data-fontsize="36" data-lineheight="46.799999px"><strong>O intervalo entre a lei e a prática clínica</strong></h2>
<p>Esse movimento aponta para um<strong> futuro em que a decisão clínica não se constrói apenas sobre a tratabilidade de um órgão, mas sobre a coerência entre a intervenção proposta e a vida que ainda pode ser vivida.</strong> O problema é que esse futuro não se instala automaticamente. Ele precisa atravessar uma cultura profundamente marcada por um modelo paternalista, onde o médico decide, a família autoriza e o paciente, muitas vezes, apenas obedece. Entre o que a lei afirma e o que a prática sustenta existe um intervalo tenso, e é nesse intervalo que se revelam as maiores distorções.</p>
<p>A clínica cotidiana continua a mostrar situações em que a indicação técnica de um tratamento se impõe sem que a pergunta essencial seja feita. Um pulmão que responde à ventilação mecânica, uma infecção que pode ser tratada, um protocolo que orienta a conduta, e a decisão se organiza ao redor dessa possibilidade. <strong>O que permanece ausente é a pergunta sobre a vida que sustenta aquele corpo.</strong> Para quem essa intervenção está sendo feita? O que essa pessoa reconheceria como vida possível depois desse procedimento? Ainda veremos pacientes com câncer avançado, sem perspectiva de controle da doença, sendo submetidos a intervenções intensivas porque uma intercorrência específica é tratável. A técnica sustenta a decisão, mas a vida deixa de ser o eixo.</p>
</div>
<div class="fusion-separator fusion-full-width-sep"></div>
<div class="fusion-text fusion-text-10">
<h2 id="toc_Institucionalizacao_envelhecimento_e_risco_de_violencia_silenciosa" class="fusion-responsive-typography-calculated" data-fontsize="36" data-lineheight="46.8px"><strong>Institucionalização, envelhecimento e risco de violência silenciosa</strong></h2>
<p>Esse modo de cuidar não se mantém apenas por desconhecimento da lei. <strong>Ele se sustenta por uma dificuldade real de integrar o conhecimento técnico com a escuta profunda da pessoa.</strong> É mais simples decidir a partir do que pode ser feito do que sustentar uma decisão que exige reconhecer limites, aceitar a finitude e respeitar escolhas que nem sempre coincidem com o impulso de intervir. <strong>A lei exige esse deslocamento, mas não ensina como realizá-lo.</strong> Ela estabelece o contorno, mas a prática precisa aprender a habitá-lo.</p>
<p>Essa tensão se torna ainda mais evidente quando olhamos para as pessoas idosas que vivem<strong> em algumas</strong> instituições de longa permanência. A institucionalização, na prática, frequentemente produz uma diluição da individualidade. A rotina organiza o cuidado, os protocolos garantem funcionamento, a equipe responde às demandas com base na operacionalização do dia a dia, e, pouco a pouco, a pessoa vai sendo reduzida à sua condição funcional. <span class="fusion-highlight custom-textcolor highlight1 awb-highlight-background"><strong>A nova lei atravessa esse cenário e afirma que a institucionalização não suspende direitos, não reduz autonomia, não autoriza decisões tomadas à revelia da pessoa.</strong></span> O idoso que vive em uma ILPI continua sendo sujeito de direito, com a possibilidade de expressar suas preferências, registrar suas diretivas, recusar intervenções e participar das decisões sobre o próprio cuidado.</p>
<p>Há um ponto que precisa ser dito com clareza nesse contexto. <span class="fusion-highlight custom-textcolor highlight1 awb-highlight-background"><strong>Quando o morador de uma ILPI se torna paciente e deseja ser cuidado naquele espaço como se estivesse em casa, essa escolha precisa ser reconhecida como legítima.</strong> </span>A instituição passa a ter o dever de organizar o cuidado de forma compatível com essa decisão, oferecendo, dentro das possibilidades técnicas, condições equivalentes às de uma assistência domiciliar. Isso exige<strong>equipe qualificada</strong>, <strong>manejo clínico adequado</strong>, <strong>suporte para controle de sintomas</strong> e, principalmente, uma <strong>reorganização do olhar</strong>, que deixa de tratar aquele espaço apenas como um<strong> local de permanência e passa a reconhecê-lo como um lugar de cuidado integral.</strong></p>
<p>É justamente nesse ponto que emerge uma <strong>forma de violência que raramente é nomeada com a precisão que merece</strong>. <strong><span class="fusion-highlight custom-textcolor highlight1 awb-highlight-background">A pessoa idosa, diante de uma doença grave, crônica ou aguda, muitas vezes se vê obrigada a aceitar cuidados oferecidos por equipes que não foram formadas para sustentar a complexidade daquele momento</span>.</strong> Não se trata apenas de uma limitação técnica. Trata-se de uma insuficiência na formação para o cuidado humano, para a escuta, para a presença diante da fragilidade. A imposição de cuidados que não consideram a vontade da pessoa, que não respeitam sua história, que não se organizam a partir do que faz sentido para ela, configura uma forma de violência moral. Uma violência silenciosa, que se apresenta como cuidado, mas que retira da pessoa o direito de permanecer inteira dentro da própria vida.</p>
</div>
<div class="fusion-separator fusion-full-width-sep"></div>
<div class="fusion-text fusion-text-11">
<h2 id="toc_O_custo_a_responsabilidade_e_o_futuro_do" class="fusion-responsive-typography-calculated" data-fontsize="36" data-lineheight="46.799999px"><strong>O custo, a responsabilidade e o futuro do cuidado</strong></h2>
<p>A lei amplia o campo de responsabilidade. <span class="fusion-highlight custom-textcolor highlight1 awb-highlight-background"><strong>Ela exige que o sistema de saúde se prepare para oferecer um cuidado à altura das necessidades que ela mesma reconhece</strong></span>. Isso implica investimento em formação, em comunicação, em integração de equipes, em revisão de processos. Implica também reconhecer que o custo desse novo modelo não se limita ao financeiro. Existe um custo associado ao tempo de escuta, à construção de decisões compartilhadas, à sustentação de conversas difíceis, à necessidade de abandonar a segurança de um modelo centrado na autoridade e assumir a complexidade de um cuidado que se constrói com a pessoa.</p>
<p>Ao mesmo tempo, esse deslocamento reorganiza o uso dos recursos. Intervenções que não encontram mais sentido tendem a ser evitadas, permanências prolongadas em unidades intensivas deixam de ser a resposta automática, a tecnologia passa a ser utilizada com critério mais alinhado à vida que se pretende sustentar. O sistema deixa de investir exclusivamente na manutenção de funções e passa a direcionar seus recursos para aquilo que efetivamente configura cuidado.</p>
<p>A pergunta sobre custo precisa, portanto, ser reposicionada. <span class="fusion-highlight custom-textcolor highlight1 awb-highlight-background"><strong>Não se trata apenas de quanto custa implementar os direitos do paciente. Trata-se de reconhecer o custo de continuar cuidando sem considerar esses direitos.</strong></span> Hoje já convivemos com decisões que prolongam o processo de morrer, com intervenções que não devolvem vida, com conflitos que poderiam ser evitados se a vontade da pessoa estivesse clara e respeitada. Esse custo existe, é elevado e permanece pouco visível porque foi naturalizado.</p>
<p>A lei não resolve todos esses problemas. Ela não elimina o conflito, não substitui a necessidade de formação, não garante, por si só, a transformação da prática. Ela faz algo mais fundamental. Ela retira a possibilidade de ignorar a pessoa como eixo do cuidado. A partir desse momento, o desafio deixa de ser apenas técnico e passa a ser ético, relacional e profundamente humano.</p>
<p>A tarefa que se impõe é<span class="fusion-highlight custom-textcolor highlight1 awb-highlight-background"><strong> aprender a sustentar decisões que integrem conhecimento e sentido, intervenção e limite, possibilidade e coerência.</strong></span> Isso exige um outro tipo de presença no cuidado. Uma presença que reconhece que olhar para um órgão é parte do trabalho, mas que olhar para a pessoa que vive naquele corpo é o que dá direção a tudo o que se faz.</p>
<p>Quando essa integração não acontece, o cuidado se transforma em um exercício técnico que já não encontra mais o seu destinatário. Quando ela se sustenta, a lei deixa de ser um texto e passa a ser experiência vivida.</p>
</div>
<div class="fusion-separator fusion-has-icon fusion-full-width-sep">
<div class="fusion-separator-border sep-double sep-solid"></div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="fusion-separator-border sep-double sep-solid"></div>
</div>
<div class="fusion-text fusion-text-12">
<p>Aqui estão referências que sustentam o texto com rigor e, ao mesmo tempo, ampliam o campo de reflexão. Organizei como leitura essencial para profissionais que querem compreender não só a lei, mas o deslocamento ético e clínico que ela exige.</p>
<h2 id="toc_Referencias_fundamentais" class="fusion-responsive-typography-calculated" data-fontsize="36" data-lineheight="46.799999px"><em><strong>Referências fundamentais</strong></em></h2>
<p><strong>Brasil. Lei nº 15.378, de 6 de abril de 2026<br />
</strong>Estatuto dos Direitos do Paciente<br />
Disponível em: <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2026/lei/l15378.htm" target="_blank" rel="noopener">https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2026/lei/l15378.htm </a></p>
<p><strong>Conselho Federal de Medicina. Resolução nº 1.995/2012<br />
</strong>Diretivas antecipadas de vontade</p>
<p><strong>Domingues VN et al. (2026)<br />
</strong>Diretivas antecipadas de vontade no Brasil: sua aplicabilidade em psiquiatria<br />
Revista Bioética</p>
<p><em><strong>Bio</strong></em><strong><em>ética e fundamentos do cuidado</em></strong></p>
<p><strong>Beauchamp TL, Childress JF<br />
</strong>Principles of Biomedical Ethics. 7ª ed. Oxford University Press, 2013<br />
Base conceitual dos princípios de autonomia, beneficência, não maleficência e justiça</p>
<p><strong>Nunes R. (2016)<br />
</strong>Diretivas antecipadas de vontade<br />
Conselho Federal de Medicina</p>
<p><strong>Rego S, Palácios M. (2006)<br />
</strong>A finitude humana e a saúde pública<br />
Cadernos de Saúde Pública</p>
<p><em><strong>Cuidados paliativos e decisões no fim de vida</strong></em></p>
<p><strong>World Health Organization (WHO)<br />
</strong>Palliative Care<br />
Definição oficial e diretrizes globais</p>
<p><strong>Temel JS et al. </strong><strong>(2010)<br />
</strong>Early palliative care for patients with metastatic non-small-cell lung cancer<br />
New England Journal of Medicine<br />
Mostra impacto de cuidados paliativos em qualidade de vida e até sobrevida</p>
<p><strong>Kü</strong><strong>bler-Ross E.<br />
</strong>Sobre a morte e o morrer<br />
Clássico que desloca o olhar da doença para a experiência humana</p>
<p><em><strong>Comunicaçã</strong><strong>o e decisão compartilhada</strong></em></p>
<p><strong>Epstein RM, Street RL (2011)<br />
</strong>The values and value of patient-centered care<br />
Annals of Family Medicine</p>
<p><strong>Elwyn G et al. (2012)<br />
</strong>Shared decision making: a model for clinical practice<br />
Journal of General Internal Medicine</p>
<p><em><strong>Envelhecimento, ILPI e vulnerabilidade</strong></em></p>
<p><strong>Brasil. Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741/2003)<br />
</strong>Base legal de proteção e dignidade da pessoa idosa</p>
<p><strong>Minist</strong><strong>ério da Saúde (Brasil)<br />
</strong>Caderno de Atenção Básica – Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa</p>
<p><strong>Scortegagna SA, Oliveira RM (2012)<br />
</strong>Institucionalização da pessoa idosa: implicações para o cuidado<br />
Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia</p>
<p><em><strong>Para aprofundar o pensamento </strong></em></p>
<p><strong>Atul Gawande<br />
</strong>Being Mortal<br />
Sobre limites da medicina e sentido no fim da vida</p>
<p><strong>Byung-Chul Han<br />
</strong>Sociedade do Cansaço<br />
Para compreender o pano de fundo cultural do cuidado produtivista</p>
<p><strong>Ivan Illich<br />
</strong>Nêmesis da Medicina<br />
Crítica estrutural ao modelo médico centrado na intervenção</p>
</div>
<div class="fusion-separator fusion-full-width-sep"></div>
<div class="fusion-text fusion-text-13">
<h2 id="toc_Se_voce_quiser_reduzir_tudo_a_um_fio" class="fusion-responsive-typography-calculated" data-fontsize="36" data-lineheight="46.799999px"><strong>Se você quiser reduzir tudo a um fio condutor de leitura:</strong></h2>
<ul>
<li>Comece pela lei,</li>
<li>Aprofunde com bioética,</li>
<li>Desça para a prática com cuidados paliativos,</li>
<li>Amplie com comunicação,</li>
<li>Questione com filosofia</li>
</ul>
<blockquote><p><strong>Porque a mudança proposta não é apenas normativa. Ela exige outro modo de pensar, decidir e cuidar. – Ana Claudia Quintana Arantes</strong></p></blockquote>
</div>
<p>Fonte: <a href="https://revistacuidar.com.br/lei-no-15-378-2026-nas-ilpi/">Revista Cuidar</a></p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/revista-cuidar-a-vida-pertence-a-quem-a-vive-autonomia-cuidado-e-os-desafios-da-lei-no-15-378-2026-nas-ilpi/">Revista Cuidar: A vida pertence a quem a vive: Autonomia, cuidado e os desafios da Lei nº 15.378/2026 nas ILPI</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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		<title>Mais Você: Médica geriatra fala sobre a importância do acolhimento na fase inicial do luto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 14:50:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Paula Renault (BBB26) conta que ao saber que Tadeu Schmidt também estava vivendo um luto a deixou ainda mais forte para seguir. Veja a fala da Dra Ana Claudia Quintana Arantes durante o programa Mais Você, com Ana Maria Braga, no dia 22 de abril de 2026, acessando a GloboPlay: https://globoplay.globo.com/v/14547622/ &#160;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ana Paula Renault (BBB26) conta que ao saber que Tadeu Schmidt também estava vivendo um luto a deixou ainda mais forte para seguir.</p>
<p>Veja a fala da Dra Ana Claudia Quintana Arantes durante o programa Mais Você, com Ana Maria Braga, no dia 22 de abril de 2026, acessando a GloboPlay: <a href="https://globoplay.globo.com/v/14547622/" target="_blank" rel="noopener">https://globoplay.globo.com/v/14547622/</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Vida Simples: Que haja música!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 16:53:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há sofrimentos que precisam de arte para que a compreensão atravesse as fronteiras da mente e chegue nos sentimentos. Quando a dor ultrapassa a linguagem comum, ela exige outra gramática, aquela capaz de sustentar o tempo que não passa, de dar contorno à emoção que insiste, de oferecer som ao que permanece mudo. A arte [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span dir="ltr" role="presentation">Há sofrimentos que precisam de arte </span><span dir="ltr" role="presentation">para que a compreensão atravesse as fron</span><span dir="ltr" role="presentation">teiras da mente e chegue nos sentimen</span><span dir="ltr" role="presentation">tos. Quando a dor ultrapassa a linguagem </span><span dir="ltr" role="presentation">comum, ela exige outra gramática, aquela </span><span dir="ltr" role="presentation">capaz de sustentar o tempo que não passa, </span><span dir="ltr" role="presentation">de dar contorno à emoção que insiste, de </span><span dir="ltr" role="presentation">oferecer som ao que permanece mudo.</span></p>
<p><strong><span dir="ltr" role="presentation">A arte não elimina o sofrimento, mas o </span></strong><span dir="ltr" role="presentation"><strong>organiza</strong>. Não cura o luto, mas o torna um </span><span dir="ltr" role="presentation">lugar minimamente habitável. E isso, mui</span><span dir="ltr" role="presentation">tas vezes, é o que salva. A música sempre </span><span dir="ltr" role="presentation">soube fazer esse trabalho. Sua matemáti</span><span dir="ltr" role="presentation">ca precisa na organização e distribuição </span><span dir="ltr" role="presentation">de som e silêncio desenvolveu, ao longo </span><span dir="ltr" role="presentation">da história, formas rigorosas para lidar </span><span dir="ltr" role="presentation">com o conflito humano sem simplificá-lo. </span><span dir="ltr" role="presentation">Entre elas, a sonata, nascida na Europa do </span><span dir="ltr" role="presentation">século XVIII, cuja estrutura se assemelha </span><span dir="ltr" role="presentation">a uma experiência existencial.</span></p>
<p><span dir="ltr" role="presentation">A sonata organiza-se em movimentos </span><span dir="ltr" role="presentation">que espelham o luto com precisão quase </span><span dir="ltr" role="presentation">clínica. Na exposição, apresentam-se os </span><span dir="ltr" role="presentation">temas. O primeiro se impõe como tônica: </span><span dir="ltr" role="presentation">a perda. Incontornável. A pessoa não está </span><span dir="ltr" role="presentation">mais. Tudo o que era cotidiano passa a or</span><span dir="ltr" role="presentation">bitar essa ausência fundamental. Em se</span><span dir="ltr" role="presentation">guida, a transição: a mente tenta se mover, </span><span dir="ltr" role="presentation">explicar, negociar. Nada se fixa.</span></p>
<p><span dir="ltr" role="presentation">O segundo tema surge em tonalidade </span><span dir="ltr" role="presentation">contrastante: a memória viva, intensa, ex</span><span dir="ltr" role="presentation">cessiva. <strong>O amor que insiste mesmo sem </strong></span><span dir="ltr" role="presentation"><strong>corpo, sem toque, sem voz.</strong> A exposição se encerra quando se reconhece, mesmo sem palavras, que a vida já mudou de tom. O desenvolvimento, por sua vez, é o trecho mais longo e instável. Aqui, a dor trabalha. Os temas se fragmentam, reaparecem em variações imprevisíveis. Emoções modulam: raiva, culpa, ternura, exaustão. O corpo sente antes da consciência. Pode parecer que é desordem, mas, na verdade, é um modo caoticamente organizado para sua elaboração. <strong>A música oferece ritmo a esse caos interno, melodia à emoção.</strong></span></p>
<p><span dir="ltr" role="presentation">Na</span> <span dir="ltr" role="presentation">recapitulação,</span> <span dir="ltr" role="presentation">os</span> <span dir="ltr" role="presentation">temas</span> <span dir="ltr" role="presentation">retornam, </span><span dir="ltr" role="presentation">agora na tônica da vida que continua. A </span><span dir="ltr" role="presentation">ausência permanece, a memória também, </span><span dir="ltr" role="presentation">mas integradas. A tensão não desaparece; </span><span dir="ltr" role="presentation">se resolve. O amor muda de função: deixa </span><span dir="ltr" role="presentation">de tentar trazer de volta e passa a susten</span><span dir="ltr" role="presentation">tar por dentro. Por fim, a coda assenta o </span><span dir="ltr" role="presentation">movimento. Não encerra a música. Con</span><span dir="ltr" role="presentation">clui o que precisava ser dito.</span></p>
<blockquote><p><strong><span dir="ltr" role="presentation">A arte pode dar forma ao luto. O tempo </span><span dir="ltr" role="presentation">de duração de uma composição pode ser </span><span dir="ltr" role="presentation">o primeiro passo. Um movimento inteiro </span><span dir="ltr" role="presentation">pode se transformar numa estrada adian</span><span dir="ltr" role="presentation">te da dor. O suficiente para que a música </span><span dir="ltr" role="presentation">siga tocando – e a vida também.</span></strong></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>ANA CLAUDIA QUINTANA ARANTES é médica formada pela USP, especialista em Geriatria e Gerontologia, Cuidados Paliativos e Psicologia do luto, além de escritora.</p>
<p><a href="https://vidasimples.co/colunista/que-haja-musica/" target="_blank" rel="noopener">Artigo publicado em Vida Simples</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Vida Simples: Vergonha é remédio</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/vida-simples-vergonha-e-remedio/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Feb 2026 13:02:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você se lembra da última vez em que sentiu vergonha? Olhos baixos, corpo contraído, aquela urgência de desaparecer antes que alguém percebesse o que você queria esconder. O rubor subindo pelo rosto como um alarme involuntário. A vergonha não nasce do que fazemos, mas do que somos quando a camada de proteção cai. Surge quando [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você se lembra da última vez em que sentiu vergonha? Olhos baixos, corpo contraído, aquela urgência de desaparecer antes que alguém percebesse o que você queria esconder. O rubor subindo pelo rosto como um alarme involuntário.</p>
<p>A vergonha não nasce do que fazemos, mas do que somos quando a camada de proteção cai. Surge quando imaginamos que, ao mostrar nossa verdade, perderemos amor, respeito, admiração, lugar à mesa. E, no entanto, <strong>é justamente esse ponto vulnerável que guarda a chave de qualquer relação verdadeira.</strong></p>
<p>Vivemos um tempo em que a vergonha se multiplicou. Não porque erramos mais, mas porque nos mostramos menos. Quanto mais administramos nossa própria imagem, mais acreditamos que só existimos quando estamos devidamente editados. Respiramos um ar que exige coerência, força, autocontrole e devolve julgamento permanente. Não há encontro real possível quando a alma precisa pedir desculpas por existir.</p>
<p>Outro dia, no saguão do aeroporto, uma mulher se aproximou devagar. “Doutora, eu queria dizer algo, mas tenho vergonha.” Perguntei se era de mim. Ela negou. “É de mim mesma.” Convidei-a a chegar mais perto. E ela veio. Contou que estava doente, cansada, temendo preocupar a família. Por fim, murmurou: “Eu não sei mais se sou alguém de quem se possa gostar”.</p>
<p>Ali, no barulho das partidas, a vergonha dela encontrou com meu olhar sem julgamentos. “Vergonha”, eu disse, “é você enxergar uma chance de melhorar o que sente e fechar os olhos para ela. Cuide-se e sua família não terá preocupação desnecessária”. Ela se emocionou, e ainda ruborizada, se despediu sorrindo.</p>
<p>Vejo isso todos os dias no limite da vida. Quem já não consegue se levantar sente vergonha. Quem precisa ser tocado para comer ou se limpar sente vergonha. Quem perde as palavras sente vergonha. Quem olha o corpo ferido e chora sente vergonha. Mas, no quarto silencioso onde a morte se aproxima, a vergonha pode, enfim, descansar, porque existe alguém dizendo, sem dizer: “Você continua digno”.</p>
<p data-inspected="true"><strong>É impossível atravessar a vergonha sozinho</strong>. Sem o olhar que sustenta, ela vira exílio interior. A pessoa passa a administrar-se: oculta desejos, evita pedir ajuda, aprende a sobreviver em silêncio. Mas, quando alguém olha de verdade, algo se desfaz. A alma afrouxa. O corpo continua frágil, mas o coração se endireita.</p>
<p>ANA CLAUDIA QUINTANA ARANTES é médica formada pela USP, especialista em Geriatria e Gerontologia, Cuidados Paliativos e Psicologia do luto, além de escritora.</p>
<p><a href="https://vidasimples.co/colunista/vergonha-e-remedio/">Artigo publicado em Vida Simples</a></p>
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		<title>Claudia: Minha mãe escolheu como viver — e também como partir</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jan 2026 20:36:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Caras leitoras, esta é uma coluna difícil de escrever. Difícil porque é a história da minha mãe. E também porque é uma história que chegou ao fim. Maria de Fátima Galdino, “a baixinha”, tinha 1,49m de altura e uma força que nunca coube no corpo pequeno que habitava. Foi com essa força que atravessou a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Caras leitoras, esta é uma coluna difícil de escrever. Difícil porque é a história da minha mãe. E também porque é uma história que chegou ao fim. Maria de Fátima Galdino, “a baixinha”, tinha 1,49m de altura e uma força que nunca coube no corpo pequeno que habitava. Foi com essa força que atravessou a vida, inclusive enfrentando um câncer agressivo.</p>
<h3 data-reader-unique-id="59">Quem era minha mãe</h3>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="60">Fátima nasceu no Cariri paraibano e, aos 14, veio para São Paulo atrás de oportunidades. Fez família, se separou e foi mãe solo, trabalhou em três empregos ao mesmo tempo, mudou de casa várias vezes, até encontrar um lugarzinho seu, num conjunto habitacional na Zona Leste, construído em mutirão.</p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="79">Aquela pequenininha carregou bloco, cimento e construiu, com outras mulheres e famílias, o cantinho em que viveu por 27 anos.</p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="127">Já com os filhos crescidos, voltou a estudar, se formou e foi síndica do condomínio em que morava por 15 anos.</p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="128">Enfrentou conflitos, ameaças, desrespeito, madrugadas com gente batendo à porta — até bomba teve. Mas ela passou por tudo isso do jeito dela: turrona, firme e sem recuar.</p>
<h3 data-reader-unique-id="129">O diagnóstico</h3>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="130">Em fevereiro de 2025, numa internação de emergência, descobrimos um câncer de intestino avançado. O tumor foi retirado, mas havia metástase.</p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="131">O fígado já estava comprometido e a proposta médica era clara: quimioterapia pesada que poderia prolongar sua vida em alguns meses, mas à custa de sofrimento e perda de autonomia.</p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="136">Dona Maria de Fátima sem autonomia? Não consigo imaginar! Minha mãe ouviu tudo, foi em mais de um médico e decidiu não fazer a quimio.</p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="137">Muitos criticaram indignados a sua escolha. E os três filhos — eu incluso — a apoiaram. Respeitando a decisão por mais difícil que fosse. Porque não era desistência, mas uma escolha por passar o tempo que tinha do jeito que sempre viveu.</p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="138">Depois da cirurgia, ela teve dez meses sem sintomas importantes. Voltou para casa, para a rotina de síndica, ainda que com cautela. Seguiu cuidando das suas coisas do seu jeito, acompanhada por cuidados paliativos.</p>
<h3 data-reader-unique-id="139">O legado de uma vida</h3>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="140">Em outubro, o corpo começou a dar sinais de cansaço. Sem um tratamento agressivo, quem agride é o câncer. O fígado entrou em falência, comer ficou difícil, o cansaço aumentou, a dor apareceu — mesmo quando ela fingia que não sentia.</p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="141">Até que em 2 de dezembro de 2025, o câncer levou minha mãe, aos 67 anos. O dia estava ensolarado, perto de 17h. Uma chuva forte caiu, levando ela consigo.</p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="146">Logo depois, o sol voltou a brilhar. Eu estava com ela. E na despedida o que mais impressionou foi a coerência.</p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="147">A mulher que decidiu como criar os filhos, como sustentar a casa, como liderar uma comunidade inteira, decidiu também como partir.</p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="148">Sem prolongar a própria dor para atender expectativas alheias. Sem abrir mão de quem sempre foi. A partida ainda me destroça. Mas junto da saudade existe um orgulho imenso da vida que ela construiu.</p>
<h3 data-reader-unique-id="149">Uma perspectiva sobre o câncer</h3>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="150">Falar de câncer costuma vir com discursos sobre luta, batalha, vitória ou derrota.</p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="151"><em><strong>Como diz a médica paliativista Ana Claudia Quintana Arantes</strong><strong>, que cuidou da minha mãe,</strong> </em>representar o câncer como uma guerra não funciona porque não há vencedores ou perdedores no tratamento da doença, mas humanos com diferentes medos, esperanças e necessidades.</p>
<p data-mrf-recirculation="Links internos" data-reader-unique-id="155">Minha mãe não venceu o câncer. Venceu a imposição de um sofrimento e a ideia de que não temos direito de escolher. Ela não foi guerreira, foi corajosa. E talvez essa seja a última lição da baixinha durona que me criou. A mais gigante de todas.</p>
<p>Fonte: <a href="https://claudia.abril.com.br/coluna/deixa-te-falar-historias-de-terapia/minha-mae-escolheu-como-viver-e-como-partir/">Claudia / Deixa te falar&#8230;</a></p>
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		<title>Vida Simples: Ninguém ganha da dor de perder</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2025 13:55:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O luto é uma experiência inevitável. Ele se manifesta sempre que precisamos reorganizar a vida depois de uma ausência definitiva. Pode ser a morte de alguém amado, o fim de uma relação, a perda de um projeto ou o término de um sonho. O luto nos atravessa e transforma, ainda que resistamos a ele. Trata-se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O luto é uma experiência inevitável. Ele se manifesta sempre que precisamos reorganizar a vida depois de uma ausência definitiva. Pode ser a morte de alguém amado, o fim de uma relação, a perda de um projeto ou o término de um sonho. O luto nos atravessa e transforma, ainda que resistamos a ele.</p>
<p>Trata-se de um processo que envolve dimensões emocionais, cognitivas, físicas e sociais. Tristeza, choque, raiva, solidão e culpa se alternam com instantes de alívio ou anestesia afetiva. O corpo reage: aperto no peito, nó na garganta, fraqueza, insônia, boca seca, dores difusas. A mente também sofre: falhas de memória, dificuldade de concentração, descrença, pensamentos obsessivos.</p>
<p>Há mudanças no comportamento: isolamento, aumento no uso de álcool ou remédios, ou uma inquietação que tenta calar o vazio. <strong>Nada disso é sinal de fraqueza</strong>. É a prova da intensidade do vínculo. Quanto maior o amor, mais dolorosa a falta. Afinal, <strong>o luto é o reverso do amor que se viveu.</strong></p>
<p>Mas o luto não é apenas dor. <strong>Ele também pode ser caminho de reconstrução.</strong> É o modo pelo qual a vida integra a ausência na presença da memória. Acolhê-lo significa permitir que a dor seja sentida, sem pressa para acabar. Cada pessoa tem seu tempo. Não há manual nem etapas fixas. Há apenas o desafio de atravessar a escuridão até que se possa, um dia, reconhecer a saudade como forma de amor que permanece.</p>
<p>E aqui está algo essencial: não deixe de mostrar que você se importa com quem está em luto. Não falte ao velório. Não se prive da experiência de fazer uma chamada que não será atendida. Não esconda seus olhos aflitos só porque não sabe o que dizer. A verdade é que nada do que for dito aliviará uma dor tão lancinante. O que importa é o silêncio presente, a companhia que sustenta.</p>
<p>Não se afaste sob a desculpa de “não incomodar”. Quem sofre não precisa de frases prontas.<strong> Precisa sentir que não foi abandonado</strong>. O vazio da perda se agrava quando é cercado pelo silêncio da indiferença.</p>
<p data-inspected="true">Vencer a dor de perder não é derrotá-la. <strong>É atravessá-la até que ela se transforme em saudade.</strong> É seguir cuidando de si como se a pessoa amada ainda estivesse aqui, sorrindo ao ver que seguimos vivendo. A gente não ganha da dor de perder. Mas podemos, com tempo, cuidado e presença, transformar a dor em memória, em legado e em amor que continua a nos mover.</p>
<p data-inspected="true">
<p>ANA CLAUDIA QUINTANA ARANTES é médica formada pela USP, especialista em Geriatria e Gerontologia, Cuidados Paliativos e Psicologia do luto, além de escritora.</p>
<p><a href="https://vidasimples.co/colunista/ninguem-ganha-da-dor-de-perder/">Artigo publicado em Vida Simples</a></p>
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		<title>Vida Simples: Quero voltar pra casa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Sep 2025 19:42:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este é um pedido frequente dos pacientes que padecem com sofrimentos dentro do hospital. Entre pessoas idosas, ele pode até acontecer quando já estão em casa, mas não reconhecem o espaço como um lar. E nem sempre este reconhecimento vem de uma casa com endereço. Às vezes, é de um tempo em que o corpo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Este é um pedido frequente dos pacientes que padecem com sofrimentos dentro do hospital. Entre pessoas idosas, ele pode até acontecer quando já estão em casa, mas não reconhecem o espaço como um lar. E nem sempre este reconhecimento vem de uma casa com endereço. Às vezes, é de um tempo em que o corpo era leve, a alma era vista, a vida fazia sentido. <strong>É um pedido por um abrigo onde a existência seja acolhida com ternura, assim como a finitude.</strong></p>
<p>Voltar pra casa é desejar viver até morrer onde se ama e é amado. Onde o cobertor tem história, o cheiro do quarto traz memórias e a mesinha de cabeceira guarda nossos objetos sagrados preferidos. É desejar que a morte não seja asséptica, solitária, protocolar – mas viva, íntima, verdadeira.</p>
<p>Morrer em casa não é morrer abandonado. É, muitas vezes, <strong>morrer cercado de sentido.</strong> Mas isso exige coragem. A coragem de enfrentar o medo: o da família, o do paciente, o da equipe. Medo de não saber cuidar, medo da dor, medo do fim. E também exige preparo: saber que o corpo que morre precisa de menos do que imaginamos – menos comida, menos esforço, menos urgência. Necessita de cuidados de quem sabe a importância que isso tem na vida humana. E mais presença, mais silêncio, mais escuta.</p>
<h2 id="a-coragem-de-viver-ate-o-fim">A coragem de viver até o fim</h2>
<p data-inspected="true"><strong>No fim da vida, começamos a dissolver a nossa forma de existir neste mundo.</strong> É como se a natureza nos chamasse de volta, parte por parte. Primeiro, a terra: o corpo pesa como se carregasse o mundo. Depois, a água: tudo resseca, os olhos, a boca, a pele. Em seguida, o fogo: o brilho se apaga, mas antes uma última chama pode reacender a lucidez. Por fim, o ar: o sopro sagrado, que um dia chegou em silêncio, agora parte do mesmo jeito.</p>
<p>O corpo devolve o que recebeu, e o que resta é o amor que permanece. Para quem sente medo de cuidar de alguém que está morrendo, é importante que seja dito: <strong>você não precisa saber tudo, nem dar conta de tudo.</strong> O cuidado não exige perfeição, exige presença. Um copo d’água, uma mão que afaga, um olhar que diz “estou aqui” valem mais do que mil procedimentos. Pode ter certeza.</p>
<p>E quando o último suspiro vem, o instante seguinte é sagrado. Não precisa ter pressa. Basta ficar. Dez minutos de silêncio podem ser um gesto de amor maior do que todas as palavras. Depois, virão os telefonemas, os papéis, os rituais.</p>
<blockquote><p>Mas, antes, é possível honrar a partida com presença. Alguém se foi, alguém ficou. E o amor não muda de lugar. Só amanhece agora no mesmo ninho: no coração de quem se lembra.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>ANA CLAUDIA QUINTANA ARANTES é médica formada pela USP, especialista em Geriatria e Gerontologia, Cuidados Paliativos e Psicologia do luto, além de escritora.</p>
<p><a href="https://vidasimples.co/colunista/quero-voltar-pra-casa/">Artigo publicado em Vida Simples</a></p>
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		<title>STF Inspira: “Construindo o amanhã” com Ana Claudia Quintana Arantes</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/stf-inspira-construindo-o-amanha-com-ana-claudia-quintana-arantes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Sep 2025 19:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com o tema &#8220;Construindo o amanhã&#8221;, a 2ª edição do STF Inspira reúne histórias e experiências inspiradoras relacionadas à Constituição Federal. Palestrantes dos talks: • Ministro Flávio Dino &#8211; Ministro do Supremo Tribunal Federal • Cintia Beatriz &#8211; Servidora do STF, escritora e mentora de mães solo • Ana Claudia Quintana &#8211; Médica geriatra e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="STF Inspira: 2ª edição - Evento completo - 4/9/2025" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/VDl5BahHU9w?start=8109&#038;feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;origin=https://www.acqa.com.br" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Com o tema &#8220;Construindo o amanhã&#8221;, a 2ª edição do STF Inspira reúne histórias e experiências inspiradoras relacionadas à Constituição Federal.</p>
<p>Palestrantes dos talks:<br />
• Ministro Flávio Dino &#8211; Ministro do Supremo Tribunal Federal<br />
• Cintia Beatriz &#8211; Servidora do STF, escritora e mentora de mães solo<br />
<strong>• Ana Claudia Quintana &#8211; Médica geriatra e paliativista, escritora</strong><br />
• Cícero Alves &#8211; Fundador e presidente do Instituto Fênix, organização que trabalha com a ressocialização, educação e capacitação de pessoas presas<br />
• Cleusa Vasconcelos &#8211; Servidora do STF, administradora, atriz e comunicadora<br />
• Bruno Moura &#8211; Primeiro fotógrafo com síndrome de Dawn do STF<br />
• Fabíola Claro &#8211; Colaboradora do STF, integrante do projeto de digitalização de processos do Tribunal<br />
• Natacha Oliveira &#8211; Secretária de Tecnologia e Inovação do STF<br />
• Drª Flávia Martins de Carvalho &#8211; Juíza-Ouvidora do STF, professora e escritora<br />
• André Trigueiro &#8211; Jornalista, repórter, escritor e professor especializado na temática ambiental</p>
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		<title>BBC News Brasil: O que acontece com nosso corpo momentos antes da morte?</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/bbc-news-brasil-o-que-acontece-com-nosso-corpo-momentos-antes-da-morte/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Aug 2025 17:29:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sonolência, falta de fome ou de sede, pele seca e azulada, respiração barulhenta&#8230; A chegada da morte pode ser marcada por uma série de sinais — e saber identificá-los é uma das chaves para um fim mais suave e tranquilo. Se a morte é a única certeza que temos na vida, chama a atenção uma [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Sonolência, falta de fome ou de sede, pele seca e azulada, respiração barulhenta&#8230; A chegada da <a class="focusIndicatorReducedWidth css-n8oauk e1h2ur550" href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-62147150">morte</a> pode ser marcada por uma série de sinais — e saber identificá-los é uma das chaves para um fim mais suave e tranquilo.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Se a morte é a única certeza que temos na vida, chama a atenção uma generalizada falta de conhecimento sobre o que realmente acontece quando <a class="focusIndicatorReducedWidth css-n8oauk e1h2ur550" href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-60959537">o fim está próximo</a>.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Especialistas em <a class="focusIndicatorReducedWidth css-n8oauk e1h2ur550" href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c99440l95m4o#:~:text=Os%20cuidados%20paliativos%20focam%20na,sofrimento%20f%C3%ADsico%2C%20psicol%C3%B3gico%20e%20espiritual.">cuidados paliativos</a> ouvidos pela BBC News Brasil dizem que até mesmo médicos e outros profissionais de saúde muitas vezes não sabem como agir nesse momento e apelam a procedimentos que são supérfluos, que mais atrapalham que ajudam.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">O processo conhecido como fase ativa da morte acontece durante os últimos dias, ou as últimas horas, de uma pessoa.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Obviamente, ele não é igual para todo mundo — e está geralmente relacionado às enfermidades de longo prazo, como o <a class="focusIndicatorReducedWidth css-n8oauk e1h2ur550" href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c7zp5z8w981t">câncer</a> e a <a class="focusIndicatorReducedWidth css-n8oauk e1h2ur550" href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c2dwqdk1zrdt">demência</a>, em que a pessoa passa meses, ou até anos, fazendo tratamentos, até chegar ao ponto em que os órgãos e sistemas que constituem o organismo não são mais capazes de manter a vida adiante.</p>
</div>
<section class="css-1s6hekm" role="region" aria-label="Publicidade 2" aria-hidden="true" data-e2e="advertisement"></section>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Entenda a seguir quais são as manifestações mais comuns de uma morte iminente, por que elas acontecem e o que pode ser feito para que esse evento seja suave, com poucos incômodos e significativo para que vai (e também para quem fica).</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<h2 id="O-desligar-da-terra" class="css-jtxtr9 emoh99e1" tabindex="-1">O desligar da terra</h2>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">A médica Ana Claudia Quintana Arantes, referência nos estudos sobre o envelhecimento, os cuidados paliativos e a morte no Brasil, faz uma analogia didática, quase poética, entre os estágios finais da vida e os quatro elementos clássicos da natureza: terra, água, fogo e ar.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Seguindo a linha de raciocínio dela, a primeira etapa da morte ativa é simbolizada pela terra, uma representação do material, do físico, daquilo que a gente toca e pisa.</p>
<p dir="ltr">&#8220;A terra é o primeiro elemento que vai embora. Dá um cansaço estranho, que pesa nos olhos&#8221;, diz a especialista, autora do livro <i class="css-6whwaq e1vymu7d0">A Morte é um Dia que Vale a Pena Viver</i>(Editora Sextante).</p>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">&#8220;Há também um peso no corpo. Por mais magrinho que esteja, você não consegue movimentar um braço, não consegue se virar na cama. Você precisa de ajuda, e quando essa ajuda vem, ela percebe que esse corpo, mesmo que frágil, mesmo que pequenino, pesa muito, pesa tanto quanto o mundo&#8221;, complementa Arantes, que também atua no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">É comum então que a pessoa fique mais reclusa, sonolenta e entre num estado de inconsciência por alguns momentos.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Aqui, o corpo dela está começando a se desligar aos poucos, então alguns órgãos ou sistemas funcionam mais devagar e deixam de ser relevantes.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">O médico Arthur Fernandes, secretário-geral da Academia Nacional de Cuidados Paliativos, compara esse momento ao apagar das luzes de um prédio, ou ao desligamento das máquinas que compõem uma fábrica.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Uma das primeiras partes do corpo a entrar nessa marcha lenta é o sistema digestivo.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">A pessoa que entrou na fase ativa da morte tem naturalmente menos necessidade de comer ou beber água. E ela não sente mais fome ou sede como antes.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Com isso, a necessidade de ir ao banheiro também diminui aos poucos.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Outro sinal típico nesse momento é a alteração da pele, que se torna cada vez mais pálida e gelada, além de sofrer eventuais inchaços.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">A pele também pode ganhar um tom azulado ou arroxeado, principalmente nas extremidades, como mãos e pés, além dos lábios. Isso é normal e indica que a circulação sanguínea também entrou num ritmo mais lento.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Mesmo que a pessoa esteja sonolenta, os médicos encorajam que familiares e amigos tenham momentos para conversar e tocar suavemente nas mãos e nos braços do ente querido.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Estudos indicam que sentidos como a audição e o tato continuam ativos, e esse contato pode representar uma fonte de conforto.</p>
</div>
<figure class="css-1qn0xuy">
<div class="css-1jir9cx"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="css-1seqhu9" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/25fe/live/364670d0-686f-11f0-8f9f-1d38db11c370.jpg.webp" sizes="(min-width: 1008px) 760px, 100vw" srcset="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/240/cpsprodpb/25fe/live/364670d0-686f-11f0-8f9f-1d38db11c370.jpg.webp 240w, https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/320/cpsprodpb/25fe/live/364670d0-686f-11f0-8f9f-1d38db11c370.jpg.webp 320w, https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/480/cpsprodpb/25fe/live/364670d0-686f-11f0-8f9f-1d38db11c370.jpg.webp 480w, https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/624/cpsprodpb/25fe/live/364670d0-686f-11f0-8f9f-1d38db11c370.jpg.webp 624w, https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/708/cpsprodpb/25fe/live/364670d0-686f-11f0-8f9f-1d38db11c370.jpg.webp 708w" alt="Mãos dadas num leito" width="708" height="398" /></p>
<p class="css-by8ykd" role="text"><span class="css-2ozlq5">CRÉDITO, </span><span lang="en-GB">GETTY IMAGES</span></p>
</div><figcaption class="css-15f1ujd" dir="ltr"><span role="text"><span class="css-2ozlq5">Legenda da foto, </span><span data-testid="caption-paragraph">Tocar suavemente a pele da pessoa querida e conversar calmamente com ela é uma das formas de trazer bem-estar, indicam especialistas</span></span></figcaption></figure>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<h2 id="A-água-que-se-esvai" class="css-jtxtr9 emoh99e1" tabindex="-1">A água que se esvai</h2>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Seguindo a linha de raciocínio de Arantes, a segunda onda de transformações que acontece no corpo está relacionada à água.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">&#8220;O corpo resseca, então os olhos, os lábios e a boca ficam secos. A saliva, escassa&#8221;, lista a médica.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Segundo a especialista, na maioria das vezes não há necessidade de aplicar soro na veia para reidratar o corpo.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Mas é possível aumentar o conforto e o bem-estar da pessoa prestes a partir com algumas medidas básicas, como molhar os lábios com algodão ou pano umedecido, aplicar colírio nos olhos e passar hidratantes na pele.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">É importante que esses cuidados sejam sempre discutidos com os profissionais da saúde, para que todos estejam a par do que está sendo feito.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Outra preocupação comum durante a morte ativa tem a ver com a dor. Será que morrer dói?</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Os especialistas dizem que, sim, algumas pessoas têm uma piora nos incômodos físicos, e alguns dos remédios usados deixam de funcionar como antes.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">&#8220;Nas últimas horas de vida, essa dor pode descompensar e o paciente fica agitado. Além do desconforto, também pode acontecer falta de ar, enjoo, vômitos&#8230;&#8221;, responde Fernandes.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Mas os profissionais de saúde podem prescrever medicamentos mais fortes, como a morfina, que dão alívio.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Ou seja, a dor é uma possibilidade no fim. Mas a medicina tem caminhos para lidar com ela.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">&#8220;Tanto os profissionais da saúde quanto a família precisam saber dessas possibilidades e deixar tudo organizado, como ter por perto as doses de medicações e saber as melhores formas de aplicá-las, para evitar sintomas muito desagradáveis&#8221;, complementa o médico.</p>
</div>
<figure class="css-1qn0xuy">
<div class="css-1jir9cx"><img decoding="async" class="css-1seqhu9" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/49b9/live/b09c3090-686f-11f0-8f9f-1d38db11c370.jpg.webp" sizes="(min-width: 1008px) 760px, 100vw" srcset="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/240/cpsprodpb/49b9/live/b09c3090-686f-11f0-8f9f-1d38db11c370.jpg.webp 240w, https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/320/cpsprodpb/49b9/live/b09c3090-686f-11f0-8f9f-1d38db11c370.jpg.webp 320w, https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/480/cpsprodpb/49b9/live/b09c3090-686f-11f0-8f9f-1d38db11c370.jpg.webp 480w, https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/624/cpsprodpb/49b9/live/b09c3090-686f-11f0-8f9f-1d38db11c370.jpg.webp 624w, https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/742/cpsprodpb/49b9/live/b09c3090-686f-11f0-8f9f-1d38db11c370.jpg.webp 742w" alt="Equipamentos médicos" width="742" height="417" /></p>
<p class="css-by8ykd" role="text"><span class="css-2ozlq5">CRÉDITO, </span><span lang="en-GB">GETTY IMAGES</span></p>
</div><figcaption class="css-15f1ujd" dir="ltr"><span role="text"><span class="css-2ozlq5">Legenda da foto, </span><span data-testid="caption-paragraph">Ter um arsenal terapêutico preparado para evitar sintomas desagradáveis no fim da vida é algo que torna esse momento mais suave para todos os envolvidos, sugerem especialistas</span></span></figcaption></figure>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<h2 id="A-melhora-da-morte" class="css-jtxtr9 emoh99e1" tabindex="-1">A melhora da morte</h2>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Há também uma etapa da morte ativa que pode ser simbolizada pelo fogo.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Esse é o momento em que a chama da vida ganha o seu último fôlego.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Trata-se de um período comumente chamado de &#8220;melhora da morte&#8221; ou &#8220;a visita da saúde&#8221;.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Aqui, os sintomas que a pessoa estava sentindo costumam melhorar, para a surpresa de quem acompanha a situação.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Ela sai daquele estado de letargia e inconsciência, volta a se comunicar, quer comer e parece mais animada, como se o quadro tivesse melhorado de forma repentina.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Mas Fernandes pondera que essa mudança não é uma coisa da água pro vinho: um paciente acamado por muito tempo não vai andar de novo, por exemplo.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Mas a volta de uma chama um pouco mais forte pode representar uma oportunidade única.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">&#8220;O paciente que comia muito pouco pode agora comer mais. Ele pode experimentar uma comida que gosta muito, pra sentir o sabor. Ele sai daquela sonolência para rever uma pessoa querida&#8221;, destaca o especialista.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">&#8220;Esse pode ser o momento em que ele consegue se despedir, dizer que ama, receber perdão e pedir desculpas para alguém&#8221;, complementa ele.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Não raro, os familiares e a própria equipe de saúde querem usar esse momento para fazer exames ou intervenções, numa tentativa de ampliar o tempo de vida daquela pessoa.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Mas, segundo Arantes, essas medidas geralmente são supérfluas — e ocupam o tempo valioso que seria usado para encontros e despedidas.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">&#8220;Esse tempo deveria ser utilizado para exercer a autoridade, a autonomia de deixar a sua marca, a forma de estar no mundo, para as pessoas que você ama&#8221;, aponta ela.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">&#8220;Esse é o momento de fazer declaração de amor. De pedir perdão, de perdoar. E reconhecer que nem sempre foi possível fazer o que se queria ter feito.&#8221;</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">&#8220;Essa é a chance expressar a sua essência, sem nenhuma reserva&#8221;, reflete ela.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">A melhora da morte costuma durar pouco tempo — e logo a chama volta a ficar fraca de novo.</p>
</div>
<figure class="css-1qn0xuy">
<div class="css-1jir9cx"><img decoding="async" class="css-1seqhu9" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/ae2d/live/4125d670-6870-11f0-8f9f-1d38db11c370.jpg.webp" sizes="(min-width: 1008px) 760px, 100vw" srcset="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/240/cpsprodpb/ae2d/live/4125d670-6870-11f0-8f9f-1d38db11c370.jpg.webp 240w, https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/320/cpsprodpb/ae2d/live/4125d670-6870-11f0-8f9f-1d38db11c370.jpg.webp 320w, https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/480/cpsprodpb/ae2d/live/4125d670-6870-11f0-8f9f-1d38db11c370.jpg.webp 480w, https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/624/cpsprodpb/ae2d/live/4125d670-6870-11f0-8f9f-1d38db11c370.jpg.webp 624w, https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/724/cpsprodpb/ae2d/live/4125d670-6870-11f0-8f9f-1d38db11c370.jpg.webp 724w" alt="Bebê durante o parto" width="724" height="407" /></p>
<p class="css-by8ykd" role="text"><span class="css-2ozlq5">CRÉDITO, </span><span lang="en-GB">GETTY IMAGES</span></p>
</div><figcaption class="css-15f1ujd" dir="ltr"><span role="text"><span class="css-2ozlq5">Legenda da foto, </span><span data-testid="caption-paragraph">Se nosso primeiro ato em vida é respirar, puxar o ar, o último é expirar, ou devolver esse &#8216;sopro sagrado&#8217;, nas palavras de Arantes</span></span></figcaption></figure>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<h2 id="O-sopro-da-vida" class="css-jtxtr9 emoh99e1" tabindex="-1">O sopro da vida</h2>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Para fechar a lista dos elementos elaborada por Arantes, chegou a hora de entender como o ar se encaixa nessa história.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">E ele simboliza uma das alterações mais aparentes do corpo na hora da morte.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">A respiração sai do padrão que estamos acostumados. Às vezes, ela fica rápida e curta. Depois, longa e pausada. Às vezes, até parece que a pessoa deixou de respirar.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Outros eventos comuns nessa etapa é permanecer com a boca aberta, pelo relaxamento dos músculos que seguram a mandíbula, e uma respiração bem barulhenta, como se a pessoa estivesse roncando alto.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Isso acontece porque, naquele processo de desligamento das funções vitais, o corpo acumula alguns fluidos na garganta, que geram um ruído quando o ar passa por ali.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Esse sinal pode até ser incômodo para quem está vendo aquela cena, mas, segundo os médicos, não representa necessariamente uma aflição para quem está à beira da morte.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Em alguns casos, os profissionais da saúde podem indicar uma aspiração desses fluidos ou usam remédios que melhoram esse fluxo de entrada e saída do ar.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Arantes reflete que, quando nascemos, a primeira coisa que fazemos é respirar, ou puxar a primeira leva de ar que enche nossos pulmões.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">E um de nossos últimos atos em vida é fazer justamente o movimento contrário: devolver o ar, numa expiração final.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">&#8220;Você pode entregar esse sopro sagrado que te foi dado quando nasceu. Se você fez bom uso desse sopro, se você teve uma vida que valeu a pena ser vivida, essa última expiração é um presente&#8221;, acredita ela.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">&#8220;Daí esse fôlego cessa. E você tem um silêncio&#8221;, relata a médica.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Nos segundos depois da última expiração, o coração para de bater. O cérebro apaga. E as células do corpo que ainda estavam ativas desligam aos poucos.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">A vida daquele indivíduo chegou ao fim.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Arantes orienta às pessoas que testemunharam esse momento que informem os profissionais de saúde, caso eles não estejam por perto, mas não há necessidade de fazer tudo com pressa.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">&#8220;Permaneça por um momento nesse instante sagrado, que parece até fora do tempo normal&#8221;, sugere ela.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">&#8220;Aquela pessoa que você ama parou de respirar, está livre da matéria. Ela deixa de existir naquele corpo e passa a viver no coração de todo mundo que a ama.&#8221;</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">Já para Fernandez, a porção final da vida não deveria ser tratada como algo tão extraordinário — e é vital que a gente fale mais sobre isso.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">&#8220;É importante que as pessoas conversem sobre esse assunto em casa, para que a gente construa cada vez mais uma cultura que abraça a vida sem excluir a morte&#8221;, pensa ele.</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">&#8220;Até porque a morte não é o contrário da vida. A morte é o antônimo de um processo que a gente chama de nascimento.&#8221;</p>
</div>
<div class="css-1k9op6x e17x9cvu0" dir="ltr">
<p class="css-s4cjt0 e1yuyadm0" dir="ltr">&#8220;Já a vida é tudo aquilo que está incluído dentro desse tempo bonito que a gente tem pra viver&#8221;, conclui ele.</p>
<p dir="ltr">Fonte: <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg3gnz9877o">BBC News Brasil</a> <span role="text"><span class="css-eiglm1">André Biernath / </span></span><span role="text"><span class="css-2ozlq5">Role, </span><span class="css-hsb4jx">Da BBC News Brasil em Londres</span></span></p>
<p dir="ltr">
</div>
</div>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/bbc-news-brasil-o-que-acontece-com-nosso-corpo-momentos-antes-da-morte/">BBC News Brasil: O que acontece com nosso corpo momentos antes da morte?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>piauí: Por dentro da Esquina piauí + Netflix</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/piaui-por-dentro-da-esquina-piaui-netflix/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Aug 2025 17:17:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Esquina piauí + Netflix abriu as portas na 23ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) entre quinta-feira (31 de julho) e sábado (2 de agosto), com a presença de convidados como  o escritor português Valter Hugo Mãe e a mais nova imortal da Academia Brasileira de Letras, Ana Maria Gonçalves, com curadoria [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>A <strong>Esquina piauí + Netflix</strong> abriu as portas na 23ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) entre quinta-feira (31 de julho) e sábado (2 de agosto), com a presença de convidados como  o escritor português Valter Hugo Mãe e a mais nova imortal da Academia Brasileira de Letras, Ana Maria Gonçalves, com curadoria do editor de literatura da <strong>piauí</strong>, Alejandro Chacoff.</p>
</div>
<div>
<p>Abaixo, veja como foi a cobertura em tempo real da casa.</p>
</div>
<hr />
<div>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<div>
<p><span class="capitalize">N</span>a primeira mesa, na quinta-feira (31), a repórter da <strong>piauí </strong>Angélica Santa Cruz recebeu a médica paliativista Ana Claudia Quintana Arantes no <em>Conversa com a Fonte</em>. Arantes é autora de oito livros, entre eles o <em>best-seller</em> <i>A morte é um dia que vale a pena viver</i>, e falou sobre a experiência no cuidado com pacientes terminais. Seu trabalho foi tema de uma <a href="https://piaui.folha.uol.com.br/materia/por-um-ultimo-e-sereno-suspiro/" target="_blank" rel="noopener">reportagem</a> de Santa Cruz na <strong>piauí.</strong></p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: <a href="https://piaui.folha.uol.com.br/o-que-acontece-agora-na-esquina-piaui-netflix-na-flip/">piauí</a></p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/piaui-por-dentro-da-esquina-piaui-netflix/">piauí: Por dentro da Esquina piauí + Netflix</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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		<item>
		<title>Vida Simples: Amar enquanto é tempo</title>
		<link>https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/vida-simples-amar-enquanto-e-tempo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jul 2025 18:27:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Falar da morte ainda assusta. Mas percebo que o que realmente amedronta não é o fim do outro – é o abismo que se abre dentro de nós quando ele se vai. O que nos paralisa não é a despedida em si, mas a perda daquela testemunha do nosso amor. Quando alguém que amamos morre, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Falar da morte ainda assusta. Mas percebo que o que realmente amedronta não é o fim do outro – é o abismo que se abre dentro de nós quando ele se vai. O que nos paralisa não é a despedida em si, mas a perda daquela testemunha do nosso amor.</p>
<p>Quando alguém que amamos morre, é como se perdêssemos não só a pessoa, mas também a parte de nós que só existia em relação a ela. O jeito que ela nos olhava, nos chamava, o lugar que ocupava em nossa rotina, em nossos silêncios, em nossos sonhos – tudo isso desaparece. E, junto com essa lacuna, vem uma pergunta que rasga por dentro: <strong>quem sou eu agora, sem essa pessoa para reconhecer o amor que eu sentia?</strong></p>
<blockquote><p>É por isso que a morte do outro nos fere como se fosse a nossa. Porque ela desmonta aquilo que acreditávamos ser sólido: o nosso papel na vida do outro, o afeto que nos definia, os planos que nos ancoravam. E então começamos um luto que não é apenas pela ausência do outro, mas pela ausência de nós mesmos tal como éramos com aquela pessoa. É um luto que revela a dor de um amor sem endereço.</p></blockquote>
<h2 id="o-amor-nao-morre-ele-se-transforma">O amor não morre, ele se transforma</h2>
<p>Também percebo que o que mais machuca não é o fim em si. É o que não foi vivido. É o beijo que não demos, o abraço que não oferecemos, a palavra que engolimos. É o silêncio onde deveria ter havido presença. Mas, quando uma relação é vivida com inteireza, quando há verdade, afeto, presença, escuta e entrega, o fim não vem carregado de arrependimento. Ele vem com tristeza, sim. Mas é uma tristeza limpa, sem resíduos. Livre de dívidas emocionais.</p>
<blockquote><p>Não podemos perder a oportunidade de amar enquanto é tempo. Porque o que fere não é a ausência do futuro, mas o vazio de um presente não vivido.</p></blockquote>
<p>O luto, quando vivido com presença e coragem, não é apenas dor, ele é também uma jornada de reencontro com o amor que permanece. Porque o amor não morre. <strong>O corpo se vai, mas o vínculo não. Ele muda de forma, de linguagem, de tempo.</strong> Passa a morar na memória, no gesto repetido, na música que toca de repente, no jeito de cortar uma fruta, de dobrar uma roupa, de olhar o mundo com os olhos que herdamos.</p>
<p>A gente aprende a amar no invisível. Aprende a reconhecer a presença na ausência, a escutar o silêncio como resposta. <strong>A saudade vira altar; a lembrança, oração.</strong> <strong>O que nos cura não é o tempo – é o amor que seguimos cultivando, mesmo depois do fim.</strong> É ele que nos permite lembrar com gratidão em vez de apenas com dor. É ele que faz da morte uma travessia, não uma interrupção.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>ANA CLAUDIA QUINTANA ARANTES é médica formada pela USP, especialista em Geriatria e Gerontologia, Cuidados Paliativos e Psicologia do luto, além de escritora.</p>
<p>Fonte: <a href="https://vidasimples.co/colunista/amar-enquanto-e-tempo/?fbclid=PAZXh0bgNhZW0CMTEAAaezhAl34qr3ttMJLHG1sVXnymcFJk12ByZxxOyUg1KjFgrsFB3LGILnSIgH8w_aem_bjmHPfzDAHZh8VsT-2tL1g">Vida Simples</a></p>
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		<title>Gama Revista: Ana Claudia Quintana Arantes: falar sobre a morte para viver melhor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2025 19:10:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A morte não é um assunto que costuma ser tratado com naturalidade. Mas se tivéssemos mais proximidade com ela, se lêssemos, discutíssemos e pensássemos mais sobre o nosso fim, viveríamos melhor. Quem defende essas ideias é a médica geriatra e especialista em cuidados paliativos Ana Claudia Quintana Arantes, entrevistada da edição sobre despedida do Podcast [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A morte não é um assunto que costuma ser tratado com naturalidade. Mas se tivéssemos mais proximidade com ela, se lêssemos, discutíssemos e pensássemos mais sobre o nosso fim, viveríamos melhor. Quem defende essas ideias é a médica geriatra e especialista em cuidados paliativos Ana Claudia Quintana Arantes, entrevistada da edição sobre despedida do Podcast da Semana.</p>
<p><strong>“A morte é uma amiga muito sensata, ela te liberta de amarras desprezíveis que a gente cultiva ao longo de toda a vida. E aí quando você pega um diagnóstico de uma doença grave, você fala: ‘Ufa, que horror, mas não vou precisar mais disso’”,</strong> diz Arantes na entrevista a <strong>Gama</strong>. “Falar sobre a morte te dá mais consciência sobre a importância das relações, nós somos mais do que nós mesmos.”</p>
<p>Com especialização em <a href="https://gamarevista.uol.com.br/semana/quem-cuida-do-cuidador/magoa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cuidados paliativos</a> pelo Instituto Pallium e pela Universidade de Oxford, a médica é também uma autora best-seller de livros como “A Morte É um Dia que Vale a Pena Viver” (Sextante, 2019) e “Cuidar Até o Fim” (idem, 2024). Agora, ela lança seu primeiro livro infantil, “Onde Fica o Céu?”, para expor o tema às crianças. “As crianças fazem perguntas que têm respostas e isso é a maior dificuldade dos adultos, porque as perguntas são feitas com excelência, mas o adulto não tem coragem de responder o que a criança perguntou”, diz.</p>
<p>Neste episódio, a médica Ana Claudia Quintana Arantes discute a evolução da percepção da morte, o aprendizado sobre a vida a partir da finitude, a centralidade das relações humanas dos momentos de despedida e como a morte pode motivar uma reavaliação da existência.</p>
<p><em>Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima</em></p>
<p>No <strong><a href="https://www.deezer.com/br/show/1004152" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Deezer</a></strong>, no <strong><a href="https://open.spotify.com/show/2fkbPYIqOAf01bVscsAp0E" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Spotify</a></strong>, no <strong><a href="https://podcasts.apple.com/br/podcast/gama-revista/id1505246538" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Apple Podcast </a></strong>e no <strong><a href="https://www.youtube.com/@gamarevista2026" target="_blank" rel="noreferrer noopener">YouTube</a></strong>, você escuta este episódio.</p>
<p>Fonte: <a href="https://gamarevista.uol.com.br/podcast/podcast-da-semana/ana-claudia/">Metrópoles</a></p>
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		<title>Folha de S. Paulo: Livros infantis ajudam crianças a entender mais sobre a morte e como enfrentar o luto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 May 2025 17:38:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ninguém sabe com certeza o que vem depois da morte. Algumas pessoas acreditam que a alma vai para um paraíso eterno. Outras acham que voltamos para Terra em um outro corpo, no que é chamado de reencarnação. Tem até gente que acredita que esse é o fim da linha. Mas para quem fica do lado [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ninguém sabe com certeza o que vem depois da morte. Algumas pessoas acreditam que a alma vai para um paraíso eterno. Outras acham que voltamos para Terra em um outro corpo, no que é chamado de <a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2023/07/estudo-ve-provas-de-vida-apos-a-morte-em-mediuns-e-reencarnacao.shtml" target="" rel="">reencarnação</a>. Tem até gente que acredita que esse é o fim da linha.</p>
<p>Mas para quem fica do lado de cá, bem vivo, a história é diferente. Quando alguém que amamos morre, daí não dá mais para brincar ou abraçar essa pessoa tão especial. Isso dói. Aprender a viver com essa saudade é uma das coisas mais difíceis da vida, e todo mundo passa por isso um dia.</p>
<p>Falar sobre a morte pode parecer estranho, triste ou até assustador. Mas quanto mais entendemos que ela é parte da vida, menos complicado fica lidar com essa dor quando ela aparece.</p>
<p>&#8220;Se a criança entende o que é a morte desde cedo, ela sofre menos quando vive isso. Fingir que nada está acontecendo só atrapalha porque, uma hora, ela vai ter que lidar com a perda de alguém que ama e não vai saber como&#8221;, afirma Ana Claudia Quintana Arantes. Ela é médica especialista em <a href="https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2022/12/entenda-o-que-sao-cuidados-paliativos.shtml" target="" rel="">cuidados paliativos</a> -uma área da medicina que cuida para que pessoas muito doentes tenham um final de vida mais confortável –e autora do livro infantojuvenil &#8220;Onde Fica o Céu&#8221;</p>
<p>Ela explica que quando uma criança não consegue viver o <a href="https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2024/07/como-o-cerebro-se-reconfigura-quando-vivemos-o-luto-pela-morte-de-alguem.shtml" target="" rel="">luto</a> –o nome dessa tristeza que sentimos ao perder alguém– de maneira saudável, isso pode virar um problema depois. Pode ficar mais difícil fazer amizades, prestar atenção na escola ou até entender os próprios sentimentos. Isso pode acompanhar a pessoa por muito tempo.</p>
<p>Às vezes, os adultos acham que estão ajudando ao não falar do assunto. Pensam que as crianças são pequenas demais para entender ou que vão sofrer mais se entenderem o que aconteceu. Mas isso não é verdade. Crianças são curiosas, fazem muitas perguntas e querem saber o que está acontecendo.</p>
<p>Alguns livros ajudam nessas conversas. Um deles é &#8220;A Morte É Assim?&#8221;, da espanhola Ellen Duthie e argentina Anna Juan Cantavella. Nele, um menino chamado Fazeel pergunta por que as pessoas precisam morrer. O livro explica: quanto mais envelhecemos, mais difícil fica a vida, já que o corpo fica mais frágil. Além disso, nem caberiam todos os seres humanos no planeta se todo mundo vivesse para sempre.</p>
<p>O livro mostra que, mesmo sendo triste, a morte também tem um sentido e muitos fatos curiosos. Por exemplo, você sabia que <a href="https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/doacao-de-orgaos/" target="" rel="">doar órgãos</a> depois da morte pode salvar a vida de até 8 pessoas? E que a palavra cemitério vem do grego &#8220;koimeterion&#8221; e significa &#8220;lugar para dormir&#8221;? As autoras até dão um aviso: falar de morte não mata.</p>
<p>Quintana, a médica, diz que os livros podem ser espaços de conversa. Essa foi uma das razões pela qual ela decidiu escrever &#8220;Onde Fica o Céu&#8221;. Ela conta que, por cuidar de pessoas velhinhas ou muito doentes, está sempre em contato com os netos ou filhos desses pacientes. E segundo ela, é essencial que as crianças participem desse momento da família de forma natural.</p>
<p>Às vezes, o sentimento de perda vem mesmo antes de a pessoa morrer. Ver os avós, pais, outros parentes ou até mesmo o seu cachorrinho envelhecendo ou adoecendo não é fácil. Eles não conseguem mais brincar como antes, se cansam com facilidade, precisam de ajuda para comer, andar ou se lembrar das coisas.</p>
<p>Alguns pais preferem não levar os filhos para visitar quem está doente, porque uma coisa dessas pode impressionar. Mas o ideal, diz a médica, é explicar o que está acontecendo de forma simples e verdadeira</p>
<p>&#8220;As crianças podem fazer companhia, contar histórias ou até ajudar em pequenas tarefas&#8221;, diz Quintana.</p>
<p>Mesmo quando alguém vai embora, o amor que sentimos pela pessoa não vai junto. A relação continua, mas muda de jeito.</p>
<p>Esse tipo de vínculo que continua mesmo depois da morte é o que o menino Benito vive no livro &#8220;Uma Oferenda para Perro&#8221;, da autora americana Judith Valdés B.. Na trama, depois que seu cachorro Perro morre, Benito aprende que para superar a tristeza e manter o amigo por perto é preciso celebrar as memórias do que viveram juntos.</p>
<p>Lembrar das pessoas e dos animais que amamos e que já se foram é tão importante que, em algumas culturas, isso se transforma até em festa. É uma forma de dizer: &#8220;você ainda faz parte da nossa história&#8221;.</p>
<p>No Brasil, por exemplo, existe o Dia de Finados, quando muitas famílias vão aos cemitérios levar flores, acender velas ou fazer uma oração. Mas outras culturas e religiões têm comemorações e rituais próprios para honrar aqueles que morreram.</p>
<p>Esses rituais são maneiras de mostrar que, mesmo depois da despedida, os mortos continuam vivos dentro de quem ama.</p>
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</div>
</div>
<p>Veja a seguir alguns deles:</p>
<p><strong>Dia dos Mortos (</strong><strong>México)</strong><br />
Comemorada em 2 de novembro, a data é uma das tradições mais importantes do <a href="https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/mexico/" target="" rel="">México</a>. Segundo a crença popular, é quando os mortos voltam para visitar seus familiares. Para recebê-los com carinho, as famílias montam altares coloridos com fotos dos entes queridos, flores amarelas, velas, objetos pessoais e comidas que a pessoa gostava.</p>
<p><strong>Obon (</strong><strong>Japão)</strong><br />
O festival, que ocorre de 13 a 16 de agosto, tem origens <a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/08/como-rompi-com-o-budismo-apos-ser-criado-em-templo-por-18-anos-como-reencarnacao-de-um-lama.shtml" target="" rel="">budistas</a> e homenageia os espíritos dos ancestrais japoneses. As famílias limpam os túmulos, oferecem comida e acendem lanternas de papel com os nomes dos mortos para guiar os seus espíritos. A celebração costuma ter também festas públicas que contam com apresentações coletivas de dança, além de barracas de comes e bebes e de jogos para crianças.</p>
<p><strong>Antyesti (</strong><strong>Índia)</strong><br />
É o nome dos rituais fúnebres tradicionais do<a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft05079823.htm" target="" rel=""> hinduísmo</a>, que significam &#8220;último sacrifício&#8221;. Eles marcam a despedida do corpo físico e ajudam a alma a seguir sua jornada espiritual. Primeiro, o corpo é lavado, perfumado e vestido com roupas tradicionais. Depois, há uma procissão em que familiares e amigos acompanham o corpo até o local da<a href="https://feeds.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2402200812.htm" target="" rel=""> cremação</a>. As cinzas costumam ser lançadas no <a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/turismo/fx19079903.htm" target="" rel="">rio Ganges</a>, considerado sagrado.</p>
<p><strong>Ma’nene (</strong><strong>Indonésia)</strong><br />
Na ilha de Sulawesi, na <a href="https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/indonesia/" target="" rel="">Indonésia</a>, o corpo de quem morreu é embalsamado e mantido em casa por meses ou anos até que a família esteja pronta para o funeral, que inclui sacrifícios de animais, danças e festas. A cada dois anos, os mortos são exumados, vestidos como roupas novas e levados para passear na comunidade em um ritual.</p>
<p><strong>Enterro Celestial (</strong><strong>Tibete)</strong><br />
Em regiões montanhosas do <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2024/06/escassez-de-neve-no-himalaia-ameaca-abastecimento-de-agua-de-25-da-populacao-mundial.shtml" target="" rel="">Himalaia</a> existe uma tradição em que o corpo da pessoa que morreu é levado até um local sagrado e oferecido a <a href="https://f5.folha.uol.com.br/bichos/2019/12/os-brasileiros-que-criam-aves-de-rapina-como-aguias-falcoes-e-corujas.shtml" target="" rel="">aves de rapina</a>, como os abutres. Para os seguidores do <a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/turismo/fx13049801.htm" target="" rel="">budismo tibetano</a>, esse ritual ajuda a libertar a alma do corpo. O corpo alimenta outro ser vivo, em harmonia com a natureza.</p>
<p><strong>Caixões personalizados (</strong><strong>Gana)</strong><br />
Nesse país africano, alguns caixões são esculpidos em formas que representam a profissão, o sonho ou algo marcante na vida da pessoa, como um avião, peixe ou carro. Essa tradição recente se juntou aos funerais que são grandes eventos sociais, com muita música e dança, celebrando a vida da pessoa.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www1.folha.uol.com.br/folhinha/2025/05/livros-infantis-ajudam-criancas-a-entender-mais-sobre-a-morte-e-como-enfrentar-o-luto.shtml">Folha de S. Paulo</a></p>
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		<title>Vida Simples: Como conversar com crianças sobre a morte?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 May 2025 17:34:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre tantas dores causadas pelo falecimento de alguém próximo, explicar para as crianças o que é a morte pode ser um momento de muita sensibilidade. Isso porque falar sobre como lidar com o luto ainda é um tabu dentro das famílias em um contexto que adultos acreditam que crianças não entendem o que significa morrer. Porém, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre tantas dores causadas pelo falecimento de alguém próximo, explicar para as crianças o que é a morte pode ser um momento de muita sensibilidade. Isso porque falar sobre como lidar com o luto ainda é um tabu dentro das famílias em um contexto que adultos acreditam que crianças não entendem o que significa morrer.</p>
<p>Porém, é justamente o contrário. Crianças podem e devem entender o que significa a morte como forma de compreender a própria tristeza e lidar com ela. <strong>Então, como conversar com crianças sobre a morte?</strong> As metáforas são bem-vindas? Como o luto se expressa neles?</p>
<h2 id="o-luto-infantil"><b>O luto infantil</b></h2>
<div id="div_internas_teads" class="div_internas_teads"></div>
<p data-inspected="true">Ninguém sente o luto da mesma forma, nem mesmo entre os adultos. Com as crianças, isso não seria diferente. Enquanto pessoas que já entendem o que é a morte tendem a mergulhar no sofrimento quando alguém próximo morre. Por outro lado, os pequenos vivem o sentimento em ondas.</p>
<p data-inspected="true">“As crianças alternam momentos de choro e saudade com brincadeiras, risos e distração. Isso não significa que o luto seja menor, mas que é do tamanho que a alma delas suporta sentir de cada vez”, explica Ana Claudia Quintana Arantes, especialista em psicologia do luto e autora do livro “<a href="https://www.amazon.com.br/Onde-fica-Claudia-Quintana-Arantes/dp/8543110378" target="_blank" rel="noopener">Onde Fica o Céu?</a>”, obra que trata sobre o luto infantil e o entendimento da morte.</p>
<p>Nas reações de cada criança, dois fatores são importantes: a idade e o estágio de desenvolvimento. Elas compreendem a morte de formas diferentes, logo, suas reações também variam.</p>
<ul>
<li aria-level="1"><b>Até os 3 anos</b>, a criança sente a ausência, mas ainda não entende o conceito de morte. Ela precisa de presença e rotina;</li>
<li aria-level="1"><b>De 3 a 6 anos</b>, pode ver a morte como algo reversível e fantasioso. É comum que faça perguntas repetidas sobre o que aconteceu;</li>
<li aria-level="1"><b>Dos 6 aos 9 anos</b>, começa a compreender que a morte é irreversível, mas ainda pode personificá-la (como um monstro ou vilão);</li>
<li aria-level="1"><b>A partir dos 9 anos</b>, já entende a morte como um evento natural, inevitável e universal.</li>
</ul>
<p>Alguns comportamentos e reações comuns, como regressão (voltar a comportamentos infantis já superados), irritabilidade, dificuldade de concentração, apatia, ansiedade, problemas de sono, raiva e problemas escolares. “Ken Doka, referência em Tanatologia [estudo científico da morte], lembra que <b>cada criança é única e sua compreensão dependerá também do ambiente familiar, das crenças espirituais e da qualidade dos vínculos afetivos</b>”, aponta Ana Claudia.</p>
<p>Devido às diversas respostas e reações, ambientes e famílias, é necessário adaptar a conversa sobre a morte para cada maturidade emocional e cognitiva das crianças.</p>
<h2 id="sinceridade-e-honestidade"><b>Sinceridade e honestidade</b></h2>
<p data-inspected="true">Conversar sobre a morte em contextos de luto na família pode ser delicado para os adultos, mas lidar com a situação com honestidade e sensibilidade ajuda a acolher a própria dor e a das crianças.</p>
<blockquote><p>“É preciso lembrar que amor e dor podem coexistir. Não se trata de ‘não chorar’ na frente da criança, mas de mostrar que o luto é parte da vida e que os sentimentos têm lugar para existir. Quando um adulto acolhe a própria dor com honestidade, ele ensina à criança que ela também pode fazer isso.”</p></blockquote>
<p>O reconhecimento que a criança merece saber o que aconteceu e porque a rotina, sentimentos e pessoas ao seu redor estão diferentes é um passo importante para o preparo para a conversa.</p>
<p>Na hora de falar, lembre-se que as crianças são capazes de lidar com a verdade, desde que seja dita com amor. Recorrer a metáforas para suavizar a dor é compreensível e muito comum, mas não é necessário.</p>
<p>Ao falar que a pessoa “virou estrela” ou “foi morar no céu”, há o risco de gerar mais confusão. As crianças podem ter medo de ir descansar, assim como a pessoa falecida, associar o sono com a morte ou medo de ir morar no céu.</p>
<p>“<b>A morte não precisa ser enfeitada para caber no coração da criança. Precisa, sim, ser dita com verdade e ternura</b>”, diz Ana Claudia. “A melhor abordagem é falar a verdade com simplicidade: ‘a vovó morreu, o corpo dela parou de funcionar, e agora não vamos mais vê-la, mas podemos sempre lembrar do quanto ela nos amava’.”</p>
<p>No livro “<em>Grief in Children: A Handbook for Adults</em>” (“Luto em crianças: um manual para adultos”), do psicólogo Atle Dyregrov, o autor aponta instruções gerais de como guiar a conversa e abrir espaço de diálogo sobre o tema:</p>
<ul>
<li aria-level="1"><strong>Comunicação honesta</strong>: com explicações adequadas a idade da criança, explique honestamente o falecimento;</li>
<li aria-level="1"><strong>Dê um tempo para a criança processar a informação</strong>: permita questionamentos e conversas. Aceite que talvez a conversa seja curta e que a criança demonstre indiferença;</li>
<li aria-level="1"><strong>Com carinho, mostre que a perda foi real</strong>: deixe a criança participar de rituais, não esconda seus sentimentos. Revisite fotografias se necessário;</li>
<li aria-level="1"><strong>Estimule a superação emocional</strong>: apoie a criança em dar continuidade à rotina de estudos. Converse com ela sobre os sentimentos e reações.</li>
</ul>
<p>A morte, o luto e o velório não devem ser postos e tratados como um trauma. “<strong>O que traumatiza é o silêncio, o segredo, a exclusão</strong>. Quando a criança é impedida de participar, ela sente que algo muito grave aconteceu, mas ninguém diz o quê”, diz a autora.</p>
<p>No caso dos velórios, Ana Claudia aponta que pode ser uma oportunidade de despedida, mas deve ser explicada com clareza, respeitando os desejos da criança e com um adulto emocionalmente disponível em companhia. “A criança que participa do ritual de despedida, acompanhada com cuidado, tem mais chance de elaborar um luto saudável. Não se trata de obrigar, mas de convidar e permitir.”</p>
<p>Se necessário, busque apoio psicológico com um especialista em luto infantil. “Como costumo dizer, o melhor que você pode fazer por uma criança em luto é estar inteiro – não perfeito, mas inteiro na verdade e no afeto.”</p>
<p>Fonte: <a href="https://vidasimples.co/vida-simples/como-conversar-com-criancas-sobre-a-morte/">Vida Simples</a></p>
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		<title>Vida Simples: Há uma sabedoria silenciosa na morte</title>
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		<pubDate>Thu, 08 May 2025 14:31:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É curioso como podemos marcar profundamente a vida de alguém sem sequer perceber. Só compreendi isso depois de muitos anos ao lado de pessoas que estavam morrendo. Pratico todos os princípios, habilidades e competências dos cuidados paliativos no meu dia a dia como médica, professora e ser humano. Mas saiba que não entrei nesse campo [&#8230;]</p>
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<p>É curioso como podemos marcar profundamente a vida de alguém sem sequer perceber. Só compreendi isso depois de muitos anos ao lado de pessoas que estavam morrendo. Pratico todos os princípios, habilidades e competências dos cuidados paliativos no meu dia a dia como médica, professora e ser humano.</p>
<p>Mas saiba que não entrei nesse campo por achar bonito – entrei porque <strong>não havia ninguém para conversar sobre a morte quando ela começou a habitar o meu cotidiano.</strong></p>
<h2 id="a-morte-de-alguem-querido-expoe-nossos-medos-e-vulnerabilidades">A morte de alguém querido expõe nossos medos e vulnerabilidades</h2>
<p>Quando iniciei minha carreira, eu via muita coisa importante a fazer diante da morte que as outras pessoas não viam. Era pesado. A morte não fazia parte da formação médica – ela era tratada como fracasso. Mas a verdade é que ela é certa. E, quando chega, expõe tudo: os medos, os vazios, as verdades.</p>
<blockquote><p>Aprendi que o processo de morrer acontece em dimensões – biológica, emocional, social, familiar e espiritual – e que nenhuma tecnologia substitui a presença real, humana, empática. Estar ao lado de quem está morrendo exige mais do que técnica: exige coragem para sustentar o silêncio, escutar com o corpo, acolher sem invadir.</p></blockquote>
<h2 id="no-luto-o-que-realmente-importa-ganha-evidencia">No luto o que realmente importa ganha evidência</h2>
<p>Há uma sabedoria silenciosa em quem está partindo. Se estamos atentos, podemos aprender sobre o que realmente importa. Vi pacientes de 103 anos dizerem: “Eu preciso morrer, mas meus filhos não estão prontos.” Presenciei famílias se despedirem com verdade e beleza. Testemunhei dores se transformarem em sentido.</p>
<blockquote><p>Estar ao lado de alguém que está morrendo é uma travessia sem ensaio. Não há roteiro, não há controle. Há entrega. E, para isso, é preciso coragem – especialmente para não fugir de si mesmo.</p></blockquote>
<h2 id="cuidar-do-outro-sim-mas-sem-ultrapassar-os-proprios-limites">Cuidar do outro, sim, mas sem ultrapassar os próprios limites</h2>
<p>Muitos que escolhem cuidar de alguém no fim da vida partem da intenção de “ajudar”. Mas logo percebem que não se trata apenas de dar. <strong>Estar presente nesse momento é se permitir ser transformado. É sustentar a dor do outro sem se abandonar</strong>. Porque empatia sem autocuidado vira exaustão, e quem se esgota tentando salvar o outro, na verdade, se perde de si mesmo.</p>
<p data-inspected="true">Cuidar exige conhecer os próprios limites, saber até onde você pode ir antes de não conseguir voltar. É como dirigir um carro: se você não sabe quando reabastecer, acaba parado no meio do caminho. E, <strong>quando o caminho é o da morte, o combustível é presença verdadeira – não performance.</strong></p>
<div class="ad-delimiter content unfilled"></div>
<p>Morrer não é falhar. É a conclusão inevitável da jornada humana. O que faz a diferença é como caminhamos até lá – e quem escolhe estar conosco. Ao lado da morte, só cabe quem tem a valentia de estar vivo.</p>
</div>
<div class="s-content__author wrapper">
<figure class="author-img"></figure>
<div class="author-content">
<div class="author-about">
<p><em>ANA CLAUDIA QUINTANA ARANTES é médica formada pela USP, especialista em Geriatria e Gerontologia, Cuidados Paliativos e Psicologia do luto, além de escritora.</em></p>
<p>Fonte: <a href="https://vidasimples.co/colunista/ha-uma-sabedoria-silenciosa-na-morte/">Vida Simples</a></p>
</div>
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		<title>Bienal do Livro Rio anuncia programação com primeiros autores nacionais e internacionais confirmados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ACQA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Mar 2025 19:01:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Bienal do Livro Rio 2025, que será realizada no Riocentro, na Barra Olímpica, Zona Oeste dacidade, trará novas ativações imersivas e uma programação diversa, reunindo autores consagrados e novos talentos internacionais e nacionais, que acumulam prêmios e milhares de livros vendidos. O evento – entre os dias 13 e 22 de junho – acaba [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Bienal do Livro Rio 2025, que será realizada no Riocentro, na Barra Olímpica, Zona Oeste dacidade, trará novas ativações imersivas e uma programação diversa, reunindo autores consagrados e novos talentos internacionais e nacionais, que acumulam prêmios e milhares de livros vendidos.</p>
<p>O evento – entre os dias 13 e 22 de junho – acaba de confirmar dois nomes internacionais para a alegria dos fãs de mistério e de thrillers psicológicos. O norte-americano <strong>G.T. Karber</strong> estará no Palco Apoteose, no dia 21 de junho, às 19h. O escritor lançou “Murdle”, obra de enigmas em que o leitor precisa desvendar o responsável por uma série de crimes. O título teve mais de 1 milhão de exemplares vendidos mundialmente e foi premiado como o Livro do Ano pelo British Book Awards 2024.</p>
<p>A britânica <strong>Cara Hunter</strong>, famosa pelos romances policiais best-sellers do Sunday Times, também sobe ao Palco Apoteose, no dia 19 de junho, às 13h. A escritora, que já vendeu mais de 1 milhão de exemplares em todo o mundo, é conhecida no Brasil pelos sucessos “Onde Está Daisy Mason?” e “Em Um Porão Escuro” – já o livro “Sem Saída” chegou recentemente por aqui.</p>
<p>Da América Latina, o argentino <strong>Pedro Mairal,</strong> conhecido por sua prosa sensível e envolvente, também marca presença para festejar os 25 anos de Café Literário, no dia 19 de junho, às 18h, reforçando a conexão entre as literaturas latino-americanas.  Com o livro “A Uruguaia”, cujos direitos foram negociados para quase uma dezena de idiomas, Mairal recebeu o prêmio Tigre Juan de melhor romance em 2017.</p>
<p><strong>Best-sellers e autores renomados no cenário nacional</p>
<p></strong>Os convidados que representam a literatura nacional promovem o acesso à cultura e o diálogo com públicos de diferentes faixas etárias ao longo dos 10 dias de festival, que é patrocinado pela Shell Brasil na cota ‘Apresenta’. Um dos autores confirmados é o professor e escritor carioca<strong> Jeferson Tenório</strong>, que aborda temas sociais, políticos e identitários, com foco especial nas questões raciais e nas vivências da população negra no Brasil. Tenório participa do Café Literário, no dia 21 de junho, às 16h.</p>
<p>Outro nome confirmado para o <strong>Café Literário</strong> é o da escritora, médica e ativista do cuidado <a href="https://www.acqa.com.br/ana-claudia-quintana-arantes/"><strong>Ana Claudia Quintana Arantes</strong></a>, que estará no evento no dia 15 de junho, às 18h. Ana Claudia é conhecida por escrever sobre a finitude, o luto, os cuidados paliativos e a qualidade de vida, especialmente na velhice e no fim da vida.</p>
<p>Já o professor, escritor e filósofo <strong>Mario Sergio Cortella</strong> estará presente no Palco Apoteose, no dia 21 de junho, às 17h, trazendo reflexões sobre sociedade, educação e ética, temas que permeiam suas obras e palestras. Outro best-seller é o autor do livro fenômeno “Café com Deus Pai”, <strong>Junior Rostirola, </strong>que também estará no palco Apoteose,no dia 15 de junho, às 13h. Ao todo, Rostirola vendeu quase seis milhões de cópias do livro, com versões em cinco línguas (inglês, espanhol, francês, italiano e alemão).</p>
<p>Para os fãs de literatura jovem, a Bienal recebe no dia 21 de junho, às 13h, <strong>Paula Pimenta</strong>, autora consagrada no universo da ficção juvenil com mais de 20 títulos publicados; e <strong>Iberê Thenório </strong>nos dias 14 e 15, conhecido por seu trabalho de popularização da ciência e da tecnologia com o canal “Manual do Mundo”, prometendo trazer uma abordagem leve e divertida para temas complexos, atraindo tanto jovens quanto adultos.</p>
<p>“<em>A Bienal do Livro Rio se orgulha de ser um espaço que, a cada edição, amplia sua diversidade. Desde o processo de escolha de nossos curadores, buscamos representatividade e pluralidade, garantindo que múltiplas vozes e perspectivas variadas estejam presentes. Essa riqueza de olhares se reflete na programação, que traz diálogos para todos os públicos, das crianças aos adultos, dos amantes de thrillers aos entusiastas da filosofia. Queremos que cada visitante se sinta representado e inspirado, encontrando na Bienal um lugar de aprendizado e celebração da literatura em todas as suas formas”</em>,afirma Tatiana Zaccaro, diretora da GL events Exhibitions e responsável pela Bienal do Livro Rio.</p>
<p><strong>Capital Mundial do Livro, curadoria diversa e atrações imperdíveis</strong></p>
<p>Há mais de 40 anos com o propósito de incentivar o hábito da leitura para transformar o Brasil, a Bienal do Livro Rio foi decisiva para que o Rio se tornasse a primeira cidade de Língua Portuguesa a conquistar o título de “Capital Mundial do Livro”. A partir de 23 de abril de 2025, quando se comemora o Dia Mundial do Livro, o Rio assume a posição por um ano.</p>
<p>O evento em 2025 se destaca pela sua curadoria diversa, com discussões contemporâneas. Para o “Palco Apoteose”, que vai reunir autores consagrados e personalidades, por exemplo, estão no comando de Thalita Rebouças, Clara Alves, Rosane Svartman e Clélia Bessa. Já o tradicional Café Literário, que completa 25 anos, terá conteúdos sugeridos por Lázaro Ramos, Flávia Oliveira, Luiz Antônio Simas, Pedro Pacífico (Bookster) e Bianca Ramoneda.</p>
<p>O maior festival de Literatura, Cultura e Entretenimento do país vai extrapolar o diálogo entre as diferentes narrativas, trazendo as histórias embaladas por um novo conceito de <em>Book Park</em>, em que o livro, é claro, permanece como protagonista desse parque de diversões literário.</p>
<p>O <em>Book Park</em> promove o encantamento e torna a celebração às histórias ainda mais envolvente e divertida. Entre as novidades imperdíveis estão a <strong>“Leitura nas Alturas”, uma roda-gigante</strong> que traz personagens e trechos de livros contados em áudio, e o <strong>“Labirinto de Histórias”,</strong> espaço interativo onde as obras ganham vida de forma lúdica.</p>
<p>O festival também terá um <strong><em>escape room</em></strong> que reproduzirá cenários literários com testes de conhecimento, enigmas e desafios promovidos pelas editoras. E o Apoteose ainda receberá a programação do pulsante palco <strong>“Páginas na Tela”,</strong> que conecta as narrativas do entretenimento de filmes, séries, novelas e streaming.</p>
<p>Já a nova<strong> “Praça Além da Página”, </strong>com curadoria de Holoiza Daou, será um ponto de encontro para leitores dividirem histórias, viverem desafios literários e explorarem a literatura de forma imersiva e interativa na área externa central do Riocentro. Saraus, jogos e atrações musicais serão algumas das novidades desse novo espaço de conteúdo.</p>
<p>O tradicional <strong>Café Literário</strong> vai permitir aos visitantes navegar por histórias e discussões mais aprofundadas. O Café vai abrigar também o<strong> “Páginas no Palco”,</strong> que reúne performances, leituras e monólogos de grandes personalidades do teatro, com peças adaptadas dos livros.</p>
<p>O <strong>Espaço Infantil</strong> continuará sendo o maior do evento, com cerca de 600 mil m2, e promete proporcionar vivências lúdicas e imersivas aos pequenos.  E, pela segunda edição consecutiva, a Bienal do Livro Rio traz um espaço totalmente dedicado aos fãs de quadrinhos e da cultura pop em geral. Sucesso na edição de 2023, <strong>o </strong><strong><em>Artists Alley</em></strong><strong>, </strong>que une literatura e arte, retorna com um reforço de peso: a curadoria do jornalista Sidney Gusman, referência do segmento no Brasil.</p>
<p>Fonte: <a href="https://diariodorio.com/bienal-do-livro-rio-anuncia-programacao-com-primeiros-autores-nacionais-e-internacionais-confirmados/">Diário do Rio</a></p>
<p>O post <a href="https://www.acqa.com.br/clipping/especiais/bienal-do-livro-rio-anuncia-programacao-com-primeiros-autores-nacionais-e-internacionais-confirmados/">Bienal do Livro Rio anuncia programação com primeiros autores nacionais e internacionais confirmados</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.acqa.com.br">ACQA / Ana Claudia Quintana Arantes</a>.</p>
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